13.2.12

Em outubro do ano passado Karl Largerfeld, o estilista, fez o seguinte comentário sobre Lana Del Rey: "eu prefiro Adele e Florence Welch do que Lana Del Rey, mas como uma cantora moderna, ela não é ruim. (..) A coisa no momento é Adele. Ela é um pouco gorda, mas ela tem um rosto bonito e uma voz divina".
Talvez um pouco gorda para as roupas que ele cria.Como muitos costureiros que não arriscam criar roupas maiores para mulheres gordas.Acredito que seja mais medo dos críticos do que falta de competência.
O que é uma pena, uma mulher mais gorda pode ficar linda se bem vestida.Ao contrário de algumas anoréxicas que o mundo da moda insiste em patrocinar.
Adele estava maravilhosa no Grammy Awards 2012:


Segundo a revista Vogue, cuja capa motivou o comentário infeliz, Lagerfeld se retratou depois :
"Eu gostaria de dizer à Adele que sou seu maior admirador", disse. "Às vezes, quando você pega uma frase fora do contexto muda o significado todo", acrescentou. (...) "O que eu disse foi em relação à Lana Del Rey e a sentença já foi tirada do contexto de como foi originalmente publicada. Eu gosto da Adele, ela é minha cantora favorita e eu sou um grande admirador dela".
Verdade ou mentira, desculpa ou falha na interpretação, o  mundo da moda custa a aceitar a participação de mulheres acima do peso, fora dos padrões.
Como fez Gloria Kalil ao comentar uma edição do Fashion Week Plus Size, no seu site Chic, em 26/01/2010 :
"O nome carinhoso para obesas é “fofa”, assim como o das anoréxicas é “magrinha”. As duas são anomalias e nem de longe padrão de beleza para ninguém da cultura ocidental moderna. Causaram pena e preocupação as meninas excessivamente magras que desfilaram no SPFW, assim como causaram desconforto e igual preocupação as que se aprestaram no Fashion Weekend Plus Size, evento de moda para as tamanho G e XG. Todo excesso, em qualquer uma das pontas, é sinal de distúrbio e, portanto, uma patologia a ser cuidada e combatida. O que eu gostaria de lembrar, porém, é que a obesidade hoje em dia é nitidamente um problema muito maior do que a magreza. Saindo do cinema, passei a fazer uma enquete particular com um caderninho e lápis na mão: para cada duas de aparência de peso médio, há uma magra e quatro gordas, sendo que destas quatro, duas seriam consideradas gostosas ou popozudas. Ou seja, tem mais gorda do que magra por aí. Entre as mulheres mais velhas então, nem se fala. Para cada 10, oito são gordas (tipo sem cintura, pneu no estômago e no lombo). Não se trata, como querem alguns, que se aceite uma certa diversidade de pesos e tamanhos. Gente não é que nem carro, que pode ter tamanho pequeno, econômico, médio ou enorme. Há um equilíbrio saudável entre altura e peso que é o ideal da funcionalidade e da estética de um corpo que deve, sim, ser perseguido."
Depois da repercussão sobre o seu comentário ela até passou a pegar mais leve, mas tenho minhas dúvidas se repensou seus conceitos.
Basta saber se Lagerfeld criaria um modelito para Adele, que na verdade nem precisa dele, afinal sua aparência nunca foi problema para ela. Afinal, qual o problema em ser gorda?

3 comentários:

Lucia Luz disse...

Problema nenhum né?
Tamanho G de gostosas.
beijinhos

Lucia

George Sand disse...

Eu sempre fui magra. Mas condeno a magreza das dietas absurdas. Eu sou magra porque sou assim, geneticamente.

Turmalina disse...

Lucia e G.S. ... cada um do jeito que é, gordas gostosas e magras maravilhosas, ou vice versa, e principalmente de bem com a vida :o)