23.3.15

Pensando bem, o que somos hoje traz uma pequena parte de todas as pessoas que passaram em nossas vidas.No mês que vem teremos um almoço de 25 anos de formados e cada qual deve gravar uma mensagem para o evento.Eu podia falar de quem me tornei, dos velhos colegas, mas escolhi falar de um professor em especial.Daquele que pegava no meu pé e que me deixou de DP.Pois foi com ele que mais aprendi.Ele foi o remédio amargo!
E assim é que levamos a vida, umas vezes ao lado de pessoas doces e amáveis e outras ao lado de gente não tão agradável assim.Fora umas figuras que nos irritam ou nos magoam profundamente por esse ou aquele motivo.Eu vivo me prometendo me afastar delas, mas vira e mexe elas se redimem e reconquistam o que nem sabiam que tinham perdido.
Ô coração bobo,viu?




Fragmentos de uma vida bem vivida:

"Dia 28 também é uma data marcante, meu pai faria 84 anos neste dia. Infelizmente partiu muito cedo para meu coração, já fazem 15 anos, ainda hoje converso com ele muitas noites antes de dormir e me ocorre agora que ele gostava muito de você. Sabia disso?"

 Esta é a parte em que me emociono e deixo escapar algumas lágrimas...

22.3.15

Algo interessante para um domingo chuvoso no campo:

21.3.15

Umbigocentrismo não é privilégio somente da classe política.Vivemos no mundo das prioridades e em primeiro lugar está sempre o EU.
Uma vida inteira caminhei no sentido contrário do egocentrismo e confesso que diversas vezes tentei pensar primeiro em mim, mas não consigo.Estou sempre pensando nas pessoas que me cercam, nos animais que meus olhos perdem de vista e até mesmo no ar que todos respiramos.Já procurei mas não encontrei em mim um botão liga/desliga.
E voltando à relevância que a maioria das pessoas dá às coisas, andei analisando algumas pessoas que conheço.É cômico, ou talvez seja tragicômico.
Tem quem me procure somente quando tudo deu errado, ou quando precisa de uma boa companheira de viagem e inclusive quando precisa escrever algo para alguém.
Tem aqueles que lembram de mim nas datas festivas e descobri que tem ainda quem me procura somente aos finais de semana ou então exclusivamente durante a semana. Tem também aqueles que somem no verão ou então no inverno.Já eu, sou irritantemente, linear.
Isso sem contar as pessoas que depois de mortas, descobri que me adoravam!!!Porque não disseram antes?
O gostar do outro, genuinamente, anda cada vez mais escasso. A questão nem é falta de tempo, isso é desculpa esfarrapada.O que estamos nos tornando? Um personagem infeliz de Aldous Huxley?
Prefiro o Admirável Mundo Novo de Shakespeare:

“Ó, maravilha!
Que adoráveis criaturas aqui estão!
Como é belo o gênero humano!
 Ó Admirável Mundo Novo
Que possui gente assim!”
(William Shakespeare, A Tempestade, Ato V)



18.3.15

Quando cheguei em casa hoje, cansada, e anunciei que faria macarrão instantâneo para o jantar, a família toda se mobilizou.Meu filho correu na padaria e me comprou iogurte grego de pêssego, que eu estava com vontade de comer há dias.Meia hora depois aparece minha mãe com torta de frango.
Foi a melhor torta que já comi!
Na verdade eu nem devia ter ido trabalhar, teoricamente eu estou de repouso, por 3 dias.E quem discute comigo? Não existe pessoa que consiga dobrar minha teimosia.
Mas sou uma boa paciente, juro que na sexta feira eu começo!




Imagem do filme "Eternal Sunshine of the Spotless Mind"( Brilho eterno de uma mente sem lembranças), vencedor do Oscar e do BAFTA de Melhor Roteiro Original em 2005.


Prá mudar um pouco o astral:

17.3.15

Tem dias em que o coração chora tão alto dentro da gente que parece que o mundo inteiro escuta.

16.3.15

Não dá prá disfarçar, a insatisfação do povo (independente da classe social) não cabe mais debaixo do tapete.Isto porque a crise econômica nem atingiu seu ápice, ainda.
Por enquanto, o clamor maior é contra a corrupção e contra a Dilma, que tem seu nome diretamente relacionado à Petrobrás.
Sinceramente, foi bonita a manifestação popular!
E o Sakamoto fez uma boa análise do que aconteceu ontem: Depende da Dilma.


Foto de Camila Ferreira, leitora do jornal Correio Popular.

12.3.15

Daquilo que vale a pena: namorar o trabalho concluído dos alunos do Curso de Set de Filmagem realizado no feriado de Carnaval: A Quase Morte da Poesia.

Palavras de um espectador:
"O resgate da poesia humaniza mais os seres humanos. "A Quase Morte da Poesia" adiciona uma pequena dose de leveza à dureza da realidade cotidiana. Na qualidade literária, na voz do narrador, na beleza feminina, fica sempre o gosto de uma cultura refinada. Que mais poesias e poemas venham. Parabéns!"

Porque todo mundo gosta de ver seu trabalho reconhecido.
E principalmente porque o tema "Poesia" continua agradando muita gente.



10.3.15

Ô Florbela, que com capricho, espanca nossa alma eternamente apaixonada:

"Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…"


5.3.15

Hoje é aquele dia morno...uma pilha de pequenos problemas esperando solução...a sensação de que o telefone está tocando, mas é só impressão...ainda bem, porque o que quero mais é silêncio.
Quero curtir o trabalho finalizado pelos alunos do curso de Set de Filmagem, baseado em um roteiro meu.
Ele termina com o ator recitando Manuel Bandeira, Pasárgada.
Ficou lindo!
E como ando muito Água, é bom um pouco de Fogo para acordar:

Ser mulher é maravilhoso, mas estes hormônios nos deixam algumas vezes tão fortes, como também tão frágeis.
E todo mês é assim, entra Lua, sai Lua...não dá prá ser alguma coisa mais constante?

3.3.15

Hoje é dia de chegar em casa, tirar os sapatos, se jogar na poltrona e tentar esquecer que vejo sinais de crise o tempo todo!!!
E todos sabem que quanto maior a altura maior o tombo.Vivemos bons tempos e agora temo o futuro.
Embora continuem maquiando uma estabilidade econômica irreal, os preços estão subindo, pouco a pouco, e automaticamente fugindo do controle.Já houve uma franca desvalorização da moeda, mas enfim está tudo sob controle, não é?
Não posso fazer nada, só esperar...enquanto isso o negócio é trabalhar!
Um dia sonhei que meu país tinha solução, mas me parece que o ser humano, político, é fadado ao fracasso.Algo sempre o corrompe...
O jeito é tentar abstrair e não tem nada melhor que a música:

1.3.15

Finalmente me rendi ao Netflix, na verdade foi meu filho, fã de algumas séries televisivas, que me convenceu.
Assisti um filme aqui, outro alí e acabei experimentando a série The Borgias na noite de sexta feira.Só parei hoje, depois de assistir as três temporadas.
Logo de cara o que me chamou a atenção foi o nome do diretor, Neil Jordan. Ele dirigiu um dos meus filmes favoritos: Fim de Caso.
E no elenco encontrei Jeremy Irons como Rodrigo Borgia e o Papa Alexandre, duas personalidades indissociáveis. Lembrei de seu papel em The Mission, como o jesuíta Gabriel.Eu diria que do filme para a série ele perdeu um pouco do vigor, mas continua trabalhando bem.
A trama possui personagens interessantíssimos como o assassino Micheletto e o influente Maquiavel. Na vida real Maquiavel fez uma referêncìa à Cesar Borgia na sua obra mais conhecida, O Príncipe. Na série ele também elogia o valente Borgia, por sinal, irresistível. São detalhes assim que enriquecem a trama.
Ah...nunca vi uma Lucrécia tão perfeita, doce e mortal.Sua personagem foi extremamente bem escrita!
Tem alguns momentos chatinhos, mas justificáveis pelo formato televisível.
Adorei os figurinos e cenários.
Som e fotografia na medida, pena que acabou!


22.2.15

Falando em Império Austro Húngaro outra vez, porque foi em Praga que Kafka nasceu, assim como algum antepassado meu.Muito conhecido por obras atualíssimas como "O Processo" e  "A Metamorfose", Kafka automaticamente nos remete ao pensar e questionar.Mas não é só isso, é possível abstrair e devanear com o texto que li hoje aqui.

A história de Kafka e a menina que perdeu sua boneca em Berlim, segundo May Benatar:

 “Franz Kafka, conta-se, certa vez encontrou uma menininha no parque onde ele caminhava diariamente. Ela estava chorando. Havia perdido sua boneca e estava desolada. Kafka ofereceu ajuda para procurar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. ‘Por favor, não se lamente por mim, parti numa viagem para ver o mundo. Escrevo para você das minhas aventuras’. Esse foi o início de muitas cartas. Quando ele e a garotinha se encontravam, ele lia essas cartas compostas cuidadosamente com as aventuras imaginadas da amada boneca. A garotinha se confortava. Quando os encontros chegaram ao fim, Kafka presenteou a menina com uma boneca. Era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: ‘minhas viagens me transformaram…’. Muitos anos depois, a garota agora crescida, encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta. Em resumo, dizia: ‘Tudo o que você ama, você eventualmente perderá, mas no fim, o amor retornará de uma forma diferente’.”


Imagem: Shintaro Ohata

Impossível não pensar em Lavoisier: Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Filosoficamente estes pensamento são perfeitos e somente dessa vez deixemos tudo assim como escreveu Kafka, sem questionar!

A trilha sonora para a manhã de hoje foi composta por um vizinho muito talentoso: Fabiano Negri



Uma excelente semana para todos!!!!

19.2.15

Logo cedo me lembrei daquela frase famosa do Desafio da Esfinge de Tebas: Decifra-me ou te devoro!
Ela simplesmente devorava quem não respondesse ao enigma que hoje todo mundo conhece:
"Que criatura tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia e três à tarde?"
Édipo acertou a resposta.
Meus neurônios continuam fazendo umas conexões aparentemente incompreensíveis.
Aí o dia passou, esqueci da tal frase e à noite me deparo com esta outra de Clarice Lispector:
"Decifra-me, não me conclua, eu posso te surpreender".
Não conheço a fonte, não tenho certeza se Clarice escreveu estas palavras, mas enfim, me caíram como uma luva.
A segunda versão, de Cecília, ou não, traduz melhor quem sou hoje.


17.2.15

Como boa parte do meu DNA (25% que muitas vezes parecem 75%) vem lá de Trento, na Itália, as massas sempre foram presença constante na mesa,O gosto pelo strudel de maçã também, herança do Império Austro Húngaro, antes do Tirol ser dividido e Trento tornar-se território italiano.
E como antigamente tudo que se colocava na mesa era produzido em casa, todas as mulheres da família aprenderam a fazer macarrão.Sinto informar que sou a última desta linhagem.Faço tagliarini e lasanha, que na verdade é somente uma questão de corte.



Apesar de amarem minha lasanha, que é muito boa mesmo, eu gosto é de manicaretti, que basicamente são almofadinhas feitas com massa de lasanha, montadas como envelopes, recheadas.




Aproveitei o feriado para produzir.
Não, não fiz a massa, comprei pronta.Afinal já havia produzido esfihas e bolo, além de lanchinhos naturais e salada de frutas.
Voltando ao manicaretti, o recheio: bacalhau (da minha ascendência portuguesa, é claro).
No ano passado comprei no supermercado iscas de bacalhau, aquelas partes que não pertencem ao nobre lombo. Desalguei-as, retirei as poucas espinhas que encontrei, dei uma leve fervida nelas e depois foram para o freezer.
Hoje foi só descongelar e refogar.Em cada pedaço de massa coloquei uma fatia fina de mussarella e uma colherada generosa do refogado.Depois de fechados os envelopes, coloquei os manicarettis em um refratário e cobri com molho branco e parmesão ralado.Gratinou e pronto!
Não ficou bom, ficou excelente!!!

14.2.15

Sumiiiii....andava meio estressada e como sob pressão eu produzo melhor, me joguei no trabalho!
O resultado foi excelente.Chego no feriado de Carnaval cansada mas extremamente satisfeita.     Agora é só relaxar até a quarta feira de cinzas.
Elaborei três curtos roteiros na última semana a pedido de um colega que dará um curso de Set de Filmagem neste final de semana.Um deles tinha como tema a quase morte da poesia.
Pesquisando aqui e alí passei horas com Edgar Allan Poe.Um pouco dark em O Corvo e maliciosamente vingativo em O Gato Preto, Poe tinha coisas um pouco mais leves como o poema Alone:

"Não fui, na infância, 
como os outros e 
nunca vi como outros viam. 
Minhas paixões eu não podia 
tirar de fonte igual à deles; 
e era outra a origem da tristeza, 
e era outro o canto, 
que acordava o coração 
para a alegria. 
Tudo o que amei, 
amei sozinho.(...)"




8.2.15

Toda vez que ando pensando em me mudar é porque estou precisando de férias.
Novembro e Dezembro foram meses super produtivos, mas desde que o ano começou são só problemas.
A maior parte por conta de muita falta de comprometimento e profissionalismo alheio.
Estão jogando a toalha, parecem que todos resolveram apertar a tecla "Foda-se".
Nada funciona!
Vira e mexe falta água ou luz.Minha mãe está sem telefone e internet há uma semana por "problemas na rede", sem previsão de restabelecimento.Aqui em casa caiu uma árvore da rua sobre o fio de força há mais de dez dias e a Companhia de Energia Elétrica diz que só pode executar o reparo quando a árvore efetivamente partir o fio, ou seja, quando ficarmos sem força.
Fornecedores não cumprem prazos, os Correios estão em operação tartaruga atrasando constantemente nossas correspondências, o que inclui as contas que chegam vencidas e teoricamente o problema é nosso.
A inflação está aí devorando nossos rendimentos.O povo, pelas ruas, anda mal humorado e mal educado.O trânsito anda cada dia mais caótico.
Nossa comida cada vez menos natural e nossa água, pouca, mais poluída.
Ando me irritando com os noticiários, não tem nada de bom.
Ou seja, estou precisando de férias e contando os dias para o final de Março.


4.2.15

Canções de ninar:


Hoje foi um dia mais ou menos, nem sei se mais mais ou mais menos.
Foi tudo meio corrido, atravessado e quando olhei no relógio a tarde já havia acabado...
Preciso de um pouco de música para relaxar e principalmente para me desligar!

3.2.15

Eu sempre fiz tudo nesta vida com muito cuidado...me concentrando em demasia, à ponto de morder a língua sem perceber...outras vezes pensando demais...mesmo assim não escapei de me torcer e me quebrar algumas vezes.
Por outro lado nunca engasguei com espinha de peixe e coisas do gênero.
Nunca tive insolação, nem dor de dente!
Mas...como aconselha o mestre:

Esqueça essa história de querer entender tudo.
Em vez disso, VIVA,
em vez disso, DIVIRTA-SE!
Não analise, CELEBRE!

ou então:

Opte pelo que faz o seu coração vibrar!

OSHO


31.1.15

Hoje foi dia de voltar no tempo.
Meu primo veio almoçar conosco.Tenho muitos primos mas acho que só este chamo de meu.Crescemos juntos e sou seis meses mais velha que ele, o que talvez justifique nossas afinidades.
Depois do almoço nos sentamos em volta da mesa da sala, cercados de fotos de família que minha mãe andou desenterrando por aí. Fotos de gente que nem conhecemos, como, por exemplo, nossa trisavó materna.
É certo que a família sempre gostou de fotografia e de alguma forma elas acabaram nas mãos da minha mãe e agora nas minhas.Levarei muito tempo para escaneá-las.Com certeza será um trabalho adorável.São fotografias dos anos 20, 30, 40 e daí por diante.Tem uma da minha trisavó que pelas minhas contas deve ser de 1890 e borrachinha, extremamente rudimentar.
Era assim que eles iam para a praia em 1925.


E nos anos seguintes:


Minha mãe não quis ficar com as fotos porque diz que as lembranças, hoje, não lhe fazem bem.
Nem vou discutir.
Eu, ao contrário, adoro rever o passado!

30.1.15

Não posso, em hipótese alguma, reclamar do meu horário de trabalho.
Tenho o privilégio de poder chegar no escritório até as 10 da manhã e sair por volta das 4 da tarde.E em algumas sextas feiras ainda trabalho só de manhã.
Mas quando o bicho pega....saio de casa às 7 da manhã e volto só às 7 da noite, se tudo der certo.Quando pego estrada a coisa também não termina cedo.
Honestamente, com a idade e o calor, chego em casa em frangalhos. Juro que admiro a pessoa que fica doze horas fora de casa e quando chega ainda tem disposição para sair e etc.
Como dizem por aí: até que enfim é sexta feira!!!
Mas vamos trabalhar que hoje ainda tem a continuação de ontem...