21.10.10

"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor." (Martha Medeiros) - Texto extraído do FB da Luciana.
Nas semanas em que estive sozinha, apesar da correria durante o dia, quando eu chegava em casa tinha uma noite inteira de silêncio.Eu mal ligava a televisão e não me fez falta alguma.Acompanhei o resgate dos mineiros do Chile, alguns incidentes climáticos e só. Revi alguns filmes, mas sobretudo me abstive de acompanhar as campanhas eleitorais e algumas notícias que não me acrescentam nada.
E aí eu pensei muito. Gosto de divagar.Pensei em mim e nos outros e nas relações que mantém as pessoas unidas. Aproveitei para me aprofundar um pouco mais no roteiro que estou escrevendo.Ele estava muito técnico, faltava sentimento.Como ele é uma adaptação para a realidade moderna, da Alice de Lewis Carroll, fiquei tentando descobrir que tipo de relação poderia haver entres os personagens principais. O Coelho Branco já foi descrito de diversas maneiras, tanto de forma coletiva quanto individual.
Na minha leitura mais recente percebo que o Coelho desenvolve um tipo de amor platônico por Alice, o que justificaria muito da sua maneira de agir. Daí que eu fiquei dando tratos à bola para entender melhor o amor, aquele que une duas pessoas de forma física e espiritual, não o altruísta.
O Amor é um só? Ele é desejo? Desejo de quê? Você ama o outro ou a idéia que você tem do outro? Você ama o oposto ou o semelhante? O amor é espelho? O amor te encoraja ou te faz recuar? O amor tem urgência? O amor é real ou imaginário?

6 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Eu não sei quase nada do amor, a não ser - talvez- vivê-lo. Mas sabe do que sei? Que vir aqui sempre me acrescenta seja em reflexão, aconchego ou fruição. E que me sinto toda paba de me encontrar por aqui. Bjs

*Claudinha disse...

Muito presunçosa seria eu em querer descrever o amor, como dito acima, amor deve ser sentido, vivido, perto ou longe, é uma mistura de tudo que você disse. Ou não?

*Clau

Turmalina disse...

Borboletinha...aconchegue-se e muito do que você escreve me inspira :o)
Clau...eu juro que está sendo difícil definir o amor.Sei sentí-lo e com intensidade.Mas não consigo definí-lo no outro.Talvez porque eu racionalize demais. Estou tentando abstrair para encontrá-lo :o)
Bjos

Pitanga Doce disse...

Sabe o que eu acho? Que às vezes a gente ama o amor! É isso! O fato de estar apaixonada nos faz tão bem, que a gente nem se pergunta o porquê ou por quem. A pele fica linda e pronto.

PS: Vai ser pragmática, assim, lá na China. Até parece, né? Libriana até as raiz dos cabelos!

beijos menina

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Excelentes perguntas, para que não encontro respostas definitivas. Tem toda a razão.Alienam-nos com ecrãs, porque o objectivo é tornar os cidadãos passivos e sem espaço ( nem capacidade) para pensar.
Nada disto é inocente, não...

Turmalina disse...

Pitanguinha...algumas vezes também sou bem pragmática embora seja detentora de uma lógica venusiana.Mas como boa canceriana tenho lá meus rompantes irracionais.Bjoss :o)
Fluzão...obrigada pelo convite.
Carlos...nem mesmo o "homem natural" é inocente :o)