19.7.16

Quando penso demais no futuro aparece o desejo de me aposentar lá em Portugal.
Ou então me mudar para uma cidade menor.
Sempre que chove muito tenho vontade de abandonar o campo e viver na cidade outra vez.
Mas aí, quando abro a porta numa manhã fria de inverno, me encanto com meu jardim e esqueço todo o resto.


São as flores das pitangueiras, os hibiscos dobrados e agora as flores da cerejeira que plantei há nove anos.No ano passado pipocaram uma meia dúzia de flores minúsculas.Já neste a árvore floriu, de maneira ainda um pouco tímida, mas floriu com graça.


"yo no naka wa
mikka minu ma ni
sakura kanao" 
Ôshima Ryôta (1716–1787)

Tradução:
Nem sequer três dias
este mundo vê passar –
Cerejeira em flor!

16.7.16


"Gosto de ti, ó chuva, nos beirados, 
Dizendo coisas que ninguém entende! 
Da tua cantilena se desprende 
Um sonho de magia e de pecados." 
( Florbela Espanca )
Mulheres são mesmo diferentes e, definitivamente, regidas por fases.
Poucas são as que mantém uma certa linearidade, o que não é o meu caso.
Em tempo de caos, num mundo difícil de compreender, passei os últimos dias cuidando do meu exterior.
Como tento racionalizar tudo, penso que talvez seja porque a coisa anda pesada demais e neste momento o melhor é criar um pequeno distanciamento entre minha alma larga e as tragédias ao redor.
Ou então porque estando de bem com o exterior fortalecemos o interior.
Na verdade é mais uma simbiose entre os dois.
Acho que eu andava carente de mim mesma.

14.7.16

Hoje, quatorze juillet, teria sido um dia feliz não fosse o noticiário noturno.
Na queda da Bastilha, em Paris, foram 98 mortos e hoje, em Nice, são, por enquanto, 70.
Em 1789 o motivo fazia sentido, era um passo em direção à liberdade.
Mas para hoje não existe nem uma única desculpa.
Eu ia dizer que abriu um salão de beleza na sala ao lado da minha e que fui cortar o cabelo e ganhei uma escova, além de elogios.E que o que faz falta nessa vida é mesmo gentileza.
Mas tudo isso perdeu a graça...


13.7.16

Li que hoje comemora-se o Dia do Rock.
Já escutei muito, devorei inúmeros álbuns.
Tenho uma certa queda por tipos estranhos como Ozzy Osbourne e Jim Morrison.
Acho que a loucura, o pensar fora da caixa, deixou o trabalho deles mais intenso, mais genuíno.
Meu primeiro contato com o rock foi através do Elvis Presley, que na verdade era meio pop.
Conheci os Beatles através do Monkees.
Depois lembro que fiquei encantada na primeira vez que escutei Stairway to Heaven.Daí foi um atrás do outro: AC/DC, Scorpions , Deep Purple , Black Sabbath, The Doors, The Who, Queen, Pink Floyd, Van Halen, Kiss, Rush, Iron Maiden, The Stones, Blue Oyster e outros.
Acabei ficando mais com os progressivos e destes tenho alguns favoritos:



Esta música, especificamente, eu não escutava há pelo menos uns 25 anos.

E agora para não dizerem que não falei do Ozzy:

12.7.16

Sempre que escuto esta música penso que para amar de verdade é preciso saber perdoar profundamente.
Porque muitas vezes, e de forma nada intencional, magoamos quem amamos.
Talvez por sermos muito verdadeiros.
Nem sempre o que sai pela boca está de acordo com o que levamos, em silêncio, dentro do peito.
É preciso escutar e compreender o que dizem os sons do meu silêncio.
Juro que tento compreender os silêncios alheios...



Se dentro l'anima
Tu fossi musica,
Se il sole fosse dentro te,
Se fossi veramente
Dentro l'anima mia,
Allora si che udir potrei
Nel mio silenzio
Il mare calmo della sera

10.7.16

Devo ser mesmo uma pessoa muito fofa, além de selenita, sentimental e etc...
Afinal, até o Google me deu os parabéns hoje:

  

Também ganhei presente da Seleção Portuguesa: uma difícil vitória no campo do adversário.
Valeu!

8.7.16

Gosto da impessoalidade dos quartos de hotel.
Porque neles os objetos não ficam piscando para mim.
Em casa, cada móvel, fotografia, livro, objeto ou mesmo um pedaço de papel me conta uma história.Tudo tem um significado específico. Não que isso seja ruim.
Já o quarto de hotel não estabelece uma relação material conosco, o máximo que levamos é uma canetinha e lembranças na memória.
E na maioria das vezes os momentos passados nestes quartos são felizes.
Gosto deles quando preciso me afastar um pouco do real.
Mas que fique claro que eles devem possuir uma boa cama, mais de um travesseiro, lençóis de qualidade e serem extremamente limpos.

5.7.16

Fernando Pessoa está sempre me lembrando quem sou.
Vou por aqui, por alí e de repente esbarro nele ou em um dos seus heterônimos.
Hoje foi dia do Alberto Caeiro:

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914


4.7.16

Não fumo, bebo com moderação, me comporto perfeitamente em público, não uso couro animal em roupas nem em calçados e bolsas, evito frituras, mas não sou santa!!!
Falo palavrão em jogo de futebol ou quando estou muito brava, sim eu esbravejo algumas vezes. Gosto de sexo, sem ser para procriação e de beijo na boca com vontade.
Não tomo refrigerante, considero um veneno para o meu corpo, que é o meu templo.
Mas tenho que confessar que sou louca por Cherry Coke, que acabou de ser lançada no Brasil, diga-se de passagem, a um preço escandaloso!!!
Minha luxúria me levou a pagar R$ 10,00 numa latinha de 355ml, mas não me arrependo nem um pouco. O sabor que muitos acham perfumado demais me remete à Amaretto e marzipans.
É um pecado leve, totalmente negociável.


3.7.16

AMO quando uma receita dá muito certo!!!


Meu kibe sem glúten fiz assim:

1 quilo de ponta de alcatra moída temperada com sal, alho desidratado e o suco de meio limão cravo.

No processador coloquei: 1 xícara de cheiro verde, 1 xícara de hortelã, duas xícaras de arroz integral cozido e gelado, 1 cebola, 1 fio de azeite e uma colher de chá sal.

Depois de tudo bem picado, misturei numa tigela a carne temperada, a mistura do processador e 2 ovos crus.

Fiz dois recheios simples e rápidos: catupiry e cebola com cheiro verde.

Aí foi só colocar uma porção de carne na palma da mão, afundar o meio, colocar uma bolinha de recheio, fechar o kibe e afinar as pontas.

Fritei em óleo quente!

Assim descobri que o arroz integral substitui perfeitamente o trigo. Só não posso contar para o ortopedista que está tratando uma tendinite do meu pulso direito, por excesso de uso.É uma dor horrorosa...mas nada como estarmos motivados para a realização de uma tarefa.
A mão só doeu mesmo, prá valer, depois que terminei! E já recoloquei a munhequeira.

Acho que minha arte merece uma musiquinha:


2.7.16

Das coisas que falamos e não cumprimos: às 9 da manhã deste sábado eu já estava na rua.
Dormir prá quê, né?
O dia está tão lindo lá fora...aquele céu azul de inverno que eu amo!!!
Temperatura em torno dos 23 graus.
Entre outras coisas, fui buscar hortelã para fazer uma receitinha de kibe sem glúten.
O trigo é substituído por arroz integral cozido e levemente triturado no processador.
Deve dar certo!
Acho que eu deveria escrever também um livro sobre como é rica e desafiadora a minha vida sem glúten.

1.7.16

Bem vinda sexta feira...amanhã posso rolar na cama até acordar!!!
Uma semana cheia, com uma gripe morfética, fornecedores que não cumprem prazos, clientes impacientes, carro na oficina e máquina de lavar que parou de funcionar.
Isso sem contar que agora tenho um fogão cujo forno não funciona.Tudo por conta de um botão, que quebrou e acionou a válvula de segurança e agora o forno não acende nem por decreto.A fábrica disse que não produz mais a peça e que não existe opção de reposição em estoque. É uma total falta de respeito e consideração com o consumidor.
Aí recebo uma amostra daquelas pequenas gentilezas que tão bem fazem à alma: ganhei de um amigo uma playlist do deezer para escutar enquanto escrevo.Com músicas que eu não escutava há muito tempo, de gente como Phil Collins, Daryl Hall & John Oates, The Cars, Genesis, Simply Red, Bliss, Tracy Chapman, Duran Duran, Elton John, Chicago, Scorpions, Fleetwood Mac, Supertramp e outros.


E tem mais: o cara metade disse que vai preparar o jantar hoje!
Uma excelente sexta feira para todos.
Fui.

30.6.16

Eu sou assim: aparentemente calma, mas feita de urgências...
Num daqueles testes esquisitos do facebook estava escrito que em outra vida eu morri na forca. Não duvido nada, nunca tive muita, ou melhor nenhuma, paciência para esperar as coisas acontecerem.
Me dá os 5 minutos vou lá e faço! Quando me dou conta já fiz.Por sorte, tudo sempre acabou bem, pelo menos nesta vida.
Mas é que eu penso muito antes, penso tanto que talvez por isso a calma se transforme em urgência do tipo "It's now or never!"

28.6.16

Quem está envolvido com a área de cultura sabe que a Lei Rouanet é para poucos.
Em todas as modalidades artísticas há muita gente competente aguardando uma oportunidade de mostrar o seu trabalho.Se depender deste "incentivo" vão cansar de esperar.
Me perguntam se eu ganho dinheiro com o cinema, afinal é um segmento aonde rola tanta grana, não é? A resposta é simples, não, porque não me comprometo, não me vendo, não cedo ao pagamento de gordas comissões, não faço "esquemas" com grandes produtoras.Além de que eu não me presto a ficar arrumando notas fiscais falsas.
Também não faço questão de ficar rica e famosa através do meu trabalho com cinema.Aliás, este glamour não me seduz.Muitas pessoas que trabalharam comigo sonham em participar de uma cerimônia do Oscar. Não recrimino o desejo deles.Eu é que me transformei numa pessoa diferente das outras.
Escrevo porque gosto. Tenho prazer em criar histórias, diálogos, cenas e também em roteirizar histórias alheias, muitas vezes, em troca de um sorriso sincero.Não escrevo sobre o que não gosto ou não tenho afinidade.Defendo a minha liberdade de escrita. Neste ponto sou bem teimosa.
Fico feliz também em ensinar o que eu sei.
Tenho alguns roteiros que fazem parte de projetos aprovados pelo Minc e sei que eles dificilmente sairão do papel, enquanto as regras não mudarem.
 
Clique aqui e veja um pouco do que acontece na realidade.

O video da reportagem é bem elucidativo.
Esse é somente um dos fios de um emaranhado novelo.

Para um pouco mais, leiam também  "Os 12 projetos mais bizarros aprovados pela Lei Rouanet"


26.6.16

Acho que tenho mesmo um coração de mel, de melão.
Me emociono em shows, óperas, filmes, peças, casamentos, aniversários e etc. A música tem muita relação com o isso!
Se bem que costumo me emocionar também durante uma conversa.
Mas enfim, quando a música é usada de forma certeira, evidenciando o contexto, aí eu me acabo!
É água que não acaba mais...começa de uma forma contida e vai crescendo até sair pelos olhos e escorrer pela maçãs do rosto.
Chorei em King Kong, The Champ, Cidade dos Anjos, À espera de um milagre, Homens de Honra, A vida é bela, Chiriro, O rei Leão, Sempre ao seu lado, A vida secreta das abelhas, Outono em Nova York, Tarzan, A lenda do pianista do mar, A missão, O discurso do rei, As pontes de Madison,  Billy Elliot,  Nas montanhas dos gorilas, Em busca da terra do nunca, Uma lição de amor, O homem bicentenário, Em nome do pai , Noites de tormenta e outros tantos.
Em todos a trilha sonora faz sua parte.
E tem ainda o caso em que a própria música rouba a cena:


Não sei bem os motivos, mas muita gente gosta de mim e muitas eu nem imagino quanto.Fico sabendo anos depois ou quando morrem.
Bem que as pessoas podiam externar mais seus sentimentos!
Hoje estava explicando para a minha afilhada porque a avó dela me chamava de coração de melão.
É porque sempre lembrava de mim quando escutava esta música:



Uma forma bonita de externar amor, não é?

23.6.16

Eu vou viver 10, vou viver 100, eu vou viver 1000, eu vou viver sem você!!!
De uma forma bem subjetiva tem certas situações que trazemos para a nossa vida que funcionam mais ou menos como a pessoa dessa música. Quando você se dá conta já está envolvida, e contrariada, até o pescoço.
Mas enfim eu quero é cantar, cantar, cantar prá clarificar a minha voz!!!
Adoro o jeito debochado dessa música....tem dias em que eu bem que gostaria de falar desse jeito, mas sou muito "amestrada" para isso.


Voltando ao normal:

22.6.16

Hoje fui conhecer um lugar muito interessante, uma vinícola localizada à aproximadamente 25 km daqui.


Lá são produzidas 14 variedades de uvas, entre elas: Niagara Rosada e Branca, Isabel, Bordô, Máximo, Violeta, Lorena, Clara e Syrah.


Distante 2,5 km de uma movimentada rodovia, parece um outro mundo. O sítio fica no alto de uma colina e de lá o que vemos é só mata e parreirais.


Foi uma visita curta, provei três tipos de vinho hoje.Pretendo voltar para experimentar os demais, são 7 ao todo.
Consegui me distrair por um tempo namorando aquele cenário extremamente atraente. É engraçado como o vinho tem força. Contemplar o parreiral é revigorante!  


Eu precisava de uma pausa assim!!!
Voltei nova em folha, de parreira.

21.6.16

Então conseguiram...assassinaram a onça JUMA.

" Juma, resgatada há 17 anos, quando a mãe foi morta por caçadores, era mascote do Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), segundo o presidente da Associação dos Oficiais R2 do Amazonas, Fernando Fernandes. O abate foi feito por militares do CIGS e isso causou constrangimento entre as unidades." (Fonte: http://www.portaldomarcossantos.com.br © Blog do Marcos Santos)


Sabem o caso do gorila com a criança...então, ele também não pediu para estar lá.
É essa mania do ser humano de retirar os animais de seus habitats.No caso de JUMA ela poderia ter sido reintroduzida na natureza e não foi. Até entendo os motivos.E uma vez que ela está longe do que deveria ser a sua casa o cuidado com ela deveria ser redobrado.
Ninguém é obrigado a entender de biologia, mas muitos assistiram " As aventuras de Pi? ", " Água para elefantes" e outros filmes do gênero, não é?
Então.... JUMA foi assassinada por conta dos caprichos humanos, por causa de uma porra de um desfile de uma tocha olímpica que glorifica um país de mentiras, que não tem condições de sediar qualquer evento de grande porte.Um país que usa uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada como pretexto para muitos enriquecerem irregularmente enquanto a população brasileira sofre com a falta de estruturas de saúde, segurança, saneamento, transporte e educação.
De onde partiu a ordem para levar a onça ao desfile?
Que imbecil não pensou que ela ficaria estressada com a movimentação?
Simplesmente argumentar que ela foi morta para garantir a segurança/integridade física das pessoas que estavam no local é fácil. Assumir que foi uma idéia estapafúrdia, sem noção, irresponsável, isso ninguém quer.
Dizer que a mataram injustamente menos ainda.
Vamos contabilizar mais um legado das Olimpíadas 2016, como a queda da ciclovia.
A coisa está só começando...

19.6.16

Das coisas que encontramos no facebook:

"Eu acredito em grandes amores.
Mas falo e namoro como se não acreditasse.
Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.
Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico.”
O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.
É amor do tipo “amor da tua vida”.
E eu acredito que funciona assim:
Se tu tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, aprenderás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.
Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer – às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.
Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes tu queres uma casa num pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes tu tens um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes tu tens sonhos maiores do que os do outro.
Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir.
Outras vezes, tu não tens escolha.
Mas aqui está outra coisa que não te vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.
Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.
E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?
Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.
Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.
Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.
Deixá-lo pode ser a tua maior bênção.
Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo."

Texto original de Heidi Priebe