24.10.12

O amor é um sentimento dos mais complicados, além de muitas vezes um tanto controverso.
Quando tenho de inserí-lo num contexto baseio-me na forma como eu o enxergo.Construir uma personagem envolvida numa relação amorosa é um desafio, principalmente para não deixá-la cair no piegas ou superficial.É preciso muito mais do que poesia.
Claro que vejo o amor hoje diferentemente do que quando adolescente.Aliás, por melhor que sejam, não ficamos suspirando com as poesias de Vinicius a vida inteira. Mas, poetinha, me explica uma coisa, e se o amor durar uma vida inteira?
Sei que esta minha visão sobre o mais importante sentimento ainda vai mudar muitas e muitas vezes.Talvez porque consigamos vê-lo melhor conforme amadurecemos.E olha que o que vemos e o que sentimos parecem mesmo indissociáveis.
Agora percebo o quanto fui amada e daquele jeito que o amor é tanto que chega a doer.Tem gente que vive uma vida inteira sem ter sentido ou provocado algo parecido. O amor estava lá, cego, pulsante, vivo e eu ainda tinha dúvidas.E diante de tanta incerteza, corri na direção contrária. Hoje, depois de ver tanto amor por aqui e por alí, sei que um amor como aquele é presente raro.
Foi bom enxergar que fui e talvez ainda seja tão amada assim. Numa idade em que se vive de ilusões não consegui ver o que de real e concreto se apresentava bem na frente do meu nariz.
Certo estava Caetano quando cantou que só ia gostar de quem dele gostasse. Agradeço hoje por todo o amor que eu não soube retribuir.
Vinicius e Toquinho tem lá os seus conselhos para se viver um grande amor. Eu só digo uma coisa: presta atenção porque amor se merece inteiro!

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Deliciei-me a ler esta sua confissão, enquanto comia os brigadeiros que me deixou na portaria :-)
Beijinho e bom fds

Turmalina disse...

Carlos...obrigada! Fico feliz que tenha gostado :o)