8.4.13

Nossa vida possui mesmo uma pulsão incontrolável.
Passei um final de semana maravilhoso na praia.A equipe do meu filho iria jogar no Guarujá e aproveitei a desculpa para rever um lugar que frequentei muito dos zero aos 15 anos.Apesar da cidade ter triplicado de tamanho ainda a conheço como a palma da minha mão. Foram dois dias de intenso revival e muita bolsinha de gelo no joelho.Foi excelente para esquecer um pouco o veredito do médico: inflamação da base do tendão patelar, seis meses de fisioterapia e perder 10 quilos urgentemente.
Hoje aconteceria minha primeira sessão de fisio se a morte não tivesse dado as caras pelas redondezas.
O avô da afilhada da minha mãe, que é praticamente como uma irmã mais nova para mim, faleceu em casa, na hora do almoço.O cara metade foi o primeiro a ir para lá, afinal a burocracia nesta hora é imensa.Depois fomos eu e minha mãe.
Ele, em vida, deixou uma carta pedindo para ser cremado.E assim foi feito...depois de algumas horas de espera.E estas horas são dolorosas.Aliás, eu particularmente, acho que toda despedida dói.Eu chorei até ficar com o rosto parecendo uma bolacha, mas não por ele, que com certeza descansou e está em paz, mas pela tristeza da minha irmãzinha.
Quando chegamos na casa, a mãe dela, na porta, falou: - Que bom que os céus nos enviaram estes anjos...
Será que anjo sente dor?


2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Lamento, turmalina, mas este texto é tão belo e prenhe de sensibilidade que só consigo dizer: obrigado por o ter escrito.
Beijinho
Ah... e anjo não sente dor, não! Tem apenas a sensação de uma comunhão eterna.

Turmalina disse...

Carlos, meu amigo muito querido... quero agradecer-lhe pela comunhão de sempre.Beijinhos :o)