1.1.10

Chove por aqui e hoje é dia de enterrar os ossos e também os corpos das vítimas das chuvas no Rio de Janeiro. De uns anos prá cá costumo dizer que seguro mesmo é ficar em casa, isso desde
que você more em local que não desbarranque.Hoje o noticiário trazia entrevistas com pessoas que passaram a madrugada em um abrigo da prefeitura porque suas casas estavam alagadas, principalmente na cidade vizinha de Capivari. E o maior desejo delas era voltar para casa.
Mas voltando ao reveillon fora de casa, aquele normal em que todos decidem ir prá praia, eu digo que desisti. O primeiro de tantos motivos é porque sempre chove antes, durante ou depois.Ou então todos os dias. O segundo é o trânsito. Depois disso vem o calor melado, os borrachudos que costumam me comer viva e o pior de tudo, a falta d'água.Teve um ano em que estávamos em Ubatuba e não tinha uma gota do precioso líquido em uma torneira sequer. A solução foi colocar um biquini, pegar uma toalhinha e um shampoo biodegradável e partir para uma cachoeira às 7 da noite, enquanto ainda era dia.Procuramos uma num local meio isolado pois assim não deveríamos enfrentar fila. Doce ilusão, aguardamos pacientemente porque ficar melada de calor, com areia grudada no corpo é que não ia ficar. Ah...que saudades dos meus 20 e poucos anos...quando eu ainda conseguia manter o bom humor numa situação assim, era até bucólico.Meio reality show porque toda a fila assistia ao banho.Acho que nem preciso comentar a quantidade de borrachudos que habitam a mata em torno de uma cachoeira, né? E eles nem estão errados em nos atacar, afinal nós fomos os invasores.

5 comentários:

CGS disse...

Ah, mas se eu me lembro desses banhos... e eu tinha a sorte de não ter invasores de espécie nenhuma, nem voadores nem humanos, tempos em que ainda havia paraísos por aqui. Agora está tudo invadido, se ainda há algum deve estar tão bem escondido que quem souber do paradeiro guarda o segredo a sete chaves.
Não é só por aí que o ano começa descontrolado, por cá o mau tempo também não poupa. Mas mantenhamos o bom humor!

Não são cerejas, são bagas silvestres do tipo do azevinho, o nome certo não sei.
Deixo o desejo de um óptimo ano.

BlueVelvet disse...

Parece que por aí as coisas não foram fáceis, este ano.
Que tudo se recomponha depressa são meus votos.

Milu disse...

Tive de me rir! Na verdade também não aprecio sair nestes dias comemorativos. É sempre tudo muito mais caro, mal servido, porque não há mãos a medir e sempre tudo cheio de gente. Para sair e adorar escolho outros dias, e então sim, há qualidade.
Um beijinho

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Impressionou-me muito a tragédia de Angra dos Reis, zona que adoro. Entristece-me muito saber que, em parte, isso aconeceu por incúria dos homens. E, o mais provável, é que estas cenas se repitam com cada vez mais assiduidade por todo o Globo.

Turmalina disse...

CGS...tenho a sorte de não perder o bom humor, chova ou faça sol :o)
Blue...horrível o que aconteceu por aqui e infelizmente a culpa é do homem :o)
Milu...de uns tempos prá cá aprendi a andar na contramão desses tumultos :o)
Carlos...só de pensar que lá existem duas usinas nucleares já me dá arrepios...