2.3.13

Olhou para o céu e pensou ter escutado a Lua sussurrando-lhe alguma coisa.


Afinou os ouvidos e prestou atenção.Na verdade não eram as palavras que ela gostaria de escutar naquele momento, mas com certeza farão mais sentido no futuro. Descobriu-se alí, debaixo daquele céu imenso, diante de tão luminosa figura, sua melhor companhia.O mundo poderia parar naquele instante que aquela sensação de completude era mais que suficiente.Foi assim uma noite após outra.
Quando o elegante satélite começou a minguar ela soube que era hora de regressar.
Não sei o quanto pode ser positivo nos tornarmos nossa melhor companhia.


19.2.13

Ainda bem que ainda não inventaram um aparelhinho que consiga ler a mente alheia....a minha deixaria muita gente confusa.Mas deixando de lado tudo aquilo que me passa pela cabeça melhor escutar aquilo que me encanta a alma.
Apesar de ter nascido já na época da vitrola, escutava peças clássicas, discos do meu avô, num gramofone trazido para casa pelo meu pai. Hoje vejo que cresci numa família um tanto excêntrica.
Perdi as contas de quantas gravações diferentes já escutei da Nona Sinfonia de Beethoven.
Gosto de todas porque simplesmente gostei da primeira.


E assim começa a letra:
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.(...)

16.2.13

Teoricamente sou uma pessoa paciente, muito paciente.


Mas ando por um fio com gente que reclama o tempo todo e ainda se faz de vítima.
Minha paciência faz com que eu me levante todo dia cedo, de bom humor, trabalhe feito uma leoa senão sou devorada por outros predadores, com um joelho que me tira o sono principalmente nos dias muito quentes ou muito frios, e estou feliz assim. Existe vida além dos nossos problemas!!!
Só reclamo, afinal também sou filha de Deus, quando estou no limite.
Aí esbravejo, solto uma dúzia de dragões, palavrões e outros ões, volto prá casa, coloco a  cabeça no travesseiro e durmo como um anjo.
No dia seguinte estou nova em folha!
E como tem gente que consegue dormir e acordar, dormir e acordar, sempre reclamando?
Ainda se estas pessoas se contentassem em guardar para elas mesmas tanta reclamação, vá lá.
Mas não, não podem encontrar uma pessoa aparentemente paciente que vão logo despejando um balde de lamúrias. Qualquer dia ainda digo que não sou o muro das lamentações, mas corro o risco de não ser compreendida.
Como diz uma grande e espirituosa amiga: "Viver em sociedade dá um trabalho lascado, né não?" 

9.2.13

Desconheço a autoria, mas essa sou eu:
''Não confunda meu silêncio com a ignorância,
minha calma com a aceitação
ou a minha bondade com fraqueza.''
Eu iria além, é justamente o contrário...
Metaforicamente "estou me guardando para quando o carnaval chegar"...


Enquanto espero tenho trabalhado demais, o que é bom, pois quanto mais alerta estou, mais produzo.O trabalho sempre me aguçou o raciocínio, mais ainda o tirocínio.Apesar de algumas limitações físicas, de um joelho reclamão que algumas noites me tira o sono, tenho ido longe.
Aos sábados tenho direcionado toda a minha energia e amor para as panelas. Ando numa fase mais doce, de mãos dadas com a canela e as maçãs.O que não me impediu de colher um balde de goiabas, sim aquelas pequenas , feinhas,e transformá-las numa divina goiabada, de comer de olhos fechados.
Não satisfeita fiz trancinhas recheadas com goiadada, estas sim de comer rezando... 

Massa das trancinhas:

60gr de fermento fresco
2 xícaras de leite morno
2 colheres(sopa) de açucar
500gr de margarina
5 gemas (as claras usei para pincelar)
1 kg de farinha de trigo

 Dissolver o fermento no leite morno e acrescentar os demais ingredientes um à um, deixando a farinha para o final.Terminada a massa já pode começar a enrolar.Com um rolo abra a massa em quadradinhos. Coloque na ponta de cada um uma colher de chá de goiabada e enrole como croissant.Pincele com o ovo e leve ao forno médio até dourar.
Perdi a conta de quantas fiz, é um monte!!!
E quanto mais eu faço, mais tenho vontade fazer...
A páprica, o curry, as sementes de mostarda e de endro são outros temperos que andam me fazendo companhia exemplar.
Esta inspiração anda permeando toda a minha vida e eu só posso ser grata.
Não que os problemas não existam, eles andam surgindo aos montes, só que agora tenho o cuidado de temperá-los de acordo, da forma como eles merecem.

1.2.13

No fundo toda mulher é romântica.
E vou dizer uma coisa, é muito dificíl encontrar um homem como o Mr. Wildhorn, uma combinação apaixonante de Morgan Freeman, Guy Thomas e Rob Reiner.

 

28.1.13

Mudei de escritório, não de empresa, na semana passada.Foi uma mudança física que me agradou deveras, pois é muito mais perto de casa do que o endereço anterior.Coisa de 5 ou 7 minutos.
Embora a transportadora embale e desembale tudo, tive de encaixotar minhas coisas.Só nos filmes americanos é que o sujeito consegue sair levando somente uma caixinha e uma samambaia.
Depois de tantas tragédias, desmoronamentos e incêndios fico feliz em sair do arranha céu em que trabalhava.
E é claro que a jeitosinha aqui já tomou um tropeção e torceu o joelho logo na primeira semana. Mas tudo bem que HOJE já estou andando, depois de quase três dias sem poder me movimentar.Apesar da alegria da mudança ainda temos alguns probleminhas. Somente esta manhã é que ligaram uma das três linhas de telefone. Internet só na quarta feira, se tudo der certo.
Estamos indo bem sem o apoio tecnológico e confesso que até gostei de não ter internet hoje, pois já me cansei das matérias apelativas sobre a tragédia de Santa Maria/RS. Foi realmente um acontecimento muito sério e principalmente doloroso.Quem tem filhos na idade dos jovens que morreram sentiram um pouco da dor de cada pai e mãe.Isto sem contar a dor dos maridos, namoradas e etc.
E como escreveu um amigo:
"(...) não pude deixar de observar a avidez da mídia em achar culpados e distorcer depoimentos dados por pessoas que estavam presentes naquele local, acho revoltante esse tipo de postura que só colabora para levantar julgamentos precipitados e inconclusivos. Tão ou até mais importante do que encontrar os culpados é definir as causas do fato e evitar que algo do gênero venha a ocorrer novamente.(...)"
É isso aí!

27.1.13

Acordei disposta para falar sobre a volta às aulas.Quando criança eu gostava do primeiro dia de aula, ao contrário da maioria das crianças de hoje em dia.Afinal há tanta interação, tanta vida, mesmo que cibernética, fora da sala de aula que nem dá vontade de ir à escola.
Aí caiu uma bomba sobre o meu tema.O efeito devastador dela foi ouvido por quarteirões, bairros distantes, cidades inteiras e até mesmo países longínquos. Saiu em todos os jornais o incêndio que matou mais de 200 jovens numa boate em Santa Maria/RS.
O fato por si só, isolado, já é uma tragédia sem fim.Mas penso nos próximos dias.Indo um pouco mais além penso no primeiro dia de aula dos cursos aonde estes jovens iam começar a vida acadêmica.Pior ainda, penso nos seus pais. Nós educamos, criamos, orientamos e amamos nossos filhos para um dia vê-los vencendo por méritos próprios.Para grande parte dos filhos, esta vitória começa com a entrada na faculdade. Não há pai, mãe, avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha e agregado que não se orgulhe de ver o nome do seu objeto de afeto estampado lá na lista dos aprovados, nem que seja naquela desconhecida faculdade de Tombuctu, a Universidade de Sankore.
Se eu pensar que Deus opera diretamente em nossas vidas, não consigo compreender a lógica destas mortes.Prefiro pensar que ele opera no global e que, como no caso de hoje, alguém já o tenha avisado de tal tragédia.E que consciente do acontecido comece sim a operar seus milagres, principalmente sobre a dor e o vazio que dilaceram os corações dos familiares destas mais de 200 vítimas.
Enquanto Deus opera por lá, tentemos operar por aqui.



+ Hemocentro de Santa Maria R. Alameda Santiago do Chile, 35, bairro Nossa Sra. De Lourdes.
Fones: (55) 3221.5262/ 3221.5192

23.1.13

Ainda sobre o diálogo de Jesus e Maria de Magdala, do Saramago:

Como no livro, existem inúmeros casais assim.Pessoas tão diferentes que se amam muito, mas que nunca dariam certo juntos.Também não consigo entender a insistência. Para que eu possa escrever preciso escutar as pessoas e suas histórias pessoais.Acho impressionante a mania de transformar amor em sofrimento.
Não poderia ser tudo mais simples? Eu te amo, você me ama, somos irrediavelmente diferentes e devemos cada qual seguir o seu caminho.Nem é preciso matar o sentimento.
Acredito sim no grande amor mas não na necessidade de viver com ele a vida inteira, porque a convivência diária, convenhamos, não é nada fácil.Claro que tem gente que tem sorte, ou faz que tem.
Acredito que apesar de romântica já nasci lúcida.Sempre desconfiei do príncipe encantado.O que não quer dizer que eu não ache lindo um grande amor! Pelo contrário, suspiro quando penso na intensidade do seu arrebatamento. Principalmente porque "Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente (F. Pessoa)". E sem ressentimentos, por favor!

20.1.13

Essa coisa de arrependimento é ao mesmo tempo simples e complicada.Não me arrependo do que fiz, mas talvez até tenha me arrependido de não ter dito isso ou aquilo.Mas nada que me pese como a palavra remorso.Considero que perdi uma ou mais oportunidades, só isto..
Estudando e pesquisando a vida da médica que retratarei no documentário, em nenhum momento ela fala em arrependimento, de nenhum tipo.Resolvi perguntar-lhe e agora tenho medo da resposta, pois ela pode mudar substancialmente a essência do meu texto. Paciência...
E assim vamos seguindo adiante.
Falando em não arrepender-se, amo um trecho do livro" O evangelho segundo Jesus Cristo" do Saramago:

" Jesus tomou-lhe as mãos e disse, Nazaré não é longe de Magdala, um destes dias virei visitar-te. Se me procurares, aqui me encontrarás. O meu desejo será encontrar-te sempre. Encontrar-me-ias mesmo depois de morreres. Queres dizer que vou morrer antes de ti. Sou mais velha, de certeza morrerei primeiro, mas, se acontecesse morreres tu antes de mim, eu continuaria a viver, só para que me pudesses encontrar. E se fores tu a primeira a morrer, Bendito seja quem te trouxe a este mundo quando eu ainda estava nele".


12.1.13

O tempo passou e hoje gosto das letras do Cartola:

Sim, eu fui uma adolescente romântica.
Não era fã fervorosa do Roupa Nova, mas adorava a música Sapato Velho.
Romântica, mas sempre analítica.Estrelas nos olhos era exatamente o que eu queria ver quando um namorado me olhava nos olhos. Eu já sabia que todos nos tornariamos mais ou menos como um sapato velho, mas sonhava com este amor cúmplice que só o passar dos anos traz.



Até hoje as flores azuis estão entre as minhas favoritas.
 São algumas hortências, violetas , íris, agapantos, delfínios e tumbérgias, entre outras. Na falta das azuis fico com as de cor lilás também, sem problema algum. A flor azul é conhecida por representar o infinito, aonde sentimentos como gratidão, admiração, desejo e amor fazem parte do seu objeto. Existem dúvidas em torno da rosa azul, pois sabe-se que naturalmente ela não existe. Rosas azuis que encontramos sendo comercializadas são tingidas artificialmente.Destas não sou muito fã.


Mas a empresa japonesa Suntory desenvolveu em 2009 a Suntory Blue Rose Applause, a flor recebeu o gene azul da violeta, tendo levado 20 anos até ser desenvolvida por completo. Quando em botão ela ainda é lilás, mas depois de alguns dias de aberta vai tornando-se azulada.


11.1.13

Tudo o que eu posso dizer é que dormir com uma temperatura em torno de 16 graus é simplesmente delicioso.Mas que tem algo errado aí, tem! Moramos em um país tropical e estamos no verão. A chuva tudo bem, mas o frio é estranho.Até as gatas e os cachorros aqui de casa estranharam, passaram a noite encolhidinhos.


De qualquer forma passei só para tirar a poeira do blog, uma vez que continuo sem tempo.Na verdade, estou tão focada na construção do documentário que só penso nele.Estou tentando terminar a primeira versão, a bruta, até o final de semana.
E como a vida continua, vamos trabalhar!!!
Férias, só depois do carnaval.
(Foto: Como Cães e Gatos)

30.12.12

Dias de sossego são bons para reflexão.
É bom pensarmos se realmente nos importamos com os outros ou somente com nós mesmos.Levo a alma leve porque quem eu amo, amo todos os minutos e quem eu não amo simplesmente são pessoas que não existem.
Sou dada a gostar de muita gente, amar nem tanto e odiar eu considero perda de tempo e energia.
Ou é ou não é.Afinal a vida sempre é curta quando não sabemos quando vamos desta prá melhor.
O final de ano é bom para reconsiderarmos estes amores e gostares.Infelizmente muita gente passou a não existir em 2012.Não existem  mais aquelas pessoas que só lembram de você quando estão passando por momentos ruins, porque afinal você tem um coração do tamanho do mundo que sabe acolher todo o mundo.
Resolvi priorizar, já que com a idade o tempo parece que encurta.
Em 2013 pretendo passar mais tempo com quem faz questão da minha companhia principalmente nos bons momentos.Porque nos ruins estarei lá de qualquer jeito.
Modéstia à parte, sou excelente companhia! E tudo que é bom deve ser cuidado e consumido com carinho.
Priorize-se também.
Quando você se preserva, se respeita e se admira torna-se muito melhor em amar o outro.
Desejo muito amor, e de qualidade, para todos vocês no ano que começa logo mais!!!




29.12.12


E lá tenho eu que sair com o vidro quebrado por aí, porque a única empresa, vinculada à minha seguradora, que troca vidros automotivos na cidade, entrou em férias coletivas de 21/12 a 02/01.
Pelo menos, ele, o vidro, está resistindo bem.
Finalmente tenho podido curtir o último recesso do ano. Nos intervalos deste delicioso dolce far niente leio o livro que me servirá de guia para o documentário.
Eu só sei de uma coisa:

25.12.12

VidaSempre a indesencorajada alma do homem 
resoluta indo à luta. 
(Os contingentes anteriores falharam? 
Pois mandaremos novos contingentes 
e outros mais novos.) 
Sempre o cerrado mistério 
de todas as idades deste mundo 
antigas ou recentes; 
sempre os ávidos olhos, hurras, palmas 
de boas-vindas, o ruidoso aplauso; 
sempre a alma insatisfeita, 
curiosa e por fim não convencida, 
lutando hoje como sempre, 
batalhando como sempre. 

Walt Whitman, in "Leaves of Grass"
Fonte: Citador

23.12.12

Eu disse que queria passar estes dias pesquisando, escrevendo e cozinhando.Mas amanhã terei de colocar o nariz na rua.
Ontem, em meio à compras básicas de frutas e verduras, uma manga despencou do céu e trincou o vidro do meu carro.
Quando liguei na seguradora o atendente me perguntou o tamanho da trinca:
- É maior que uma laranja?
- Muito, muito maior, maior que um melão, quase uma melancia.
- Nossa, então é grande mesmo!
Eu nunca ouvi dizer que alguém trafegando à  50km/h teve o párabrisa quebrado por uma manga.E é claro, que a partir daí, o estrago não podia ser pequeno.Um dos riscos da trinca atravessa o vidro de um lado ao outro.Quando bate o sol fica até bonito.
Bonita também ficou minha geléia de pimentão.Faz parte da entrada que vou levar no almoço do dia 25.
O prato é composto de queijo catupiry (o original, por favor), coberto com geléia de pimentão e torradinhas para acompanhar.
E como faz a geléia? Eu também não sabia, aprendi na semana passada.
Colocar no liquidificador 4 pimentões vermelhos grandes ( ou 5 menores), 1 pitada de sal, 4 colheres de sopa de água e 2 colheres de sopa de vinagre branco.Levar ao fogo com uma xícara de chá de açucar.Deixar em fogo baixo até reduzir ao ponto de geléia, mexendo uma vez ou outra para não grudar no fundo
Sei que a combinação de geléia de pimentão e queijo cremoso ( catupiry, cream cheese, brie) é um tanto estranha, mas eu garanto que fica fantástica!


A foto é da Cacau.

21.12.12

Me dei férias de hoje até quarta feira.Não esperem encontrar por aqui manifestações natalinas.Tenho uma relação muito particular com esta data. Considero uma data de recolhimento.Não sendo tão alienada assim também acredito que a época em questão represente a fraternidade, os reencontros, os perdões, enfim, a alegria em estar junto de pessoas que amamos.
Eu estararei principalmente junto de mim mesma. Aproveitarei a data para descansar o corpo e o espírito? Que nada, minha cabeça está fervilhando com meu próximo desafio, um documentário rico em complexidade.Tenho até o dia 07 de janeiro para postar, via correio, cinco vias do roteiro final.
Quando me perguntam como começar a roteirizar o que se tem na cabeça cito dois autores que gosto muito.
Um bem técnico, o Hugo Moss, e outra um tanto mais poético, Doc Comparato.

Mas é Paschoal Samora, cuja fotografia é pura poesia, quem diz:

"um documentário deve ser coletivo e mostrar uma situação pessoal como se pertencesse a todos, o público deve se identificar".



Encerro esta postagem com as palavras do Doc Comparato:
 "contar a história de uma pessoa, de um povo, de uma classe, de um gênero,um fato ou acontecimento histórico, não é apenas mostrar as pessoas falando com a câmera, não se trata de puro jornalismo... documentário é a poesia sobre o fato narrado... não precisa necessariamente de palavras, mas de música, de poesia, de imagem... cor, movimento, sensação e emoção dizem mais do que relatos puros."

Acordo mais cedo e me levanto para olhar pela janela do quarto o dia em que o mundo não acabou.
Está bonito demais!
Aproveito o silêncio para ler o que amigos escrevem por aí:


DIETA (Carol Montone) 

Dia a dia comia as cartas que ele não escrevia 
Uma a uma 
Sorvia a falta de lembranças entre o dito e o não dito, 
no silêncio de um rosto represado 
Sempre soube que dizer é deslize, 
quando não fatalidade 
Palavra tem certa vocação para traça 
A postos para corroer o traço 
de um desenho por natureza inacabado 
o amor

14.12.12

Adoro quando o cinema rompe com as imposições comerciais:


Melhor ainda quando as crianças podem participar:

13.12.12

Este é o melhor trabalho sobre consumismo infantil que já assisti:


Não dá para criarmos nossos filhos longe da televisão, mas podemos criar estratégias para mantê-los longe dela o máximo possível.

12.12.12

Com essa coisa de fim do mundo lembrei do Cazuza cantando com a Bebel Gilberto: Eu preciso dizer que eu te amo...tanto...
Hoje tive uma reunião para definir se eu pegava ou não um projeto cinematográfico para o ano que vem.
Peguei, na verdade fui cativada.Um documentário sobre uma mulher que ama a vida acima de todas as coisas. E também ela ama as pessoas com tal intensidade que me senti tentada a traduzir isso num filme, ou melhor, num roteiro que foi se formando poeticamente na minha cabeça enquanto ela falava.
E documentário é o tipo de coisa que fervilha em mim!