30.12.12

Dias de sossego são bons para reflexão.
É bom pensarmos se realmente nos importamos com os outros ou somente com nós mesmos.Levo a alma leve porque quem eu amo, amo todos os minutos e quem eu não amo simplesmente são pessoas que não existem.
Sou dada a gostar de muita gente, amar nem tanto e odiar eu considero perda de tempo e energia.
Ou é ou não é.Afinal a vida sempre é curta quando não sabemos quando vamos desta prá melhor.
O final de ano é bom para reconsiderarmos estes amores e gostares.Infelizmente muita gente passou a não existir em 2012.Não existem  mais aquelas pessoas que só lembram de você quando estão passando por momentos ruins, porque afinal você tem um coração do tamanho do mundo que sabe acolher todo o mundo.
Resolvi priorizar, já que com a idade o tempo parece que encurta.
Em 2013 pretendo passar mais tempo com quem faz questão da minha companhia principalmente nos bons momentos.Porque nos ruins estarei lá de qualquer jeito.
Modéstia à parte, sou excelente companhia! E tudo que é bom deve ser cuidado e consumido com carinho.
Priorize-se também.
Quando você se preserva, se respeita e se admira torna-se muito melhor em amar o outro.
Desejo muito amor, e de qualidade, para todos vocês no ano que começa logo mais!!!




29.12.12


E lá tenho eu que sair com o vidro quebrado por aí, porque a única empresa, vinculada à minha seguradora, que troca vidros automotivos na cidade, entrou em férias coletivas de 21/12 a 02/01.
Pelo menos, ele, o vidro, está resistindo bem.
Finalmente tenho podido curtir o último recesso do ano. Nos intervalos deste delicioso dolce far niente leio o livro que me servirá de guia para o documentário.
Eu só sei de uma coisa:

25.12.12

VidaSempre a indesencorajada alma do homem 
resoluta indo à luta. 
(Os contingentes anteriores falharam? 
Pois mandaremos novos contingentes 
e outros mais novos.) 
Sempre o cerrado mistério 
de todas as idades deste mundo 
antigas ou recentes; 
sempre os ávidos olhos, hurras, palmas 
de boas-vindas, o ruidoso aplauso; 
sempre a alma insatisfeita, 
curiosa e por fim não convencida, 
lutando hoje como sempre, 
batalhando como sempre. 

Walt Whitman, in "Leaves of Grass"
Fonte: Citador

23.12.12

Eu disse que queria passar estes dias pesquisando, escrevendo e cozinhando.Mas amanhã terei de colocar o nariz na rua.
Ontem, em meio à compras básicas de frutas e verduras, uma manga despencou do céu e trincou o vidro do meu carro.
Quando liguei na seguradora o atendente me perguntou o tamanho da trinca:
- É maior que uma laranja?
- Muito, muito maior, maior que um melão, quase uma melancia.
- Nossa, então é grande mesmo!
Eu nunca ouvi dizer que alguém trafegando à  50km/h teve o párabrisa quebrado por uma manga.E é claro, que a partir daí, o estrago não podia ser pequeno.Um dos riscos da trinca atravessa o vidro de um lado ao outro.Quando bate o sol fica até bonito.
Bonita também ficou minha geléia de pimentão.Faz parte da entrada que vou levar no almoço do dia 25.
O prato é composto de queijo catupiry (o original, por favor), coberto com geléia de pimentão e torradinhas para acompanhar.
E como faz a geléia? Eu também não sabia, aprendi na semana passada.
Colocar no liquidificador 4 pimentões vermelhos grandes ( ou 5 menores), 1 pitada de sal, 4 colheres de sopa de água e 2 colheres de sopa de vinagre branco.Levar ao fogo com uma xícara de chá de açucar.Deixar em fogo baixo até reduzir ao ponto de geléia, mexendo uma vez ou outra para não grudar no fundo
Sei que a combinação de geléia de pimentão e queijo cremoso ( catupiry, cream cheese, brie) é um tanto estranha, mas eu garanto que fica fantástica!


A foto é da Cacau.

21.12.12

Me dei férias de hoje até quarta feira.Não esperem encontrar por aqui manifestações natalinas.Tenho uma relação muito particular com esta data. Considero uma data de recolhimento.Não sendo tão alienada assim também acredito que a época em questão represente a fraternidade, os reencontros, os perdões, enfim, a alegria em estar junto de pessoas que amamos.
Eu estararei principalmente junto de mim mesma. Aproveitarei a data para descansar o corpo e o espírito? Que nada, minha cabeça está fervilhando com meu próximo desafio, um documentário rico em complexidade.Tenho até o dia 07 de janeiro para postar, via correio, cinco vias do roteiro final.
Quando me perguntam como começar a roteirizar o que se tem na cabeça cito dois autores que gosto muito.
Um bem técnico, o Hugo Moss, e outra um tanto mais poético, Doc Comparato.

Mas é Paschoal Samora, cuja fotografia é pura poesia, quem diz:

"um documentário deve ser coletivo e mostrar uma situação pessoal como se pertencesse a todos, o público deve se identificar".



Encerro esta postagem com as palavras do Doc Comparato:
 "contar a história de uma pessoa, de um povo, de uma classe, de um gênero,um fato ou acontecimento histórico, não é apenas mostrar as pessoas falando com a câmera, não se trata de puro jornalismo... documentário é a poesia sobre o fato narrado... não precisa necessariamente de palavras, mas de música, de poesia, de imagem... cor, movimento, sensação e emoção dizem mais do que relatos puros."

Acordo mais cedo e me levanto para olhar pela janela do quarto o dia em que o mundo não acabou.
Está bonito demais!
Aproveito o silêncio para ler o que amigos escrevem por aí:


DIETA (Carol Montone) 

Dia a dia comia as cartas que ele não escrevia 
Uma a uma 
Sorvia a falta de lembranças entre o dito e o não dito, 
no silêncio de um rosto represado 
Sempre soube que dizer é deslize, 
quando não fatalidade 
Palavra tem certa vocação para traça 
A postos para corroer o traço 
de um desenho por natureza inacabado 
o amor

14.12.12

Adoro quando o cinema rompe com as imposições comerciais:


Melhor ainda quando as crianças podem participar:

13.12.12

Este é o melhor trabalho sobre consumismo infantil que já assisti:


Não dá para criarmos nossos filhos longe da televisão, mas podemos criar estratégias para mantê-los longe dela o máximo possível.

12.12.12

Com essa coisa de fim do mundo lembrei do Cazuza cantando com a Bebel Gilberto: Eu preciso dizer que eu te amo...tanto...
Hoje tive uma reunião para definir se eu pegava ou não um projeto cinematográfico para o ano que vem.
Peguei, na verdade fui cativada.Um documentário sobre uma mulher que ama a vida acima de todas as coisas. E também ela ama as pessoas com tal intensidade que me senti tentada a traduzir isso num filme, ou melhor, num roteiro que foi se formando poeticamente na minha cabeça enquanto ela falava.
E documentário é o tipo de coisa que fervilha em mim!

11.12.12

Tem dias em que é melhor escolhermos o que queremos ver.




4.12.12

Dizem que a história é cíclica.
Preocupo-me com Portugal, e olha que ainda há quem diga que não é para tanto.
Não sei, não!
Espero na verdade dias melhores para todos nós.
Por aqui gostaria de ver mais educação, segurança e justiça.
Por aí, principalmente mais esperança, pá!
E as preocupações com o além mar são antigas:


1975 ( Letra original, vetada pela censura da época)

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

1978 (segunda versão)

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

2013...

2.12.12

Bom dia!!!
Já disse que apesar de tudo o negócio é celebrarmos a vida, sempre...


Então, né?
Tá esperando o que prá ser feliz???

1.12.12

Hoje foi dia do encontro anual com meus colegas de classe da faculdade de jornalismo.
Tivemos a ilustre presença de um professor muito querido. Adorei o papo , depois de mais de vinte anos, ele continua ótimo. Lembramos de uma professora da teoria da comunicação que acabou se tornando uma grande amiga, até falecer de um câncer pavoroso, de pulmão , há 7 anos atrás.Conversa não faltou, havia temas para todos os gostos, afinal cada qual lá partiu para uma área. Tínhamos gente dos esportes, cultura, turismo, cinema, economia e política.
Claro que o assunto acaba sempre passando pela política econômica do pais.Uma opinião é unânime: falta educação de qualidade no Brasil. Nossa imagem é a melhor possível, somos uma maçã linda e brilhante por fora, mas bichada por dentro.E nossa geração não muda mais nada, se é que algum dia possa ter tido condições de mudar alguma coisa.Fomos sim idealistas.
Hoje também aconteceu a missa de sétimo dia de uma senhora que eu amava muito, mãe da minha cunhada.
Ao final do dia eu vejo que o importante é viver o aqui e o agora o mais intensamente possível.
Nos últimos 15 dias passsei por um desfalque profissional, um assalto, três aniversários e um encontro de "notáveis".E o que vale mesmo é ser feliz. Agora eu queria era poder abraçar todas as pessoas que realmente são importantes na minha vida. Entre tantos sins e nãos continuo sendo grata!



27.11.12

Eu costumava trocar cartas com a irmã mais velha do meu pai.Infelizmente ela morreu antes do advento da internet.Ela dizia, que ao contrário dos demais, eu me calava quando estava com problemas e escrevia quando estava bem.Na verdade eu não via sentido em ficar me lamuriando com ela ou com outra pessoa qualquer. Me fechava, como me fecho até hoje e fico pensando, pensando, pensando até conseguir sair das situações desagradáveis.Infelizmente nas últimas semanas meus pensamentos foram interrompidos por um assalto e um enterro.Ambos deixaram lacunas.Mas aos poucos volto a reorganizar meus pensamentos.Ainda dependo dos outros para ir e vir, mas na semana que vem já devo ter minha autonomia restaurada.Aí sim, volto a escrever.Enquanto o tempo trata de restaurar minha vida vou contemplando o silêncio.

21.11.12

Minha boa e velha amiga

Sei que minha urgência em amar e sentir-me amada parece muitas vezes exagerada. Refletindo sobre essa urgência penso que a responsável seja mesmo a morte. Desde a minha concepção, ela se fez presente algumas vezes, me sorriu e foi embora. Sempre de forma sutil e amável.
Gostaria de perguntar à ela o propósito de vir visitar-me tantas vezes e manter-me aqui. Na primeira vez eu estava ainda no útero da minha mãe.O meu mundo parou com o choque sofrido pela minha mãe com a morte da minha avó. No momento do meu nascimento novamente tudo parou.E quando a face da morte sorri para você, você pára de existir.O coração pára de bater e o mundo exterior fica bem distante, quase uma outra realidade.
Tinha até me esquecido dela quando aos 17 anos sofri um acidente de carro. Desta vez eu desmaiei e quando acordei vi a minha amiga já distante.Mas mesmo assim meu mundo parou. Eu não ouvia coisa alguma e as imagens eram confusas.Ela acenou-me de longe e partiu. 
O último encontro foi no assalto violento que sofremos.E apesar de fazer-se presente, desta vez ela me acalmou.Depois que ela sorriu para mim e foi embora, eu pude respirar aliviada e enfrentar com maior tranquilidade os ladrões.Foi o que me permitiu dialogar com eles com a calma que o momento exigia.Acredito que a morte esteja me testando e é com amor que tenho dialogado com ela.Espero que este diálogo se prolongue por muitos e muitos anos...
(Este texto escrevi há pouco mais de três anos)
E assim ontem ela visitou-me mais uma vez.Foi uma passagem rápida, uma fração de segundos. Quando percebi lá estava ela partindo outra vez em companhia de nove sujeitos. Espero que ela tenha piedade deles...   
Bem diz um ditado que não se deve reclamar se as coisas andam ruins, porque elas podem piorar.Desculpem o palavrão, mas PUTA QUE PARIU...eu já estava sem o cara metade, sem o carro e agora estou sem todos os meus documentos.
Saí agora à noite para buscar meu filho no treino, com o carro dos meus pais emprestado, e tomei um revólver na cara.Torturante mesmo é ver uma arma apontada para a cabeça do seu filho.Os bandidos levaram minha bolsa com metade da minha vida lá dentro.E eu ainda tenho que ser grata por não ter levado um tiro! Segurança: zero. Violência: dez. Impunidade: imensurável.
Perdoem o desabafo, mas é que isto cansa :o(

20.11.12

Sobrevivi ao feriado prolongado, sem o cara metade, sem carro, que aliás está na oficina já há 23 dias e sem muita vontade de fazer alguma coisa.Para quem pretendia passar todos os dias em casa até que perambulei bastante. A desejada catarse vai ficar para uma outra hora, por enquanto vou carregando comigo tudo aquilo que me faz bem e aquilo que nem tanto.Aproveitei para abusar das saladas, massas e frutas.Até banana caramelada eu fiz. Faltou-me tempo para assar uns pães.
Estou de olho nuns pãezinhos de maçã que a Carol Montone colocou no seu blog:

Pãozinho de Maçã da vovó Landa

Ingredientes:

2 tabletes de fermento
1 copo de água morna
1 xicara de açucar
1 colher (de café) de sal
3 colheres de manteiga
2 ovos

Modo de Preparo:
Desmanche o fermento na água mornada e junte os demais ingredientes. Acrescente 750 g de farinha de trigo e sove bem até levantar bolhas na massa. Deixe descansar por 1 hora . abra a massa e corte com um copo, formando circulos. Cada qual vc vai rechear com fatias de maçãs passadas em 3 colheres de manteiga derretida. Enrole o círculo e deixe descansar por mais uma hora. Asse em forno pre aquecido. 

Cobertura . Desmanche em banho maria 2 copos de açucar em 4 colheres de leite.

17.11.12

Eu posso ficar brava, chateada, caidinha e até soltar fogo pelas ventas, mas nunca, nunca mesmo, nem uma única vez fiquei amarga. Juro que tento, mas não compreendo pessoas que reagem assim.
Hoje tive de me controlar para não dar uma resposta mal educada. Eu procuro acreditar que a pessoa faz sem querer. A alma amarga transpira fel.
Fora que não sei viver a vida em branco e preto.

Estava lendo sobre o meu signo, coisa que hoje já não faço com frequência, pois um pouco da magia se foi com a idade e me deparo com isto:

O oitavo signo do zodíaco desperta a ira de alguns, o amor incondicional de outros, mas, acima de tudo, desperta a curiosidade de todos. Escorpião é sinônimo de mistério e segredo, intensidade e verdade, portanto, se não está pronto para viver a maior emoção de sua vida, nem inclua um escorpiano na sua lista de relacionamentos!
Geralmente, ou você o ama ou o odeia. Este nativo não consegue conviver com o meio-termo e nem pensa em fazer cerimônia. Da mesma forma, se ele não gostar de você, seu olhar já o fará entender isso.
Seu regente é Plutão, o planeta da morte, dos cortes, do renascimento. E é exatamente assim que um escorpiano leva a vida. Este nativo é o mais preparado para as perdas, tem o poder da fênix e costuma se levantar de todos os tombos. Nada parece detê-lo. Por outro lado, é extremamente possessivo e gosta de comandar a vida das pessoas com quem convive.
Pois bem, quem tem um escorpiano em casa sabe bem o que estão dizendo! Eu não mudaria uma única vírgula no texto, embora eu pense que eles não são assim tão preparados para perdas, acho que só reagem de uma forma melhor.
Mesmo assim sou apaixonada pela escorpiano que vive aqui. Ele vive me tirando do sério, como boa canceriana não podia ser nada diferente:
Um dos nativos mais cativantes do zodíaco é, certamente, o canceriano. As pessoas que pertencem a este signo costumam ser extremamente meigas e delicadas, com certo ar sentimentalista. A intuição é outra marca registrada. Nada passa despercebido pelo sexto sentido canceriano.
Mas, não se engane! Tanta ternura pode se transformar em um rancor interminável quando ele se sente prejudicado. Incapaz de se vingar, o nativo de câncer fica remoendo suas dores e suas lamentações por horas, dias ou anos. Porém, a percepção apurada faz com que ele saiba, exatamente, o melhor momento de se manifestar ou recuar. Muitas vezes esta manifestação é pior que a vingança!
Regido pela Lua, é dono de um temperamento único e marcante. O canceriano costuma chegar de mansinho, se abre aos poucos com as pessoas, se entusiasma com facilidade e se recolhe com rapidez.
A sua variação de humor pode ser considerada um de seus maiores defeitos.
Eu sou a doença e a cura.


(Fonte:www.zastros.com.br)
(Imagem: A briga entre Oberon e Titânia - Joseph Noel Paton)

15.11.12

Gosto imenso desta música do Chico. Ela é tão clara... nela vejo imagens e sensações literalmente boiando na minha frente.
Como uma contumaz afobada, adoro quando ele logo de cara já canta:
- Não se afobe, não, que nada é prá já.
Pois é, Chico...o amor na verdade sabe esperar, se bem que nem sempre em silêncio, porque tem dias em que ele grita insistentemente.
Gosto muito também da idéia de escafandristas remexendo no passado, aonde encontram misturados fragmentos de cartas, poemas, mentiras e fotografias, que imagino um tanto desbotadas, em meio aos ecos de almas que estiveram um dia, ou quem sabe eternamente, apaixonadas.
E será que somos, assim, tão estranhos? Talvez sim.
Ou talvez não.

10.11.12

Em primeiro lugar vem Arthur, a Dama do Lago e os cavaleiros da Távola Redonda, depois Robin Hood. Acho que assisti e li quase tudo o que podia sobre eles. E Oliver Queen, o Arqueiro Verde (Green Arrow), da DC Comics, não deixa de ser um Robin Hood moderno e como tal não poderia deixar de assistí-lo no Warner Channel.

A doce Polly acordou super bem humorada e dando uma arrumada nos CDs encontrou um dos 18 anos de carreira do Ultraje à Rigor.Foi muito bom para ela lembrar que já teve um tempo em que ela falava muito mais o que pensava.E esta música em especial traduz muito do meio por onde ela anda circulando ultimamente.

Tudo na boca do Roger parece tão normal, não é?

7.11.12

Minha mãe diz que tenho algum problema sério, que devo ter batido forte a cabeça ou coisa parecida, porque gosto mesmo de ir ao dentista, principalmente porque por volta dos sete anos eu mordi a mão de um sem dó nem piedade.Hoje chego a ir umas duas ou até três vezes em um ano.
Sempre vou achando que tem alguma coisa errada e está tudo certo.
Hoje não podia ser diferente. Sento, abro a boca e aponto o indicador para o fundo dela:
- Tem uma manchinha alí no fundo, acho que é cárie.
- Dói?
- Não, mas eu acho que é cárie!
O paciente dentista olha, olha, raspa com uma espátula e diz:
- É mancha!
- Tem certeza? Olha de novo.
Aqui qualquer outro já teria sido mal educado comigo.E volta o dentista pra minha boca:
- É mancha mesmo!
- Mas como, se eu nem fumo?
- Porque é normal, com a idade podem aparecer algumas manchas nos dentes.
- Então você pode olhar os outros também?
- Algum dói? A gengiva sangra?
- Não e não também.
   Depois de uma inspecionada minuciosa ele decreta:
- Não há nada de errado aí.Nem tártaro para ser removido.Pode ir e só volte no ano que vem.
- Tem certeza?
Ainda bem que ele me conhece desde os 15 anos de idade.Haja paciência.Mas acho que isso é trauma de infância, provavelmente alguém devia me dizer que se eu não cuidasse dos dentes ia perdê-los todos.Acho que era meu pai e pelo jeito o discurso funcionou.
 

4.11.12

Comédias românticas andam me perseguindo e esta última, Casa Comigo, tem um cenário de fundo delicioso, a Irlanda, de Dingle à Dublin.
Juro que me diverti muito esta manhã!
Gosto da idéia de que o que mais irrita é o que mais atrai e a forma como o amor se constrói à partir daí.

3.11.12

Acordo de madrugada e perco o sono.Minha cabeça não para.É tanta coisa que eu queria dizer, e não posso, que o sono escapa rapidinho.
Trocando os canais encontro Meg Ryan e Tom Hanks numa esquisita sintonia de amor no filme Sleepless in Seattle.Fico com eles até o encontro final no Empire State Building.
Depois ainda levo um tempo para conseguir dormir.Ainda dá tempo de pensar que se existe vida além da vida até que o fim do mundo em 2013 não é uma perspectiva tão ruim assim.Nos encontraremos todos em algum outro lugar.

2.11.12

Hoje não posso simplesmente puxar o freio de mão, dar um cavalo de pau, abrir a porta e descer deste veículo em alta velocidade que é a minha vida.
Quero regressar à Lisboa, mas não como fazem os viajantes mais tradicionais, quero chegar navegando, conduzida pelos sentidos atentos de um bom piloto de porto.
Quero cruzar o Atlântico e desembarcar ainda na primavera, ficar um tempo, visitar todos os cantos do país e vir embora no outono ou começo do inverno, antes do final do ano, seja ele qual for.
Não tenho pressa...mas aviso que vou navegando.

 

24.10.12

O amor é um sentimento dos mais complicados, além de muitas vezes um tanto controverso.
Quando tenho de inserí-lo num contexto baseio-me na forma como eu o enxergo.Construir uma personagem envolvida numa relação amorosa é um desafio, principalmente para não deixá-la cair no piegas ou superficial.É preciso muito mais do que poesia.
Claro que vejo o amor hoje diferentemente do que quando adolescente.Aliás, por melhor que sejam, não ficamos suspirando com as poesias de Vinicius a vida inteira. Mas, poetinha, me explica uma coisa, e se o amor durar uma vida inteira?
Sei que esta minha visão sobre o mais importante sentimento ainda vai mudar muitas e muitas vezes.Talvez porque consigamos vê-lo melhor conforme amadurecemos.E olha que o que vemos e o que sentimos parecem mesmo indissociáveis.
Agora percebo o quanto fui amada e daquele jeito que o amor é tanto que chega a doer.Tem gente que vive uma vida inteira sem ter sentido ou provocado algo parecido. O amor estava lá, cego, pulsante, vivo e eu ainda tinha dúvidas.E diante de tanta incerteza, corri na direção contrária. Hoje, depois de ver tanto amor por aqui e por alí, sei que um amor como aquele é presente raro.
Foi bom enxergar que fui e talvez ainda seja tão amada assim. Numa idade em que se vive de ilusões não consegui ver o que de real e concreto se apresentava bem na frente do meu nariz.
Certo estava Caetano quando cantou que só ia gostar de quem dele gostasse. Agradeço hoje por todo o amor que eu não soube retribuir.
Vinicius e Toquinho tem lá os seus conselhos para se viver um grande amor. Eu só digo uma coisa: presta atenção porque amor se merece inteiro!

23.10.12

Hoje choveu tudo o que podia... Nem vou contar a emoção que é pegar estrada com chuva e com a ventoinha do ar condicionado quebrada.Nem a ventilação funcionava.De tantos em tantos quilômetros era preciso abrir os vidros pois embaçava tudo. O melhor do dia foi chegar em casa e irmos todos para um happy hour com aniversário. Si señor, a bebida estava estupidamente gelada. Os nachos com guacamole perfeitos, embora o tempero estivesse carregado no coentro. Mas eu gosto! Boa conversa, boa companhia, boa bebida e boa comida... Viver é celebrar e conviver com quem ainda acha graça no seu jeito de ser não tem preço. Eu diria que assim até vale a pena acordar mais cedo com esse tal horário de verão.Dizem que ele é necessário para economizar energia, mas eu não gosto, afinal eu gosto da noite!

22.10.12

Não sei se acho engraçado ou se sinto saudades. Talvez eu só ache graça mesmo nas músicas que escutávamos nos bailinhos que aconteciam nas garagens e salas de estar. Sumiam os móveis, colocava-se um globo espelhado no teto, luz negra e algumas caixas de som.Era animado, havia muita conversa e refrigerante, até que começavam a tocar as músicas lentas. Algumas vezes ficava tão escuro que só no jardim ou na calçada é que conseguíamos ver direito com quem estávamos dançando.Assim começaram muitos namoros, inclusive alguns duram até hoje. Hoje, navegando pelo You tube, encontrei algumas pérolas daqueles momentos:




Acho que era por aí...

20.10.12

Como tudo o que é muito bom dura pouco, voltamos à programação normal.
Mas valeu o porre de felicidade do outro dia.O melhor é que o efeito leva um tempo para passar.
Ainda escuto os passarinhos da Cinderela cantando enquanto preparo meu estoque de molho de tomate natural.Não resisti ao ver no verdureiro uns caixotes de tomates firmes e bem vermelhos, perfeitos para molho.
Enquanto os tomates cozinhavam deu tempo de assistir a versão de 2009 de "O retrato de Dorian Gray". Lembro o quanto me impressionou, quando garota, a versão em P&B, que vejo agora que é de 1945.
Sou mais o Dorian, interpretado por Ben Barnes.
É um ator que tem futuro!

18.10.12

Começo o dia como canta o samba enredo da União Ilha do Governador de 1991:

"Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, que eu tô feliz"

Na verdade não há nada que me deixe mais feliz do que uma realização pessoal, principalmente porque nunca fui de ficar esperando que as coisas simplesmente acontecessem.Não tenho temperamento para isso, talvez eu não saiba esperar.Muitas vezes atropelo tudo por conta de tanta pressa...certa ou errada é assim que eu sei ser.
Hoje estou feliz porque faz um bom tempo que ando remando, remando, remando, sem avistar praia alguma e enfim meus olhos identificam uma luminosa faixa de areia logo a frente.E ela tem um sabor doce e intenso e posso senti-la com  meus pés.Como é duro acreditar que o caminho que escolheu está certo quando os outros ao seu lado já desistiram.É preciso além de força, coragem, para manter-se firme diante de tanta descrença.Eu soube escutar todas as críticas em silêncio e só eu sei o quanto isso me doeu.
Agora sim posso relaxar um pouco e me permitir sentir coisas como saudade, mas só daquilo que me enche o coração, a alma e a boca de alegria.

14.10.12

Putz..errei o pudim de leite.E olha que é coisa fácil de se fazer.Abri a geladeira e tinha três ovos, achei que dava para as duas latas de leite condensado.Só que não deu...o pudim ficou moleeeeeeee....até desenformou inteiro mas depois de servido ficou todo esparramado pela travessa.Esteticamente uma desgraça!
Tem receitas que não dão conserto e pudim definitivamente é uma delas. Fora que é uma das poucas sobremesas que eu pessoalmente não gosto.Eu devia ter feito um manjar de coco com calda de ameixa.
Eu queria tanto um feriado para descansar e agora conto os minutos para a segunda feira.Parece muita incongruência e é.

13.10.12

Clarice Falcão é mesmo um encanto! Com seu jeito de menina, bonita e inteligente não tem quem não se renda.Gosto do seu trabalho como atriz e agora me surpreendo com seu lado cantora e compositora.Isso sem falar que ela é filha de um dos meus roteiristas favorito, João Falcão (O Auto da Compadecida e Fica Comigo esta noite).Porque não é somente pegar um texto, um livro, uma história e transformar em roteiro, é preciso talento.Ele sempre encontra "a mais justa adequação" como canta Caetano em O Quereres.Isto sem falar que o João Falcão também é compositor.

10.10.12

Afff...sabe aquele dia em que você até aventa a possibilidade de ficar perdida numa ilha deserta com uma mochila do MacGyver...não pela vida toda, mas pelo menos por uma semana?
Então, cheguei em casa só agora e perdi um compromisso pessoal bem importante: o lançamento de dois curtas infantis, sendo que de um sou a autora ...mas, enfim, fica o desejo de sucesso para toda a equipe.
Isto porque fiquei presa no escritório numa reunião inadiável, pouco suportável e também interminável. Como aprendi desde cedo, primeiro a devoção, depois o prazer. Ô dureza, viu?
Tem horas em que a ignorância dos fatos é uma benção.
Juro que dá até vontade de cantar aquela música da Rita:

6.10.12

Faltam agora poucas horas para as eleições municipais e meu sentimento de descrença política só aumenta.Em quem vou votar, no menos pior, uma vez que meu candidato aparece nas pesquisas com somente 1,2% das intenções de voto?
Há mais de um ano a cidade vem sendo bombardeada por escândalos políticos envolvendo volumosas quantias de dinheiro, abertamente desviadas dos cofres da prefeitura por seus, ou que deveriam ser nossos, representantes.Dos vereadores, então, não escutei nada que valesse um único voto.Todos trabalhando em causa própria.
A cidade caminha e progride graças à teimosia da população e do setor privado.Infelizmente pouco podemos contar com o poder público municipal.Nossas escolas estão caindo aos pedaços, na saúde faltam médicos, remédios e materiais básicos para o atendimento.Da segurança não dá nem prá falar.Outro dia mesmo ladrões assaltaram uma agência bancária numa movimentada avenida, às 18:00h, e fugiram levando um policial como refém, na própria viatura da Polícia.
Nossas ruas têm mais buracos que um queijo suiço , isso sem falar em alguns bairros da periferia que nem ruas têm direito.O transporte urbano municipal é uma vergonha! Tratamento de lixo, reciclagem, o que é isso mesmo?
Nossas estradas, privatizadas, são consideradas as melhores do país, mas toda semana registram, pelo menos, um acidente grave, geralmente com vítimas.Ontem mesmo, na Rodovia dos Bandeirantes tinha um corpo estirado no chão, inerte, alguns metros após um acidente envolvendo dois carros e uma moto.O rapaz, provavelmente, era o condutor da motocicleta. E ainda temos que achar que isso é normal.As pessoas dirigem feito verdadeiros animais e não há quem lhes aplique uma punição.Aí fica fácil!
Voltando às eleições de amanhã, são só promessas.Então, o que fazemos, vamos votar em quem promete melhor?

2.10.12

Vocês sabiam que Mandinga, no Brasil Colonial, era a designação de um grupo étnico oriundo da África Ocidental, praticante do islamismo, possuidor do hábito de carregar junto ao peito, pendurado em um cordão, pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do alcorão, que negros de outras etnias denominavam patuá?
Depois de feita a inscrição, o couro era dobrado e fechado costurando-se uma borda na outra. A bolsa de mandinga, como também ficou conhecida, era uma forma de exercer uma medicina mágica, com implicações corporais e espirituais, especialmente pela precariedade da assistência médica do período.
Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, cerca de um terço da população mandinga, também conhecidos como malês, foi embarcada para a América como escravos, após a captura em conflitos. (Fonte: Wikipédia)

1.10.12

Dias longos, dias soltos, dias bons...assim é que quero meus dias! Também não quero contá-los como fez Florentino nos tempos do cólera: 51 anos, 9 meses e 4 dias.Por isso quero-os soltos, assim como as horas e as ondas que quebram seja no mar ou seja no rio, sem mais nem porquê, orquestradas pelo que é invisível aos olhos.

30.9.12

Acho tão cinematográfico o amor passional.Tão cheio de cores, assim como Carmen.



Pena que seja trágico!

25.9.12

Minha mãe bem que me dizia que eu não tivesse pressa para crescer.Mas eu tive!
Talvez por causa da vivência adquirida eu consiga enxergar as situações como um todo.
Na verdade isto eu aprendi com um amigo que trabalhou muitos anos numa empresa petrolífera.Em situações de conflito, principalmente intermediações de greves, ele dizia que tinha de focar no líder do movimento sem perder o foco geral.E deveria estudar todas as possibilidades de fracasso para obter sucesso.Eu achava um pouco de exagero, mas percebo que hoje faço exatamente assim.Só que é muito estressante.Você, automaticamente, passa a estar sempre alerta. Eu até que lido bem com isto, mas tem dias em que a cabeça fica cheia demais.
Nunca, chegar em casa e tirar os sapatos foi tão reconfortante.Algumas pequenas coisas, como sentar-se na poltrona e ver a chuva caindo lá fora, ganham um novo significado. Eu posso dizer que chega a ser uma sensação libertadora. Melhor ainda com um cálice de vinho do Porto enquanto o jantar gratina no forno.



O jantar que gratina no forno: chegou na família com o nome de frango mexicano e assim ficou.
São tirinhas de filé de frango temperado passadas no azeite, com cebola e cheiro verde e um molho encorpado de tomate, tipo purê ou extrato.Num refratário vai o frango e por cima um creme de milho (molho branco + milho em grãos), finalizando com queijo parmesão de qualidade.

23.9.12

Segundo Arnaldo Jabor :
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

22.9.12

Muitas pessoas acreditam que quando envelhecemos nossa atividade cerebral diminui. Nem vou entrar nesta questão, mas acredito que com treino tudo seja possível, até mesmo, aprender e desenvolver novas habilidades. Depois de um dia inteiro estudando um manual de 280 páginas sobre vetores e imagens 2 e 3D (não cheguei nem na centésima ainda) comecei a noite assistindo "Planeta dos Macacos : a origem".  



Gostei da forma como justificaram o desenvolvimento da inteligência dos primatas.
Eu também gosto daquilo que me desafia.Acho que mais algumas semanas e já estou vetorizando qualquer imagem.Hoje reconheço como foram importantes as minhas aulas de geometria no colégio, assim como as aulas de desenho industrial que tive no primeiro ano do curso de comunicação visual.Nunca imaginei que me seriam tão úteis.Naquela época era tudo no lápis e papel, que hoje foram substituídos por um monitor e um mouse.

18.9.12

Tem dias em que estamos potencialmente mais sentimentais.Nestes dias costumo ter saudades, inclusive, daquilo que não vivi.



Bedřich Smetana compôs, surdo, o poema sinfônico O Moldova, que eu considero lindíssimo.O título é o nome de um rio da República Checa que nasce nos bosques da Boémia e que com seus 435km atravessa a cidade de Praga.


Moldávia ou Moldova é também o nome de um pequeno país da Europa Oriental.Ele já foi maior, mas uma parte de seu território foi entregue aos russos, através de um tratado em 1812.Em 1918, este tal território, a Bessarábia, declarou sua independência e uniu-se ao Reino da Romênia.
Neste meio tempo, lá por 1900 e qualquer coisa, meu bisavô russo conheceu minha bisavó, na Bessarábia, e de lá vieram para o Brasil em 1917, já com meu avô no colo.
Tem dias em que gosto de pensar o passado com carinho!

15.9.12

Hoje aprendi o que é um capacitor, na verdade eu tinha uma vaga lembrança do que era das aulas de física.Porque é claro que tem algumas coisas que quebram justamente quando o cara metade não está.Mas já está tudo resolvido! Toda vez que ele viaja eu faço um cursinho intensivo.Da última vez foi de hidráulica, agora de eletromecânica.Já aprendi também como utilizar o serviço S.O.S. da seguradora , além de como buscar o filho na balada, em segurança, de madrugada.Sem falar que aprimorei a técnica de estar em diversos lugares ao mesmo tempo ou quase isto. Ainda consegui não perder o último episódio da primeira temporada da série Once upon a time. Hohoho...e claro que não mostraram o que aconteceu com Pinocchio.



Gosto da forma como o personagem foi construído.E fora que a química entre ele e a protagonista é uma delícia de se ver.Ele é irritantemente cativante, mesmo com suas falhas, mentiras e conflitos internos.

12.9.12

As praças dos leitores (7)

Para participar do jogo de adivinhas promovido pelo Carlos, escolhi uma das últimas praças por onde pude passar e ficar por algumas boas horas. Quando dei por mim já era noite.Por sorte, em Lisboa encontra-se sempre táxi disponível à qualquer hora do dia e da noite.E olha que tinha jogo do Benfica naquele dia.


Nas tardes quentes de verão sugiro uma paradinha no quiosque da praça para um chá gelado, um sorvete ou ainda uma cerveja. Assim podemos observar mães e filhos descontraídos, amigos em bate papos animados e, tendo sorte, alguns navios que passam por uma fresta de vista que nos denuncia que lá embaixo passa o Tejo. Logo ao lado, se fecharmos os olhos, ainda escutamos o eco da voz de Amália.
Sim, estou falando da praça, também chamada de jardim, parque ou ainda miradouro, Botto Machado, no Campo de Santa Clara.
Ufa...estou voltando ao normal, acho eu. Enquanto aproveito a pausa entre o trabalho e meu segundo turno que inclui levar o filho para cima e para baixo e no meio tempo jantar com meus pais, parei para comprar frutas e verduras.
Vi lá uma caixinha de tomates cereja que gritavam com os bracinhos estendidos:
- Nos comam, nos comam.
Eles era redondinhos, firmes e brilhantes. Ao chegar em casa, coloquei o restante das compras sobre a mesa, corri para a torneira, lavei a caixa todinha de 200 gr de tomatinhos e passados alguns minutos não sobrou nem um para contar história. Tudo resultado de uma vontade compulsiva por tomatinhos ou um surto de rubrofrutofagia.


11.9.12

Quem me viu e quem me vê...terminar o dia comendo um sanduíche de linguiça seria a alternativa mais improvável há uns anos atrás, por conta de um conceito de alimentação saudável que adotei.
É fato que quando o cara metade não está, cozinhar não tem a mesma graça.Normalmente é quando conversamos sobre como foi o trabalho, ele dá pitaco nas minhas panelas e eu nas dele. É aquela cumplicidade conquistada com anos de convivência.
Aí meu filho sai da escola e me fala que está querendo comer o lanche de linguiça que a uruguaia (de um quiosque que tinha aqui perto) fazia.
Peguei pão fresco na padaria e mãos à obra.Tirei do freezer algumas linguiças para churrasco Seara.As outras marcas que me perdoem, mas elas são as melhores.Do freezer, foram para o microondas e de lá para a frigideira anti aderente.
Abri os pães, coloquei em cada: uma linguiça, rodelas de tomate, uma fatia de queijo fresco e chamei os cachorros.Enquanto as linguiças cozinhavam ainda deu tempo de bater um suco natural de maracujá.
E não ficou bom, ficou ótimo!!!

10.9.12

Alguém de Podgórica me visitou aqui no blog hoje. Fiquei curiosa e fui ver de onde vem a pessoa : algumas vezes transliterada como Podgoritsa ou Podgoritza é a capital de Montenegro. Está localizada no sudeste da Europa a 44 metros acima do nível do mar. Segundo o censo de 2003 a população é de 136.473 habitantes.Hoje estima-se que gira em torno de 150,977.Gostei!

9.9.12

Esta é só prá lembrar como é bom quando estamos apaixonados.



Normalmente as paixões arrebatadoras não duram para sempre como desejam os envolvidos, mas vale, e muito, como exemplo de felicidade.
E como dizia o "poetinha":

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Estes versos me fazem lembrar das aulas de língua portuguesa do ginásio.Enquanto a professora nos pedia para escrevermos sonetos seguindo métrica, ritmo e rimas, íamos despejando palavras sobre o papel e sonhando com amores apaixonados.    
Trilha sonora de domingo



Sempre gostei mais das figuras nas páginas dos livros do que na parede.E as letras desenhadas me encantaram desde cedo.Assim como as ervas nos canteiros e os vitrais em castelos e igrejas, aliás era o que prendia minha atenção nas poucas vezes em que entrei em algumas.Até mesmo no Mosteiro dos Jerónimos, que tem um arquitetura deslumbrante, que fotografias não conseguem traduzir, fiquei encantada com os vitrais.



Bora lá prá cozinha perfumar a casa!!!

7.9.12

Hoje, feriado, a preguiça chegou e parou aqui em casa.Se é considerada pecado, veio em muito boa hora.


Ontem à tarde minha cachorra voltou para casa depois de uma cirurgia de retirada de um tumor, mais o útero e ovários.Tadinha, ela ainda tá quietinha, mas sendo cuidada com muito amor e carinho, além dos antibióticos de 12 em 12 horas.Agora é só esperar uma rápida recuperação.
Me limitei a descongelar alguma coisa para o almoço e até pensei em tomar um chá mais tarde, mas está um calor dos infernos.Na verdade o que mata é a secura do ar. A umidade relativa hoje manteve-se em 29%.Nos desertos ela chega aos 15%.Ou seja, estamos quase lá!
Foi bom ficar de bobeira o dia todo, só assim pude assistir o concerto do The Corrs no The Royal Albert Hall na íntegra.

2.9.12

Como andam curtos os meus dias.Já pensei na possibilidade de dormir menos, mas não vai dar, minhas sete horas de sono são sagradas.Outro dia uma conhecida perguntou o meu segredo para ter uma pele sempre com ar jovial. Eu nem sabia que é esta a impressão que passo.
Eu ia dizer que é porque pessoas mais gordas costumam ter peles mais lisas e sem rugas, mas respondi que deve ser porque durmo bem, bebo muita água e gosto e tento estar sempre de bom humor.
Quando contrariada raramente durmo sobre o problema.Dotada de uma personalidade extremamente impulsiva nunca demoro muito para resolver uma questão. Aproveito uma boa noite de sono que é quando meu cérebro faz as suas melhores sinapses.Tenho por hábito sair da cama e logo tomar banho.Muitas vezes é embaixo do chuveiro que as fichas caem.Começo o dia com a mente à mil e vou dormir com ela à cem.
Água...não sei viver sem ela.É o único líquido que realmente mata minha sede e limpa o meu corpo.Eu gosto de um suco de frutas, de um bom vinho e até mesmo de uma dose ou outra de um bom destilado, mas me acabo mesmo é na água.Toda noite, antes de dormir, tomo pelo menos um litro.
E bom humor...bem, raramente alguém me vê sem um sorriso no rosto.Mesmo contrariada não consigo ficar emburrada. Nestas horas eu disparo palavras feito uma metralhadora.Quando me calo por muito tempo é porque estou triste, mas mesmo quando choro ainda consigo sorrir, talvez porque eu chore devagar, com aquelas lágrimas rolando lentamente pelas bochechas.Conto nos dedos de uma mão as vezes que chorei de soluçar.
Pensando bem, eu nunca fui de torrar ao sol e nem de me bezuntar com cremes e loções.E muitas vezes opto por almoçar limonada e algumas frutas como maçã, goiaba, melão, pera, caqui, morango, pêssego, uva ou ameixa.
As dicas dos especialistas para se ter uma boa pele são muitas, as minhas são estas.


28.8.12

Embora pareça que enfim as tempestades pararam de jogar o barco de um lado para o outro, vejo ainda algumas nuvens à frente, mas por trás delas um céu azul, lindo e claro. Perfeito para escutar músicas que me fazem um bem danado à alma, mesmo sabendo que amanhã já acordo carregando algumas pedras.
E nada melhor neste momento que um pouco de MPB. Gosto das letras, dos ritmos, dos timbres, de tudo.
É linda esta música, não?

26.8.12

Volto aqui hoje porque preciso. Vou contar que há mais de 20 anos eu não escutava esta música. É a poesia e todo o amor e os sonhos que nela incidem.

 
Honestamente nunca pude ser rotulada como uma pessoa comum. Quando adolescente eu adorava visitar o Instituto Butantan. Conhecia de cor o procedimento de extração de venenos.Acho que partiu daí o impulso para prestar Biologia.Curso que nunca terminei porque não consegui me ver trancada em um laboratório.


Muito bem, esta é definitivamente uma das músicas mais românticas que conheço.



Tão romântica que infelizmente não dá para trazermos para a realidade.
Uma vida cor de rosa, sonhada, não faz bem à saúde.

E falando de amor lembrei-me de uma resposta que dei outro dia sobre a morte:

"Talvez por experiências pessoais vejo o momento do nascimento e o da morte muito próximos, mais ou menos como o silêncio que antecede a tempestade.Se estamos aqui, conscientes, antes ou depois, ninguém sabe afirmar com certeza.Daí que o que me importa é o tempo compreendido entre os dois extremos.Posso até buscar respostas no antes e no depois, mas nunca viver em função delas."
A verdade é que as respostas nunca são muito claras. As promessas de vida e amor eternos são muitas, mas depois de partirmos nada mais importa. Quando mais novos sonhamos mais porque temos tempo de sobra.Não diria que não sonho mais, só que agora sonho diferente!

24.8.12

Enquanto aguardo uns minutinhos para o início do segundo round do meu dia preciso dividir com vocês uma receita, quase um truque, que aprendi esta semana.É ridículo de tão fácil e fica uma delícia.
Como estamos numa fase sem frituras aqui em casa, aliás esta fase anda durando...outro dia optei por fazer uma polenta mole.Das outras vezes que tentei foi um tal de pular polenta prá todo lado e ainda me queimava o fundo da panela se eu descuidasse um pouquinho.
Aqui está o segredo: a panela de pressão.



Segui a receita que peguei na Net e deu certinho!
Coloquei na panela :

1 copo de fubá
3 copos de água
1 colher (sopa) de manteiga , margarina ou azeite
1 tablete de caldo concentrado de carne, frango ou legumes
1 pitada de sal (opcional)

Mexi tudo e quando começou a ferver, fechei a panela e deixei cozinhar, em fogo baixo, por 20 minutos.
Depois de deixar sair todo o ar da panela, coloquei a polenta numa travessa funda, polvilhei com um pouco de parmesão ralado e estava pronta para acompanhar qualquer prato com molho. Fácil, não?

19.8.12

Praças de verão.......e de todos os tempos!

O Carlos lançou o desafio para escrevermos algumas linhas sobre uma praça que significasse algo para nós.Me perdi entre tantas opções e acabei descobrindo que adoro praças.Como não consegui escolher uma  única e nem tampouco escrever algumas poucas linhas, resolvi trazer o tema prá cá.
Quando eu morava na capital as praças eram um pouco distantes de casa, a mais próxima ficava à uns 10 quarteirões, na época era chamada de Praça Buenos Aires, hoje chamam de Parque. Era o que existia de mais próximo de natureza que eu tinha.Adolescente, eu gostava de passear por lá e sentar-me embaixo de suas árvores.Era meio que um oásis.



Fui crescendo e passei a reparar mais nas praças, principalmente no interior e em pequenas cidades praianas. Gostava de me sentar em seus bancos e ficar observando as pessoas passarem.Assim conhece-se um pouco dos costumes locais.
De tantas praças há uma que está mais fresca em minha memória, é outra praça que na verdade é como um parque e é conhecida pelo nome de  Jardim Botto Machado.  Lá passei horas mais que agradáveis.Fazia calor e tomei , em companhia de uma amiga de infância e nossos filhos, o melhor chá gelado do planeta.Ficamos até a noite chegar, tanto que me assustei quando olhei as horas.


Uma outra praça, por onde passei somente de carro, me serviu de referência para todo o período que passei em Lisboa.Para não me perder, sempre que eu tinha de voltar dirigindo para o hotel, voltava primeiro para a Praça Marquês de Pombal.Com certeza haveria caminhos mais curtos e até mais fáceis, mas eu preferia seguir sempre a mesma referência.E deu certo!


Bem, não foram poucas linhas e se eu continuar, este post não vai ter fim. Por enquanto é só! Aproveitem o restante do domingo e quem sabe possam passar o final de tarde numa praça próxima de vocês.

17.8.12

Isto é exatamente o que eu precisava escutar hoje:

"A Lua, regente canceriano, está na fase nova, indício de uma nova etapa. Ciclo importante se inicia em relação à expressão de seus talentos e aos recursos e valores pessoais. Novo momento nas finanças como consequência da valorização de suas habilidades. Criatividade e reconhecimento."

Agora não é uma questão de acreditar ou não na astrologia, mas sim de ter certeza do meu potencial criativo numa área por onde só passei, até então, ao largo.


15.8.12

Ô mundinho surpreendente!!!
Na última vez em que estive na filial, com uma pilha de problemas para resolver e mais um tanto de gente para atender, apareceu um cachorro na minha janela.Ele pulou, colocou a carona para dentro da sala e choramingou chamando a minha atenção.
Fui até janela, fiz carinho nele, que abanava o rabo sem parar e perguntei se alguém o conhecia. Nada, ele havia aparecido por lá naquela manhã, perguntaram aos vizinhos, mas ninguém havia dado conta do seu sumiço.
Parei de brincar com ele e voltei para a minha mesa. Quando dei por  mim ele estava dentro da sala com a cabeça na minha perna, com cara de judiação, me pedindo mais carinho.E lá fui eu.Depois de um tempo e como eu tinha muito trabalho lhe disse: Agora chega, vai deitar!
E não é que ele foi ? Ficou deitadinho, sob protestos dos meus colegas de trabalho, embaixo da minha cadeira até a hora de eu vir embora.Nesse meio tempo lhe dei água, comida e ele até dormiu profundamente.
No final da tarde, saí da sala e ele me acompanhou.Fui pegar o carro e ele ficou parado na porta do escritório e eu juro que foi acompanhando o carro com o olhar até eu sumir no fim da rua.


Honestamente, espero encontrá-lo lá amanhã.Tem horas em que os animais são infinitamente melhores do que os homens.Ele tem mais ou menos a carinha do cachorro da foto e já lhe dei até nome: Tufão.

12.8.12

Ontem a noite foi rica...de alegria, de boa conversa, de companhia.Os que dizem que atletas e intelectuais pertencem a tribos diferentes estão enganados.A geração mais nova é mesmo um pouco desinformada por conta das inúmeras distrações tecnológicas.Mas quando reunimos os mais novos e os mais velhos as trocas são bem interessantes.Dá conversa até altas horas da madrugada.
E todo tipo de assunto vai surgindo: trocamos receitas, discutimos a hidrografia brasileira, livros, autores, a fauna, a flora, expectativas, olimpíadas, boxe, Chico Buarque, Tom, Caetano, Vinicius, Gil e Jaques MorelenQUEM??? Morelenbaum.
Alguém lembra de uma viagem que fez nos anos 70 e a conversa ganha novos rumos e sem sair do continente, vamos do calor extremo da Bahia, da umidade Amazônica, da secura de Brasília ao frio intenso de Ushuaia.Gostos diferentes tornando a noite prá lá de interessante.

6.8.12

A vida lá fora está chamando...além dos muitos compromissos assumidos e o lazer aproveitado descaradamente, ainda tenho administrado o trabalho diário com os noticiários sobre o Mensalão.
Infelizmente não acredito que alguma justiça seja feita...é frustrante...
Então...a vida está me chamando lá fora!

3.8.12

"O que é o equilíbrio entre o corpo e a mente?
É o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo. "
Joseph H. Pilates



Ontem minha alma chorou ao chegar na filial.Eu sabia que a cena que encontraria lá me partiria o coração ao meio.Nem bem entrei escutei o som da moto serra e me calei.
Olhei para a esquerda e lá no fundo avistei pelo menos uma meia dúzia de árvores tombadas.Ainda recusando aceitar o fim delas, fui ver de perto o estrago das tais "brocas".
Os troncos, por dentro, estavam mesmo apodrecidos, inclusive outro dia, durante uma ventania um pouco mais forte, o galho de uma sibipiruna quase acertou o carro de um cliente.Por fora o aspecto é normal, mas por dentro estão todas doentes.
Como além de jornalista, roteirista, fotógrafa e instrumentadora, fiz também curso de paisagismo, fui chamada para acompanhar o problema das árvores.Não foi falta de aviso, de tanto fazerem podas de qualquer jeito, uma hora isso ia acontecer.
Eu aprendi que após cada poda é bom passar no local a calda bordalesa (de fumo) e cobrir a área com cera/parafina.Alguns jardineiros aplicam cal ou inseticidas.
Estou agora à procura de mudas de jacarandás mimosos, magnólias, eucaliptos vermelhos e cerejeiras ornamentais, para substituir as quase 50 árvores, condenadas, que precisarão ser arrancadas.Doeu, viu?
Na verdade, derramei lágrimas de verdade quando peguei a estrada de volta prá casa.


Já disse para eles que não quero nem saber, mas vão ter que arrumar uma área para eu plantar pelo menos um Eucalipto Arco íris (Eucalyptus deglupta).Sua casca externa cai anualmente em diferentes épocas, deixando aparecer o verde claro da parte interna, que amadurecendo gradualmente, resulta em tons de azul, roxo, laranja e marrom.

Cheguei ontem da filial ainda no meio da tarde e aproveitei para ir ao Poupatempo renovar a minha Carteira de Motorista que vencia agora em Agosto.Minha surpresa foi descobrir que o serviço melhorou, e muito, desde a última vez que estive lá, há mais ou menos uns 3 anos.Muito menos burocrático e com funcionários educados e prestativos.
Mesmo assim, entre estacionar e pegar novamente o carro levei uma hora e meia.Isso porque você deixa o carro no estacionamento do shopping, pega o elevador, pega senha, faz check list dos documentos, depois entrega-os para outro atendente, em seguida tira fotografia, deixa suas digitais, passa por exame médico, recolhe taxa no banco e enfim pega o protocolo de retirada.
E deu tempo de chegar em casa com tempo para preparar bolinhos de abobrinha para o jantar, uma das únicas frituras permitidas aqui em casa.Ficaram deliciosos!!!


1.8.12

Tem dias em que escutar uma música faz toda a diferença!

30.7.12

Pensei muito na vida neste final de semana.Alguns momentos de silêncio foram suficientes para que eu formulasse um tanto quase que infinito de perguntas, na sua maioria sem respostas.Comecei pela batidíssima "Porque estou aqui?", sem antes não deixar de passar pela famosa "Qual o sentido da vida?".
Vejo vidas entrelaçadas de tantas maneiras e de uma forma tão intensa que nada poderá desatar os nós que as mantém unidas. Mas por quê? Se em sua maioria são histórias sem final.Quantas vezes escutamos que tal situação esteve mal resolvida durante anos? E tem tanta coisa, que por mais que eu queira nunca estará resolvido.E por que simplesmente não me esqueço delas? Deveríamos ter um botão aonde fosse possível deletar para sempre tudo o que não nos faz feliz.
Não estou reclamando de sofrer, acredito que até faça parte do nosso crescimento.Só queria ser menos sensível ao mundo que me rodeia.Mas não consigo. Da mesma forma que sinto a brisa que me toca a pele e o vento que me desmancha os cabelos, sinto o que não é dito.Sei ler os sentimentos alheios.Aliás, mais do que ler, sei sentir.E para quê, se eu não posso mudar o que acontece aos outros?
Sei exatamente quando alguém está indo contra a sua natureza, como sei também quando esta pessoa vai cair em si e sei até mesmo o quanto vai sofrer.E como eu sei? Não sei, porque é algo que acontece muito mais no mundo das percepções do que no real. E como eu ajo em momentos assim? Eu tento falar, mas quando a pessoa não quer escutar, eu me afasto, mas continuo conectada.
Mais uma vez me pergunto "O que estou fazendo aqui?", quando cada pessoa deveria ser independente do outro. Qual o sentido do eterno religare se tudo parece se acabar de repente? Se não existe o depois como é o hoje, por que estamos sempre ligados, de um modo ou de outro? E quanto mais eu procuro mais me aparecem situações para reforçar estas ligações.Vou continuar sem respostas e conectada.
Pois assim parece ser a vida, a minha, a sua, a de todos nós!

29.7.12

Minhas outras duas escolhas foram muito felizes também:



Stephen Daldry se tornou um dos meus diretores favoritos depois que assisti Billy Elliot.Desta vez pegou uma história mil vezes contada, e que foi transformada em livro, e a transformou num filme delicado.Max Von Sydow preenche muito bem os espaços vazios sem dizer uma única palavra.Thomas Horn fala mais com os olhos do que com a boca, embora em algumas cenas fale compulsivamente.



Não vejo diretor melhor que David Fincher para a trilogia Millennium.Tarantino talvez pesasse um pouco demais a mão.O filme é mesmo a versão cinematográfica do livroe com uma direção de atores muito boa.
Tenho o filme na estante há mais de anos.
Eu sabia que quando resolvesse assistí-lo, choraria da metade para o fim.Na verdade estava esperando um bom dia para isso.
Em "Marley e Eu", por exemplo, só chorei com o livro.O filme não me provocou a mesma reação.Já em "Sempre ao seu lado" gastei praticamente uma caixa de lenços de papel.
O diretor Lasse Hällstrom, que fez também Chocolate, tem mesmo um modo particular de nos tocar a alma.Ele concilia a trilha sonora com as imagens de forma magistral.Esta versão é um remake de uma produção japonesa de 1987 e a escolha de Richard Gere, com aquele sorriso de bom moço e a voz doce e aveludada, ajudou muito a aumentar a dramaticidade do filme. Chorei mesmo e quase que sem parar.
Ufa!

27.7.12

Dizem que as mães das misses fiquem insuportáveis quando suas filhas ficam entre as finalistas.
Vou dizer que mãe de atleta é bem pior!!! É um gostinho de conquista com superação, porque em cada disputa eles vão até o limite, limite este que tentam superar todos os dias através de muito treino e concentração.No torneio anterior ficaram em 4° lugar.Desta vez trouxeram o troféu de 2° lugar na classificação geral e várias medalhas, representando a cidade de Campinas, embora a prefeitura não invista no esporte.Mas para mim é como se estivessem representando o país inteiro.Definitivamente, eu estou pior que mãe de miss!


26.7.12

Que venham os violinos, na boa companhia dos demais instrumentos, traduzindo as notas de Ludovico Einaudi:

Leveza...a palavra de ordem é leveza...é assim que quero manter a alma e o coração.



Não pensar naquilo que pesa e muito menos carregar qualquer sentimento que não seja bom.
O que pensam, o que dizem, o que sentem, na verdade pouco me importa se não for compartilhado com leveza, amor e alegria.
Sou grata àqueles que compartilham comigo meus momentos mais felizes e o meu sorriso mais espontâneo.

25.7.12

Sabe que tem dias em que peço aos céus mais paciência...respiro fundo, olho, olho, olho e só depois me manifesto.Porque nesses dias nem "desenhando" a coisa funciona.Se eu tivesse certeza de que as pessoas agem assim por pura ignorância eu ficava tranquila, afinal ninguém nasceu sabendo e eu tenho paciência para repetir e repetir e repetir tudo outra vez.
Mas eu me pego pensando que em certas ocasiões a coisa é mesmo proposital.Talvez Freud até tenha explicação, mas no momento nem quero saber qual é. Amanhã vou cedo para a filial para repetir pelo menos 70% de tudo o que disse na terça feira.E como hoje, enquanto aguardava os outros terminarem de refazer os seus serviços, adiantei todo o meu trabalho, talvez nem precise ir ao escritório na sexta feira.Vou tentar fazer tudo aqui de casa, graças à Internet.
As relações humanas são mesmo um tanto complexas.Eu mesma tenho uma relação de pessoas que eu gostaria de nunca mais encontrar. Não é raiva, não, é total falta de paciência.Melhor eu parar por aqui porque hoje não estou tendo paciência nem comigo.

  

22.7.12

Eu tinha me esquecido de como era uma sexta feira na capital.O trânsito é um caos, um congestionamento só, fora o número de barbeiros na rua.Aquilo sim é uma aula prática de direção defensiva. Parece que todos querem chegar mais cedo em casa.


Isso sem contar a poluição.Havia me esquecido, aliás meus olhos e garganta haviam se esquecido de como é conviver com ela.Não tem jeito, me tornei uma pessoa do mato.Até um tempo atrás eu ainda achava que a capital tinha lá suas compensações.Esquece, não dá!
Agora só vou prá lá de domingo e se estiver muito bem disposta.E coloca disposição nisso, ok?
E como nem tudo é perdido, a parte boa de sair sábado cedo de São Paulo para pegar estrada é que nesse horário dá prá parar na padaria São Domingos e comprar o melhor pão italiano da cidade.E comer uns canolis fresquinhos.Mamma mia, assim não dá prá ser magra, né?
Mudando de assunto, amanhã começam as competições de Tênis de Mesa nos Jogos Regionais, em Atibaia.As equipes masculina e feminina de Campinas já estão na cidade, e os atletas devidamente alojados.
Devo ir prá lá na terça ou quarta para torcer!!!

18.7.12

Por que é que tudo parece acontecer ao mesmo tempo justamente quando estamos sem tempo???
Nem me lembro mais quando é que começou esta semana.Parece que faz quase um ano...
Tenho uma pilha de notícias não muito agradáveis, um tornozelo torcido (sem graves consequências), a secadora quebrada, mais compromissos que espaço na agenda de trabalho, prazos, a carteira de motorista vencendo no final do mês, dois novos roteiros para escrever e entregar até segunda feira, um livro para ler e devolver, o sábado já comprometido e mais uma série de pequenas coisas.Isso sem contar a vontade enorme de fazer crochê e tricô.
Não é falta de organização, mas sim a eterna mania de abraçar mais do que deveria.
As horas dos meus dias não consigo mais contar num simples relógio.Seria mais eficiente um cronômetro.
Prometo, à partir de hoje, tentar não me comprometer simultaneamente tanto com tanta coisa!

16.7.12

"De repente, classe C" 

  Leandro Machado

publicado na FOLHA DE S. PAULO desta segunda feira (16/07/2012)


"Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.
Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.
Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal.
(Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)
A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.
A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.
Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.
As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.
De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI.
E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Os cursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.
Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?
E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.
Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)
O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.
Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas – não somos pobres, mas classe C.
Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de autoajuda?"
LEANDRO MACHADO, 23, é estudante de letras na Universidade Federal de São Paulo, mora em Ferraz de Vasconcelos (SP) e escreve no blog Mural, da Folha de São Paulo.