28.12.19

O dia de hoje pode ser traduzido em uma única palavra: sossego.
Assim que deveriam ser todos os dias quando você passa dos 50. Não que a gente não se divirta, mas é que o conceito de diversão é que muda.É complicado mas é fácil de compreender conforme adquirimos maturidade.
Termino o ano feliz com meus resultados.Não consegui dar o meu melhor, poderia, mas não dei, eu ainda tinha muita coisa para resolver dentro de mim.
Resolvi boa parte!
Agora é só esperar 2020 chegar!!!

25.12.19

Eu gosto de pensar que outro ano começa logo mais.
Sei que os dias no calendário vão mudar da mesma forma, mas sempre tenho esperança de dias iguais ou melhores.E eu gosto de planejar, principalmente viagens e lugares que quero conhecer ou rever.
Gosto de listar o que eu ainda vou escrever, filmar, fotografar, ou mesmo bordar, costurar, tricotar e etc. Por exemplo, às segundas feiras faço um cardápio do que vamos comer à noite durante toda a semana.Mesmo que eu não o siga à risca me serve de referência.
Mentalmente vou pensando em todas as pessoas que quero encontrar no próximo ano.
Já meu pai era um homem de menos listas e mais sonhos.Ele deixava que as coisas simplesmente viessem. E foi com ele que aprendi a olhar as estrelas e fazer um pedido.


Ele tinha muita fé e esperança, acho mesmo que até mais esperança do que fé.
Na noite em que ele morreu eu não acreditei, afinal ele tinha saído tão bem da cirurgia e horas antes  dormia tão tranquilo.Afinal ele era tão otimista e eu sou tão igual a ele que devia haver algum engano.
Foi difícil cair a ficha e ele é a pessoa de quem mais sinto falta em todo o mundo!
Mas é também o seu amor que me move.

22.12.19

Anyway : Strength is the only way to fight

O video abaixo me lembra que eu não consegui renovar minha CNH, agora especial.



Já me peguei pensando dezenas de vezes porque é que não passei no exame de direção? Por que fui encostar na guia? 
Até que o cara metade disse: - Foi falta de segurança!
À princípio neguei, afinal sou uma pessoa tão determinada.
Posteriormente, fazendo um bom exame de consciência, admito que não me senti e não me sinto segura ainda. Não confio que, numa emergência, eu vá controlar e frear o carro só com as mãos.Não confio no sistema, parece tão frágil e ineficiente.
Uma única barra de ferro para segurar toneladas. E meu problema está justamente na frenagem.Preciso praticar essa confiança antes de tentar outra vez.
Preciso voltar a dirigir, essa coisa de depender dos outros para ir a qualquer lugar me incomoda um pouco.Agora a briga é interna. 

21.12.19

A pessoa aqui costuma se dar presentes.
Acho mais prático e dificilmente erro o gosto da presenteada.
Assim sendo, neste final de ano, me dei um headset gamer, sem fio, da Logitech.
Ele é sensacional e nos transporta para outros mundos, dá prá perceber nota por nota, todos os instrumentos e de forma cristalina todas as nuances da voz.
Ou seja, hoje à tarde me esqueçam...alguém aceita uma xícara de chá, uma fatia de panetone e muita música no fone de ouvido?
Seu Jorge cantando uma versão adaptada de um grande sucesso de Bowie é maravilhoso!!!


20.12.19

Estou num momento flashback forte!



E me preparando para os feriados já comecei 3 doramas e a série The Witcher, na Netflix.



Comprei material para fazer 4 almofadas de feltro para os gatos, ontem à noite já fiz uma.Afinal a previsão do tempo prevê chuva!
E neste Natal, apesar de não fazermos mais festa, vai ter manjar de coco, porque eu estou com vontade!

18.12.19

Daniel Boaventura

Em tempo: eu havia escutado que ele canta bem e que suas apresentações fazem um bem danado à alma.
Sabe que estou aqui pensando que é verdade mesmo!
Quem sabe em 2020...



O ano acabando e terei uns dias de folga...pelo menos de 20 a 26/12.
Desta vez prometo que vou dar uma ordem nas gavetas.
Vou doar cds e livros para o bazar da ONG que resgata cães e gatos aqui na cidade, ainda este ano.
Preciso contar que estou animada porque meu joelho melhorou muito, a dor passou com duas sessões de acupuntura, mas ainda não estou liberada para exercícios.Até que fui uma aluna bem aplicada nos últimos doze meses.
Já dá prá dançar...embora eu seja péssima nisso!
A ano foi ruim, mas foi bom.
Estive focada no mundo que me cerca que particularmente deu um bocado de trabalho.Tentei ficar alheia às notícias, tanto falsas quanto verdadeiras. Procurei não me envolver em questões conflitantes. Guardei muito do que penso para mim.
Acabei me dedicando mais aos animais.Segui, acompanhei, compartilhei e ajudei diversas entidades de auxílio aos animais, como o Instituto Onça Pintada, Miaudota e Operacão Resgate.
Estou satisfeita com o resultado do meu trabalho de maneira geral.
Ufa...agora dá para dar uma relaxadinha... com uma música que eu não escutava há décadas!

15.12.19

Quando a vida vem e lhe tira o chão, você leva primeiramente um choque, leva um tempo para assimilar a nova realidade, sem ou com limitações.No segundo caso acho que demoramos um pouco mais.
Você se perde um pouco e depois entra num período longo de reclusão.Não é depressão, mas sim um tempo necessário para você encontrar a melhor forma de seguir diante.É cada briga interna que travamos!
Tem dias em que choramos porque dizem que é bom para externamos nossos sentimentos.Vou dizer uma coisa, no meu caso, não adianta muito, só me dá uma baita dor de cabeça depois.Acho que ataca a sinusite ou coisa parecida.E depois de chorar olho para os lados, para frente, para trás e nada.
A solução é encarar aquilo que está te incomodando ou te magoando. A falta, meu queridos, vai continuar sendo a falta, é assim desde que deixamos o útero materno.
Aí me lembro que fica mais fácil se eu sorrir, e funciona.
Me parece que as coisas ficam mais leves assim.E as pessoas costumam gostar quando você sorri. É como uma mensagem: Calma, vai ficar tudo bem!
Como diz a letra da música: "Nobody said it was easy"



Neste final de semana de repouso forçado percebi a importância da frase: "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo." Percebi que o que me ajuda a ficar bem é a rede de suporte que recebo através de um sorriso, uma mensagem, um beijo, um gesto de carinho, uma lembrança.Estou aprendendo a aceitar, e a agradecer com um sorriso, a mão estendida daqueles que se importam comigo e que me querem bem.
A semana foi intensa.
Na terça feira quase virei massa de asfalto quando à 110 km por hora, na Rodovia Anhanguera, um caminhão nos fechou.Acabou tudo bem, os freios do carro realmente funcionam e por sorte não tinha carro atrás.O uso do cinto de segurança foi de suma importância, mas mesmo assim bati o joelho esquerdo no console do veículo.
Na hora a adrenalina era tanta que não senti nada.
Mas na quarta feira eu não colocava o pé no chão.Tomei um anti inflamatório, fui trabalhar e e esperei passar. Como não passou fiz acupuntura na sexta e melhorou muito.Mesmo assim me colocaram de repouso no final de semana e o que eu fiz?
Fui para cozinha!
Aproveitei para dar destino às berinjelas que tinha na geladeira.
Esta salada, super simples, é receita de família. Afervento todos os ingredientes na água temperada com com sal, louro e vinagre, escorro e adiciono um pouco mais de sal, vinagre, azeitonas verdes picadas, um pouco de alho desidratado, orégano e azeite.Para comer no dia seguinte.


A berinjela de forno já é minha marca registrada.Todos que experimentam pedem bis.É uma unanimidade, não tem uma pessoa que não tenha repetido. Acho que é porque eu gosto de fazer e isso acaba passando para quem come. 


Como estou de castigo o cara metade foi às compras e me trouxe figos! Esta é aquela fruta de gosto de todos os jeitos: cru, em calda, em doce, empanado e frito, seco, com mel, na salada e etc.
Impossível comer um só!


Ou seja, estou muito bem!
E que venha o novo ano...

12.12.19

Vinicius já dizia que beleza é fundamental, mas o conceito de beleza é muito elástico.
Via de regra eu acho todo mundo bonito, são principalmente as particularidades que me encantam.
Um sorriso pode conter toda a beleza de uma pessoa.
Sou gorda e hoje, depois dos 50, até um pouco torta. E não acho que isso desabone alguém.
Mas e o tal padrão de magreza? Esqueçam. Funciona para as revistas, propagandas e passarelas.
Na vida real, pelo menos na minha, isso pouco importa.
Acho que disse outro dia que o que choca as pessoas é o uso do andador, o Richard.
Mas logo passa.
O que vejo muito por aí é a pessoa querer emagrecer por achar que isso é que a impede de ser feliz.
A felicidade não reside na beleza, pelo menos não nessa construída pela indústria da moda.Me dói quando escuto uma pessoa dizer: mas eu sou feio (a) e por isso..
Por isso nada!
Tenho vontade de dar um tranco na pessoa para que ela acorde, para que ela encontre a beleza dela.Esta semana mesmo escutei isso de uma moça. Ela estava tão fragilizada que eu não poderia, de forma alguma, criticá-la.
O que eu pude dizer foi:
- Olhe para mim! Você me encaixa em algum padrão de beleza? Se eu sentisse pena de mim aonde eu estaria?
- Ah, mas você é diferente!
- Sim, gorda, torta, cabelos grisalhos e etc.
- Mas mesmo assim você é bonita! E quando você fala você fica anda mais bonita.
- Você entende que você é que me vê bonita. Talvez não esteja faltando você se ver bonita?
Juro que espero que ela tenha entendido o que tentei dizer.
A beleza é mais ou menos como um espelho, vai refletir como você se sente por dentro, que é uma consequência direta do quanto você se ama.
Me amo muito e você?

8.12.19

Filmaço!

O diretor Noah Baumbach fez um trabalho impecável em "História de um Casamento", que deveria se chamar História de um Descasamento.
Que roteiro bem estruturado!
Ele me lembra um conceito muito claro do Budismo, o da impermanência:
nada no universo perdura para sempre, tudo se transforma continuamente e caminha para a própria dissolução.
E o Amor está em constante transformação em nossas vidas.
A trama, por diversas vezes, apresenta diálogos precisos.
“Vou amá-lo para sempre, mesmo que não faça sentido” é minha frase favorita do roteiro.
Isto não é spoiler pois aparece logo no começo do filme e define a história toda.
As atuações de Scarlett Johansson e Adam Driver são primorosas.
A forma como eles crescem e se encolhem é impressionante.Um bom texto ajuda muito o ator na preparação de seu personagem.
O diretor usa planos sequência de uma forma precisa, a cena é tão relevante que não merece nem deve, ser interrompida.Mostra o respeito pelo que estamos assistindo.
Só achei desnecessária a cena do chaveiro, mas aí acredito que o diretor tenha dado o toque pessoal dele e o fim da cena ficou bem boa, dramaticamente interessante: a gota de leite foi genial.
Em diversos momentos dá vontade de entrar no filme e abraçar os protagonistas.
Falando em coadjuvantes, não dá para ignorar o trabalho Ray Liotta e Alan Alda, falam pouco, mas falam bem.
Fazia tempo que eu não via um filme com um roteiro tão bom.
O interessante é que na falta, na distância, na separação, é exatamente o amor que os preenche.

7.12.19

E já que o dia está propício para lembrar de Jon & Vangelis:
esta é uma das minhas favoritas!


Hoje a coisa toda me balançou...e eu acabei chorando de emoção.
Chegou pelo correio uma caixa de Natal da minha afilhada. Entre muitos mimos e bombons, ela me enviou 6 bolas de Natal de acrílico transparente com laços de fita vermelha.
Dentro de cada uma delas uma foto minha com meu pai.

Eu não ia montar árvore de Natal, como há muitos anos, porque não vejo mais sentido nisso.
Mas segunda feira vou procurar uma pequena árvore para colocar o meu presente.
Sou assim mesmo, choro muito mais de emoção do que de tristeza.
E abraços são sempre bem vindos!

6.12.19

Ainda bem que eu continuo não tendo muito juízo.
Ontem sai do escritório estressada no grau máximo.Encontrei o vizinho e fisioterapeuta na porta de casa.Ele ia entrando pra começarmos os exercícios e eu disse:
- Não, hoje eu vou andar na pracinha.
Ele olhou para o céu coberto de nuvens pretas e me olhou novamente com um severo ar de incredibilidade.
- Você vem comigo?
- Peraí que vou pegar o carro.
- Não, eu vou à pé.Preciso descarregar o stress.
Segui caminhando até a praça. Sentei-me uns minutos no banco e me pus a caminhar. Nem 10 minutos depois começou a chover.
- Peraí que vou buscar o carro.
- Não, eu vou à pé.
Voltamos para casa bem devagar, minha condição física não me permite andar mais rápido.
O cara metade já me esperava na porta de casa:
- Você tá louca de tomar toda essa chuva.
- Louca, feliz e desestressada.Aliás, preciso fazer isso mais vezes.
Assim me sinto viva de verdade!