14.3.11

Os protestos contra usinas nucleares são antigos e o assunto continua controverso, embora eu já tenha muito bem definida a minha posição, praticamente desde que eu nasci.
Neste final de semana, após o ocorrido no Japão, alemães foram às ruas pedir mudanças na política nuclear de Angela Merkel, afinal algumas usinas nucleares alemãs encontram-se em locais sujeitos à terremotos.
Lá eles discutem a prorrogação ou não do funcionamento destas usinas e a possível desativação gradual das mesmas até 2022.No ano passado o governo alemão decidiu manter 17 unidades funcionando por mais 12 anos após a data inicialmente prevista.
Os cientistas (a maioria deles) continuam defendendo que esta é a forma de produção de energia mais limpa do planeta, que os acidentes são casos isolados (Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima) e que hidrelétricas produzem um estrago ambiental muito maior. Ora bolas, a ciência evoluiu consideravelmente nos últimos 50 anos e deve haver uma outra saída.
Aqui no Brasil já protestamos contra Angra 1, Angra 2 e Angra 3 (em construção). Foram milhares os abaixo-assinados, além de uma centena de protestos e elas estão aí, graças à acordos com a Alemanha e a França.
O planeta conta hoje com aproximadamente 440 reatores nucleares em operação, produzindo 17% da energia elétrica mundial. Cerca de 30 usinas estão sendo construídas em diversos pontos do globo atualmente.
A energia nuclear é considerada segura (?), de baixo custo (isso também é discutível) e limpa (e o armazenamento dos resíduos nucleares?) porque não despeja resíduos tóxicos na natureza. Ao contrário da energia gerada por combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural) que emitem poluentes no ar que respiramos.
Mas existem alternativas como a energia eólica, solar e a biomassa.Anda também em estudo e processo de experimentação a tal da fusão nuclear. Essa é outra para qual eu torço o nariz.É claro que não quero que voltemos para a Idade das Trevas, mas penso que seja preciso um pouco mais de cuidado ao manipularmos as energias e forças naturais.Tanto vão fazer que um dia vai tudo pelos ares!

6 comentários:

ameixa seca disse...

Nós somos o nosso pior inimigo!

*Claudinha disse...

Me desculpe o comentário ácido, estou meio farta de gente reclamando só por reclamar, é um tanto irritante, mas assim que estiverem todos dispostos a:

1) Abrir mão dos confortos proporcionados pelas fontes de energia disponíveis a preços viáveis;
2) Dispostos a pagar o preço (R$) muitíssimo mais caro por meios renováveis e muito menos produtivos de energia tal como eólica, solar e geotérmica;
3) Parar de reclamar e fazer efetivamente algo para mudar, arcando com as consequências e frustrações do insucesso dessa mudança.

Talvez algo aconteça, até lá, enquanto andarmos de carro para o trabalho, preferimos cultivar o ócio confortável e esperar que alguem faça algo por nós ao invés de fazermos e nos sacrificarmos para o bem da coletividade, acho meio difícil abrirmos mão dos meios viáveis de obtenção de energia dos quais dispomos.

Veja, nenhum destes meios de energia tido como limpos vem sem problemas, a energia eólica depende do vento (não é pouco vento e não são muitos os lugares em que se dispõe do necessário), nem sempre disponível e grandes áreas para instalação alem de altíssimos custos para investimento e manutenção.

Da mesma forma, a energia solar, depende do sol, a noite ele não está disponível e o rendimento dos coletores existentes hoje é redículo perto das necessidades da sociedade. Para viabilizar, ainda depende de aculmuladores (baterias) que por sua vez tem vida útil curta e dependem de elementos poluidores em quandes quantidades e pouco disponíveis na natureza. Já imaginou o estrago para obtenção deles?

Energia geotérmica não é algo assim que se possa dizer que esteja disponível, depende de localidades bastante distintas, normalmente zonas com atividade vulcânica. Acho que nem preciso me extender neste caso.

Para começar a agir, devemos tomar as seguintes providências entre outras que não encontram muito sucesso em 99,9999999% da população:

Deixar o carro em casa, apagar as luzes mais cedo, comer alimentos in natura e sem cocção, tomar banho frio e sentir calor entre outras ou...

Comprar um carro movido a hidrogênio, instalar coletores solares e bancos de baterias de acumulação, colocar um gerador eólico no quintal de casa (cada casa deveria ter disponível cerca de 2.000 m² livres, sem árvores ou obstruções e não se queixar do barulho.

Não sai por menos que US$ 50.000,00 por habitante, sem contar que para tudo isso precisaríamos ocupar muito mais espaço do que ocupamos e arcar com as consequências dos danos dessa ocupação, isso sem contar o meio de transporte.

Tá podendo? Se está, faça e saiba que será um grão de areia numa praia deserta. E o resto que não está podendo, como fazer?

Turmalina disse...

Ameixinha...eu penso assim, mas por outro lado tb acredito que isso poderia ser revertido se houvesse união e boa vontade geral.A nossa força tanto serve para destruir como para construir:o)

Turmalina disse...

Clau, vc sabe que te amo de montão, mas nunca concordamos muito nesse ponto(e acho que em alguns outros também não).Uma sempre foi mais crédula e outra mais cética. Embora o seu pensamento não esteja tão distante assim do meu agora.
Como eu indiquei no texto ainda não temos um ideal de geração de energia e são "n" os motivos.Desde o custo ao qual se referiu até mesmo aos estragos, ou danos, ao ambiente, seja por desmatamento, poluição ou etc.
Não, eu não tô podendo dispor deste valor, mas eu tô podendo reclamar (como vc diz) ou compartilhar (como eu penso) a minha insatisfação.
Porque na verdade o ser humano precisa estar se sentindo incomodado para mudar.É preciso experimentar um pouco sair da zona de conforto.
Eu não consigo abrir mão do uso do automóvel, mas tento otimizar o seu uso para evitar eventuais desperdícios.
E assim é em casa, na hora do banho, na hora de cozinhar, na hora de descartar o lixo.No frio, no calor.E são coisas aparentemente ridículas, mudanças de pequenos hábitos.Como não usar secador de cabelos, fechar a torneira enquanto escova os dentes,diminuir os minutos no banho, reutilizar embalagens, dar preferência a alimentos in natura(o que também é super saudável) ter uma pequena horta( o que é possível até mesmo em apartamentos), deixar as janelas abertas para entrada de luz diminuindo assim o consumo de lâmpadas e energia, esperar para lavar a roupa quando tiver um volume maior, comprar embalagens econômicas( do tipo "família"), procurar adquirir produtos elétricos e eletrônicos com o menor consumo de energia e etc( ou então blá blá blá). São pequenas ações, bem pequenas mesmo ( concordo com vc), que podem não salvar o planeta, mas que estão mais de acordo com o que eu penso que seja, principalmente, respeitar a natureza, uma vez que me sinto parte viva dela.
Se outros vão tentar ou não essas pequenas mudanças de consciência ou atitude, na verdade eu não sei.E quando escrevo não estou iludida achando que as pessoas vão mudar só por causa do meu texto.Eu quero trazer a questão à baila, nem que seja para discordarem do que penso.
E só te respondi com um comentário desse tamanho porque vc mora no meu coração :o)
Beijos e tenha um excelente final de semana.

*Claudinha disse...

Também faço minha parte minha querida, não vou me alongar nos comentários, afinal, você me conhece como ninguem, uma vez dito, não volto atrás hehehe, meio turrona pra variar.
Também te amo de montão mein liebe.
Beijocas estaladas :-*****

Turmalina disse...

Clau...eu sei que vc faz sua parte e que é super conscienciosa.Mas tô aqui rindo, vendo a sua cara de turrona, afinal, voltar atrás, nem morta, né?
Beijos...rss...