25.3.17



O tempo passa e um dia a tal da velhice chega...e com elas vão-se, infelizmente, algumas memórias, além de tudo mais.
Estas últimas semanas tenho revivido muitas coisas enquanto me sento à cabeceira do meu pai.
Me lembro de uma infância feliz, entretanto quando penso no homem que meu pai foi começa a bater uma ponta de tristeza e eu logo mudo o pensamento.
Ele me ensinou sobretudo a ter coragem!
Me ensinou a dar os primeiros passos, a andar de bicicleta sem rodinhas, a nadar, a pegar ônibus, trem e avião. Aos dezesseis, foi ele que me ensinou a dirigir, o que teoricamente era, e ainda é, proibido.
Me ensinou a fazer pipa, pizza, poesia e a ajudar, muito, os outros.
Desde muito cedo, sempre que viajava, me mandava postais.Apesar de jornalista era um homem de poucas palavras no convívio diário.Muito mais demonstrava do que falava.
Agora passa os dias e as noites numa cama e falando, ainda, muito pouco.Mesmo um tanto esquecido não perde o bom humor e me olha ainda com todo o carinho que sempre me dispensou em abundância.
Hoje foi um pouco mais difícil dizer boa noite...
Cheguei em casa, mal comi e vim me abrigar no computador conectado à internet para escutar músicas que me trazem boas lembranças!!!
Sabe, nessas horas, ter sido muito amada faz uma diferença do cacete.

18.3.17

A perda da lucidez é algo que eu nunca havia presenciado até agora.Nao estou falando daqueles arroubos, rompantes que nos afetam algumas vezes durante a vida.
Estou falando do olhar vago, distante, a fala baixa intercalada com efusivas manifestações de alegria.
Me refiro àquela situação em que perdemos a capacidade de decisão.Estou falando da incapacidade de reconhecer o amar, o sentir-me amado, cuidado e do medo injustificado que isto provoca.
Falo daqueles momentos em que não há fome, não há sede, não há nada.
Estou falando do meu pai, que alterna momentos devastadores de ausência, confusão e infantilidade com momentos de extrema lucidez.
Só que seu cérebro não avisa em que modo vai estar a cada manhã.
Honestamente isto detona o nosso emocional. É uma montanha russa sem freio, que está rodando sem parar há semanas!


13.3.17

Uma sobremesa que gosto bastante tem um nome bem sugestivo em Portugal: Molotov.


Meu Shangri-la é definitivamente em terras lusitanas!!!

8.2.17

Sim, é possível!
Do outro lado do Atlântico encontrei, no Stanislav, em Lisboa, os melhores varenikis que já provei.
Eles têm sabor de casa de vó.




22.1.17

Linda versão:


2017 - o ano da colheita e o ano prá falar das coisas boas...
Hoje chove à cântaros, mas consegui uns bons dias para colocar o pé na areia e descansar!



Esta semana entreguei meu trabalho fotográfico do final do ano.
Ficou sensacional!!!





                                      



Logo mais me entregarei de corpo e alma às minhas merecidas férias..aqueles bons dias foram somente uma prévia.
Enquanto isso vou levando a vida da melhor forma possível!
Afinal, somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade, basta querer!


10.1.17

A coisa tá feia...a intolerância das pessoas com as opiniões alheias beira o absurdo.
Sem contar que nunca vi tanta gente do contra como ultimamente.
Isso é grave, reflete uma profunda insatisfação.
A palavra que melhor define as atuais relações interpessoais é fragilidade.

2.1.17

Moro numa cidade com alto índice de violência, em grande parte por conta do consumo excessivo de drogas, principalmente nos centros universitários, o que acaba alimentando e enriquecendo o poder paralelo.
Fora isso, a cidade com proporções metropolitanas, gera no cidadão uma sensação de grandeza, de superioridade, que aliada à falta de segurança generalizada, promove uma combinação explosiva.
E ainda tem aqueles sujeitos naturalmente descompensados como o que matou onze pessoas na noite de ano novo num pacato bairro da cidade. 
Eu não conhecia diretamente os envolvidos, mas poderia, porque a cidade parece mas não é tão grande assim.O fato de não conhecê-los não diminui o tamanho da barbárie.
As pessoas estão perdendo a noção de certo e errado, embora ninguém seja dono absoluto da verdade existem algumas normas de conduta que todos deveríamos seguir.
Sempre defendi a liberdade de expressão, mas tem muita gente abusando dos seus "direitos".
Aqui o desrespeito anda passando dos limites e não faço a mínima idéia de como este processo pode ser revertido.
O negócio é aprender a viver nesta nova e assustadora realidade.
E tirar umas férias...ainda bem que as minhas estão próximas!!!


  

31.12.16

Tocando em frente, sempre, com muito amor!

22.12.16

Final do ano chegando...até que enfim!
Em processo de desaceleração:


Pensando em Sevilha...e nas estrelas, segundo Mia Couto:

"As estrelas são os olhos de quem morreu de amor.Ficam só nos contemplando de cima, a mostrar que só o amor concede eternidades."

17.12.16

Novamente fui convidada para fotografar o espetáculo Danças do Mundo, que acontece todo final do ano em Barão Geraldo.
Pensei em dizer não por causa das minhas complicações físicas, mas como é algo que gosto muito, que faço com paixão, resolvi dizer sim e foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado!
Foi no dia 03 de dezembro, chovia a cântaros. Com o uso do andador minha velocidade diminuiu muito.Olhei bem a rampa de entrada do casarão onde aconteceu o espetáculo e fui adiante.
Cheguei ensopada lá, mas feliz e confiante! Ou seja, não são alguns poucos obstáculos que podem me deter.







O efeito foi devastadoramente positivo pois de lá prá cá temos percebido uma pequena melhora com o novo tratamento que estou fazendo.Na última sessão de fisioterapia notamos que a sensibilidade da planta dos meus pés está começando a voltar.Já sinto até cócegas do calcanhar até o meio do pé.Com isto tenho mais confiança para andar.
Quem sabe em 2017 eu volte a dirigir!  

19.11.16

Eu AMO comemorar aniversários...
Gosto de celebrar a continuidade, acho importante valorizar o que passou como forma de garantia de um bom futuro, embora essa nossa vida não passe de uma grande ilusão, aonde não possuímos nada e nem controlamos coisa alguma.
Mas é assim, com a certeza de nada, que acredito que o amanhã pode sempre ser melhor que o hoje.
E é isso que eu desejo para todo mundo!

16.11.16

Ontem o dia foi leve...um almoço bem tarde, sem pressa, com pessoas queridas e depois um bate papo que se estendeu até a noite.
O pretexto foi o aniversário do meu filho e tudo, absolutamente tudo, transcorreu em perfeita harmonia.
Foi o tipo de encontro em que todos saem carregando uma enorme braçada de boas energias!!!
Numa casa com 4 gatas, 4 filhotes, 4 cachorros e mais dois cães visitantes fica parecendo mentira dizer que não houve um entrevero sequer.
Fazendo as contas era praticamente um animal para cada pessoa!
Ah...se todos os dias fossem assim certamente o mundo seria bem melhor...

 

11.11.16

Um dia a gente acaba, e é assim de repente!
Estou feliz com os preparativos do aniversário de 80 anos do meu pai, que nem são tantos assim, pois os convidados são poucos.O importante é que ele está animado e nem importa se depois de algumas semanas ele não vai mais se lembrar.
Melhor ainda é que ele ainda está aqui conosco.
Assim faz muito sentido não reclamar das pequenas coisas.
Hoje, sinto que Leonard Cohen tenha nos deixado, mas enfim, é o destino de todos nós.
O bom é que ele está bem próximo, através da sua música.

10.11.16

Ontem tive que ir à capital!
Agradeço não estar dirigindo senão a tortura teria sido maior.Fazia muito tempo que eu não ia para São Paulo num dia útil, fiquei impressionada com o trânsito.Das 6 horas que passei por lá, 4 foram no banco do carro. Fui a três endereços não muito distantes um do outro, numa linha reta não eram mais que 10 km entre eles.
O que vi foram ruas e avenidas congestionadas, falta de respeito, pessoas carrancudas e estressadas.
Além de que encontrei uma cidade muito mal cuidada: suja, depredada, pichada e etc.
Portas fechadas e com placas de aluga-se ou vende-se chamaram a minha atenção.
As filas nos pontos de ônibus e trens traduzem a precariedade do sistema de transporte.
É...me tornei mesmo uma pessoa do interior...não saberia mais viver na cidade em que nasci.




6.11.16

Quando penso na fragilidade da vida é que me vejo mais sozinha, porque o morrer é solitário e devíamos estar preparados para este processo desde que nascemos.
Estive com uma amiga muito querida na sexta à noite cujo irmão mais novo está muito mal.Há quinze dias ele deu entrada no hospital, passou por uma cirurgia para retirada da um tumor enorme do cérebro e agora aguarda a recuperação de uma infecção pulmonar para iniciar a radioterapia.Seu corpo está parando aos poucos e neste processo o tempo é essencial.Minutos parecem dias...
A dinâmica familiar que se instala beira o caos, envolve além de tristeza, culpa, desespero, revolta e aquela repentina fé cega que nos acomete em momentos assim.
Pude ajudar com açucar e afeto.Ela saiu até que bem aqui de casa, mas no íntimo está destroçada.
Perdi o sono esta noite porque sempre deixo um pouco de mim na tristeza daqueles que estimo.
Estou torcendo por um milagre!

4.11.16

Nossas conexões neurais são fantásticas, eu adoraria estudar como funciona o cérebro embora eu acredite que muitas das minhas perguntas ficariam sem resposta.
Abro o facebook e me deparo com uma frase que retrata o que eu ando vivenciando:

 
2016, certamente, foi o meu ano de distanciamento.
Cheguei à conclusão que andava muito sociável, talvez pela facilidade do estar perto, mesmo estando longe, que as redes sociais (e a internet de um modo geral) proporcionam. Estava me relacionando com pessoais que nada tinham em comum comigo.Neste sentido sou bem low profile.
Ao me distanciar senti um alívio!
E as pessoas com quem realmente tenho uma certa identificação continuam me chamando para um café.
Me falta tempo, mas não vontade!
E me prometi sair um pouco da concha e tomar café com elas, hoje mesmo marquei um chá em casa depois do expediente.
Em 2017 (primeira promessa de ano novo) vou investir mais nas trocas presenciais!

25.10.16

A natureza é linda mesmo!!!
Me deslumbro com algumas coisas como a beleza do nascimento.Depois da chuva torrencial que caiu por aqui passei a madrugada auxiliando minha gatinha mais nova a trazer ao mundo 4 lindos filhotinhos.



As outras gatas são castradas, mas esta escapou, aos 8 meses já estava carregando gatinhos no ventre.
O primeiro nasceu perto da meia noite.O segundo deu um pouco de trabalho e eu achei que não fosse sobreviver, mas depois de um tempinho acabou miando e está indo bem.O terceiro nasceu por volta das 2 horas e o quarto e último depois de uma hora e meia.
Foi uma madrugada animada! Contei com a ajuda do meu filhote que ficou um bocado preocupado quando o segundo gatinho entalou.Mas demos conta do recado e passam todos bem.
O cara metade terá uma grande surpresa quando voltar.
Agora, cansada embora feliz, preciso trabalhar para garantir o leite dos gatinhos!

24.10.16

Enfim a chuva que lava a alma...a verdade é que os degraus lá da frente de casa desapareceram, mas não tem importância, as plantas agradecem e eu também!
E é mais ou menos assim que eu amo a natureza: