9.2.11

Sobre romances e afins

Quantas vezes já vimos, inclusive à nós mesmo, perdidamente apaixonados. E então, acabou! Principalmente quando somos jovens nos apaixonamos quase que à toa. O tempo vai passando e sobram dois tipos de pessoas, as que acreditam no amor eterno e aquelas que não acreditam em amor algum.E isso me faz pensar em Eros e na tal da atração universal que permeia a vida de todos os seres.
Sempre fui um pessoa apaixonada e hoje questiono o que é paixão. Fatalmente algo pernicioso.Quando mais nova, acreditava no amor eterno e hoje luto contra a idéia do nenhum amor. O que, então, ocupa o lado esquerdo do peito das pessoas? É a carência, é a saudade, é o desejo ou é mesmo o amor? Quão fundo na alma vai o sentimento que costuma unir as pessoas?
Bandeira escreveu algo à respeito:

"Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo,
porque corpos se entendem; as almas, nem sempre"

Daí que o que marca o fim de um envolvimento amoroso? A falta de entendimento dos corpos ou das almas? Ou simplesmente a força das circunstâncias?
E o que morre, é o amor ou aquela parte da alma que o anima?


Na última reunião do pessoal do cinema, que hoje já quase uma cooperativa, escutei de um colega que meu texto é definitivamente o mais romântico. Que sou uma pessoa extremamente apaixonada e algumas vezes bem ácida (ou crítica) também.Recebi isso como um elogio!
No começo da semana enviei-lhe o último roteiro finalizado.Ele respondeu dizendo que adorou o texto e que surpreendeu-se com o rumo que a trama tomou.Acho que é porque não fui assim tão romântica como também não pendi para a total falta de romantismo.Acho que coloquei é os dois pés bem fincados no chão.Só não sei até quando...
Mesmo assim, apesar de todos os pesares, das dores e das alegrias, prefiro não compreender o amor como absoluto e sim como relativo.

E eu continuo amando muito...

4 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

E se seu colega não tivesse feito aquele comentário, teria seguido o caminho que o coração lhe ditava, em vez de se deixar tomar pela razão?

Turmalina disse...

Carlos...na verdade o comentário dele não alterou o caminho que eu já havia pré definido.Andei numa fase pesada, aonde não sobrava espaço para o que o coração me ditava e acho que acabei transferindo isso para o texto. Mas estou animadíssima para romancear outra vez!

Borboletas nos Olhos disse...

Baby, eu li. E nada posso dizer, porque já nada consigo dizer sobre isso. Mas posso dizer sobre seu texto: gosto sempre. Bjs!

Turmalina disse...

Lu querida...vc é sempre um encanto e eu gosto disso.Obrigada!!!