Às 6 da manhã, nem havia clareado hoje, eu já estava na rua.Alguns minutos depois, na estrada.
Fui e voltei rapidinho, tanto que consegui chegar mais cedo em casa.Por obra do acaso não tive nem um problema na filial.Tudo estava perfeitamente em ordem, como sempre deveria ser.
Com este friozinho, mas nem que me convidem para um crepe ou um fondue eu saio outra vez.
Tirei as lãs e agulhas do baú e pretendo inventar algo novo e bem colorido, alegre.
Meu feriado musical começou bem também...
29.5.13
25.5.13
Perdi minha avó materna quando nem havia ainda caído na vida.
Eu estava, na ocasião, dentro da barriga da minha mãe, com pouco mais de quatro meses.
Meu avô, logo depois da missa de sétimo dia, ou seja, eu ainda não estava de corpo presente no seio familiar, casou-se com a outra, com quem tinha já duas filhas pequenas, pouca coisa mais velhas do que eu. Nos viamos somente em datas festivas.
Meu avó paterno morreu uns anos depois e a única avó que me restou morava em outra cidade e "tomava conta" de uns primos meus enquanto a mãe deles casava e descasava.
Isto tudo e nem chegamos ainda nos anos 70.
Meu pai, à princípio, trabalhava em dois empregos e depois arrumou outro que exigia que ele vivesse viajando.
Ou seja, minha memória musical, vem única e exclusivamente da minha mãe.
O que eu considero uma verdadeira dádiva.E era num antigo gramofone que escutávamos os discos favoritos dela, herança da minha avó.Na verdade, de material, foi a única lembrança que lhe restou.A outra levou tudo, juntamente com o meu avó, quando se mudaram para o novo lar do casal. Hoje nem mais o gramofome existe.
Resiste sim a lembrança dos bons momentos ao som da Traviata, com Andre Kostelanetz e de tantos outros clássicos.
No Dia das Mães gravei-lhe um CD com estas músicas.
Ela chorou tanto de emoção que fiquei preocupada.
Mas ela passa bem!
Eu estava, na ocasião, dentro da barriga da minha mãe, com pouco mais de quatro meses.
Meu avô, logo depois da missa de sétimo dia, ou seja, eu ainda não estava de corpo presente no seio familiar, casou-se com a outra, com quem tinha já duas filhas pequenas, pouca coisa mais velhas do que eu. Nos viamos somente em datas festivas.
Meu avó paterno morreu uns anos depois e a única avó que me restou morava em outra cidade e "tomava conta" de uns primos meus enquanto a mãe deles casava e descasava.
Isto tudo e nem chegamos ainda nos anos 70.
Meu pai, à princípio, trabalhava em dois empregos e depois arrumou outro que exigia que ele vivesse viajando.
Ou seja, minha memória musical, vem única e exclusivamente da minha mãe.
O que eu considero uma verdadeira dádiva.E era num antigo gramofone que escutávamos os discos favoritos dela, herança da minha avó.Na verdade, de material, foi a única lembrança que lhe restou.A outra levou tudo, juntamente com o meu avó, quando se mudaram para o novo lar do casal. Hoje nem mais o gramofome existe.
Resiste sim a lembrança dos bons momentos ao som da Traviata, com Andre Kostelanetz e de tantos outros clássicos.
No Dia das Mães gravei-lhe um CD com estas músicas.
Ela chorou tanto de emoção que fiquei preocupada.
Mas ela passa bem!
24.5.13
Desde que fui na nutricionista ocorreu uma revolução na minha cozinha.
Não que não soubesse como comer, mas eu andava precisando de um "presta atenção".
Aqui consumíamos manteiga e azeite sem restrição.A manteiga agora é utilizada com muita sabedoria.
Os pães brancos, de todas as formas e sabores foram substituídos por integrais.
O trigo do tabule foi substituído por quinoa e o resultado é fantástico, ficou um prato muito mais leve e saboroso.
As carnes magras ganharam destaque.A panela de pressão, o tempero certo e a boa selada na carne produzem bifes de panela de comer com os olhos fechados, que somados à uma mandioca bem macia e tomates maduros, tudo junto na panela, fornecem um prato de textura e sabor iguinaláveis.Hamburguer só o feito em casa.
O frango nunca foi o favorito por aqui, até então.Agora reina a variedade: filé de frango marinado na chapa, cubinhos ao curry com cogumelos e creme de leite light, sobrecoxa desossada e sem pele, temperada com suco de laranja e especiarias, ao forno, sobre uma cama de batatas e legumes.
Peixe pode ser cru, cozido ou assado, o que aqui nunca foi problema.Sai o arroz do sushi e entra a salada de pepino e o shitake.
Saiu o arroz branco e entrou o integral.
No café da manhã é obrigatória a ingestão de uma vitamina preparada com leite (ou iogurte), uma fruta e farelo de trigo tostado.O que eu acho ótimo porque leite. só disfarçado.
Frutas são 5 por dia, sendo que uma tem que ser cítrica.Vale cozinhá-las.Doce agora, só de frutas naturais.
Outra obrigatoriedade são as sementes, os grãos e castanhas como as do pará, nozes, amêndoas e etc.Além dos vegetais.
Prá ser sincera, dá um pouquinho de trabalho administrar e preparar uma alimentação saudável ao estilo slow food.Agora vivo com a bolsa cheia de potinhos.Por outro lado vivemos em um país rico em matéria prima natural, ou seja, não industrializada.E o prazer, prolongado, proporcionado por este tipo de alimentação é infinitamente melhor.
Tempo continuo não tendo, mas tive de priorizar a minha saúde, assim como a da minha família.
E estou adorando!!!
Não que não soubesse como comer, mas eu andava precisando de um "presta atenção".
Aqui consumíamos manteiga e azeite sem restrição.A manteiga agora é utilizada com muita sabedoria.
Os pães brancos, de todas as formas e sabores foram substituídos por integrais.
O trigo do tabule foi substituído por quinoa e o resultado é fantástico, ficou um prato muito mais leve e saboroso.
As carnes magras ganharam destaque.A panela de pressão, o tempero certo e a boa selada na carne produzem bifes de panela de comer com os olhos fechados, que somados à uma mandioca bem macia e tomates maduros, tudo junto na panela, fornecem um prato de textura e sabor iguinaláveis.Hamburguer só o feito em casa.
O frango nunca foi o favorito por aqui, até então.Agora reina a variedade: filé de frango marinado na chapa, cubinhos ao curry com cogumelos e creme de leite light, sobrecoxa desossada e sem pele, temperada com suco de laranja e especiarias, ao forno, sobre uma cama de batatas e legumes.
Peixe pode ser cru, cozido ou assado, o que aqui nunca foi problema.Sai o arroz do sushi e entra a salada de pepino e o shitake.
Saiu o arroz branco e entrou o integral.
No café da manhã é obrigatória a ingestão de uma vitamina preparada com leite (ou iogurte), uma fruta e farelo de trigo tostado.O que eu acho ótimo porque leite. só disfarçado.
Frutas são 5 por dia, sendo que uma tem que ser cítrica.Vale cozinhá-las.Doce agora, só de frutas naturais.
Outra obrigatoriedade são as sementes, os grãos e castanhas como as do pará, nozes, amêndoas e etc.Além dos vegetais.
Prá ser sincera, dá um pouquinho de trabalho administrar e preparar uma alimentação saudável ao estilo slow food.Agora vivo com a bolsa cheia de potinhos.Por outro lado vivemos em um país rico em matéria prima natural, ou seja, não industrializada.E o prazer, prolongado, proporcionado por este tipo de alimentação é infinitamente melhor.
Tempo continuo não tendo, mas tive de priorizar a minha saúde, assim como a da minha família.
E estou adorando!!!
13.5.13
O que você faz da vida? Tento lidar, da melhor maneira possível, com as expectativas alheias!
Tem dias em que vou dormir com a cabeça cheia do que considero absurdos.
Está certo que devemos viver e nos deixar levar pelo coração, ou sei lá, pela emoção, viver intensamente o hoje porque não conhecemos o amanhã, mas tudo tem limites.
O modo frenético como as pessoas vivem o hoje como se o amanhã não existisse, me irrita um pouco.Porque elas não percebem que focando num único objetivo, estão deixando muita coisa boa de lado.Na verdade o que me incomoda é a pressa.E se o outro tem pressa, não queira que eu também tenha.
Tá certo, e se não der tempo? Aí num deu e pronto.Tudo parece uma questão de vida e morte.
Outro dia escutei :
- Cada um faz o que pode, não é?
Perdi a oportunidade de responder:
- Não, cada qual pode fazer o que quiser e, principalmente, quando quiser!
Um pouco de silêncio, um pouco de paz, um pouco de calma faz bem também.
Olho certas pessoas e as vejo atormentadas por uma urgência, que se procurarmos, não tem justificativa plausível.E tanta pressa, já diziam os mais velhos, não leva a lugar algum.Capisce?
Tem dias em que vou dormir com a cabeça cheia do que considero absurdos.
Está certo que devemos viver e nos deixar levar pelo coração, ou sei lá, pela emoção, viver intensamente o hoje porque não conhecemos o amanhã, mas tudo tem limites.
O modo frenético como as pessoas vivem o hoje como se o amanhã não existisse, me irrita um pouco.Porque elas não percebem que focando num único objetivo, estão deixando muita coisa boa de lado.Na verdade o que me incomoda é a pressa.E se o outro tem pressa, não queira que eu também tenha.
Tá certo, e se não der tempo? Aí num deu e pronto.Tudo parece uma questão de vida e morte.
Outro dia escutei :
- Cada um faz o que pode, não é?
Perdi a oportunidade de responder:
- Não, cada qual pode fazer o que quiser e, principalmente, quando quiser!
Um pouco de silêncio, um pouco de paz, um pouco de calma faz bem também.
Olho certas pessoas e as vejo atormentadas por uma urgência, que se procurarmos, não tem justificativa plausível.E tanta pressa, já diziam os mais velhos, não leva a lugar algum.Capisce?
12.5.13
8.5.13
Como eu disse outro dia a vida possui uma pulsão própria, que não dominamos e muito menos conhecemos.
Fiquei exatos dez dias sem colocar o pé na rua.
Por um lado foi muito bom pois pude dar mais atenção às pessoas que convivem comigo.Pude me deixar cuidar.Pude perceber que, principalmente da vida, pouco sei.Pude me reconectar com minha intuição.Pude sentir meu espírito vivo.Pude perceber que quando nos deixamos envolver pela rotina nos tornamos surdos aos sinais do nosso interior.
Por outro lado tive de lidar com as limitações do meu corpo físico.Tive que esperar ele se recuperar, no seu tempo.Tive dores que ardiam, que queimavam por dentro.Descobri que o gelo opera milagres nestas horas.Tive que aprender a conviver com uma medicação que me tirava o paladar e até mesmo a vontade de sair da cama.
Esperar, esperar, esperar.
E assim, com muita paciência, voltei à rotina, ainda sem dirigir e podendo trabalhar somente 4 horas por dia, desde que faça , em seguida, 4 horas de repouso.O tornozelo ainda arde, mas a médica disse que é normal, que a recuperação total deve levar ainda uns 30 dias.Durante este período devo manter o ritmo reduzido, o que é um castigo para quem se acostumou a sair de casa cedo e só voltar à noite.
Mas eu tô aprendendo!!!
Fiquei exatos dez dias sem colocar o pé na rua.
Por um lado foi muito bom pois pude dar mais atenção às pessoas que convivem comigo.Pude me deixar cuidar.Pude perceber que, principalmente da vida, pouco sei.Pude me reconectar com minha intuição.Pude sentir meu espírito vivo.Pude perceber que quando nos deixamos envolver pela rotina nos tornamos surdos aos sinais do nosso interior.
Por outro lado tive de lidar com as limitações do meu corpo físico.Tive que esperar ele se recuperar, no seu tempo.Tive dores que ardiam, que queimavam por dentro.Descobri que o gelo opera milagres nestas horas.Tive que aprender a conviver com uma medicação que me tirava o paladar e até mesmo a vontade de sair da cama.
Esperar, esperar, esperar.
E assim, com muita paciência, voltei à rotina, ainda sem dirigir e podendo trabalhar somente 4 horas por dia, desde que faça , em seguida, 4 horas de repouso.O tornozelo ainda arde, mas a médica disse que é normal, que a recuperação total deve levar ainda uns 30 dias.Durante este período devo manter o ritmo reduzido, o que é um castigo para quem se acostumou a sair de casa cedo e só voltar à noite.
Mas eu tô aprendendo!!!
29.4.13
Sabe aquela cena de filme na qual o mocinho é mordido por um inseto no meio da floresta, passa dias delirando por causa da febre alta , e com muita sorte, sobrevive.
Pois é, meus últimos dias não foram diferentes.
Na madrugada de quarta para quinta, como toda pessoa que já passou dos quarenta, levantei no meio da noite, no escuro , para ir ao banheiro.A coisa toda vai tão no automático que nem mais acendo a luz.Tenho saudades do tempo em que a bexiga aguentava até o dia amanhecer.Imagino que chegando aos sessenta a coisa piore, e talvez seja este um dos motivos das pessoas mais velhas não gostarem muito de tomar água.
Voltei para cama e não sei precisar exatamente quando, começei a sentir um ardor no tornozelo. Ainda dormindo dei uma sacodida no pé prá cá, outra prá lá, e voltei a dormir.De manhã o local estava dolorido e vermelho.
O negócio foi crescendo e foi crescendo e eu batendo perna prá cima e prá baixo, 100 km de estrada prá lá, mais 100 km de estrada prá cá e quando vou ver a dor no local aumentou e a vermelhidão atingiu todo o tornozelo.E a coisa continuava subindo!Só aí me dei conta que alguma coisa não estava certa.
Fui à médica.Conclusão: algum bicho me picou.Saí do consultório medicada até as tampas: antibiótico, antiinflamatório, analgésico e antialérgico.
Iniciei o tratamento na quinta à noite e logo cedo na sexta feira eu batia os dentes com 38,6 graus de temperatura.Liguei prá médica e a resposta dela foi: - Dobra a dose de tudo!
Confesso que fiquei um pouco preocupada com a carga de medicamentos mas dobrei.Depois de um dia inteiro telefono outra vez para dizer que a temperatura continuava a mesma.A resposta da médica: - Insiste na medicação, coloca gelo na perna e espera o organismo reagir!
Aqui entra aquela cena do filme, o ser humano deitado, ardendo em febre e o mundo girando ao redor.Eu não tinha vontade de levantar, de comer, de ler, de navegar, de nada.
Somente no domingo é que acordei sem febre, mas fui dormir com 37,6 graus.
Neste instante comemoro 14 horas sem febre e continuo sem saber que bicho me mordeu. Matei uma pequena aranha amarela no quarto, escondida embaixo da poltrona, durante o final de semana.
O vermelho da perna, que chegou quase ao roxo, está começando a clarear e eu já consigo movimentar os dedinhos do pé. Ainda doem um pouco o tornozelo e a panturrilha.Sinceramente, eu acho que se uma criança tivesse levado uma picada dessas, morria.
O mais estranho é que não dá para identificar a picada porque o local permanece inchado, aparentemente é só uma área vermelha com um ponto levemente mais escuro no centro.
Estou de repouso até quinta feira!
Vou aproveitar e tomar um banho de sal grosso e alfazema...
Pois é, meus últimos dias não foram diferentes.
Na madrugada de quarta para quinta, como toda pessoa que já passou dos quarenta, levantei no meio da noite, no escuro , para ir ao banheiro.A coisa toda vai tão no automático que nem mais acendo a luz.Tenho saudades do tempo em que a bexiga aguentava até o dia amanhecer.Imagino que chegando aos sessenta a coisa piore, e talvez seja este um dos motivos das pessoas mais velhas não gostarem muito de tomar água.
Voltei para cama e não sei precisar exatamente quando, começei a sentir um ardor no tornozelo. Ainda dormindo dei uma sacodida no pé prá cá, outra prá lá, e voltei a dormir.De manhã o local estava dolorido e vermelho.
O negócio foi crescendo e foi crescendo e eu batendo perna prá cima e prá baixo, 100 km de estrada prá lá, mais 100 km de estrada prá cá e quando vou ver a dor no local aumentou e a vermelhidão atingiu todo o tornozelo.E a coisa continuava subindo!Só aí me dei conta que alguma coisa não estava certa.
Fui à médica.Conclusão: algum bicho me picou.Saí do consultório medicada até as tampas: antibiótico, antiinflamatório, analgésico e antialérgico.
Iniciei o tratamento na quinta à noite e logo cedo na sexta feira eu batia os dentes com 38,6 graus de temperatura.Liguei prá médica e a resposta dela foi: - Dobra a dose de tudo!
Confesso que fiquei um pouco preocupada com a carga de medicamentos mas dobrei.Depois de um dia inteiro telefono outra vez para dizer que a temperatura continuava a mesma.A resposta da médica: - Insiste na medicação, coloca gelo na perna e espera o organismo reagir!
Aqui entra aquela cena do filme, o ser humano deitado, ardendo em febre e o mundo girando ao redor.Eu não tinha vontade de levantar, de comer, de ler, de navegar, de nada.
Somente no domingo é que acordei sem febre, mas fui dormir com 37,6 graus.
Neste instante comemoro 14 horas sem febre e continuo sem saber que bicho me mordeu. Matei uma pequena aranha amarela no quarto, escondida embaixo da poltrona, durante o final de semana.
O vermelho da perna, que chegou quase ao roxo, está começando a clarear e eu já consigo movimentar os dedinhos do pé. Ainda doem um pouco o tornozelo e a panturrilha.Sinceramente, eu acho que se uma criança tivesse levado uma picada dessas, morria.
O mais estranho é que não dá para identificar a picada porque o local permanece inchado, aparentemente é só uma área vermelha com um ponto levemente mais escuro no centro.
Estou de repouso até quinta feira!
Vou aproveitar e tomar um banho de sal grosso e alfazema...
24.4.13
Aproveito o final de tarde aprazível para abrir as janelas, tirar o pó dos móveis e compartilhar os pensamentos, tranformados em escrita, da minha querida amiga Luciana:
"Você me diz: gosto de você. E acrescenta: tanto. E se faz silêncio.
Eu queria dizer: eu também. Gosto. Não, eu minto. Minto pra mim, minto pra você, mesmo sem dizer nada. Eu queria era perguntar: mas você sabe? Quem eu sou? Sabe?
Sabe que desenho com os pés na areia da praia? Que espero o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar? Que lambo os dedos depois de comer caranguejos? Que tenho sonhos pequenininhos que cabem em bolsas de viagem? Que espero um par de sapatos vermelhos? Que tenho um sertão no peito? Que compro livros pelo número de páginas? Que gosto de rodopiar na chuva? Que suspiro baixinho? Que sou em nostalgias noir? Que coleciono palavras como tijolos amarelos? Sabe que faço listas destas coisas todas para entorpecer a memória de que eu não sei, não sei, não sei dizer quem sou?
Você diz: Eu. Gosto. De. Você. E cada palavra dessa é tão maiúscula que me assusta. Eu não sei eu. Eu não sei você. Eu nem sei se sei gostar. É querer a mão na minha e a boca na pele e proteger e rir e fazer cafuné? É dizer infâncias e olhar amanhãs? É esperar acordar no seu olho e dormir no seu cansaço? É ficar mais e mais e mais perto até perto ser dentro? É aprender a mentir, solene: eutambémgostodevocê?
Gosto de Você. Na ponta da língua."
"Você me diz: gosto de você. E acrescenta: tanto. E se faz silêncio.
Eu queria dizer: eu também. Gosto. Não, eu minto. Minto pra mim, minto pra você, mesmo sem dizer nada. Eu queria era perguntar: mas você sabe? Quem eu sou? Sabe?
Sabe que desenho com os pés na areia da praia? Que espero o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar? Que lambo os dedos depois de comer caranguejos? Que tenho sonhos pequenininhos que cabem em bolsas de viagem? Que espero um par de sapatos vermelhos? Que tenho um sertão no peito? Que compro livros pelo número de páginas? Que gosto de rodopiar na chuva? Que suspiro baixinho? Que sou em nostalgias noir? Que coleciono palavras como tijolos amarelos? Sabe que faço listas destas coisas todas para entorpecer a memória de que eu não sei, não sei, não sei dizer quem sou?
Você diz: Eu. Gosto. De. Você. E cada palavra dessa é tão maiúscula que me assusta. Eu não sei eu. Eu não sei você. Eu nem sei se sei gostar. É querer a mão na minha e a boca na pele e proteger e rir e fazer cafuné? É dizer infâncias e olhar amanhãs? É esperar acordar no seu olho e dormir no seu cansaço? É ficar mais e mais e mais perto até perto ser dentro? É aprender a mentir, solene: eutambémgostodevocê?
Gosto de Você. Na ponta da língua."
Acho que todos nós temos um pouco de tudo isto que a Luciana escreveu. Afinal, os desejos, as esperas, os gostos, as manias, as particularidades de cada um são partes do amor que compartilhamos.
E eu sou tão: esperar o frio pra soprar nos vidros e ver a vida embaçar!
16.4.13
Benditos os cientistas que desenvolveram a Fisioterapia!!!
Quase voltando ao normal, faltando ainda duas semanas para poder dirigir, estou muito bem, naquelas de viver e ser feliz.
Sem exageros, ando até com vontade de cantar e dançar sozinha pela rua, mesmo sendo péssima nas duas atividades.
Na verdade, estou bem resolvida e isto é ótimo!
Espero que estejam todos bem...
Quase voltando ao normal, faltando ainda duas semanas para poder dirigir, estou muito bem, naquelas de viver e ser feliz.
Sem exageros, ando até com vontade de cantar e dançar sozinha pela rua, mesmo sendo péssima nas duas atividades.
Na verdade, estou bem resolvida e isto é ótimo!
Espero que estejam todos bem...
8.4.13
Nossa vida possui mesmo uma pulsão incontrolável.
Passei um final de semana maravilhoso na praia.A equipe do meu filho iria jogar no Guarujá e aproveitei a desculpa para rever um lugar que frequentei muito dos zero aos 15 anos.Apesar da cidade ter triplicado de tamanho ainda a conheço como a palma da minha mão. Foram dois dias de intenso revival e muita bolsinha de gelo no joelho.Foi excelente para esquecer um pouco o veredito do médico: inflamação da base do tendão patelar, seis meses de fisioterapia e perder 10 quilos urgentemente.
Hoje aconteceria minha primeira sessão de fisio se a morte não tivesse dado as caras pelas redondezas.
O avô da afilhada da minha mãe, que é praticamente como uma irmã mais nova para mim, faleceu em casa, na hora do almoço.O cara metade foi o primeiro a ir para lá, afinal a burocracia nesta hora é imensa.Depois fomos eu e minha mãe.
Ele, em vida, deixou uma carta pedindo para ser cremado.E assim foi feito...depois de algumas horas de espera.E estas horas são dolorosas.Aliás, eu particularmente, acho que toda despedida dói.Eu chorei até ficar com o rosto parecendo uma bolacha, mas não por ele, que com certeza descansou e está em paz, mas pela tristeza da minha irmãzinha.
Quando chegamos na casa, a mãe dela, na porta, falou: - Que bom que os céus nos enviaram estes anjos...
Será que anjo sente dor?
Passei um final de semana maravilhoso na praia.A equipe do meu filho iria jogar no Guarujá e aproveitei a desculpa para rever um lugar que frequentei muito dos zero aos 15 anos.Apesar da cidade ter triplicado de tamanho ainda a conheço como a palma da minha mão. Foram dois dias de intenso revival e muita bolsinha de gelo no joelho.Foi excelente para esquecer um pouco o veredito do médico: inflamação da base do tendão patelar, seis meses de fisioterapia e perder 10 quilos urgentemente.
Hoje aconteceria minha primeira sessão de fisio se a morte não tivesse dado as caras pelas redondezas.
O avô da afilhada da minha mãe, que é praticamente como uma irmã mais nova para mim, faleceu em casa, na hora do almoço.O cara metade foi o primeiro a ir para lá, afinal a burocracia nesta hora é imensa.Depois fomos eu e minha mãe.
Ele, em vida, deixou uma carta pedindo para ser cremado.E assim foi feito...depois de algumas horas de espera.E estas horas são dolorosas.Aliás, eu particularmente, acho que toda despedida dói.Eu chorei até ficar com o rosto parecendo uma bolacha, mas não por ele, que com certeza descansou e está em paz, mas pela tristeza da minha irmãzinha.
Quando chegamos na casa, a mãe dela, na porta, falou: - Que bom que os céus nos enviaram estes anjos...
Será que anjo sente dor?
31.3.13
Só prá constar estou de repouso, tá? Pelo menos até a ecografia do joelho no dia 02.
Mas eu precisava testar uma receita e não me arrependo.Deu muito certo!
Excelente para quem não come glúten, carne, ovos e não quer ter trabalho.
No liquidificador coloque os grãos de 6 espigas de milho frescas, 1 xícara de leite (eu usei o desnatado), 1 colher de chá de sal, 3 colheres de sobremesa de óleo de soja.
Numa panela refogue uma cebola grande picada em pedaços bem pequenos com margarina e uma pitada de sal, até ficar transparente.
Apague o fogo e acrescente cheiro verde picado.Coloque o refogado na massa do liquidificador.
Unte uma forma com margarina e despeje nela um terço da massa.Ao restante acrescente queijo tipo mineiro (fresco ou meia cura) em cubinhos, em torno de 200 gramas.
Leve ao forno à 180 graus até dourar.
Tire do forno e deixe esfriar um pouco para cortar.
Servi acompanhando uma salada de alface, com cenoura e beterraba em fios, palmito e pepino japonês.
Na foto está o que sobrou da forma toda, meia dúzia de pedacinhos.
Mas eu precisava testar uma receita e não me arrependo.Deu muito certo!
Excelente para quem não come glúten, carne, ovos e não quer ter trabalho.
No liquidificador coloque os grãos de 6 espigas de milho frescas, 1 xícara de leite (eu usei o desnatado), 1 colher de chá de sal, 3 colheres de sobremesa de óleo de soja.
Numa panela refogue uma cebola grande picada em pedaços bem pequenos com margarina e uma pitada de sal, até ficar transparente.
Apague o fogo e acrescente cheiro verde picado.Coloque o refogado na massa do liquidificador.
Unte uma forma com margarina e despeje nela um terço da massa.Ao restante acrescente queijo tipo mineiro (fresco ou meia cura) em cubinhos, em torno de 200 gramas.
Leve ao forno à 180 graus até dourar.
Tire do forno e deixe esfriar um pouco para cortar.
Servi acompanhando uma salada de alface, com cenoura e beterraba em fios, palmito e pepino japonês.
Na foto está o que sobrou da forma toda, meia dúzia de pedacinhos.
Respeito a crença alheia mas não os absurdos que advém dela.
Uma pessoa tentou me convencer que na Igreja dela pelo menos duas pessoas ressuscitaram recentemente.Cada um acredita no que quer, mas não venham tentar me convencer.Num dos casos, o sujeito, que na sua primeira vida matou mais de 300, levantou da mesa do legista, depois de três dias de geladeira. Hoje ele vive bem e saudável, todo costurado e ainda frequenta a Igreja..Era o que me faltava, a volta dos mortos vivos.Sabe-se lá o que aconteceu em Jerusalém naquela época.Se a ressurreição de Cristo foi física ou espiritual pouco importa, o que deveria valer mesmo é o significado de tudo aquilo.
Num mundo aonde o respeito ao próximo está em falta, as pessoas se reúnem num determinado domingo, o de Páscoa, para beber, comer e trocar ovos de chocolate.E no dia seguinte tudo volta ao normal.Bem, não é exatamente o mundo todo, afinal somente um sexto da população mundial é católica e aproximadamente 10% é composta de evangélicos. Mesmo assim o que me incomoda é como as pessoas agem no seu dia a dia.Com certeza estão distantes do que pregam em seus templos.Você pode seguir a religião que quiser desde que tenha uma atitude coerente com a sua crença. E mesmo a tradição dos ovos na Páscoa é muito anterior ao período em que Jesus viveu. Sua simbologia tem origem pagã e significava o final do inverno e a chegada da primavera (no hemisfério norte), época de fertilidade e renascimento. Mais importante do que acreditar no que te dizem é viver conforme sua consciência e celebrar a vida sempre!
Imagem: http://www.zazzle.com.br
Uma pessoa tentou me convencer que na Igreja dela pelo menos duas pessoas ressuscitaram recentemente.Cada um acredita no que quer, mas não venham tentar me convencer.Num dos casos, o sujeito, que na sua primeira vida matou mais de 300, levantou da mesa do legista, depois de três dias de geladeira. Hoje ele vive bem e saudável, todo costurado e ainda frequenta a Igreja..Era o que me faltava, a volta dos mortos vivos.Sabe-se lá o que aconteceu em Jerusalém naquela época.Se a ressurreição de Cristo foi física ou espiritual pouco importa, o que deveria valer mesmo é o significado de tudo aquilo.
Num mundo aonde o respeito ao próximo está em falta, as pessoas se reúnem num determinado domingo, o de Páscoa, para beber, comer e trocar ovos de chocolate.E no dia seguinte tudo volta ao normal.Bem, não é exatamente o mundo todo, afinal somente um sexto da população mundial é católica e aproximadamente 10% é composta de evangélicos. Mesmo assim o que me incomoda é como as pessoas agem no seu dia a dia.Com certeza estão distantes do que pregam em seus templos.Você pode seguir a religião que quiser desde que tenha uma atitude coerente com a sua crença. E mesmo a tradição dos ovos na Páscoa é muito anterior ao período em que Jesus viveu. Sua simbologia tem origem pagã e significava o final do inverno e a chegada da primavera (no hemisfério norte), época de fertilidade e renascimento. Mais importante do que acreditar no que te dizem é viver conforme sua consciência e celebrar a vida sempre!
Imagem: http://www.zazzle.com.br
25.3.13
Não pode isso, não pode aquilo...logo mais não poderemos coisa alguma
São proibições que acabam afunilando diariamente e cada vez mais a nossa liberdade.
Começa quando acordamos e certamente não termina quando vamos dormir.
Dizem que não se deve dormir pouco, nem muito e tampouco ressonar.O banho não deve ser gelado nem muito quente e não deve ultrapassar alguns poucos minutos.Mas tem dias que necessitamos de um banho um pouco ou muito mais longo.
Não devemos e também não podemos comer certos alimentos. As pessoas que dizem isto não devem ter memórias afetivas relacionadas a alimentos.Fumar não pode, beber só se for em casa e olhe lá. Nossos antepassados beberam e fumaram à beça e nem por isso eram tratados como transgressores.
Muito exercício faz mal, muito pouco faz mais mal ainda.O sexo é consentido para uns e proibido para outros numa lógica que eu não compreendo.Não estou defendendo o amor livre dos anos 60, mas amor preso também não dá, né?
Devemos policiar o uso de eletrônicos por conta da energia e da radiação.Devemos verificar a procedência dos alimentos por conta da contaminação.Tudo isso fruto das nossas maravilhosas criações.
Crianças pequenas não devem ter contato com animais por conta de alergias que possivelmente são fruto da ingestão de corantes e conservantes.Ao mesmo tempo tem um monte de gente tratando animais como crianças, num processo de humanização absurdo. Tem muita coisa fora de lugar.
Adolescentes e minorias não devem andar sozinhos à noite por conta da violência. Pelo mesmo motivo não devemos andar com a janela do carro aberta e nem deixarmos a bolsa no banco do passageiro, nem no banco de trás.Não podemos exercer a liberdade de expressão sob pena de sermos processados por atingir os pilares da suposta dignidade alheia.E assim não pode isso e nem pode aquilo.
Aonde fica a liberdade de escolha? Quais são nossas opções, somente aquelas que nos são impostas?
Se obedecermos a tudo e a todos, sem questionamentos, que tipo de vida estaremos levando?
Já pararam para pensar quem é que decide por vocês? Eu continuo insistindo em decidir por mim mesma e ando um tanto cheia de autoritarismo disfarçado de boa intenção.
Que admirável mundo é este? Um admirável mundo baseado em muita estupidez.
Estupidez: é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças. O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuanças por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil, apesar das tentativas de medir-se a inteligência, e assim estupidez, tais como testes de QI. Contrariamente, indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso, a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. (wikipédia)
São proibições que acabam afunilando diariamente e cada vez mais a nossa liberdade.
Começa quando acordamos e certamente não termina quando vamos dormir.
Dizem que não se deve dormir pouco, nem muito e tampouco ressonar.O banho não deve ser gelado nem muito quente e não deve ultrapassar alguns poucos minutos.Mas tem dias que necessitamos de um banho um pouco ou muito mais longo.
Não devemos e também não podemos comer certos alimentos. As pessoas que dizem isto não devem ter memórias afetivas relacionadas a alimentos.Fumar não pode, beber só se for em casa e olhe lá. Nossos antepassados beberam e fumaram à beça e nem por isso eram tratados como transgressores.
Muito exercício faz mal, muito pouco faz mais mal ainda.O sexo é consentido para uns e proibido para outros numa lógica que eu não compreendo.Não estou defendendo o amor livre dos anos 60, mas amor preso também não dá, né?
Devemos policiar o uso de eletrônicos por conta da energia e da radiação.Devemos verificar a procedência dos alimentos por conta da contaminação.Tudo isso fruto das nossas maravilhosas criações.
Crianças pequenas não devem ter contato com animais por conta de alergias que possivelmente são fruto da ingestão de corantes e conservantes.Ao mesmo tempo tem um monte de gente tratando animais como crianças, num processo de humanização absurdo. Tem muita coisa fora de lugar.
Adolescentes e minorias não devem andar sozinhos à noite por conta da violência. Pelo mesmo motivo não devemos andar com a janela do carro aberta e nem deixarmos a bolsa no banco do passageiro, nem no banco de trás.Não podemos exercer a liberdade de expressão sob pena de sermos processados por atingir os pilares da suposta dignidade alheia.E assim não pode isso e nem pode aquilo.
Aonde fica a liberdade de escolha? Quais são nossas opções, somente aquelas que nos são impostas?
Se obedecermos a tudo e a todos, sem questionamentos, que tipo de vida estaremos levando?
Já pararam para pensar quem é que decide por vocês? Eu continuo insistindo em decidir por mim mesma e ando um tanto cheia de autoritarismo disfarçado de boa intenção.
Que admirável mundo é este? Um admirável mundo baseado em muita estupidez.
Estupidez: é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças. O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuanças por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil, apesar das tentativas de medir-se a inteligência, e assim estupidez, tais como testes de QI. Contrariamente, indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso, a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. (wikipédia)
Minha semana passada foi surreal, fora que em meio à acontecimentos nada previsíveis, levei bronca do ortopedista e tomei 60 dias de molho, sem poder subir escadas e nem dirigir por contra de uma lesão no tendão patelar.Só agora é que descobri que aquele croc que escutei quando virei o joelho, em fevereiro, tem nome e sobrenome.Confesso que diante de tal notícia meu humor foi prá Lua.
Ando mancando e agora nem dirigir posso. Definitivamente não gosto de depender dos outros.
E neste caldeirão de aborrecimentos ainda tive de escutar um monte de nhém nhém nhém...deu até vontade de cantar o refrão da música Zoraide, do Ultraje à Rigor.Pior foi a minha cara de paisagem, olhando toda a cena e mentalmente cantando :
Fica com esse nhém-nhém-nhém
Na minha orelha
Me chateia
Eu já não agüento mais
Quero fazer o que me der na telha
Tive vontade de virar a mesa, mas como sou um ser social, e principalmente profissional, acabei me calando.Mas tem dias em que dá vontade de mandar todo mundo prô espaço.
Ando mancando e agora nem dirigir posso. Definitivamente não gosto de depender dos outros.
E neste caldeirão de aborrecimentos ainda tive de escutar um monte de nhém nhém nhém...deu até vontade de cantar o refrão da música Zoraide, do Ultraje à Rigor.Pior foi a minha cara de paisagem, olhando toda a cena e mentalmente cantando :
Fica com esse nhém-nhém-nhém
Na minha orelha
Me chateia
Eu já não agüento mais
Quero fazer o que me der na telha
Tive vontade de virar a mesa, mas como sou um ser social, e principalmente profissional, acabei me calando.Mas tem dias em que dá vontade de mandar todo mundo prô espaço.
16.3.13
Honestamente fico feliz que eu esteja envelhecendo.Me sinto mais madura, mais consciente, o que não significa mais lúcida, mas talvez mais dona dos meus próprios atos.
Ah...e ainda posso achar graça na reação das pessoas quando digo que vou fazer 46 anos. Sinal que a menina que habita em mim continua bem viva.
Olho as pessoas nas ruas e vejo as marcas da idade estampadas de forma sombria em seus rostos.Me pergunto quando é que pararam de sorrir. Eu, até chorando estou sorrindo.
Se a dor é física não me deixo abater...e olha que dói, viu!
O que me balança um pouco é aquela dor dentro do peito, mas aí não é bem dor, é mais angústia.
Embora outros não vejam, eu vejo as marcas do tempo em mim.Mas são marcas felizes de quem viveu intensamente.
Meu corpo está um pouco gasto, deformado, mas está bem, está saudável, assim como a cabeça.Não existem fórmulas, mas sim uma forma , que vem lá de dentro da alma, de encarar a vida.
Encaro-a com gozo, alegria, satisfação...e garanto que estar ao meu lado nestes momentos é muito bom!!!
Ah...e ainda posso achar graça na reação das pessoas quando digo que vou fazer 46 anos. Sinal que a menina que habita em mim continua bem viva.
Olho as pessoas nas ruas e vejo as marcas da idade estampadas de forma sombria em seus rostos.Me pergunto quando é que pararam de sorrir. Eu, até chorando estou sorrindo.
Se a dor é física não me deixo abater...e olha que dói, viu!
O que me balança um pouco é aquela dor dentro do peito, mas aí não é bem dor, é mais angústia.
Embora outros não vejam, eu vejo as marcas do tempo em mim.Mas são marcas felizes de quem viveu intensamente.
Meu corpo está um pouco gasto, deformado, mas está bem, está saudável, assim como a cabeça.Não existem fórmulas, mas sim uma forma , que vem lá de dentro da alma, de encarar a vida.
Encaro-a com gozo, alegria, satisfação...e garanto que estar ao meu lado nestes momentos é muito bom!!!
2.3.13
Olhou para o céu e pensou ter escutado a Lua sussurrando-lhe alguma coisa.
Afinou os ouvidos e prestou atenção.Na verdade não eram as palavras que ela gostaria de escutar naquele momento, mas com certeza farão mais sentido no futuro. Descobriu-se alí, debaixo daquele céu imenso, diante de tão luminosa figura, sua melhor companhia.O mundo poderia parar naquele instante que aquela sensação de completude era mais que suficiente.Foi assim uma noite após outra.
Quando o elegante satélite começou a minguar ela soube que era hora de regressar.
Não sei o quanto pode ser positivo nos tornarmos nossa melhor companhia.
Afinou os ouvidos e prestou atenção.Na verdade não eram as palavras que ela gostaria de escutar naquele momento, mas com certeza farão mais sentido no futuro. Descobriu-se alí, debaixo daquele céu imenso, diante de tão luminosa figura, sua melhor companhia.O mundo poderia parar naquele instante que aquela sensação de completude era mais que suficiente.Foi assim uma noite após outra.
Quando o elegante satélite começou a minguar ela soube que era hora de regressar.
Não sei o quanto pode ser positivo nos tornarmos nossa melhor companhia.
19.2.13
Ainda bem que ainda não inventaram um aparelhinho que consiga ler a mente alheia....a minha deixaria muita gente confusa.Mas deixando de lado tudo aquilo que me passa pela cabeça melhor escutar aquilo que me encanta a alma.
Apesar de ter nascido já na época da vitrola, escutava peças clássicas, discos do meu avô, num gramofone trazido para casa pelo meu pai. Hoje vejo que cresci numa família um tanto excêntrica.
Perdi as contas de quantas gravações diferentes já escutei da Nona Sinfonia de Beethoven.
Gosto de todas porque simplesmente gostei da primeira.
E assim começa a letra:
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.(...)
Apesar de ter nascido já na época da vitrola, escutava peças clássicas, discos do meu avô, num gramofone trazido para casa pelo meu pai. Hoje vejo que cresci numa família um tanto excêntrica.
Perdi as contas de quantas gravações diferentes já escutei da Nona Sinfonia de Beethoven.
Gosto de todas porque simplesmente gostei da primeira.
E assim começa a letra:
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.(...)
16.2.13
Teoricamente sou uma pessoa paciente, muito paciente.
Mas ando por um fio com gente que reclama o tempo todo e ainda se faz de vítima.
Minha paciência faz com que eu me levante todo dia cedo, de bom humor, trabalhe feito uma leoa senão sou devorada por outros predadores, com um joelho que me tira o sono principalmente nos dias muito quentes ou muito frios, e estou feliz assim. Existe vida além dos nossos problemas!!!
Só reclamo, afinal também sou filha de Deus, quando estou no limite.
Aí esbravejo, solto uma dúzia de dragões, palavrões e outros ões, volto prá casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo como um anjo.
No dia seguinte estou nova em folha!
E como tem gente que consegue dormir e acordar, dormir e acordar, sempre reclamando?
Ainda se estas pessoas se contentassem em guardar para elas mesmas tanta reclamação, vá lá.
Mas não, não podem encontrar uma pessoa aparentemente paciente que vão logo despejando um balde de lamúrias. Qualquer dia ainda digo que não sou o muro das lamentações, mas corro o risco de não ser compreendida.
Como diz uma grande e espirituosa amiga: "Viver em sociedade dá um trabalho lascado, né não?"
Mas ando por um fio com gente que reclama o tempo todo e ainda se faz de vítima.
Minha paciência faz com que eu me levante todo dia cedo, de bom humor, trabalhe feito uma leoa senão sou devorada por outros predadores, com um joelho que me tira o sono principalmente nos dias muito quentes ou muito frios, e estou feliz assim. Existe vida além dos nossos problemas!!!
Só reclamo, afinal também sou filha de Deus, quando estou no limite.
Aí esbravejo, solto uma dúzia de dragões, palavrões e outros ões, volto prá casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo como um anjo.
No dia seguinte estou nova em folha!
E como tem gente que consegue dormir e acordar, dormir e acordar, sempre reclamando?
Ainda se estas pessoas se contentassem em guardar para elas mesmas tanta reclamação, vá lá.
Mas não, não podem encontrar uma pessoa aparentemente paciente que vão logo despejando um balde de lamúrias. Qualquer dia ainda digo que não sou o muro das lamentações, mas corro o risco de não ser compreendida.
Como diz uma grande e espirituosa amiga: "Viver em sociedade dá um trabalho lascado, né não?"
9.2.13
Desconheço a autoria, mas essa sou eu:
''Não confunda meu silêncio com a ignorância,
minha calma com a aceitação
ou a minha bondade com fraqueza.''
Eu iria além, é justamente o contrário...
Metaforicamente "estou me guardando para quando o carnaval chegar"...
Enquanto espero tenho trabalhado demais, o que é bom, pois quanto mais alerta estou, mais produzo.O trabalho sempre me aguçou o raciocínio, mais ainda o tirocínio.Apesar de algumas limitações físicas, de um joelho reclamão que algumas noites me tira o sono, tenho ido longe.
Aos sábados tenho direcionado toda a minha energia e amor para as panelas. Ando numa fase mais doce, de mãos dadas com a canela e as maçãs.O que não me impediu de colher um balde de goiabas, sim aquelas pequenas , feinhas,e transformá-las numa divina goiabada, de comer de olhos fechados.
Não satisfeita fiz trancinhas recheadas com goiadada, estas sim de comer rezando...
Massa das trancinhas:
60gr de fermento fresco
2 xícaras de leite morno
2 colheres(sopa) de açucar
500gr de margarina
5 gemas (as claras usei para pincelar)
1 kg de farinha de trigo
Dissolver o fermento no leite morno e acrescentar os demais ingredientes um à um, deixando a farinha para o final.Terminada a massa já pode começar a enrolar.Com um rolo abra a massa em quadradinhos. Coloque na ponta de cada um uma colher de chá de goiabada e enrole como croissant.Pincele com o ovo e leve ao forno médio até dourar.
Perdi a conta de quantas fiz, é um monte!!!
E quanto mais eu faço, mais tenho vontade fazer...
A páprica, o curry, as sementes de mostarda e de endro são outros temperos que andam me fazendo companhia exemplar.
Esta inspiração anda permeando toda a minha vida e eu só posso ser grata.
Não que os problemas não existam, eles andam surgindo aos montes, só que agora tenho o cuidado de temperá-los de acordo, da forma como eles merecem.
''Não confunda meu silêncio com a ignorância,
minha calma com a aceitação
ou a minha bondade com fraqueza.''
Eu iria além, é justamente o contrário...
Metaforicamente "estou me guardando para quando o carnaval chegar"...
Enquanto espero tenho trabalhado demais, o que é bom, pois quanto mais alerta estou, mais produzo.O trabalho sempre me aguçou o raciocínio, mais ainda o tirocínio.Apesar de algumas limitações físicas, de um joelho reclamão que algumas noites me tira o sono, tenho ido longe.
Aos sábados tenho direcionado toda a minha energia e amor para as panelas. Ando numa fase mais doce, de mãos dadas com a canela e as maçãs.O que não me impediu de colher um balde de goiabas, sim aquelas pequenas , feinhas,e transformá-las numa divina goiabada, de comer de olhos fechados.
Não satisfeita fiz trancinhas recheadas com goiadada, estas sim de comer rezando...
Massa das trancinhas:
60gr de fermento fresco
2 xícaras de leite morno
2 colheres(sopa) de açucar
500gr de margarina
5 gemas (as claras usei para pincelar)
1 kg de farinha de trigo
Dissolver o fermento no leite morno e acrescentar os demais ingredientes um à um, deixando a farinha para o final.Terminada a massa já pode começar a enrolar.Com um rolo abra a massa em quadradinhos. Coloque na ponta de cada um uma colher de chá de goiabada e enrole como croissant.Pincele com o ovo e leve ao forno médio até dourar.
Perdi a conta de quantas fiz, é um monte!!!
E quanto mais eu faço, mais tenho vontade fazer...
A páprica, o curry, as sementes de mostarda e de endro são outros temperos que andam me fazendo companhia exemplar.
Esta inspiração anda permeando toda a minha vida e eu só posso ser grata.
Não que os problemas não existam, eles andam surgindo aos montes, só que agora tenho o cuidado de temperá-los de acordo, da forma como eles merecem.
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