8.9.09

Hoje celebra-se no mundo todo o Dia Internacional da Alfabetização. Ai, que vergonha...aqui além dos analfabetos temos ainda aqueles que são mal alfabetizados. Em parte culpa da "progressão continuada".Os defensores deste sistema alegam que no sistema anterior a reprovação mascarava a incompetência da escola. A culpa recaía só sobre o aluno. Já no sistema atual, por não ser reprovado, o aluno não compromete-se com o aprendizado.Poucos são os realmente comprometidos.Por experiência própria, como mãe, digo que numa determinada faixa etária não adianta esperar o comprometimento do aluno sem que haja uma meta concreta. Acho positivo que esta meta seja a não reprovação. E ainda me referindo ao dia de hoje, ainda é absurdo o número de crianças fora da escola.Os números podem até dizer o contrário, mas na prática falta ainda muito diálogo e políticas públicas mais eficientes para além de levar a criança para escola, mantê-la lá.

3 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A preocupação em Portugal - e na Europa em geral- já não é tanto com o analfabeto que não sabe ler nem escrever ( esse está quase erradicado). O grande problema na Europa - e particularmente em Portugal- é a questão do analfabetismo funcional. Aís as taxas são capazes de rondar os 60 por cento, o que é um problema muito sério e não foi exclusivamente levantado pelas novas tecnologias mas,também, pelo novo modelo social de desenvolvimento.

Reflexos disse...

Pois é, o conceito de analfabeto está a mudar... já não o é quem não sabe ler nem escrever, mas quem não sabe lidar com as novas tecnologias.
Lembrei-me que há uns anos atrás num exame de Português de 12º ano ( acesso à universidade), pediam para os alunos falarem sobre quem seriam os analfabetos do futuro...

Sairam autênticas pérolas da cabeça daqueles .... analfabetos!

Bjinhos

Turmalina disse...

Reflexos: confesso que resisti um pouco em deixar de lado a máquina de escrever. Mas agora, com todo o avanço tecnológico,não saberia mais voltar para ela.Quanto ao analfabetismo tenho a impressão que as novas gerações carecem de vontade de pensar, refletir então, nem pensar...rs...