28.11.11

Hoje faz aniversário o meu melhor pai do mundo.Sei que cada um tem o seu, mas o meu é especial e carrega também o título de melhor avô.Desde pequena o tenho mais que presente, sempre firme, mas sempre doce.Um homem das palavras, tanto escritas como faladas, embora nunca tenha gostado de ler ficções.Acho que nunca leu um romance.E sempre mais coração do que razão.Foi quem também sempre primeiro me apoiou, mesmo que não concordasse.O maior exemplo de amor incondicional que conheço.E que essa data possa ser comemorada por mais muitos e muitos anos.

26.11.11

Somos hoje um conjunto de memórias.Elas possuem cores, sabores, sons e cheiros.Pelo menos as minhas possuem, assim como meus sonhos.Eu já nasci sonhando em technicolor.É uma pena que conforme eu ia crescendo meus sonhos, aqueles de quando dormimos, iam diminuindo.Mas as memórias, essas sim, iam aumentando.
Algumas músicas me trazem mais lembranças que outras.É o caso de Sounds of Silence.Ela me transporta para aquele silêncio aonde é possível escutar a si mesmo.É uma caminhada solitária e tenho aprendido que este caminho rumo ao inaudível pode ser muito providencial. Principalmente se vamos abandonando as lembranças mais desgastadas pela estrada de tijolos amarelos.
Fecho os olhos e vou. Quem quiser que venha comigo, mas de longe que é para não trocarmos nossos mais íntimos pensamentos:


O dia é de sol e calor com previsão de chuva. Amanhã tenho compromisso...daqueles que precisamos comparecer mesmo sem querer.E tenho certeza que vai chover...
Sei que vou entrar muda, falar pouquíssimo sobre amenidades e sair calada.Na verdade eu desejava ser um pouco mais franca com eles, mas a boa educação não aconselha.Pensado bem, nem vale a pena mesmo.O negócio é relaxar...e prá começar uma musiquinha:

25.11.11



"Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!"

Mundinho cruel esse que nos engole um pouco por dia.

24.11.11

"No seu último aniversário escrevi uma carta bonita.Falava de um tempo passado e de como eram importantes as palavras que trocávamos.Tão carregadas de significados e sentimentos.Era tanto carinho que eu nem sabia o que fazer com ele.Eu falava com saudade daquilo que compartilhamos e principalmente daquilo que ficou por fazer.Daquela carta nunca tive resposta.E da sua parte que vivia em mim fui me despedindo quase que sem perceber.Tenho a impressão de que as palavras foram apagando do papel conforme as memórias desvaneciam com o tempo.Me lembro que você completava uma idade bonita.Mas o restante parece que nem existe.Faço força para lembrar e o máximo que consigo é nos ver numa foto embaçada e amarelada pelos anos.Minhas palavras simplesmente perderam o eco.E no lugar da lembrança que talvez nunca tenha existido ficou somente o vazio." ( Das cartas que nem Freud entende)

23.11.11

Tem dias em que é bom que o café esteja mais forte!



Ou talvez mais doce...



Bom dia!!! E para quem não compartilha do meu gosto musical tem ainda o CD do Berlusconi...rsss....

E da série rir para não chorar :

**"HAURÉLHO ****

Diabetes.....................Dançarinas do diabo

Abismado...................Aquele que caiu num abismo

Pressupor...................Colocar preço em algo

Missão........................Missa prolongada

Democracia................Sistema de governo do inferno

Barracão........ ..........Proibe a entrada de cachorros

Ministério....................Pequeno aparelho de som

Detergente......................Ato de prender humanos

Armarinho.......................Vento que vem do mar

Conversão......................Papo prolongado

Halogênio......................Cumprimento a um gênio

Expedidor.......................Antigo mendigo

Tripulante.......................Especialista em salto triplo

Aspirado........................Carta de baralho maluca

Regime militar..................Dieta feita no exército

Coordenada...................Que não tem cor

Ratificar.........................Tornar-se um rato


22.11.11

Esse é quase um caso de legítima Lei de Murphy.Todo ano eu e duas amigas nos reunimos para coletar doações para fazer mais feliz o Natal das crianças do abrigo que costumo visitar.No ano passado elas ganharam presentes e roupas de todos os lados. Na minha atual correria cotidiana não me dediquei tanto esse ano e consegui, sem o apoio dessas amigas que também estão envolvidas em muita correria, os brinquedos para essas 18 crianças.
No final de semana a enfermeira de lá me procurou pedindo ajuda. Disse que até então ninguém procurou a Instituição pedindo a relação das crianças para os presentes de Natal.Elas precisam mais do que brinquedos, de roupas e sapatos para o próximo ano.E me perguntem se consigo dizer não...claro que NÃO!!! Acabei de arregaçar as mangas e pedir ajuda.Graças ao FB muita gente boa já se envolveu! Esse é o tipo de coisa que recarrega minhas energias e reforça minha fé nas pessoas de bem.Eu sou muito grata :o)

21.11.11

Ontem assisti Mamma Mia para ver se eu melhorava...e esta é umas das cenas que mais gosto.Minha querida Meryl eu diria que não é uma das melhores cantoras que conheço.Mas no contexto essa música cai muito bem e a fotografia deste momento é perfeita.A luz na dose certa e o uso da echarpe vermelha para quebrar a monotonia dos tons é tudo de bom. O contraste do vermelho com o azul do mar é deslumbrante.É um filme de cores vivas e dramáticas!!!



E cá entre nós, Pierce Brosnan dizendo: "Listen to me, it's about us" é de arrasar quarteirão, mesmo que esta não seja uma das suas melhores atuações.

20.11.11

Falta de respeito é algum f.d.p. telefonar à cobrar na sua casa de madrugada e burrice é você atender. É que na hora não raciocinamos, porque nos dias de hoje TODOMUNDO tem celular e a probabilidade de um conhecido em apuros telefonar é quase remota. E é tanta merda que depois você perde o sono.Tô até agora meio mal humorada.


E aproveitando o mal humor lembro que hoje é o Dia Nacional da Consciência Negra!!!
Pois é, vocês viram alguém celebrando por aí? Nem eu...para não ser injusta a Luciana lembrou da data e de forma bem carinhosa.O Jorge Marcio fez um belo texto sobre o racismo e a escola inclusiva.
Depois de ler o texto dele fiquei mais insatisfeita ainda com a escola do meu filho.Que bom que o ano está acabando, pois ando contando os minutos para transferi-lo de lá.Isso porque caí no conto do vigário da escola inclusiva.Inclusiva é o cacete! Quando se é o único negro da classe isso não existe. O Dia da Consciência Negra foi criado também para não esquecermos do movimento de resistência liderado por Zumbi dos Palmares contra a escravidão.Embora, teoricamente e até mesmo legalmente, não exista mais escravidão no Brasil é necessário que o negro resista para estudar e provar sua competência e seu lugar na sociedade.Porque como eu já disse anteriormente, o negro só é aceito em sociedade enquanto não faz sombra para o branco.
Acho melhor parar por aqui, pois como disse lá no começo do texto estou meio mal humorada hoje.
Adendo:
Nas escolas: muita proposta, pouca mudança No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. “Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história”, ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. “A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid”.
“É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais”, avalia Gomes.
Texto na íntegra: AQUI.

19.11.11

A Luta pelo Teu Amor"Há um ponto no qual não posso concordar contigo, Marty. Tu dizes que agora somos muito sensatos e o quanto tolos fomos no passado a lidar um com o outro. Eu concordo alegremente que agora somos sensatos o suficiente para acreditar no nosso amor sem quaisquer dúvidas, mas não teríamos chegado a este ponto se não fosse por tudo o que aconteceu entre nós antes. Foi a intensidade do meu desgosto, trazido pela muitas horas de sofrimento que tu me causaste há dois anos, que me convenceu do meu amor por ti. Hoje em dia, com todo o meu trabalho, e a luta por dinheiro, posição, e reputação, que tudo junto mal me dá tempo de sobra para te escrever uma carta afectuosa, já seria quase impossível chegar a essa convicção. Não desprezemos os tempos em que para mim um dia só teria sentido se recebesse uma carta de ti, quando uma decisão tua significava uma decisão entre vida e morte. Eu não sei realmente que mais poderia ter feito nessa altura; foi um período de luta muito difícil, e finalmente, de vitória, e só após disso tudo ter terminado consegui encontrar a paz interior para trabalhar em torno do nosso futuro. Nesses dias eu estava a lutar pelo teu amor como estou agora a lutar pela tua pessoa, e tens que admitir que tive que trabalhar tanto para atingir esse objectivo como estou a trabalhar agora para atingir este outro."

Carta de Sigmund Freud a Martha Bernays, 7 de Janeiro 1885 (excerto)
Gosto muito da forma como Freud fala de amor. Ultimamente tenho tido tempo somente para fragmentos de textos como o acima. Tenho trabalhado mais do que deveria e de livre e espontânea vontade.Me sinto bem viva assim.
Tão viva que entrei numa parceria de um roteiro de peso. Com sete personagens principais e mais um mesmo tanto de secundários.Como só escrevemos até a cena 7 não me familiarizei com todos ainda.Dos principais, dois são meus, três do meu parceiro e os outros dois compartilhados. Eu aceitei o convite porque ele me disse que queria alguma coisa bem ao estilo Almodóvar.E tem que ser escrito, revisado e enviado até 12 de janeiro.No meu caso até 5 de janeiro, porque depois tirarei uma semana de férias.Enquanto estou por aí deixo aqui um pouco do amor de Freud.Um excelente sábado para todos!!!

16.11.11

14.11.11

Meu filho faz 16 anos hoje e eu gostaria tanto de poder alertá-lo sobre tudo o que o futuro poderá trazer.Mas sei que não adianta. Posso ensiná-lo a preparar-se parcialmente, porque cada qual passa pelo que deve passar enquanto escreve sua história mais que particular. A única certeza que posso dar-lhe é a de que meu amor estará sempre presente.Porque embora eu não acredite em verdades absolutas um amor de mãe prá filho não se explica.No meu caso ele existe e ponto final.E amor eu não discuto :o)

13.11.11

O teu riso

Tira-me o pão,
se quiseres, tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite, do dia, da lua,
ri-te das ruas tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro rapaz que te ama,
mas quando abro os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

O calor ontem estava escaldante e nada de uma única gota de chuva. Penso que os organizadores do SWU devem ter colocado um ovo para Santa Clara no telhado de alguma tenda montada por lá.Por sorte o nosso encontro de 21 anos de formados aconteceu num local com ar condicionado.
Mas era tanto calor humano que nas fotos de grupo, naquele abraço coletivo e fraternal, a maquiagem dos olhos começava a derreter.Ou então era a menopausa se anunciando, afinal já passamos todas dos 44.
E é gratificante constatar que continuamos os mesmos. Foi como se tivéssemos retomado uma conversa que começamos há 21 anos e que por tão diversos motivos foi interrompida, não sabemos nem bem porquê.Cheguei rouca em casa depois de quatro intensas horas de conversação.
No meu dia a dia convivo mais com burocratas, artistas e gente que se acha sem ser.Ontem percebi como faz falta, deixa uma lacuna, o convívio com gente que pensa como você.E o contato físico, o abraço, o sorriso e as gargalhadas fazem um bem danado.Saí de lá com o maxilar dolorido de tanto rir.Isso sem contar as lembranças de jovens universitários que na verdade não sabiam nada da vida que os esperava além dos bancos da faculdade.


Um amigo de classe, com excelente memória, lembrou das roubadas em que nos metemos quando no primeiro ano de faculdade, ainda nas fraldas, resolvemos eu, ele e mais meia dúzia de colegas mais intrépidos, participar de um congresso de comunicação.Só esse capítulo rendeu mais de uma hora de conversa.
Vejo hoje que somos sobreviventes e vencedores de um período de transição na comunicação. Saímos das pesadas máquinas de escrever para um tecnológico mundo novo que avançava sobre nós rapidamente.E nos adaptamos muito bem ao novo.


(Fonte da primeira imagem: Carlos Luz)

12.11.11

Hoje a promessa é de chuva, mas até agora nem sinal dela...está um lindo dia lá fora:



O que é ótimo, porque vou lá encontrar uns (e umas) notáveis jornalistas que não vejo há mais de vinte anos e depois volto!
Este mês, gente que amo de paixão faz aniversário.Tem também aqueles(as) por quem não sou tão apaixonada assim, mas enfim nem tudo é perfeito nessa vida.
E falando sobre esse tipo bem marcante do zodíaco um amigo escreveu:

Escorpião é um signo de água, regido por Plutão, o deus dos infernos e das profundezas. É fácil conhecer um escorpiano, eles normalmente possuem um olhar fixo, quase desconcertante. São seres misteriosos, enigmáticos e movidos pela paixão. Tire a paixão da vida de um escorpiano e ele se matará com seu veneno, ou, pior, matará você ou quem estiver ao seu lado. É o signo da profundidade. São pessoas extremamente sentimentais, sensíveis, vingativas, emocionais, desconfiadas e buscam uma união profunda com pessoas que possam responder a tamanha profundidade. Eles não são solitários como todos dizem, ao contrário, estão sempre em busca de união íntima.
Nossos amigos escorpianos são os mais desconfiados do zodíaco, ganham de longe de cancerianos e capricornianos. Isso porque sua sensibilidade capta todo sentimento humano, e muitas vezes a sombra humana, que existe em todos nós, se mostra sem nenhum pudor para esse nosso amigo. Ele percebe tudo, nada lhe escapa. Como pode nosso amigo ser um romântico ao mesmo tempo em que percebe toda sujeira do mundo? O escorpiano é intolerante, mas compassivo, arrogante, mas sensível e um eterno apaixonado.
Complicadinho esse nosso amigo, não? Você nunca encontrará um escorpiano enfraquecido diante das dificuldades da vida.Fraqueza é o tipo de sentimento que ele não tolera. Acredita sempre que todo mundo pode sair de qualquer situação, por pior que ela seja. O problema é que acredita que os outros são como ele, que vão até o fundo do inferno, chegam à beira da morte até conseguirem o que desejam, pois é dotado de uma impiedosa força de vontade e disciplina.
Nosso amigo é um controlador, controla a si mesmo e a tudo e todos que estiverem ao seu lado. Nunca relaxa e exige demais de si e do resto da humanidade. É introspectivo, pensador, sensível, orgulhoso, determinado, obstinado e lógico. Com tudo isso, não poderia ser uma pessoa relaxada. Tormento seria a palavra mais adequada para definir seus sentimentos. Escorpião é também o mais independente dos signos, precisa e luta pelo poder, principalmente sobre a sua própria vida, custe o que custar.

Parabéns para todos!!!

11.11.11

Final de ano, época de provas, volto a estudar aqui em casa.E as disciplinas são sempre as mesmas, História e Filosofia.Assim como um pouco de interpretação de texto, porque a gramática é tranqüila.Talvez melhor que a minha, mais atualizada e dentro do novo código ortográfico.
Penso que a disciplina Filosofia não deveria julgar o conhecimento do aluno através do seu entendimento e sim pelos seus questionamentos.Agora estão estudando o "amor" em todas as suas formas.Se numa vida inteira não somos capazes de defini-lo, imagine então, aos 15 anos ter de colocar no papel os significados de tão complicado sentimento.E considero a "correção" dos conceitos em prova um tanto quanto arbitrária.
Quanto a História, hoje cedo li uma frase que se encaixa perfeitamente para o meu filho: o que os olhos não veem a mente imagina de um jeito três vezes pior.A História que ele "aprende" na escola é muito fracionada e nada visual. Aí eu pego toda a América Latina, enfio tudo num saco e vou traçando os paralelos entre a economia e política dos países.
Porque tirando algumas características bem específicas como o nome de alguns governantes e ditadores, muita coisa é comum à eles.Coloco formas e cores que meu filho conhece e dá certo.Pior foi ele achando que além do Raul , o Che Guevara também era irmão do Fidel. E que Pancho Villa era espanhol, ele e o Zorro, né? E também não contaram que Isabel Allende, que ele também não sabia quem era, era sobrinha de Salvador! E nas apostilas, Getúlio Vargas cometeu suicídio e ponto.
Para terminar o dia ele comentou que achou o Alienista, de Machado de Assis, totalmente sem sentido. Decidi reler o conto para tentar explicar-lhe a importância da obra.Ele entende que aquilo só se passou porque existe uma relação de poder que transcende a lógica.Mais complicado ainda quando se tem uma mãe que acha que ninguém é normal e ainda bem!
O que ele não compreende é como as coisas eram resolvidas na época em que o texto foi escrito.É muito distante dos dias de hoje.E lá fui eu "desenhar" outra vez.
De Alienista para Alienado é um pulinho...por sorte esse tem mãe. E os outros?
É nesses dias que me pergunto como anda a educação no Brasil.E eu ainda tenho de pagar por ela...

9.11.11

Como anunciei logo cedo, acordei virada do avesso. Mas tem dias em que isso cai-me muito bem. Quando estou assim falo bem menos e penso bem mais, muito mais.E consigo, inclusive, enxergar as coisas sob uma outra ótica.Meu campo de visão fica mais abrangente e encontro mais e melhores soluções.Estou com tudo pronto para amanhã, depois de amanhã e também os dias depois do depois de amanhã.É quando sinto a necessidade de sair da redoma.
Para o final do dia vai uma mais levinha do Ozzy.



Porque todos podem e devem protestar, de uma ou outra maneira, mas sempre respeitando o próximo.Esqueçamos aqui a questão dos morcegos.Ozzy agora é um velhinho bem bacana.E assim espero tornar-me também.
Afinal: I'm just a dreamer.
E como gostaria que outros embarcassem comigo em alguns sonhos.Penso que eu vou morrer, você vai morrer, Ozzy vai morrer um dia.Vamos todos!!!
E o que foi feito de nossas vidas? Um ir e vir sustentado por um sistema burocrático e pseudo democrático falido? O quanto você foi feliz? O quanto compartilhamos da nossa felicidade? Se a resposta é muito pouco, estamos todos errados.
Penso em quanto, pessoa querida, eu gostaria de lhe contar numa tarde qualquer dessas.Acredito que tenha muito para escutar também.Sei que você vai me fazer rir e chorar.Mas isso é a vida, um turbilhão de emoções e acontecimentos. Está nos faltando exatamente isso!
Vou começar, desde já, a marcar mais cafés, chás da tarde e happy hours na minha vida, antes que seja tarde.
A hora que essa vontade toda passar eu aviso!
Bom Dia!!!
Acordei pilhada e renovada, praticamente pintada prá guerra.Acho que foi a sessão de Pilates de ontem.Apesar do sumiço do Júpiter, essa semana pude comemorar algumas pequenas conquistas.



Quando estamos numa sequência de tropeços, uma pequena conquista nos dá força para manter o passo firme. Vejo luzes no fim do túnel e não é o trem.
Falando em luzes, a autora e psicóloga Maria Salete Abrão publica um livro que vem lançar muitas no desconhecido caminho editorial da adoção no Brasil: Construindo Vínculos entre pais e filhos adotivos.

TRECHOS DO LIVRO
O ANTES

Página 25
(…) “Em seus primeiros 15 dias de vida, Clara tem uma experiência inicial da qual seus pais adotivos pouco sabem. Ela não tem referências de tradução dessa história, que está registrada, mas encontra entraves para ser retranscrita. Essa vivência não traduzida refere-se a fatos vividos com outros que cuidaram dela antes dos pais adotivos. Há uma ruptura na continuidade desse processo e há também uma dificuldade em criar uma tradução capaz de interligar esse momento inicial à história atual vivida com os pais adotivos. Torna-se impossível resgatar a própria história, o que torna traumática essa quebra de continuidade.”


O MEIO

Página 51
(…) “Essa filha tem uma vida cheia de batalhas como ocorre nas narrativas dos mitos de heróis. O que identifica a menina é que ela briga, briga, briga o tempo inteiro – mas não por um ideal. Ela tenta, literalmente na “pancada”, encontrar algo que dê contorno a esse desconhecido assustador que habita nela mesma. Nessa saga, a garota encontra pessoas assustadas olhando para a sua fúria. Não encontra paz. Encontra cada vez mais desamparo e medo. Fantasia que tudo aquilo que habita dentro dela e que a define e a identifica deve ser tão terrível que só pode despertar pavor. Assustada, esperneia mais e mais, e assusta-se mais e mais.”

O DEPOIS tem uma resposta muito positiva quando as relações são baseados em muito amor e verdade.

Construindo vínculo entre pais e filhos adotivos mostra que a história da adoção traz sempre fraturas, interrupções e rupturas. A autora defende que para legitimar essa filiação, os pais não podem ficar presos ao factual. (…) “Não se corrige a fratura, a ruptura produzida pela transferência de cuidados da mãe biológica para outra mãe. É preciso integrá-la, considerá-la, absorvê-la e, sobretudo, falar sobre ela. ”É necessário aprender que pais adotivos não são iguais aos pais biológicos – não são melhores nem piores; são diferentes. A obra alerta que para a adoção transcorrer bem é imprescindível poder lidar com a diferença. (…) “Em uma sociedade marcada pela estética da igualdade e da semelhança, os pais adotivos precisam escapar dessa igualdade. O filho adotivo deve ser reconhecido como o outro que é originado geneticamente por outros.”

Defendo a adoção desde que as pessoas tenham conhecimento e consciência do que isto significa.É um processo que envolve diversas vidas e muitos fantasmas, mas que apesar de tudo é riquíssimo. Uma verdadeira lição de crescimento, compreensão e muito amor.

8.11.11

Querido Júpiter, sei que você adora dar suas voltinhas noturnas.Mas por favor, volte para casa.Estamos preocupados.Tá certo que você é meio genioso, que odeia tomar banho e que reclama de quase tudo, mas mesmo assim, nós te amamos.Os meninos acham que você não volta mais.Mas eu ainda tenho esperanças.Prometo que quando voltar eu te preparo aquelas salsichas carregadas de conservantes que você tanto gosta.Pedirei até uns ossos fresquinhos no açougue para você afiar os dentes.Aqueles que você já cravou nos outros tantas vezes.Volte logo, estou com saudades!!!

7.11.11

Mal o dia começa costumo escutar o barulho do primeiro ônibus de linha chegando lá embaixo na rua. Pensei que havia caído num sono muito pesado e que deixei passar tal ruído.Essa manhã só os passarinhos cantaram, nem os cachorros latiram como costumam fazer quando a movimentação começa lá fora.O motivo? Uma não anunciada greve de ônibus.Parcial, só atinge uma região um tanto abrangente da cidade, mas justamente aquela na qual vivo e trabalho.
Pronto, está instalado o caos nesta parte da cidade.Acho que é exatamente isto que os grevistas desejam.E para piorar o quadro parece que vai chover.Graças a tudo o que eu trabalho não dependo do transporte público, mas acho um desrespeito com quem precisa.
Os protestos e reivindicações deviam ser mais criativos.Os ônibus poderiam circular sem cobrar da população.Experimenta mexer no bolso das empresas para ver se elas tomam uma atitude.A própria população poderia se organizar para fornecer a gasolina para manter os ônibus rodando.
Acho muito fácil simplesmente cruzarem os braços.Os mais engajados vão para as portas das empresas e para os terminais. O restante volta prá casa.
Não acho errado que os trabalhadores do transporte protestem, pelo contrário.É justa a reivindicação deles.Eles protestam por causa das demissões e por melhores condições de trabalho.Mas nem adianta eu reclamar porque é assim que as coisas acontecem desde que o mundo é mundo.
Como quase toda atividade produtiva, a minha envolve uma rede de pessoas trabalhando em conjunto e muitas dependem do transporte público.Já sei que vou para o escritório prá fazer quase nada.
Melhor manter a calma e a tranquilidade antes de sair de casa:

5.11.11

Eu sabia que o roteiro estava chegando ao fim com a fala de Macduff :
"- Macbeth, saiba que estou chegando para acabar com o encantamento que o manteve vivo até hoje." Sabem o que matou Macbeth? Não foi a sede de poder, mas sim excesso de confiança. E acho genial a forma como Shakespeare resolveu a questão. Missão cumprida, até agora.Amanhã vou fazer a planilha orçamentária.Eu pensei que seria um pouco trabalhoso adaptar as falas clássicas da obra para uma linguagem mais próxima de adolescentes de 13 a 17 anos.Mas que nada, foi até que bem tranqüilo.
Mesmo cansada, estressada, com a cabeça em questões determinantes para a minha vida, é escrevendo que relaxo e me transporto.
E falando em me transportar, não era minha intenção repetir o Zeca Baleiro, mas gostei muito da escolha de Luzes da Cidade para ilustrar a poesia musicada de e.e. cummings :




Nalgum Lugar

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

E.E. Cummings
(tradução: Augusto de Campos)

4.11.11

Os termômetros atingiram os 30 graus, mas no final da tarde deu prá sentir o vento que vem do sul.E que delícia aquele ar geladinho que entra pelas narinas e me refresca o espírito...depois de uma semana puxada abro os braços, e com um largo sorriso, recebo o final de semana.Como diz a música do Zeca Baleiro: de você, o futuro, sei quase nada.Mas também não importa."Qual a parte da tua estrada no meu caminho?"



Acho graça nessa letra porque creio que já fui um atalho e até mesmo um desvio.Só sei que hoje caminho! E espero ir longe assim.
Vou passar o final de semana com a cabeça em Macbeth. Até segunda tenho de terminar uns diálogos para o roteiro de um amigo.E acho uma temática tão complexa...mas vamos lá.

2.11.11


O dia começou bem, bem friozinho...prá quem trabalhou foi ótimo! Tinha sol e não fazia calor.O céu estava de um azul etéreo.E conforme o sol foi se pondo o friozinho aumentando.Ainda não escureceu e acredito que já estamos em uns 14 graus, com previsão de menos.
Não estou reclamando, afinal amo um tempo mais frio, mas acho muito estranho.Segundo os meteorologistas desde 1979 que não se registra uma temperatura assim, no mês de novembro, em São Paulo.Dizem que a responsável é uma massa de ar polar.Ora bolas, depois de 32 anos uma temperatura atípica se repete.Novembro por aqui já é mês de calor.As noites frias não costumam passar de Setembro.
Outro dia a televisão local alertava para um verão com muitos temporais.Na Rodovia Anhanguera é possível vermos as marcas da última, que ocorreu no sábado passado.São placas, outdoors e tetos de postos de gasolina retorcidos, além de muitas casas destelhadas.Que verão é este que nos espera? De chuvas, ou melhor, tempestades e frio?
Parece que ao mesmo tempo que a ciência avança, com supercomputadores e aparelhos ultra sensíveis para detectar mudanças climáticas, a natureza avança no sentido de confundir-nos.

1.11.11

Como a Hallow Evening já passou só posso deixar aqui um pedido de bons dias pela frente...sim, ando econômica, tanto na escrita como nas leituras.
Prometo voltar ao normal, em breve.