3.12.09

Cresci num universo rico em diversidade.Todo tipo de gente com todo tipo de pensamento. Conheci e convivi com aristocratas, democratas, milionários,comunistas, religiosos, caretas, loucos, arbitrários, militares, nobres, liberais e mais uma infinidade de gente. E depois de quarenta anos de convivência tão plural ainda me surpreendo com algumas coisas.
Baseada em fatos reais conto uma rápida passagem do meu dia de ontem.
Maria e José estão na faixa de quarenta anos e moram numa casa confortável ao lado de um lago não muito grande. Maria é artista plástica e adora carpas. Fez em casa um pequeno lago com capacidade para umas 12 carpas grandes. Aliás suas carpas sempre foram motivo de orgulho e com razão.São duas figuras que aparentemente levam uma vida normal, trabalho, casa, filhos, gatos, cachorros e carpas.
No último domingo eles começaram à beber, beberam tudo o que tinham em casa, fumaram também tudo o que tinham e acabaram prá lá de doidos no final da tarde. No meio daquela doideira toda resolveram liberar as carpas no lago ao lado da casa. É melhor nem imaginarmos como é que eles fizeram para carregar estas carpas até o lago.
Até aí tudo bem, cada qual curte a sua doideira como quer. Só que na segunda feira bateu o remorso e os dois passaram o dia ligando para os amigos para saber como é que eles iam fazer para recuperar as carpas. Os experts disseram que não tem mais jeito.Mas Maria está inconsolável e se passarem por aquelas bandas, à qualquer hora do dia, ainda poderão vê-la sentada num banquinho na beira do lago, na tentativa de recuperar pelo menos uma das suas tão amadas carpas.

Um comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ai se soubesse o que se passa por aqui com uns robalos....