Sabe aquela cena de filme na qual o mocinho é mordido por um inseto no meio da floresta, passa dias delirando por causa da febre alta , e com muita sorte, sobrevive.
Pois é, meus últimos dias não foram diferentes.
Na madrugada de quarta para quinta, como toda pessoa que já passou dos quarenta, levantei no meio da noite, no escuro , para ir ao banheiro.A coisa toda vai tão no automático que nem mais acendo a luz.Tenho saudades do tempo em que a bexiga aguentava até o dia amanhecer.Imagino que chegando aos sessenta a coisa piore, e talvez seja este um dos motivos das pessoas mais velhas não gostarem muito de tomar água.
Voltei para cama e não sei precisar exatamente quando, começei a sentir um ardor no tornozelo. Ainda dormindo dei uma sacodida no pé prá cá, outra prá lá, e voltei a dormir.De manhã o local estava dolorido e vermelho.
O negócio foi crescendo e foi crescendo e eu batendo perna prá cima e prá baixo, 100 km de estrada prá lá, mais 100 km de estrada prá cá e quando vou ver a dor no local aumentou e a vermelhidão atingiu todo o tornozelo.E a coisa continuava subindo!Só aí me dei conta que alguma coisa não estava certa.
Fui à médica.Conclusão: algum bicho me picou.Saí do consultório medicada até as tampas: antibiótico, antiinflamatório, analgésico e antialérgico.
Iniciei o tratamento na quinta à noite e logo cedo na sexta feira eu batia os dentes com 38,6 graus de temperatura.Liguei prá médica e a resposta dela foi: - Dobra a dose de tudo!
Confesso que fiquei um pouco preocupada com a carga de medicamentos mas dobrei.Depois de um dia inteiro telefono outra vez para dizer que a temperatura continuava a mesma.A resposta da médica: - Insiste na medicação, coloca gelo na perna e espera o organismo reagir!
Aqui entra aquela cena do filme, o ser humano deitado, ardendo em febre e o mundo girando ao redor.Eu não tinha vontade de levantar, de comer, de ler, de navegar, de nada.
Somente no domingo é que acordei sem febre, mas fui dormir com 37,6 graus.
Neste instante comemoro 14 horas sem febre e continuo sem saber que bicho me mordeu. Matei uma pequena aranha amarela no quarto, escondida embaixo da poltrona, durante o final de semana.
O vermelho da perna, que chegou quase ao roxo, está começando a clarear e eu já consigo movimentar os dedinhos do pé. Ainda doem um pouco o tornozelo e a panturrilha.Sinceramente, eu acho que se uma criança tivesse levado uma picada dessas, morria.
O mais estranho é que não dá para identificar a picada porque o local permanece inchado, aparentemente é só uma área vermelha com um ponto levemente mais escuro no centro.
Estou de repouso até quinta feira!
Vou aproveitar e tomar um banho de sal grosso e alfazema...
29.4.13
24.4.13
Aproveito o final de tarde aprazível para abrir as janelas, tirar o pó dos móveis e compartilhar os pensamentos, tranformados em escrita, da minha querida amiga Luciana:
"Você me diz: gosto de você. E acrescenta: tanto. E se faz silêncio.
Eu queria dizer: eu também. Gosto. Não, eu minto. Minto pra mim, minto pra você, mesmo sem dizer nada. Eu queria era perguntar: mas você sabe? Quem eu sou? Sabe?
Sabe que desenho com os pés na areia da praia? Que espero o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar? Que lambo os dedos depois de comer caranguejos? Que tenho sonhos pequenininhos que cabem em bolsas de viagem? Que espero um par de sapatos vermelhos? Que tenho um sertão no peito? Que compro livros pelo número de páginas? Que gosto de rodopiar na chuva? Que suspiro baixinho? Que sou em nostalgias noir? Que coleciono palavras como tijolos amarelos? Sabe que faço listas destas coisas todas para entorpecer a memória de que eu não sei, não sei, não sei dizer quem sou?
Você diz: Eu. Gosto. De. Você. E cada palavra dessa é tão maiúscula que me assusta. Eu não sei eu. Eu não sei você. Eu nem sei se sei gostar. É querer a mão na minha e a boca na pele e proteger e rir e fazer cafuné? É dizer infâncias e olhar amanhãs? É esperar acordar no seu olho e dormir no seu cansaço? É ficar mais e mais e mais perto até perto ser dentro? É aprender a mentir, solene: eutambémgostodevocê?
Gosto de Você. Na ponta da língua."
"Você me diz: gosto de você. E acrescenta: tanto. E se faz silêncio.
Eu queria dizer: eu também. Gosto. Não, eu minto. Minto pra mim, minto pra você, mesmo sem dizer nada. Eu queria era perguntar: mas você sabe? Quem eu sou? Sabe?
Sabe que desenho com os pés na areia da praia? Que espero o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar? Que lambo os dedos depois de comer caranguejos? Que tenho sonhos pequenininhos que cabem em bolsas de viagem? Que espero um par de sapatos vermelhos? Que tenho um sertão no peito? Que compro livros pelo número de páginas? Que gosto de rodopiar na chuva? Que suspiro baixinho? Que sou em nostalgias noir? Que coleciono palavras como tijolos amarelos? Sabe que faço listas destas coisas todas para entorpecer a memória de que eu não sei, não sei, não sei dizer quem sou?
Você diz: Eu. Gosto. De. Você. E cada palavra dessa é tão maiúscula que me assusta. Eu não sei eu. Eu não sei você. Eu nem sei se sei gostar. É querer a mão na minha e a boca na pele e proteger e rir e fazer cafuné? É dizer infâncias e olhar amanhãs? É esperar acordar no seu olho e dormir no seu cansaço? É ficar mais e mais e mais perto até perto ser dentro? É aprender a mentir, solene: eutambémgostodevocê?
Gosto de Você. Na ponta da língua."
Acho que todos nós temos um pouco de tudo isto que a Luciana escreveu. Afinal, os desejos, as esperas, os gostos, as manias, as particularidades de cada um são partes do amor que compartilhamos.
E eu sou tão: esperar o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar!
16.4.13
Benditos os cientistas que desenvolveram a Fisioterapia!!!
Quase voltando ao normal, faltando ainda duas semanas para poder dirigir, estou muito bem, naquelas de viver e ser feliz.
Sem exageros, ando até com vontade de cantar e dançar sozinha pela rua, mesmo sendo péssima nas duas atividades.
Na verdade, estou bem resolvida e isto é ótimo!
Espero que estejam todos bem...
Quase voltando ao normal, faltando ainda duas semanas para poder dirigir, estou muito bem, naquelas de viver e ser feliz.
Sem exageros, ando até com vontade de cantar e dançar sozinha pela rua, mesmo sendo péssima nas duas atividades.
Na verdade, estou bem resolvida e isto é ótimo!
Espero que estejam todos bem...
8.4.13
Nossa vida possui mesmo uma pulsão incontrolável.
Passei um final de semana maravilhoso na praia.A equipe do meu filho iria jogar no Guarujá e aproveitei a desculpa para rever um lugar que frequentei muito dos zero aos 15 anos.Apesar da cidade ter triplicado de tamanho ainda a conheço como a palma da minha mão. Foram dois dias de intenso revival e muita bolsinha de gelo no joelho.Foi excelente para esquecer um pouco o veredito do médico: inflamação da base do tendão patelar, seis meses de fisioterapia e perder 10 quilos urgentemente.
Hoje aconteceria minha primeira sessão de fisio se a morte não tivesse dado as caras pelas redondezas.
O avô da afilhada da minha mãe, que é praticamente como uma irmã mais nova para mim, faleceu em casa, na hora do almoço.O cara metade foi o primeiro a ir para lá, afinal a burocracia nesta hora é imensa.Depois fomos eu e minha mãe.
Ele, em vida, deixou uma carta pedindo para ser cremado.E assim foi feito...depois de algumas horas de espera.E estas horas são dolorosas.Aliás, eu particularmente, acho que toda despedida dói.Eu chorei até ficar com o rosto parecendo uma bolacha, mas não por ele, que com certeza descansou e está em paz, mas pela tristeza da minha irmãzinha.
Quando chegamos na casa, a mãe dela, na porta, falou: - Que bom que os céus nos enviaram estes anjos...
Será que anjo sente dor?
Passei um final de semana maravilhoso na praia.A equipe do meu filho iria jogar no Guarujá e aproveitei a desculpa para rever um lugar que frequentei muito dos zero aos 15 anos.Apesar da cidade ter triplicado de tamanho ainda a conheço como a palma da minha mão. Foram dois dias de intenso revival e muita bolsinha de gelo no joelho.Foi excelente para esquecer um pouco o veredito do médico: inflamação da base do tendão patelar, seis meses de fisioterapia e perder 10 quilos urgentemente.
Hoje aconteceria minha primeira sessão de fisio se a morte não tivesse dado as caras pelas redondezas.
O avô da afilhada da minha mãe, que é praticamente como uma irmã mais nova para mim, faleceu em casa, na hora do almoço.O cara metade foi o primeiro a ir para lá, afinal a burocracia nesta hora é imensa.Depois fomos eu e minha mãe.
Ele, em vida, deixou uma carta pedindo para ser cremado.E assim foi feito...depois de algumas horas de espera.E estas horas são dolorosas.Aliás, eu particularmente, acho que toda despedida dói.Eu chorei até ficar com o rosto parecendo uma bolacha, mas não por ele, que com certeza descansou e está em paz, mas pela tristeza da minha irmãzinha.
Quando chegamos na casa, a mãe dela, na porta, falou: - Que bom que os céus nos enviaram estes anjos...
Será que anjo sente dor?
31.3.13
Só prá constar estou de repouso, tá? Pelo menos até a ecografia do joelho no dia 02.
Mas eu precisava testar uma receita e não me arrependo.Deu muito certo!
Excelente para quem não come glúten, carne, ovos e não quer ter trabalho.
No liquidificador coloque os grãos de 6 espigas de milho frescas, 1 xícara de leite (eu usei o desnatado), 1 colher de chá de sal, 3 colheres de sobremesa de óleo de soja.
Numa panela refogue uma cebola grande picada em pedaços bem pequenos com margarina e uma pitada de sal, até ficar transparente.
Apague o fogo e acrescente cheiro verde picado.Coloque o refogado na massa do liquidificador.
Unte uma forma com margarina e despeje nela um terço da massa.Ao restante acrescente queijo tipo mineiro (fresco ou meia cura) em cubinhos, em torno de 200 gramas.
Leve ao forno à 180 graus até dourar.
Tire do forno e deixe esfriar um pouco para cortar.
Servi acompanhando uma salada de alface, com cenoura e beterraba em fios, palmito e pepino japonês.
Na foto está o que sobrou da forma toda, meia dúzia de pedacinhos.
Mas eu precisava testar uma receita e não me arrependo.Deu muito certo!
Excelente para quem não come glúten, carne, ovos e não quer ter trabalho.
No liquidificador coloque os grãos de 6 espigas de milho frescas, 1 xícara de leite (eu usei o desnatado), 1 colher de chá de sal, 3 colheres de sobremesa de óleo de soja.
Numa panela refogue uma cebola grande picada em pedaços bem pequenos com margarina e uma pitada de sal, até ficar transparente.
Apague o fogo e acrescente cheiro verde picado.Coloque o refogado na massa do liquidificador.
Unte uma forma com margarina e despeje nela um terço da massa.Ao restante acrescente queijo tipo mineiro (fresco ou meia cura) em cubinhos, em torno de 200 gramas.
Leve ao forno à 180 graus até dourar.
Tire do forno e deixe esfriar um pouco para cortar.
Servi acompanhando uma salada de alface, com cenoura e beterraba em fios, palmito e pepino japonês.
Na foto está o que sobrou da forma toda, meia dúzia de pedacinhos.
Respeito a crença alheia mas não os absurdos que advém dela.
Uma pessoa tentou me convencer que na Igreja dela pelo menos duas pessoas ressuscitaram recentemente.Cada um acredita no que quer, mas não venham tentar me convencer.Num dos casos, o sujeito, que na sua primeira vida matou mais de 300, levantou da mesa do legista, depois de três dias de geladeira. Hoje ele vive bem e saudável, todo costurado e ainda frequenta a Igreja..Era o que me faltava, a volta dos mortos vivos.Sabe-se lá o que aconteceu em Jerusalém naquela época.Se a ressurreição de Cristo foi física ou espiritual pouco importa, o que deveria valer mesmo é o significado de tudo aquilo.
Num mundo aonde o respeito ao próximo está em falta, as pessoas se reúnem num determinado domingo, o de Páscoa, para beber, comer e trocar ovos de chocolate.E no dia seguinte tudo volta ao normal.Bem, não é exatamente o mundo todo, afinal somente um sexto da população mundial é católica e aproximadamente 10% é composta de evangélicos. Mesmo assim o que me incomoda é como as pessoas agem no seu dia a dia.Com certeza estão distantes do que pregam em seus templos.Você pode seguir a religião que quiser desde que tenha uma atitude coerente com a sua crença. E mesmo a tradição dos ovos na Páscoa é muito anterior ao período em que Jesus viveu. Sua simbologia tem origem pagã e significava o final do inverno e a chegada da primavera (no hemisfério norte), época de fertilidade e renascimento. Mais importante do que acreditar no que te dizem é viver conforme sua consciência e celebrar a vida sempre!
Imagem: http://www.zazzle.com.br
Uma pessoa tentou me convencer que na Igreja dela pelo menos duas pessoas ressuscitaram recentemente.Cada um acredita no que quer, mas não venham tentar me convencer.Num dos casos, o sujeito, que na sua primeira vida matou mais de 300, levantou da mesa do legista, depois de três dias de geladeira. Hoje ele vive bem e saudável, todo costurado e ainda frequenta a Igreja..Era o que me faltava, a volta dos mortos vivos.Sabe-se lá o que aconteceu em Jerusalém naquela época.Se a ressurreição de Cristo foi física ou espiritual pouco importa, o que deveria valer mesmo é o significado de tudo aquilo.
Num mundo aonde o respeito ao próximo está em falta, as pessoas se reúnem num determinado domingo, o de Páscoa, para beber, comer e trocar ovos de chocolate.E no dia seguinte tudo volta ao normal.Bem, não é exatamente o mundo todo, afinal somente um sexto da população mundial é católica e aproximadamente 10% é composta de evangélicos. Mesmo assim o que me incomoda é como as pessoas agem no seu dia a dia.Com certeza estão distantes do que pregam em seus templos.Você pode seguir a religião que quiser desde que tenha uma atitude coerente com a sua crença. E mesmo a tradição dos ovos na Páscoa é muito anterior ao período em que Jesus viveu. Sua simbologia tem origem pagã e significava o final do inverno e a chegada da primavera (no hemisfério norte), época de fertilidade e renascimento. Mais importante do que acreditar no que te dizem é viver conforme sua consciência e celebrar a vida sempre!
Imagem: http://www.zazzle.com.br
25.3.13
Não pode isso, não pode aquilo...logo mais não poderemos coisa alguma
São proibições que acabam afunilando diariamente e cada vez mais a nossa liberdade.
Começa quando acordamos e certamente não termina quando vamos dormir.
Dizem que não se deve dormir pouco, nem muito e tampouco ressonar.O banho não deve ser gelado nem muito quente e não deve ultrapassar alguns poucos minutos.Mas tem dias que necessitamos de um banho um pouco ou muito mais longo.
Não devemos e também não podemos comer certos alimentos. As pessoas que dizem isto não devem ter memórias afetivas relacionadas a alimentos.Fumar não pode, beber só se for em casa e olhe lá. Nossos antepassados beberam e fumaram à beça e nem por isso eram tratados como transgressores.
Muito exercício faz mal, muito pouco faz mais mal ainda.O sexo é consentido para uns e proibido para outros numa lógica que eu não compreendo.Não estou defendendo o amor livre dos anos 60, mas amor preso também não dá, né?
Devemos policiar o uso de eletrônicos por conta da energia e da radiação.Devemos verificar a procedência dos alimentos por conta da contaminação.Tudo isso fruto das nossas maravilhosas criações.
Crianças pequenas não devem ter contato com animais por conta de alergias que possivelmente são fruto da ingestão de corantes e conservantes.Ao mesmo tempo tem um monte de gente tratando animais como crianças, num processo de humanização absurdo. Tem muita coisa fora de lugar.
Adolescentes e minorias não devem andar sozinhos à noite por conta da violência. Pelo mesmo motivo não devemos andar com a janela do carro aberta e nem deixarmos a bolsa no banco do passageiro, nem no banco de trás.Não podemos exercer a liberdade de expressão sob pena de sermos processados por atingir os pilares da suposta dignidade alheia.E assim não pode isso e nem pode aquilo.
Aonde fica a liberdade de escolha? Quais são nossas opções, somente aquelas que nos são impostas?
Se obedecermos a tudo e a todos, sem questionamentos, que tipo de vida estaremos levando?
Já pararam para pensar quem é que decide por vocês? Eu continuo insistindo em decidir por mim mesma e ando um tanto cheia de autoritarismo disfarçado de boa intenção.
Que admirável mundo é este? Um admirável mundo baseado em muita estupidez.
Estupidez: é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças. O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuanças por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil, apesar das tentativas de medir-se a inteligência, e assim estupidez, tais como testes de QI. Contrariamente, indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso, a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. (wikipédia)
São proibições que acabam afunilando diariamente e cada vez mais a nossa liberdade.
Começa quando acordamos e certamente não termina quando vamos dormir.
Dizem que não se deve dormir pouco, nem muito e tampouco ressonar.O banho não deve ser gelado nem muito quente e não deve ultrapassar alguns poucos minutos.Mas tem dias que necessitamos de um banho um pouco ou muito mais longo.
Não devemos e também não podemos comer certos alimentos. As pessoas que dizem isto não devem ter memórias afetivas relacionadas a alimentos.Fumar não pode, beber só se for em casa e olhe lá. Nossos antepassados beberam e fumaram à beça e nem por isso eram tratados como transgressores.
Muito exercício faz mal, muito pouco faz mais mal ainda.O sexo é consentido para uns e proibido para outros numa lógica que eu não compreendo.Não estou defendendo o amor livre dos anos 60, mas amor preso também não dá, né?
Devemos policiar o uso de eletrônicos por conta da energia e da radiação.Devemos verificar a procedência dos alimentos por conta da contaminação.Tudo isso fruto das nossas maravilhosas criações.
Crianças pequenas não devem ter contato com animais por conta de alergias que possivelmente são fruto da ingestão de corantes e conservantes.Ao mesmo tempo tem um monte de gente tratando animais como crianças, num processo de humanização absurdo. Tem muita coisa fora de lugar.
Adolescentes e minorias não devem andar sozinhos à noite por conta da violência. Pelo mesmo motivo não devemos andar com a janela do carro aberta e nem deixarmos a bolsa no banco do passageiro, nem no banco de trás.Não podemos exercer a liberdade de expressão sob pena de sermos processados por atingir os pilares da suposta dignidade alheia.E assim não pode isso e nem pode aquilo.
Aonde fica a liberdade de escolha? Quais são nossas opções, somente aquelas que nos são impostas?
Se obedecermos a tudo e a todos, sem questionamentos, que tipo de vida estaremos levando?
Já pararam para pensar quem é que decide por vocês? Eu continuo insistindo em decidir por mim mesma e ando um tanto cheia de autoritarismo disfarçado de boa intenção.
Que admirável mundo é este? Um admirável mundo baseado em muita estupidez.
Estupidez: é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças. O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuanças por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil, apesar das tentativas de medir-se a inteligência, e assim estupidez, tais como testes de QI. Contrariamente, indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso, a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. (wikipédia)
Minha semana passada foi surreal, fora que em meio à acontecimentos nada previsíveis, levei bronca do ortopedista e tomei 60 dias de molho, sem poder subir escadas e nem dirigir por contra de uma lesão no tendão patelar.Só agora é que descobri que aquele croc que escutei quando virei o joelho, em fevereiro, tem nome e sobrenome.Confesso que diante de tal notícia meu humor foi prá Lua.
Ando mancando e agora nem dirigir posso. Definitivamente não gosto de depender dos outros.
E neste caldeirão de aborrecimentos ainda tive de escutar um monte de nhém nhém nhém...deu até vontade de cantar o refrão da música Zoraide, do Ultraje à Rigor.Pior foi a minha cara de paisagem, olhando toda a cena e mentalmente cantando :
Fica com esse nhém-nhém-nhém
Na minha orelha
Me chateia
Eu já não agüento mais
Quero fazer o que me der na telha
Tive vontade de virar a mesa, mas como sou um ser social, e principalmente profissional, acabei me calando.Mas tem dias em que dá vontade de mandar todo mundo prô espaço.
Ando mancando e agora nem dirigir posso. Definitivamente não gosto de depender dos outros.
E neste caldeirão de aborrecimentos ainda tive de escutar um monte de nhém nhém nhém...deu até vontade de cantar o refrão da música Zoraide, do Ultraje à Rigor.Pior foi a minha cara de paisagem, olhando toda a cena e mentalmente cantando :
Fica com esse nhém-nhém-nhém
Na minha orelha
Me chateia
Eu já não agüento mais
Quero fazer o que me der na telha
Tive vontade de virar a mesa, mas como sou um ser social, e principalmente profissional, acabei me calando.Mas tem dias em que dá vontade de mandar todo mundo prô espaço.
16.3.13
Honestamente fico feliz que eu esteja envelhecendo.Me sinto mais madura, mais consciente, o que não significa mais lúcida, mas talvez mais dona dos meus próprios atos.
Ah...e ainda posso achar graça na reação das pessoas quando digo que vou fazer 46 anos. Sinal que a menina que habita em mim continua bem viva.
Olho as pessoas nas ruas e vejo as marcas da idade estampadas de forma sombria em seus rostos.Me pergunto quando é que pararam de sorrir. Eu, até chorando estou sorrindo.
Se a dor é física não me deixo abater...e olha que dói, viu!
O que me balança um pouco é aquela dor dentro do peito, mas aí não é bem dor, é mais angústia.
Embora outros não vejam, eu vejo as marcas do tempo em mim.Mas são marcas felizes de quem viveu intensamente.
Meu corpo está um pouco gasto, deformado, mas está bem, está saudável, assim como a cabeça.Não existem fórmulas, mas sim uma forma , que vem lá de dentro da alma, de encarar a vida.
Encaro-a com gozo, alegria, satisfação...e garanto que estar ao meu lado nestes momentos é muito bom!!!
Ah...e ainda posso achar graça na reação das pessoas quando digo que vou fazer 46 anos. Sinal que a menina que habita em mim continua bem viva.
Olho as pessoas nas ruas e vejo as marcas da idade estampadas de forma sombria em seus rostos.Me pergunto quando é que pararam de sorrir. Eu, até chorando estou sorrindo.
Se a dor é física não me deixo abater...e olha que dói, viu!
O que me balança um pouco é aquela dor dentro do peito, mas aí não é bem dor, é mais angústia.
Embora outros não vejam, eu vejo as marcas do tempo em mim.Mas são marcas felizes de quem viveu intensamente.
Meu corpo está um pouco gasto, deformado, mas está bem, está saudável, assim como a cabeça.Não existem fórmulas, mas sim uma forma , que vem lá de dentro da alma, de encarar a vida.
Encaro-a com gozo, alegria, satisfação...e garanto que estar ao meu lado nestes momentos é muito bom!!!
2.3.13
Olhou para o céu e pensou ter escutado a Lua sussurrando-lhe alguma coisa.
Afinou os ouvidos e prestou atenção.Na verdade não eram as palavras que ela gostaria de escutar naquele momento, mas com certeza farão mais sentido no futuro. Descobriu-se alí, debaixo daquele céu imenso, diante de tão luminosa figura, sua melhor companhia.O mundo poderia parar naquele instante que aquela sensação de completude era mais que suficiente.Foi assim uma noite após outra.
Quando o elegante satélite começou a minguar ela soube que era hora de regressar.
Não sei o quanto pode ser positivo nos tornarmos nossa melhor companhia.
Afinou os ouvidos e prestou atenção.Na verdade não eram as palavras que ela gostaria de escutar naquele momento, mas com certeza farão mais sentido no futuro. Descobriu-se alí, debaixo daquele céu imenso, diante de tão luminosa figura, sua melhor companhia.O mundo poderia parar naquele instante que aquela sensação de completude era mais que suficiente.Foi assim uma noite após outra.
Quando o elegante satélite começou a minguar ela soube que era hora de regressar.
Não sei o quanto pode ser positivo nos tornarmos nossa melhor companhia.
19.2.13
Ainda bem que ainda não inventaram um aparelhinho que consiga ler a mente alheia....a minha deixaria muita gente confusa.Mas deixando de lado tudo aquilo que me passa pela cabeça melhor escutar aquilo que me encanta a alma.
Apesar de ter nascido já na época da vitrola, escutava peças clássicas, discos do meu avô, num gramofone trazido para casa pelo meu pai. Hoje vejo que cresci numa família um tanto excêntrica.
Perdi as contas de quantas gravações diferentes já escutei da Nona Sinfonia de Beethoven.
Gosto de todas porque simplesmente gostei da primeira.
E assim começa a letra:
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.(...)
Apesar de ter nascido já na época da vitrola, escutava peças clássicas, discos do meu avô, num gramofone trazido para casa pelo meu pai. Hoje vejo que cresci numa família um tanto excêntrica.
Perdi as contas de quantas gravações diferentes já escutei da Nona Sinfonia de Beethoven.
Gosto de todas porque simplesmente gostei da primeira.
E assim começa a letra:
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.(...)
16.2.13
Teoricamente sou uma pessoa paciente, muito paciente.
Mas ando por um fio com gente que reclama o tempo todo e ainda se faz de vítima.
Minha paciência faz com que eu me levante todo dia cedo, de bom humor, trabalhe feito uma leoa senão sou devorada por outros predadores, com um joelho que me tira o sono principalmente nos dias muito quentes ou muito frios, e estou feliz assim. Existe vida além dos nossos problemas!!!
Só reclamo, afinal também sou filha de Deus, quando estou no limite.
Aí esbravejo, solto uma dúzia de dragões, palavrões e outros ões, volto prá casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo como um anjo.
No dia seguinte estou nova em folha!
E como tem gente que consegue dormir e acordar, dormir e acordar, sempre reclamando?
Ainda se estas pessoas se contentassem em guardar para elas mesmas tanta reclamação, vá lá.
Mas não, não podem encontrar uma pessoa aparentemente paciente que vão logo despejando um balde de lamúrias. Qualquer dia ainda digo que não sou o muro das lamentações, mas corro o risco de não ser compreendida.
Como diz uma grande e espirituosa amiga: "Viver em sociedade dá um trabalho lascado, né não?"
Mas ando por um fio com gente que reclama o tempo todo e ainda se faz de vítima.
Minha paciência faz com que eu me levante todo dia cedo, de bom humor, trabalhe feito uma leoa senão sou devorada por outros predadores, com um joelho que me tira o sono principalmente nos dias muito quentes ou muito frios, e estou feliz assim. Existe vida além dos nossos problemas!!!
Só reclamo, afinal também sou filha de Deus, quando estou no limite.
Aí esbravejo, solto uma dúzia de dragões, palavrões e outros ões, volto prá casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo como um anjo.
No dia seguinte estou nova em folha!
E como tem gente que consegue dormir e acordar, dormir e acordar, sempre reclamando?
Ainda se estas pessoas se contentassem em guardar para elas mesmas tanta reclamação, vá lá.
Mas não, não podem encontrar uma pessoa aparentemente paciente que vão logo despejando um balde de lamúrias. Qualquer dia ainda digo que não sou o muro das lamentações, mas corro o risco de não ser compreendida.
Como diz uma grande e espirituosa amiga: "Viver em sociedade dá um trabalho lascado, né não?"
9.2.13
Desconheço a autoria, mas essa sou eu:
''Não confunda meu silêncio com a ignorância,
minha calma com a aceitação
ou a minha bondade com fraqueza.''
Eu iria além, é justamente o contrário...
Metaforicamente "estou me guardando para quando o carnaval chegar"...
Enquanto espero tenho trabalhado demais, o que é bom, pois quanto mais alerta estou, mais produzo.O trabalho sempre me aguçou o raciocínio, mais ainda o tirocínio.Apesar de algumas limitações físicas, de um joelho reclamão que algumas noites me tira o sono, tenho ido longe.
Aos sábados tenho direcionado toda a minha energia e amor para as panelas. Ando numa fase mais doce, de mãos dadas com a canela e as maçãs.O que não me impediu de colher um balde de goiabas, sim aquelas pequenas , feinhas,e transformá-las numa divina goiabada, de comer de olhos fechados.
Não satisfeita fiz trancinhas recheadas com goiadada, estas sim de comer rezando...
Massa das trancinhas:
60gr de fermento fresco
2 xícaras de leite morno
2 colheres(sopa) de açucar
500gr de margarina
5 gemas (as claras usei para pincelar)
1 kg de farinha de trigo
Dissolver o fermento no leite morno e acrescentar os demais ingredientes um à um, deixando a farinha para o final.Terminada a massa já pode começar a enrolar.Com um rolo abra a massa em quadradinhos. Coloque na ponta de cada um uma colher de chá de goiabada e enrole como croissant.Pincele com o ovo e leve ao forno médio até dourar.
Perdi a conta de quantas fiz, é um monte!!!
E quanto mais eu faço, mais tenho vontade fazer...
A páprica, o curry, as sementes de mostarda e de endro são outros temperos que andam me fazendo companhia exemplar.
Esta inspiração anda permeando toda a minha vida e eu só posso ser grata.
Não que os problemas não existam, eles andam surgindo aos montes, só que agora tenho o cuidado de temperá-los de acordo, da forma como eles merecem.
''Não confunda meu silêncio com a ignorância,
minha calma com a aceitação
ou a minha bondade com fraqueza.''
Eu iria além, é justamente o contrário...
Metaforicamente "estou me guardando para quando o carnaval chegar"...
Enquanto espero tenho trabalhado demais, o que é bom, pois quanto mais alerta estou, mais produzo.O trabalho sempre me aguçou o raciocínio, mais ainda o tirocínio.Apesar de algumas limitações físicas, de um joelho reclamão que algumas noites me tira o sono, tenho ido longe.
Aos sábados tenho direcionado toda a minha energia e amor para as panelas. Ando numa fase mais doce, de mãos dadas com a canela e as maçãs.O que não me impediu de colher um balde de goiabas, sim aquelas pequenas , feinhas,e transformá-las numa divina goiabada, de comer de olhos fechados.
Não satisfeita fiz trancinhas recheadas com goiadada, estas sim de comer rezando...
Massa das trancinhas:
60gr de fermento fresco
2 xícaras de leite morno
2 colheres(sopa) de açucar
500gr de margarina
5 gemas (as claras usei para pincelar)
1 kg de farinha de trigo
Dissolver o fermento no leite morno e acrescentar os demais ingredientes um à um, deixando a farinha para o final.Terminada a massa já pode começar a enrolar.Com um rolo abra a massa em quadradinhos. Coloque na ponta de cada um uma colher de chá de goiabada e enrole como croissant.Pincele com o ovo e leve ao forno médio até dourar.
Perdi a conta de quantas fiz, é um monte!!!
E quanto mais eu faço, mais tenho vontade fazer...
A páprica, o curry, as sementes de mostarda e de endro são outros temperos que andam me fazendo companhia exemplar.
Esta inspiração anda permeando toda a minha vida e eu só posso ser grata.
Não que os problemas não existam, eles andam surgindo aos montes, só que agora tenho o cuidado de temperá-los de acordo, da forma como eles merecem.
1.2.13
28.1.13
Mudei de escritório, não de empresa, na semana passada.Foi uma mudança física que me agradou deveras, pois é muito mais perto de casa do que o endereço anterior.Coisa de 5 ou 7 minutos.
Embora a transportadora embale e desembale tudo, tive de encaixotar minhas coisas.Só nos filmes americanos é que o sujeito consegue sair levando somente uma caixinha e uma samambaia.
Depois de tantas tragédias, desmoronamentos e incêndios fico feliz em sair do arranha céu em que trabalhava.
E é claro que a jeitosinha aqui já tomou um tropeção e torceu o joelho logo na primeira semana. Mas tudo bem que HOJE já estou andando, depois de quase três dias sem poder me movimentar.Apesar da alegria da mudança ainda temos alguns probleminhas. Somente esta manhã é que ligaram uma das três linhas de telefone. Internet só na quarta feira, se tudo der certo.
Estamos indo bem sem o apoio tecnológico e confesso que até gostei de não ter internet hoje, pois já me cansei das matérias apelativas sobre a tragédia de Santa Maria/RS. Foi realmente um acontecimento muito sério e principalmente doloroso.Quem tem filhos na idade dos jovens que morreram sentiram um pouco da dor de cada pai e mãe.Isto sem contar a dor dos maridos, namoradas e etc.
E como escreveu um amigo:
"(...) não pude deixar de observar a avidez da mídia em achar culpados e distorcer depoimentos dados por pessoas que estavam presentes naquele local, acho revoltante esse tipo de postura que só colabora para levantar julgamentos precipitados e inconclusivos. Tão ou até mais importante do que encontrar os culpados é definir as causas do fato e evitar que algo do gênero venha a ocorrer novamente.(...)"
É isso aí!
Embora a transportadora embale e desembale tudo, tive de encaixotar minhas coisas.Só nos filmes americanos é que o sujeito consegue sair levando somente uma caixinha e uma samambaia.
Depois de tantas tragédias, desmoronamentos e incêndios fico feliz em sair do arranha céu em que trabalhava.
E é claro que a jeitosinha aqui já tomou um tropeção e torceu o joelho logo na primeira semana. Mas tudo bem que HOJE já estou andando, depois de quase três dias sem poder me movimentar.Apesar da alegria da mudança ainda temos alguns probleminhas. Somente esta manhã é que ligaram uma das três linhas de telefone. Internet só na quarta feira, se tudo der certo.
Estamos indo bem sem o apoio tecnológico e confesso que até gostei de não ter internet hoje, pois já me cansei das matérias apelativas sobre a tragédia de Santa Maria/RS. Foi realmente um acontecimento muito sério e principalmente doloroso.Quem tem filhos na idade dos jovens que morreram sentiram um pouco da dor de cada pai e mãe.Isto sem contar a dor dos maridos, namoradas e etc.
E como escreveu um amigo:
"(...) não pude deixar de observar a avidez da mídia em achar culpados e distorcer depoimentos dados por pessoas que estavam presentes naquele local, acho revoltante esse tipo de postura que só colabora para levantar julgamentos precipitados e inconclusivos. Tão ou até mais importante do que encontrar os culpados é definir as causas do fato e evitar que algo do gênero venha a ocorrer novamente.(...)"
É isso aí!
27.1.13
Acordei disposta para falar sobre a volta às aulas.Quando criança eu gostava do primeiro dia de aula, ao contrário da maioria das crianças de hoje em dia.Afinal há tanta interação, tanta vida, mesmo que cibernética, fora da sala de aula que nem dá vontade de ir à escola.
Aí caiu uma bomba sobre o meu tema.O efeito devastador dela foi ouvido por quarteirões, bairros distantes, cidades inteiras e até mesmo países longínquos. Saiu em todos os jornais o incêndio que matou mais de 200 jovens numa boate em Santa Maria/RS.
O fato por si só, isolado, já é uma tragédia sem fim.Mas penso nos próximos dias.Indo um pouco mais além penso no primeiro dia de aula dos cursos aonde estes jovens iam começar a vida acadêmica.Pior ainda, penso nos seus pais. Nós educamos, criamos, orientamos e amamos nossos filhos para um dia vê-los vencendo por méritos próprios.Para grande parte dos filhos, esta vitória começa com a entrada na faculdade. Não há pai, mãe, avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha e agregado que não se orgulhe de ver o nome do seu objeto de afeto estampado lá na lista dos aprovados, nem que seja naquela desconhecida faculdade de Tombuctu, a Universidade de Sankore.
Se eu pensar que Deus opera diretamente em nossas vidas, não consigo compreender a lógica destas mortes.Prefiro pensar que ele opera no global e que, como no caso de hoje, alguém já o tenha avisado de tal tragédia.E que consciente do acontecido comece sim a operar seus milagres, principalmente sobre a dor e o vazio que dilaceram os corações dos familiares destas mais de 200 vítimas.
Enquanto Deus opera por lá, tentemos operar por aqui.
+ Hemocentro de Santa Maria R. Alameda Santiago do Chile, 35, bairro Nossa Sra. De Lourdes.
Fones: (55) 3221.5262/ 3221.5192
Aí caiu uma bomba sobre o meu tema.O efeito devastador dela foi ouvido por quarteirões, bairros distantes, cidades inteiras e até mesmo países longínquos. Saiu em todos os jornais o incêndio que matou mais de 200 jovens numa boate em Santa Maria/RS.
O fato por si só, isolado, já é uma tragédia sem fim.Mas penso nos próximos dias.Indo um pouco mais além penso no primeiro dia de aula dos cursos aonde estes jovens iam começar a vida acadêmica.Pior ainda, penso nos seus pais. Nós educamos, criamos, orientamos e amamos nossos filhos para um dia vê-los vencendo por méritos próprios.Para grande parte dos filhos, esta vitória começa com a entrada na faculdade. Não há pai, mãe, avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha e agregado que não se orgulhe de ver o nome do seu objeto de afeto estampado lá na lista dos aprovados, nem que seja naquela desconhecida faculdade de Tombuctu, a Universidade de Sankore.
Se eu pensar que Deus opera diretamente em nossas vidas, não consigo compreender a lógica destas mortes.Prefiro pensar que ele opera no global e que, como no caso de hoje, alguém já o tenha avisado de tal tragédia.E que consciente do acontecido comece sim a operar seus milagres, principalmente sobre a dor e o vazio que dilaceram os corações dos familiares destas mais de 200 vítimas.
Enquanto Deus opera por lá, tentemos operar por aqui.
+ Hemocentro de Santa Maria R. Alameda Santiago do Chile, 35, bairro Nossa Sra. De Lourdes.
Fones: (55) 3221.5262/ 3221.5192
23.1.13
Ainda sobre o diálogo de Jesus e Maria de Magdala, do Saramago:
Como no livro, existem inúmeros casais assim.Pessoas tão diferentes que se amam muito, mas que nunca dariam certo juntos.Também não consigo entender a insistência. Para que eu possa escrever preciso escutar as pessoas e suas histórias pessoais.Acho impressionante a mania de transformar amor em sofrimento.
Não poderia ser tudo mais simples? Eu te amo, você me ama, somos irrediavelmente diferentes e devemos cada qual seguir o seu caminho.Nem é preciso matar o sentimento.
Acredito sim no grande amor mas não na necessidade de viver com ele a vida inteira, porque a convivência diária, convenhamos, não é nada fácil.Claro que tem gente que tem sorte, ou faz que tem.
Acredito que apesar de romântica já nasci lúcida.Sempre desconfiei do príncipe encantado.O que não quer dizer que eu não ache lindo um grande amor! Pelo contrário, suspiro quando penso na intensidade do seu arrebatamento. Principalmente porque "Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente (F. Pessoa)". E sem ressentimentos, por favor!
Como no livro, existem inúmeros casais assim.Pessoas tão diferentes que se amam muito, mas que nunca dariam certo juntos.Também não consigo entender a insistência. Para que eu possa escrever preciso escutar as pessoas e suas histórias pessoais.Acho impressionante a mania de transformar amor em sofrimento.
Não poderia ser tudo mais simples? Eu te amo, você me ama, somos irrediavelmente diferentes e devemos cada qual seguir o seu caminho.Nem é preciso matar o sentimento.
Acredito sim no grande amor mas não na necessidade de viver com ele a vida inteira, porque a convivência diária, convenhamos, não é nada fácil.Claro que tem gente que tem sorte, ou faz que tem.
Acredito que apesar de romântica já nasci lúcida.Sempre desconfiei do príncipe encantado.O que não quer dizer que eu não ache lindo um grande amor! Pelo contrário, suspiro quando penso na intensidade do seu arrebatamento. Principalmente porque "Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente (F. Pessoa)". E sem ressentimentos, por favor!
20.1.13
Essa coisa de arrependimento é ao mesmo tempo simples e complicada.Não me arrependo do que fiz, mas talvez até tenha me arrependido de não ter dito isso ou aquilo.Mas nada que me pese como a palavra remorso.Considero que perdi uma ou mais oportunidades, só isto..
Estudando e pesquisando a vida da médica que retratarei no documentário, em nenhum momento ela fala em arrependimento, de nenhum tipo.Resolvi perguntar-lhe e agora tenho medo da resposta, pois ela pode mudar substancialmente a essência do meu texto. Paciência...
E assim vamos seguindo adiante.
Falando em não arrepender-se, amo um trecho do livro" O evangelho segundo Jesus Cristo" do Saramago:
" Jesus tomou-lhe as mãos e disse, Nazaré não é longe de Magdala, um destes dias virei visitar-te. Se me procurares, aqui me encontrarás. O meu desejo será encontrar-te sempre. Encontrar-me-ias mesmo depois de morreres. Queres dizer que vou morrer antes de ti. Sou mais velha, de certeza morrerei primeiro, mas, se acontecesse morreres tu antes de mim, eu continuaria a viver, só para que me pudesses encontrar. E se fores tu a primeira a morrer, Bendito seja quem te trouxe a este mundo quando eu ainda estava nele".
Estudando e pesquisando a vida da médica que retratarei no documentário, em nenhum momento ela fala em arrependimento, de nenhum tipo.Resolvi perguntar-lhe e agora tenho medo da resposta, pois ela pode mudar substancialmente a essência do meu texto. Paciência...
E assim vamos seguindo adiante.
Falando em não arrepender-se, amo um trecho do livro" O evangelho segundo Jesus Cristo" do Saramago:
" Jesus tomou-lhe as mãos e disse, Nazaré não é longe de Magdala, um destes dias virei visitar-te. Se me procurares, aqui me encontrarás. O meu desejo será encontrar-te sempre. Encontrar-me-ias mesmo depois de morreres. Queres dizer que vou morrer antes de ti. Sou mais velha, de certeza morrerei primeiro, mas, se acontecesse morreres tu antes de mim, eu continuaria a viver, só para que me pudesses encontrar. E se fores tu a primeira a morrer, Bendito seja quem te trouxe a este mundo quando eu ainda estava nele".
12.1.13
Sim, eu fui uma adolescente romântica.
Não era fã fervorosa do Roupa Nova, mas adorava a música Sapato Velho.
Romântica, mas sempre analítica.Estrelas nos olhos era exatamente o que eu queria ver quando um namorado me olhava nos olhos. Eu já sabia que todos nos tornariamos mais ou menos como um sapato velho, mas sonhava com este amor cúmplice que só o passar dos anos traz.
Até hoje as flores azuis estão entre as minhas favoritas.
São algumas hortências, violetas , íris, agapantos, delfínios e tumbérgias, entre outras. Na falta das azuis fico com as de cor lilás também, sem problema algum. A flor azul é conhecida por representar o infinito, aonde sentimentos como gratidão, admiração, desejo e amor fazem parte do seu objeto. Existem dúvidas em torno da rosa azul, pois sabe-se que naturalmente ela não existe. Rosas azuis que encontramos sendo comercializadas são tingidas artificialmente.Destas não sou muito fã.
Mas a empresa japonesa Suntory desenvolveu em 2009 a Suntory Blue Rose Applause, a flor recebeu o gene azul da violeta, tendo levado 20 anos até ser desenvolvida por completo. Quando em botão ela ainda é lilás, mas depois de alguns dias de aberta vai tornando-se azulada.
Não era fã fervorosa do Roupa Nova, mas adorava a música Sapato Velho.
Romântica, mas sempre analítica.Estrelas nos olhos era exatamente o que eu queria ver quando um namorado me olhava nos olhos. Eu já sabia que todos nos tornariamos mais ou menos como um sapato velho, mas sonhava com este amor cúmplice que só o passar dos anos traz.
Até hoje as flores azuis estão entre as minhas favoritas.
São algumas hortências, violetas , íris, agapantos, delfínios e tumbérgias, entre outras. Na falta das azuis fico com as de cor lilás também, sem problema algum. A flor azul é conhecida por representar o infinito, aonde sentimentos como gratidão, admiração, desejo e amor fazem parte do seu objeto. Existem dúvidas em torno da rosa azul, pois sabe-se que naturalmente ela não existe. Rosas azuis que encontramos sendo comercializadas são tingidas artificialmente.Destas não sou muito fã.
Mas a empresa japonesa Suntory desenvolveu em 2009 a Suntory Blue Rose Applause, a flor recebeu o gene azul da violeta, tendo levado 20 anos até ser desenvolvida por completo. Quando em botão ela ainda é lilás, mas depois de alguns dias de aberta vai tornando-se azulada.
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