21.12.14

Quem bem me conhece me dá flores, livros e música de presente.
Não porque é época de Natal, aniversário ou outra data qualquer e sim porque quer.
Assim sendo, nos últimos dias ganhei flores. Uma caixa, uma enorme caixa com 8 vasos, de Phalaenopsis, todas brancas, porque eu adoro flores brancas.


E também o livro: Chega de Saudade, do Ruy Castro.
Estou nas primeiras páginas e já estou amando...ele faz uma retrospectiva da boêmia carioca nos tempos da bossa nova. Reconstitui uma época bem diferente da atual e cita compositores, cantores e artistas que eu nem ouvi falar e outros que estão perdidos em algum lugar da memória. Cita também aqueles que fizeram sucesso antes da bossa nova, é uma aula de história da música brasileira.
Foi assim que encontrei lá no fundo do baú esta valsinha do Zequinha de Abreu:


Presente assim é bom demais, né?

18.12.14

No jantar hoje tivemos peixe assado com uma saladinha refrescante...e a sobremesa: castanhas portuguesas!!!
Depois de uma semana de gripe intensa e de uma alimentação prá lá de desregrada eu merecia algo assim.
Saudável e reconfortante.
Cozinhar é relaxar...principalmente depois de pegar uma Anhanguera lotada, com trânsito lento, alguns consertos e um tanto de carros quebrados.
E já sei o que vou fazer com as castanhas cozidas que sobraram: amanhã vou colocá-las numa calda de açucar com rum.
Hoje não dá, pifei...

 

16.12.14

Bom dia!!!
Que o dia seja doce e na medida certa...



Meu final de ano têm sido bem mais leve do que nos anos anteriores, não foi o mundo ao meu redor que mudou, fui eu.
Consegui finalmente matar em mim algumas coisas que lá no fundo não me faziam bem.
Sempre tão nostálgica eu acabava ficando meio presa à tudo.
Quando percebi que podia acertar as arestas e encerrar alguns ciclos e que nada de ruim me aconteceria, eu me esbaldei!!!
Hoje as pessoas, os acontecimentos, as instituições, enfim, o mundo todo ao meu redor, recebe de mim exatamente o que merece, simples assim..

14.12.14

Outro dia foi o segundo movimento do Concerto do Rachmaninoff, hoje vai o terceiro:


Só porque é bom demais...
Ontem não pude ir ao jogo de encerramento de ano do meu filho porque estou muito gripada.
Acabei de descobrir que não estou gripada e sim resfriada.E desde a última quarta feira, ou seja, até o final da próxima semana devo estar bem outra vez.
Nem é tão ruim assim porque não tenho febre nem dor no corpo, mas passo 100% do tempo com o nariz entupido e falando tudo de uma maneira bem característica, na língua do B e do D.
Ontem passei o dia bem quietinha em casa e fiz até uma sopa creme de legumes, que tomei com pimenta jiquitaia (pó composto de aproximadamente 12 tipos de pimentas) que veio lá de São Gabriel da Cachoeira/AM.
Dizem que ela opera milagres:
É rica em vitaminas A, B, C, E e K, cálcio, manganês e potássio.
Possui alta concentração de beta-carotenos.
É anti-séptica e analgésica – conhecida como aspirina natural.
Como tem propriedades vasodilatadoras ajuda a regularizar pressão arterial.
Diminui as dores da artrite, artrose, osteoartrite, arteriosclerose e reumatismo ( aplicar compressas nas articulações comprometidas).
Previne ataques cardíacos e embolias pulmonares.


12.12.14

No meio do dia eu lá trabalhando, perdida em uma pilha de relatórios, abro a caixa de e-mails e leio: instruções para matrícula.
Como assim, que matrícula? Abro a mensagem e quase desmaio de emoção!
Parabéns, você foi classificado para o curso de Ciências Econômicas.
Eu havia esquecido que hoje saía o resultado do vestibular do meu filho...ele mal saiu do colegial, suas aulas acabam na semana que vem e ele já entrou na faculdade, e de Economia.
Eu pensei que não fosse me importar muito, mas já chorei tanto de emoção que hoje o nível do Rio Atibaia sobe!!!
Prá conter minha empolgação, e conseguir dormir, somente muito Rachmaninoff mesmo:

10.12.14

Eu pedi, pedi, pedi e a chuva chegou!!!
Vem para lavar minha alma, feliz também com o sucesso das fotos do festival de dança e encharcar a terra sedenta.
O ano está acabando e finalmente ando colhendo bons frutos.
Sou grata!


 

7.12.14

O dia está nublado e espero que chova, o tempo está muito abafado.
Não tem coisa melhor do que dormir com chuva.
Só não teremos a companhia do luar, mas não tem importância, preenchemos o vazio com a música do Paco de Lucia:

Um dos meus filmes antigos favoritos com uma música que amo de paixão.



Sempre gostei de filmes/livros que questionam o papel social e moral da Igreja.

O Crime do Padre Amaro
O Pagador de Promessas
Irmão Sol Irmã Lua
O Nome da Rosa
Pássaros Feridos
A Missão
Lutero

Mas "Narciso Negro" é o meu queridinho...é a temática, são os atores, os sons, a direção, a dramaticidade, gosto dele de uma forma geral.
Gosto de como as freiras reagem ao código de conduta rigoroso da Igreja, vivendo numa realidade bem diferente daquela à qual estão acostumadas.

6.12.14

Eu não gosto de Natal como data comercial.
Como também não gosto da correria de final de ano como se o mundo fosse acabar no dia 31/12.
Não tem coisa pior do que aquelas pessoas que resolvem ficar "boazinhas" nesta época e depois de 2 de janeiro voltam a ser o que sempre foram.
Considero a data interessante para uma reflexão pessoal:
Somos, além do que os outros desejam, a pessoa que realmente desejamos ser?
Tenho meus defeitos mas ando bem satisfeita comigo.
Não somente para o próximo ano, mas para a vida toda, preciso rever alguns hábitos e deixar para lá algumas manias.
No geral tenho me sentido mais leve e talvez esteja começando a me conformar que algumas coisas estão além da nossa compreensão e por isso não podemos alterá-las.
É melhor deixar certas coisas como estão ou como são!
Se algo tiver que mudar, que seja eu.
Porque o que der para doar, doamos, e aquilo que não nos faz bem, prô lixo direto!



  

2.12.14

Fiquei sabendo que na próxima segunda feira teremos um feriado municipal.
Comemorei com entusiasmo!!!
Afinal, os últimos dias foram corridinhos, corridinhos...trabalho, trabalho, arte, música, trabalho, aniversários, cães, gatos e cães outra vez.
Domingo, logo cedo, ia tudo bem até eu sair para buscar o bolo de aniversário do meu pai.Quando abri o portão nosso dog mais novo correu para a rua e passou por baixo do carro do vizinho, que também estava saindo.
Verdade que o vizinho ficou meio em choque e eu até que tranquila pois vi que ele passou e saiu do outro lado, meio tortinho, mas vivo e pisando com três patas e meia.
Não tive dúvidas, abri a porta do carro e ele pulou, ainda um tanto zonzo, para dentro.
Peguei o bolo e voltei prá casa.
Examinei o cachorro (na prática ilegal da veterinária) e parecia estar tudo bem.Algumas gotas de novalgina, uns curativos e muita rifocina nas escoriações e um comprimido de anti inflamatório.Deixei-o deitadinho, quietinho e fui para o almoço do meu pai.
Domingo à noite e o cãozinho continuava amuado.Será que eu tinha errado o diagnóstico?
Mal dormi de preocupação.
Segunda feira repeti toda a operação - gotas, curativos e comprimido e fui trabalhar!
Minha surpresa foi encontrá-lo na volta todo feliz e até saltitante.
Tinha dado tudo certo e finalmente ele voltou ao normal...todo ralado e correndo de um lado para o outro...
Logo mais minha vida volta à normalidade também com a chegada do cara metade que desde ontem cedo está retornando da selva, algo próximo à Porto Trombetas...

29.11.14

Ah...os amores antigos...como abrir mão deles???
Tenho uma máquina velhinha e bem ultrapassada, mas levo-a sempre como reserva embora tenha pouquíssimos recursos.É aquela coisa do encantamento...para os outros ela pode ser uma porcaria, mas para mim ela é o máximo.
Apesar do ISO baixo, sem opções de grandes ajustes, ela ainda me surpreende.
Nada como manter um antigo amor.



Ontem fotografei das 17 às 22h e depois saí para comer alguma coisa com meu filho que tinha que acordar hoje às sete da madrugada para prestar vestibular.
Até aí tudo bem, na verdade, excelente!!!
Quando chegamos em casa, ao soar das doze badaladas, com aquele vento todo dos morros uivantes, encontramos dois dos nossos cachorros de bigodes amarelos.Quem mora no meio do mato sabe bem o que isto significa: eles pegaram um porco espinho!
Munida de alicate, spray antisséptico e anti inflamatório, finalmente, depois de mais de uma hora eles estavam livres dos espinhos.Um deles pegou só no focinho, já o outro tinha desde a boca até a lateral do pescoço.Só da pata esquerda dele tirei 15.
Foi um bom trabalho em conjunto!
Depois de relaxante banho caí na cama e apaguei.


      

28.11.14

Testando a máquina para mais tarde...imagem sem retoques.


27.11.14

 冬 の 夢 (Sonho de inverno)

Acho que sempre sonho com dias de inverno...


Faixa extra:

Prá melhorar, naqueles dias em que você chega em casa com os pés cansados, nada como tirar os sapatos e escutar um pouco de Joe Hisaishi antes de fazer qualquer outra coisa!



Já o filme "A Partida", que é lindo de viver, é outra história.
É daqueles que a gente assiste sozinha, na penumbra, enrolada no edredon prá deixar as lágrimas de emoção escorrerem à vontade.
Sabe, pensando cá com meus botões e talvez nem fugindo tanto assim da temática do filme que aborda os relacionamentos, não sou pessoa fácil de se lidar.
Apesar de muito comunicativa mantenho-me sempre reservada.
Difícil me queixar dos meus problemas, aqueles sérios de verdade.Também não insisto...sinto saudades mas não procuro.Aí talvez seja a minha educação.Nos dias de hoje vivemos apressados e sem tempo, talvez as pessoas não se falem e muito menos se abracem mais, primeiro, pela falta de tempo e depois porque perdeu-se o costume.
Eu aceno, dou sinais, tento, mas não insisto.E é sem insistir que gratos encontros acontecem.Hoje mesmo dei uma escapadinha na hora do almoço para um almoço reconfortante, aquele aonde abundam abraços gostosos e gargalhadas espontâneas.Acabamos nos comovendo com algumas lembranças.Teve até choro e muita emoção, mas a alma estava leve!
E depois, com o passar dos anos, é isto que fica...  

26.11.14

Já desisti, não vou aprender é nunca a ficar quieta no meu canto...
O cara metade viajando, eu bem que podia tirar a noite de sexta e de sábado para ler um livro, assistir um filme, remexer nas gavetas...mas não, fui arrumar trabalho!
Sou uma das fotógrafas de um espetáculo de dança...eu sei, sou roteirista...mas a bailarina responsável pelo festival me perguntou se eu poderia fazer umas fotos "poéticas" e eu disse sim, na verdade foi meu ego, aquele alucinado, que respondeu por mim.
São só 30 bailarinas...
Não sei no que vai dar mas com certeza confiam mais no meu talento do que eu...
Fotografo por hobby e por paixão, e pensando bem, acredito que no final vai dar certo!
Sou uma ostra às avessas, amo ficar em casa, mas no primeiro aceno saio da concha feliz e saltitante e vou prá rua.
Incorrigível, isso sim!


25.11.14

Adorei esta:


Um excelente dia prá todos aqueles que acordaram de bom humor hoje!
Para os mais mal humorados, um dia alucinante...
Eu sempre acordo de bom humor, pois não tem nada que me revigore mais que uma noite de sono, e nem precisa ser das melhores.Nem precisa ser uma noite toda, umas 3 ou 4 horas já me deixam nova.  

24.11.14

O que eu gosto em "Lost in Translation"!?
TUDO.
Pesadelo ninguém merece...mais ainda quando a cama está vazia...
Aí o jeito é levantar, tomar um expresso e vir escutar umas músicas enquanto o dia amanhece preguiçoso:


23.11.14

Assim falou Zaratus.....quero dizer, Maiakovski:

“nos demais
 – eu sei, qualquer um o sabe –
o coração tem domicílio no peito.
Comigo a anatomia ficou louca.
sou todo coração
– em todas as partes palpita.”

E também:

LÍLITCHKA!
Em Lugar de Uma Carta (Petrogrado, 1916)


"De qualquer forma o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.

Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai e se deita na água fria.
Afora o teu amor para mim não há mar,
e a dor do teu amor
nem a lágrima alivia.

Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor para mim não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.

Se ela assim torturasse um poeta,
ele trocaria sua amada
por dinheiro e glória,
mas a mim nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.

E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora o teu olhar nenhuma lâmina
me atrai com seu brilho.

Amanhã esquecerás que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos – rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros…

Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar, respiração opressa?
 Deixa-me ao menos arrelvar
numa última carícia
teu passo que se apressa."