28.4.12

Eu tinha algo em torno de 17 anos e tinha acabado de terminar um relacionamento que eu não tinha bem certeza se queria ou não terminar.Mas enfim, uma suposta mudança para a Itália, que no fim nunca aconteceu, me assustou um pouco, afinal sempre fui muito ligada à casa e à família, porque apesar de adorar viajar, gosto mais ainda de voltar. Tive uma adolescência bem rica de experiências.Morei sozinha, arrebentei um carro no poste, tive um primeiro amor devastador, entrei na faculdade, fui emancipada e tudo isso antes dos 18 anos. Voltando ao princípio, me lembro como se fosse hoje quando a fita k-7 chegou pelo correio.Me fechei sozinha no quarto e coloquei-a prá tocar.Para minha surpresa tinha somente uma música, o restante era a mais bonita declaração de amor que alguém poderia receber.Foi a primeira vez que escutei "Metade", do Oswaldo Montenegro.



Chorei baldes de lágrimas, perdi a fome, perdi o rumo e também a conta de quantas e quantas vezes escutei aquela fita.E até hoje esta "música" me fala diretamente à alma e bem lá no fundo.

2 comentários:

*Claudinha disse...

Fiquei um bom tempo refletindo sobre os caminhos que a vida toma por decisões que tomamos em certas encruzilhadas.

Impossível não pensar e imaginar o que teria acontecido se nossas decisões tivessem sido diferentes...

Ainda assim, mesmo que tenhamos nos afastado, é bom sentir que estamos próximas e possamos conversar sobre essas coisas. Faz sentir uma saudade gostosa do passado, mas sem perder a alegria de se viver o presente.

Beijos

Turmalina disse...

Clau...acho que em parte o que somos hoje, felizes e bem resolvidas em relação ao passado e ao presente, é fruto de uma teimosia inerente às duas.Sinto falta de falar com vc mais vezes, mais a senhora não tem FB para facilitar a minha vida.Vou confessar que é por lá que acabo me comunicando com quase todo o mundo.Beijos e um excelente final de semana prolongado!!!