14.4.14

A noite está para as cordas:

13.4.14

Da arte para a cozinha...afinal, choveu, esfriou e eu me animei...
enquanto preparava o lanchinho da tarde, pela janela eu contemplava a natureza resplandecendo de alegria.


A água que caiu não foi tanta assim mas serviu para fazer sorrir o verde outra vez:




A moda busca a chamada perfeição estética, a arte não.
A arte traduz o belo de diversas formas!
Não tenho vergonha do meu corpo, amo-o imensamente.
Gosto de cada curva igualmente.
Gosto, sobretudo, da vida que pulsa dentro dele e da sua infinita capacidade de criação.


On est corps vivant from Elise Hug on Vimeo.

12.4.14

O mundo inteiro sem fronteiras...ir aonde se quer ir.Tenho ido a todos os lugares que desejo, mas ainda falta aquela visitinha ao extremo sul do meu continente. Minha mãe, aos 70 anos, faz planos de se mudar para Montevideo.Acho louvável e na verdade providencial, afinal fica na metade do caminho entre eu e meu desejo.
Mas toda vez que surge uma oportunidade de ir para sul acabo indo para o leste.Conhecer lugares não depende única e exclusivamente da nossa vontade e sim das oportunidades que vão aparecendo.
Foi assim que acabei caindo em Nova York, há 20 e tantos anos atrás.Não é minha cidade favorita, mas hoje senti uma pontinha de saudades de algumas particularidades da cidade.Era inicio da primavera e o clima ainda era friozinho, pelo menos para quem mora nos trópicos.As ruas planas de Manhattan são um convite para caminhar e eu andei, viu? Em pouco mais de 20 dias fucei todos os cantinhos da ilha.Não como simples turista mas sim como alguém que caminha com tranquilidade por um lugar totalmente novo.Fui aos teatros, cinemas, museus, bares, parques, bairros típicos, restaurantes populares, delhis, livrarias, grandes e pequenas lojas da cidade.Conheci gente comum e muita gente diferente.Experimentei uma infinidade de nacionalidades gastronômicas.Me deliciei com a autêntica comida chinesa americana diante da TV assistindo filmes em P&B.
Logo mais aportarei em uma outra cidade tão vibrante quanto NY.Pena que serão só 3 dias, mas espero poder experimentar um pouco da vida dos moradores de lá.E quem sabe compreender a paixão que muitas pessoas desenvolvem pela dita tão incomparável cidade espanhola.

10.4.14

Aí você dorme mal por causa do calor, sonha com uma pessoa conhecida e acorda sem saber se foi pesadelo ou não.O sonho era lento, meio torturante e acabou antes do final, tipo um filme ruim.E você ainda tem dúvidas se era pesadelo, mas é que é uma pessoa tão querida...mas deixa prá lá.
15 dias para as minhas férias e contando...
Voltando ao sonho (ou pesadelo), ele ainda me despertou uma vontade absurda de comer Crepe Suzette, daqueles bem fininhos, flambados com Cointreau e servidos com chantilly bem gelado, que não tem aqui no campo.


6.4.14

Sei que serei extremamente repetitiva, mas a felicidade, pelo menos a minha, reside nas pequenas gentilezas, em sorrisos, abraços, numa boa notícia e etc.
Fico verdadeiramente feliz ao ver uma árvore crescer, uma flor desabrochar, um cão faminto sendo alimentado, encontrando um lar, pessoas dando e recebendo aquilo que não é possível comprar:

 

E quando eu me for são emoções assim que levarei comigo...aonde quer que eu vá!
O cara metade volta do mercado e sorridente diz que comprou polvo, que o bicho acenou prá ele e etcetera e tal.Em seguida me pergunta o que vamos fazer com ele.
Primeiro vamos lavá-lo e temperá-lo.
Assim sendo e quase 24 horas depois ele foi para minha super panelinha de vapor Betty Crocker, comprada há 16 anos numa rápida passagem por Ciudad del Este, no Paraguai.Desta viagem o que valeu foi a compra desta peça e o passeio de barco inflável pelas Cataratas do Iguaçu, quando eu ainda tinha joelhos para isso.


Voltando ao polvo, ele foi para o vapor por 30 minutos.
Depois de cortado em pedaços não muito pequenos foi para frigideira com um pouco de manteiga e uma colher de café do meu tempero de sal, alho e cebola passados no processador.Numa panelinha à parte derreti duas colheres de sopa de manteiga e fui dourando dois bons bocados de salsinha até ficar crocante.Joguei por cima do polvo e servi. Não sobrou salsinha para contar história!
Ficou bem parecido com este da foto do Basílico:


 Ou seja, cozinhar o que quer que seja, pode ser bem simples quando existe boa vontade!
Você percebe que a idade está chegando não quando você não consegue colocar a linha na agulha, mas sim quando você não consegue enxergar o buraco.
Ontem, depois de meses, pude tirar um tempo para voltar para as agulhas.Encontrei um bordado por acabar e resolvi terminá-lo.Foi tenso!
Depois de perceber que eu não conseguia, nem com toda força, enxergar o buraco da agulha, tentei ir pelo tato, nada, aí usei foi a lógica: é claro que o buraco fica do lado menos pontiagudo!
Apoiei a cabeça da agulha no dedo indicador da mão esquerda e fui na tentativa e erro até conseguir.Demorou, mas consegui.
E o bordado? Vou terminá-lo só quando fizer um óculos...são sete cores de linhas, imagina cada troca o tempo que iria levar.
Acho que daqui prá frente é melhor ficar só no crochê e tricô mesmo, quando o tempo esfriar.
Ontem os termômetros ainda marcaram 32 graus.

 

5.4.14

Definitivamente não somos criados para a vida.Talvez seja muita informação e inúmeras variáveis...
Eu, por exemplo, tive problemas logo na chegada, quase que não fiquei, mas em sobrevivendo meus pais fizeram o melhor que podiam.Sempre fui o orgulho do meu pai e depois de anos de árduo trabalho hoje me tornei também o orgulho da minha mãe.Na verdade, não tanto pelo que fiz ou aprendi, mas sim pela capacidade de resistir bravamente aos trancos e barrancos (o que muitos chamam de resiliência).
Na bíblia (embora eu tenha verdadeira ozerija pela Igreja Católica Apostólica Romana), no salmo 91, está escrito:
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
Desde garota, quando meu pai sofreu um grave acidente de carro e ficou quase um ano numa cama de hospital, aprendi que a força e a fé estão mesmo em nós.Não é preciso buscar nada lá fora e muito menos nos outros!
Um pouco mais velha, morei sozinha e não gostei, casei, me dei um filho (meu maior presente) e cá estou.
De uns anos prá cá, novamente, tenho enfrentado golpe após golpe e não sei explicar bem como tenho sobrevivido.Talvez a resposta esteja mesmo na minha fé, em mim mesma, e na forma como eu encontro a minha força.Minha mãe diz que é porque sou extremamente otimista.E adianta ser pessimista?
Outro motivo é o tempo, que eu não tenho para perder.A coisa mais idiota que existe é a pessoa perder tempo em lamúrias.Levanta e luta e se ainda quiser, deixa para reclamar depois.
Sem dúvida alguma o amor é força motriz.Eu me amo, amo os outros, amo os animais, meu planeta e principalmente a vida.Talvez seja mesmo dando que recebemos.
E tudo ocorre numa esfera que eu chamaria de energética, tão sutil, que muitas vezes não percebemos. Respeito e necessito do silêncio porque é nesta hora que posso relaxar, fechar os olhos e me permitir sentir tudo de bom que retorna para mim.Acima de tudo, sou grata!

29.3.14

Acho graça na forma como as pessoas pensam.Quando meu pai soube que eu ia doar parte do meu cabelo para o Hospital do Câncer de Barretos, ele me perguntou o motivo com a seguinte ressalva: afinal o seu cabelo é tão bonito.
A resposta está justamente na ressalva, é porque ele é bonito que vou doá-lo para alguém que não pode ter, nem feio e nem bonito.E o meu logo cresce outra vez, apesar da anemia que me acomete constantemente.
Também não vou ficar careca, vou cortar na altura do ombro.Mais uns dois meses estará na altura ideal para passar a tesoura sem dó, e muito pelo contrário, com muito prazer.
E vejam se isso não é motivo de sobra:


Acredito que muitos não compreendam minhas atitudes porque meus pensamentos, aqueles bem interiores, são silenciosos demais para serem escutados por todos.
O silêncio é muito importante na minha vida.

 

24.3.14

Tem músicas que caem bem num final de segunda feira:



Resolvi que quando voltar das minhas merecidas férias vou cortar as madeixas e doar para o Hospital do Câncer de Barretos.
Lá, as voluntárias da Associação Voluntária de Combate ao Câncer irão confeccionar perucas com o material doado. Durante o tratamento, a questão da auto estima é essencial para a recuperação.
Endereço para as doações:
AVCC - Associação Voluntária de Combate ao Câncer
Av. Paulo de Mattos Leandro, 1357
Bairro: Dr. Paulo Prata
CEP 14784-379 - Barretos/SP
Telefone: 17 3321-6600 - Ramal: 6792
E-mail: contato@avccbarretos.com.br

22.3.14

Gosto muito da história por trás da história.Daquilo que é praticamente imperceptível mas que sem sua presença muita coisa não faria sentido.A história secundária muitas vezes nos toca mais do que a principal.E foi assim neste filme do sul coreano Jeon Yun-su, uma versão mais ocidental do que a primeira, do diretor japonês Isao Yukisada, baseada no livro Socrates in Love, de Kyoichi Katayama:


É olhar além daquilo que se revela na superfície...
Aliás, o cinema coreano é repleto de boas surpresas!

16.3.14

Manhã de domingo foi feita para escutar Oswaldo Montenegro, repetidamente:



01- Pra Longe do Paranoá - Prá cantar junto!

02- Estrada Nova - Sábio conselho: "Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar!"

03- Lume de Estrelas - Acho lindo: "E quando eu não voltar acendo o mesmo lume de estrelas que eu deixei no teu olhar. Toda vez que eu volto, tô partindo e no sentido exato é por saudade".

04- Rasura -  Desculpa, mas as rasuras fazem parte da construção de algo verdadeiro.

05- Vamos Celebrar -  Eu gosto!!!

06- Mel do Sol - Que essa paz pudesse preencher todos os nossos dias...

07- Lua e Flor - Já vi este amor e ele é assustadoramente grande.

08- Por Brilho - Aonde vou, meu coração é feliz!

09- Léo e Bia Part. Zeca Baleiro - Porque saber amar exige mestria.(s. f. grande saber, conhecimento profundo de qualquer matéria adquirido pelo estudo ou pela experiência; perícia, habilidade, jeito)

10- Intuição - "Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não."

11- Aquela Coisa Toda - Porque aquela coisa toda é melhor deixar no passado.

12- A Lista - A lista é grande e cheia de rasuras.

13- Sou Uma Criança, Não Entendo Nada - Tem dias em que não quero entender nada, mas sou mulher e entendo tudo!

14- Andando e Andando em Copacabana - Um blues delicioso e acho graça com a menina que se ufana de ter lido Goethe no original, porque o problema de muitas pessoas que conheço não é ler Goethe em alemão, mas sim se ufanar disto.

15- Bandolins - Mas é tão lindo, tão lindo...que o coração aperta quando as cordas do bandolim confessam aquilo que não é dito.

16- O Condor - "Que a gente despedace em luz".

12.3.14

Fecho os olhos e quero que tudo suma...abro-os novamente e nada...lá estão:
a cadela que enterraram viva sendo resgatada pelos bombeiros, a fumaça dos prédios que desabaram em N.Y. e os rostos aflitos dos familiares do voo MH37O da Malaysia Airlines. Cinco minutos de noticiário e temos a mente invadida por imagens e sentimentos nada agradáveis.
Desligo a televisão e venho escutar músicas que acalmam o espírito.Afinal o dia foi, na medida do possível, agradável.Do tipo: quando tudo no final dá certo!
Entre umas e outras músicas, passeando pelas mensagens alheias do Facebook, um amigo compartilha uma das minhas favoritas:



Fecho os olhos e vou por lugares visitados que continuam intactos em minha memória. E à respeito desta música, Piazzolla um dia disse: “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor."

11.3.14

Ainda na onda dos talentos, seja discutindo a existência deles



ou simplesmente escutando-os:

)

9.3.14

É preciso talento...para tudo nesta vida!
Na cozinha, por exemplo, eu confesso: não nasci para fazer doces, mas transformo trigo (ou qualquer grão) em massas, pães e outros quitutes de forma magistral.
Gosto de escrever, mas não tenho a veia dos grandes escritores.Acabei me encontrando nos roteiros.
Desde muito nova aprendi a gostar de Neruda.

Reparem em "Tenho Fome da Tua Boca":

Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
e ando pelas ruas sem comer, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
busco no dia o som líquido dos teus pés.

Estou faminto do teu riso saltitante,
das tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.

É claro que não existe amor assim, mas a gente até pensa, por uns instantes, que sim.Ou seja, Neruda tem talento.E assim por diante.Qualquer pessoa que tenha lido o Tempo e o Vento do Érico Veríssimo, nunca mais esquece a figura imponente do Capitão Rodrigo.Nem os olhos de ressaca de Capitu, do Machado de Assis.
Na música me perco por horas e horas com os talentosos compositores clássicos.Porque não é só uma questão de dedicação, é coisa da alma.Paganini conhecia um violino como ninguém e escreveu peças maravilhosas como La Campanella.Diziam que ele tinha pacto com o demônio, mas ele tinha mesmo era talento!

24.2.14

"Maria"



Ser "Maria" é uma pulsão.Um sentimento que vem de dentro e que nos cega, de uma hora para outra nos vemos confiantes, um otimismo irracional que aos olhos dos outros parece até ingenuidade.Independe de crença ou cultura, é algo que nasce com a gente.Não há cansaço pois não é um trabalho penoso.Nossa retribuição vem em forma de sorrisos.Tudo é feito com alegria, pois acreditamos que vai dar certo.E quando não dá, caímos sim, mas logo em seguida levantamos.
Aos quase 50 anos de idade já fui ao auxílio de muitas pessoas em condições diversas, perdi algumas, me afastei, me fechei e mudei de ares.Quando me dei conta lá estava eu sendo "Maria" outra vez, porque a gente não sabe ser de outro jeito.

23.2.14

Eu não diria que está no sangue, penso que está mais na memória, na minha e na dos meus antepassados. Sou feita de muitas e muitas memórias, um caldeirão aonde encontram-se diversas culturas.Num passado bem distante houve um pouco da cultura alemã, que ficou um tanto acanhada diante de uma avalanche de costumes russos.Atravessando o oceano, toda a tradição russa veio se juntar à cultura italiana.Era sopa de beterraba convivendo harmonicamente com a macarronada de domingo.Alguns anos mais tarde entraram na história da minha família os portugueses.Trouxeram um delicioso vinho para a nossa mesa.
Sou o resultado de toda esta feliz mistura.Um tanto forte, mas deliciosamente rica em cultura e tradição.
Com a chegada do meu filho conheci e aprendi a amar as singularidades da cultura africana.Outro povo forte e valente.
E assim sendo, com toda aquela emotividade dos meus antepassados, foi impossível conter as lágrimas de emoção com o encerramento das Olimpíadas de Inverno em Sochi.Tudo que está lá encaixotado na memória vem à tona.Me lembro das histórias de família e sinto saudades dos que se foram.E aqui dentro ainda pulsa, não só o sangue, mas a história de todos vocês.
 Люблю тебя навсегда!!!
 

19.2.14

Só prá constar: as coisas não são tão fáceis quanto parecem.
Mas o negócio é não desistir.
Em agosto de 2012 eu iniciei um projeto pessoal na área de artesanato.
Achei que rapidamente eu estaria criando inúmeras peças.Até hoje estou estudando a técnica e não dei forma real à uma única peça.
Acredito que até o final do ano eu consiga começar a produção.
Não me importo com a demora porque quando fazemos algo por prazer o tempo realmente não interessa.
A dificuldade não é um castigo e sim uma oportunidade de aperfeiçoamento.
Hoje acordei confiante porque ontem ultrapassei mais uma etapa do processo.
E se tudo isto não der em nada, não tem problema, serviu como aprendizado.

  

18.2.14

Apesar de ter muita gente que ame os dias repletos de compromissos, eu tô querendo sossego!
Quero tempo para passar para o papel, ou melhor tela, uma série de histórias, ou roteiros, que estão fazendo fila dentro da minha caixola.
Pelo jeito, só nas minhas férias, que até que estão próximas, faltam somente 70 dias, poderei escrever com calma e me comunicar mais e melhor com as pessoas que amo tanto.Afinal, a comunicação já é complicada sem correria, imagine só neste alucinante turbilhão que tem envolvido minha vida.
Afinal eu sou ótima para criar histórias, textos e diálogos incríveis, mas quando chega na vida real, muitas das vezes, falo pouco e até parece que em aramaico.
Normalmente, quando misturo emoção na conversa e percebo que posso perder o controle, eu me calo.Mas mesmo quando me calo meu corpo continua falando e aí só decifrando a minha linguagem pessoal de sinais, aquela que muito poucos conhecem.
Pois é assim mesmo que sou, complicadinha :o)


8.2.14

Sou uma fortaleza, só que lá no alto vive mesmo uma alma sentimental.
Fiz planos para hoje mas perdi a vontade...ontem fomos dormir tarde pois meu filho e um amigo ficaram na rua até as duas da manhã e quando chegaram ainda demoramos para dormir.
Hoje cedo toca o telefone: era a mãe do amigo dizendo que o avó dele acabara de falecer.
Foi triste vê-lo acordar assim, choramos todos.É o tipo de coisa que nos atravessa a alma.
Fiquei chateada...ele é filho de pais separados e costuma passar um final de semana com a mãe, um com o pai e os avós e outro conosco.Ele acaba sempre contando algo que vivenciou com os avós no final de semana anterior e assim a gente acaba se sentindo meio família.
E sou mesmo sentimental...