8.4.19

Há uns anos atrás eu diria que era impossível ficar satisfeita com uma salada!
E não é que hoje, sem cirurgia de redução, nem remédios milagrosos...e muita, mas muita, reeducação alimentar...consigo sentir-me plena com um saladão (alface, tomate seco, abobrinha grelhada, palmito e parmesão de boa qualidade) e para arrematar, meio abacate com limão e xilitol.


A verdade é que o processo da reeducação é longo e eu ainda estou no começo desta caminhada.
Nos dias de maior cansaço, ou dor, fica difícil dizer à sua consciência que só uma salada e uma fruta bastam para alimentar o seu corpo (a proteína eu comi no almoço e o carboidrato no final da tarde).
Desde que saí dos 5 dias de internação andei meio relapsa, talvez inconscientemente com dó de mim e me permitindo certos mimos alimentares dia sim e outros também.Ou talvez porque a comida do hospital é 85% composta de carboidratos.
Ontem cheguei até a tomar refrigerante, diet, que nem sei se é pior ainda do que o normal.Acho que isso foi a gota d'água, inadmissível para alguém que busca se alimentar da forma mais saudável possível.
Mas neste sábado completou dois anos que meu pai foi levado, sim, porque por vontade própria ele não teria nos deixado.E ontem, fez dois anos do seu enterro.
Talvez por isso eu tenha tomado refrigerante, que eu considero um tipo de suicídio a longo prazo.
Pronto, agora chega!
Simbora deixar os venenos de lado outra vez. 

7.4.19

Uma amiga da adolescência ligou dizendo que queria me ver e marcamos dela vir em casa hoje.
Ela ficou viúva há cinco anos e eu não conhecia seu namorado atual, com quem está há mais de dois anos.Eles queriam sair para almoçar para que eu não tivesse trabalho.
Imagina, esse é o tipo de trabalho que eu gosto! Optamos por um churrasco, que é comum no interior.Eu preparei 3 tipos de salada e uma farofa com bacon e ovos.Ou seja, fiz quase nada.
Foi um dia delicioso, eles saíram agora aqui de casa.Seu namorado é muito legal e a faz realmente feliz e trata as filhas dela como se fossem dele.Quando seu marido morreu as meninas tinham 6 e 7 anos de idade.Sim, o mundo pode ser mesmo cruel.
Mas a vida dá voltas e hoje ela está extremamente feliz.
Em meio a tantas alegrias, eu não reclamo para não ser chata, mas faz uns dias que tenho tido umas dores chatinhas na base da coluna. A princípio achei que fossem os rins, depois me lembrei que o médico disse que talvez eu sentisse algumas dores, e é uma dor que vai e volta, não é constante e nem tão aguda assim.
Durante o almoço, fui me virar e fiz uma careta de dor.Essa minha amiga me perguntou o que estava doendo e eu levei a mão ao quadril, na linha da cintura, próximo à coluna.Foi quando ela me tranquilizou: sua mãe teve leucemia e fez infusão de imunoglobulina. Me contou que as dores são normais, que é uma reação até esperada, pois é o sinal que a medula está produzindo novos anticorpos.
Ou seja, fiquei feliz com as minhas visitas e com as minhas novas dores!!!
Células: continuem trabalhando, ok?


E deixo aqui uma música para elas trabalharem mais felizes:

4.4.19

Estressei logo cedo porque uma das minhas gatas não apareceu em casa desde ontem à noite.
Quando voltei do escritório ela veio miando feito uma desesperada e faminta.Comeu um montão e depois tomou um tanto de água e agora está dormindo.


Desconfio que alguém deva ter tentado prendê-la porque ela não apresenta nem um arranhão.
E ela estava bem assustada...
A pessoa que faz isso não pensa que ela tem uma casa.
Aí só mesmo um pouco de flores para desestressar:


E logo mais vou preparar uma torta de espinafre com bacon para relaxar!!!

Ah...e eu pintei as unhas de rosa cintilante porque essa cor me remete às cerejeiras...


3.4.19

Não sei se é efeito da infusão, da idade ou sei lá do quê, mas agora que retornei ao trabalho tenho chegado muito cansada em casa.
Aí me dou uma pausa, às vezes até cochilo e depois vou para cozinha aonde relaxo preparando o jantar.


Para muitas pessoas cozinhar é um fardo, mas é justamente na cozinha que eu consigo me livrar da tensão do dia a dia, porque vou contar uma coisa: ser mulher, e principalmente numa posição de comando, e trabalhando com aproximadamente 15 homens, não é fácil não.
É inegável que homens e mulheres pensem, ou raciocinem de forma diferente, é fisiológico, e aí em determinadas horas você tem que pensar como eles pensariam.
Acho que é este exercício mental, para conseguir ser compreendida, integralmente, que cansa.
Mas não acho ruim não.Foram anos de prática para chegar aonde estou e é gostoso ver o respeito que as pessoas que tem por você.
Eles escutam o que eu digo, mesmo que não entendam direito, porque a lógica (masculina) deles não compreende.
Mas eu sou uma pessoa, de verdade, que tem paciência para explicar, pausadamente, umas 3 ou 4 vezes.
Mas enfim, espero que esse cansaço de final de tarde passe...ou se não passar, que eu me acostume com ele!