22.9.13



Fui dormir depois de assistir a este video.
E acordo escutando a notícia de que Cristiano Ronaldo (não tenho nada contra ele) recebeu uma oferta do clube inglês Manchester United de aproximadamente R$ 1 milhão de reais de salário por semana.O Real Madrid cobriu a oferta e assinou contrato por mais 5 anos.Não estou questionando o valor do talento dele e nem de outros jogadores de futebol, mas esta notícia me incomodou.Talvez porque eu tenha, logo em seguida, assistido a uma propaganda do Médicos Sem Fronteiras e meu cérebro logo fez contas.
Penso que, uma vez que no meio futebolístico roda muito dinheiro, que em todos os contratos assinados, nos salários acima de R$ 500.000,00 mensais, por exemplo, deveria haver uma cláusula aonde o clube contratante depositaria uma porcentagem do salário do atleta na conta de uma dessas organizações humanitárias.Uma vez que com R$ 30,00 por mês qualquer um pode ajudar a tratar de 2 crianças desnutridas com menos de 5 anos de idade.
E ainda sobre crianças, não são só as organizações humanitárias que precisam de ajuda, são também as que buscam as desaparecidas, instituições de ensino, abrigos e uma boa quantidade de pessoas tentando salvá-las.
Ontem eu também li este texto aqui.

21.9.13

Tem dias em que até os mais durões estão mais sensíveis...


E para acompanhar toda esta sensibilidade uma música bem bonitinha:

20.9.13

Enquanto um cachorro sobrevive o outro se mete a caçar um porco espinho.
Esta vida rural não é nada fácil.Depois de um longo dia de trabalho chego em casa e descubro que terei que "consertar" o cachorro que até então estava bom.Missão cumprida com sucesso!
E vamos então nos acostumando a falar de desapego.
Já perceberam como algumas pessoas ficam em nós como tatuagem.Só que nem sempre uma relação de afeto é, digamos assim, tão recíproca.Não que esperemos retribuição mas pelo menos um eco não faria mal, principalmente nestes tempos modernos em que toda e qualquer comunicação é facilitada.
E é como se o silêncio lentamente apagasse os contornos do desenho.
Tenho me acostumado a algumas coisas que vão embora da mesma forma que vieram...e não é tão ruim assim.
Existe beleza também naquelas folhas velhas e amareladas que são levadas pelo vento.


17.9.13


Meu cachorro tem 11 anos e está morrendo....de uns 15 dias prá cá emagreceu muito e não corre mais.Come pouco e passa o dia deitado, encolhido.
Aparentemente não tem dores fortes, mas sua barriga está levemente inchada.A veterinária diz que é fígado.Pode ser um tumor ou envenenamento.
Como é um cachorro um tanto arredio, que mete o dente sem pensar duas vezes, estamos estudando se vamos ou não fazer um ultrassom.
Mas ele continua abanando o rabo alegremente quando chegamos em casa.Se aproxima, pede um carinho e depois vai deitar novamente.Está tomando uns remédios para o fígado.No caso de um tumor não há muito para ser feito.
Honestamente eu fico chateada pacas de vê-lo neste estado...

14.9.13


Uma delícia de filme para um sábado de ressaca.
Minha sexta feira foi pesada, eu não gosto de cobranças quando estou dentro do prazo.
Detesto gente que começa com uma conversa e vai mudando de idéia conforme muda o clima. Me poupe! Sou hoje extremamente profissional, o tempo da porralouquice já passou.
Raramente saio no meio de um projeto. Tive que dar um basta e terminar o dia com: me chamem quando tiverem algo de concreto, ok?
Sair do que é real e concreto é o que fez Sam Raimi no seu filme sobre Oz.


Não é excelente nem péssimo, mediano talvez, mas é interessante por ser bem diferente da versão de 1939:

11.9.13

Vejam se isto não é lindo demais:


A gente fecha os olho e murmura: I'll be there. I'll always care. Wherever you may be.
Assim são as relações humanas, mesmo que o silêncio não denuncie o que sentimos, pulsa em nós uma vontade enorme de estar lá, de cuidar, de consolar e de amparar quem amamos.
Pelo menos, penso eu, que todas as mulheres maternais devam ser assim!

E para aquelas não tão maternais, ou então, para quando não estamos tão maternais assim, é melhor murmurarmos: It's a moment of madness...

9.9.13

Toda pessoa que gosta de cozinhar, do tipo que sente prazer na atividade, tem lá uma receita de batatinha aperitivo.
E muitas vezes, menos é mais, ou melhor, não inventa senão estraga.
Assim sendo, levei minhas batatinhas no churrasco de domingo e elas foram as primeiras a desaparecer da mesa.Quando me perguntam o que faço a resposta é : simplicidade e carinho.
Mas eu compartilho todo esse carinho:
1kg de batatinhas pequenas com casca, cozidas até ficarem macias.
sal e orégano à gosto
azeite de qualidade, o quanto baste
Preparar no dia anterior.
Não, não vai vinagre, cheiro verde, pimenta, alho, alecrim, pimentão, cebola, azeitona, manjericão e etc.


A foto é do blog da Carol, que ao invés de orégano, usa chimichurri.
Deve ficar muito bom!
Foi lá também que encontrei a receita de algo que gosto muito: Maçã do amor



8.9.13

Eu sofro de amor exigente!
Preciso que me alimentem quase que diariamente.
Mais ou menos na base do: está comigo ou contra mim.
Não importa o tipo de relação que eu tenha com o outro desde que role uma certa atenção.
Afinal sou uma pessoa dedicada.
Eu gosto de gostar e ser gostada e não vejo mal nenhum nisso.
Meu amor é exigente mas não sufoca, não escraviza e nem solta as tiras...
Então aproveito este lindo domingo para agradecer a todos que me amam de verdade!
E dizer que adoro quem me dá bom dia, quem me deixa mensagem com ou sem motivo, quem tira algumas horas do dia para tomar café comigo, quem compartilha algo de bom como um livro, uma música ou um filme, quem me faz rir, quem divide seus medos e anseios, quem diz que sente a minha falta, quem fica feliz em me ver , quem elogia a minha comida, quem gosta do meu perfume, quem respeita meu modo de pensar, quem se faz presente quando mais preciso, quem compreende minha necessidade de distanciamento, quem não me odeia e etc.

 
Bom dia!!!
Uma animação divertida para animar o domingo:

Até mais, afinal tem um sol lindo me esperando lá fora...

7.9.13


Sou tudo isto e mais um pouco!
E falando sobre o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos, costumo responder a todos os comentários que me deixam aqui.
Pois só hoje, alguns anos depois, é que encontrei este aqui:

*Claudinha disse... Oi menina bonita! Estive colocando em dia minha leitura do seu blog. Deixei um comentário aqui, outro ali, mas o bom mesmo é sentir o coração aquecido com essa proximidade virtual que o mundo da internet nos proporciona. Como eu comentei num post de meados do mês passado, minha vida não tem sido tranquila, mas tem sido boa, adoro trabalhar e ver as coisas começando a brotar, mas até os frutos virem, ainda terei que trabalhar um bocado. Assim, vou aproveitando para desejar a você e aos seus um natal bem feliz e um 2009 com bastante saúde e com muitas realizações. Beijos carinhosos *Claudinha 21/12/08 10:13 PM

Obrigada minha amiga querida, aonde quer que vc esteja!!!

6.9.13

Dos amores impossíveis, porque nem sempre somos o que o outro precisa.


Algumas vezes é preciso mais que amor para uma convivência feliz.
Um sorriso largo, um riso solto, um abraço apertado, um arrepio na pele, um gosto doce na boca, transpirar pelos poros do outro, não, isso não é suficiente.
 A receita é outra...mas essa fica prá depois!

1.9.13

O tempo passa e você percebe que já viveu metade da sua vida quando ao invés de ir ao casamento de um amigo, como no mês passado, vai à festa da filha de outro.Este é o primeiro casamento da próxima geração.
Desejo muitas felicidades e principalmente cumplicidade aos noivos!

30.8.13

Com uma irritação de desidratar até melancia e os cabelos ainda úmidos, presos num coque desde o banho da manhã, resolvi deixar o escritório mais cedo.Mal saí da garagem tocou o celular e eu calmamente respondi que só resolveria a questão que me trouxeram na segunda feira.Isso eu chamo de direito conquistado.Soltei os cabelos e o percurso do escritório até minha casa foi suficiente para secá-los.Estou pronta para o compromisso desta noite.
Entrei pela sala e fui direto para a cozinha pensando no que eu poderia levar.Somando o que eu tinha no armário com o que eu tinha na geladeira deu um bolo de frutas com essência de cassis.
E que não me peçam a receita, porque funciona mais ou menos assim: bati três claras em neve e reservei. Depois misturei bem umas 4 colheres de sopa bem cheias de margarina sem sal, três gemas, dois copos de açucar demerara e em seguida um copo de aveia em flocos.Acrescentei aos poucos um copo de leite, uma xícara de café de calda de cassis para sorvete e farinha de trigo até dar o ponto ideal, uns três copos.  Desliguei a batedeira, acrescentei duas colheres de sobremesa de fermento em pó, as claras e neve e duas xícaras de nozes e frutas secas picadas.Usei damasco, uva passa branca e preta, mamão, nozes e castanha do pará.
O bolo ficou mais ou menos como o da foto só que um pouco mais alto e mais fofo:


 (Fonte da imagem: http://www.pilotandoumfogao.com.br)

29.8.13

No próximo dia 06 completarão exatos sete anos que entraram aqui em casa.
Depois disso já fomos assaltados outras vezes, só que na rua.Mas eu precisei de quase sete anos para voltar a querer arrumar minha casa como ela merece.Foi quase o mesmo tempo para eu querer comprar um anel, ainda que bijuteria, mas um anel (ainda não o comprei).
Pela primeira vez penso, com prazer, em renovar meu guarda roupa.No dia seguinte ao assalto a minha vontade era de sair nua à rua, assim não teriam mais o que levar.Bolsas eu ainda não tenho vontade de comprar.Assim como qualquer coisa à qual possa ser atribuído um certo valor.
Algumas marcas ficam, como o cheiro da mão do homem que me rendeu, tampando a minha boca para que eu não gritasse.A cama do quarto tive que mudar de lado, agora fica mais longe da porta.Durante todo o tempo, com os olhos voltados para baixo, eu só avistava a soleira da porta e uns pés passando de lá prá cá no corredor.Cada vez que eu via passar os pés do meu filho eu sentia um frio na espinha.
Foram minutos, na verdade horas, intermináveis.
Mesmo mostrando sinais de superação do trauma, eu gostaria que setembro passasse logo!
Comprei uns livros, peguei uns emprestados, separei alguns filmes e assim tento não lembrar daquilo que não me faz bem.
Ah, sim, lembrei, de beijo eu gosto também, principalmente dependendo do contexto, como no video
abaixo:

 

26.8.13

Hoje reclamei do tempo seco e quente, abafado, desagradável.O que me faz desejar ainda mais minhas merecidas férias, outra vez. E faltam ainda, aproximadamente, uns 200 dias.
Abro minha mailbox e encontro o vídeo de uma nova música do Oswaldo Montenegro falando, mais ou menos, sobre um tempo seco.Não tem jeito, gosto mesmo de tudo o que ele toca e canta:


Pois é...aí não teve jeito e tive que escutar outras músicas, né?



24.8.13

Nos anos 80 havia por aqui um restaurante administrado por devotos do movimento Hare Krishna.
Pelo menos uma vez por semana eu almoçava lá e hoje só o que eu queria era um pouco do delicado e refrescante rasmalai.



A Mel ensina como fazer no Angu & Pirão.
Na verdade, agora, às 22:30h, eu gostaria que este potinho de rasmalai se materializasse bem aqui na minha frente.
Simples assim!

21.8.13

Permitir-se é tão urgente e preciso que nem dá prá pensar duas vezes!
As pessoas se permitem tantas coisas e eu me permito gostar.De músicas, de filmes, de livros, de frases feitas, de lugares, de cheiros, sabores e principalmente de gente, mais ainda de gente que me faz sorrir!


Também de gente que me faz sentir amada, gente que me abraça, gente que ri comigo e até mesmo de mim.Afinal sou uma graça de pessoa, interessante, divertida e nada modesta.
Ah...agora descobri que tenho uma voz doce também! No sábado, no meio de uma reunião sobre o projeto de um longa metragem, eu pensando que a pessoa iria dizer algo à respeito do assunto em questão , ela me solta um grande despropósito em alto e bom som:
- Você tem noção de como a sua voz é doce ao telefone? Alguém já lhe disse isso? Alguém já lhe disse o prazer que é falar com você ao telefone, a paz e o aconchego que você transmite?
Olhei para os lados, para os olhares surpresos do meus colegas e um tanto desconcertada respondi:
 - Não! E rapidamente voltei a enumerar o que eu considerava imprescindível para a elaboração do roteiro do longa.
Ultimamente tenho me permitido abusar do meu charme e simpatia, mas não é para tanto, né? Bem, esta segurança toda eu adquiri foi com a idade, na verdade, de uns poucos anos prá cá.Ou então com a forma como tenho lidado com a vida.Talvez eu esteja esteja recebendo o que ando dando.
Ainda sobre do tema : Permitir-se! assisti ontem, acho que pela sexta ou sétima vez, um filme que gosto muito:

Leve e divertido!

17.8.13

Neste domingo iremos relembrar os antepassados maternos.
Desde que meu pai pegou pneumonia, e ficou internado, estamos nos reunindo aos domingos aqui em casa.Uma excelente oportunidade para revermos antigas receitas de família.
Já temos no cardápio de amanhã: salada de beterraba, salada de pepino e tomate e kachapuri.
Fora o bolo de mel da minha mãe, que leva nozes, chá preto e cacau.Batido na mão, uma vez que não havia batedeira antigamente.
Aliás, a maioria das receitas que estamos experimentando usa muito as mãos.Para misturar, picar, bater, sovar e etc.
Manusear o alimento assim tão intimamente pode ser considerada também uma demonstração de amor e carinho.


13.8.13


E tem dias em que todas as palavras não bastam para explicar aquilo que não tem explicação:

4.8.13

Como tive somente uma avó e ela não era muito presente, não que não quisesse, mas porque morava longe e naquela época a tecnologia não era tão avançada como nos dias de hoje, toda a minha cultura caseira veio da minha mãe.Os ditados populares aprendemos com uma moça que trabalhou em casa, a Zefa.Um que ela gostava muito era: O que os olhos não vêem, o coração não sente.
E eu, claro, não concordava.
Levei anos para compreender o que significava.Para ser bem honesta só hoje começo a concordar que é melhor não ver para não sentir.Antes eu achava que este distanciamento forçado era fuga, covardia, mas não, é simplesmente instinto de sobrevivência.
Complementando o que a Zefa dizia, minha mãe tentava me explicar que existe um distanciamento necessário.É o que nos garante sermos nós mesmos.Como adolescente eu queria ser muito mais que somente eu mesma.Apaixonada, eu queria fundir minha alma a outra, ou mesmo a um grande ideal.
Aprendendo aqui e alí, amadureci e atualmente quero viver, sentir, amar e até mesmo detestar somente o que está ao alcance das minhas mãos.Aquilo que posso ver, escutar, apalpar, cheirar e provar, respeitando sempre a minha individualidade!


The Five Senses - Hans Makart

3.8.13

Ando cuidando dos que estão mais próximos.Os mais distantes que me perdoem.Volto a socorrer-lhes assim que for possível.
No final de um dia cheio, depois de um banho reconfortante, não há nada como escutar músicas no silêncio do fone de ouvido, na penumbra e com os olhos levemente fechados.
Outro dia, numa propaganda de uma instituição financeira escutei uma música que me soava familiar.
Aqui está ela: