21.4.11

O mundo está lotado!
Por onde se anda é tudo cheio, por onde se quer andar também.Tive sorte de encontrar alguns lugares mais sossegados nas minhas férias, mas vazios, nunca.Deserto, acho que jamais. Vejo que o melhor lugar do mundo é ainda a minha casa. E também a minha janela, aquela sobre a qual posso debruçar no meio da madrugada e contemplar a cidade que dorme lá embaixo. Talvez o silêncio e a calma que procuro eu encontre somente dentro de mim mesma.Não que eu não goste de gente, gente amiga então, eu adoro!
Mas gosto tanto quanto de contemplação.Me faz pensar melhor e encontrar respostas para aquilo que parece perdido.Agora entendo Jesus Cristo e Jim Morrison e suas incursões pelo deserto. Eu não iria tão longe. A música ainda possui o dom de me transportar para onde quer que eu queira. E assim sigo adiante acreditando em coisas que muitas pessoas já se esqueceram ou simplesmente deixaram pelo caminho.
Não é uma questão de sonhar e sim de sobreviver!


Que delícia de feriadão!!!
Tudo bem que tiveram de enforcar Tiradentes para que isso acontecer, mas enfim sou-lhe grata por todos os motivos. Hoje estava separando as fotos da viagem e deparei-em com algo curioso.


Olhando bem de perto o que está escrito abaixo da estátua do Marquês de Pombal, devidamente acompanhado de seu leão de estimação, leio lá que entre suas reformas político-sociais está a emancipação do índios do Brasil.
É verdade que ele expulsou os jesuítas de Portugal e que conseguiu tirar o controle da Igreja sobre a educação tranferindo-o para o Estado.
Bem, mas pelo pouco que sei e pude apurar via wiki o que aconteceu, principalmente na região amazônica é que com a expulsão dos jesuítas, os índios passaram a não trabalhar mais para os brancos.Uma vez que segundo alguns historiadores eles trabalhavam (cooperavam) voluntariamente para os jesuítas.
Desconfio também dessa versão, acho que a coisa toda não era assim tão voluntária, mas enfim também nunca soube que foi o Marquês que emancipou os índios brasileiros.
O Marquês de Pombal é tido com um grande estadista e restaurador, principalmente devido ao seu trabalho de reconstrução de Lisboa depois do terremoto de 1755. E outra coisa é certa, a Inquisição sofreu duros golpes desferidos pelo Marquês.
E falando exatamente de Tiradentes, foi na administração do Marquês que a coroa portuguesa instituiu a derrama em Minas Gerais, fato este que acabou contribuindo para a Inconfidência Mineira.

19.4.11

Mal coloco os pés no chão de Lisboa e recebo uma baforada quente no rosto que vai descendo pelo pescoço enquanto o calor sobe também pela cabeça. Acho que errei de endereço. Lá no cartão dizia : temperaturas amenas, na faixa dos 20 graus.
Erraram por pelo menos 10 e para mais, porque se fosse para menos até que eu ficava feliz.Esse primeiro dia, regado à muita água mineral, foi praticamente perdido.Praticamente porque em Lisboa nada é perdido, tudo é encontrado.


O bom foi que enquanto colocava os pés para cima ia telefonando aos amigos. E assim agendei todos os encontros e compromissos da minha estadia na capital portuguesa.
No caminho para o hotel já negociei com o simpático Sr. Fernando um passeio para o dia seguinte.


Lisboa é uma cidade com muitos táxis, 24 horas por dia e à preço acessível.Como em todo lugar, tem os bons, os ruins, os doidos e os ótimos.Por sorte o Sr. Fernando mostrou-se um ótimo anfitrião. Era um pouco doido também.

No meio do passeio do meu segundo dia eu disse que precisava de uma farmácia antes de voltar ao hotel, ele estancou em frente à uma, em fila tripla , desceu do carro e me abriu a porta.Entrou comigo na farmácia, bateu no balcão e disse:

- Ô Dona Fulana, veja aqui o que a moça está precisando!

E assim foi com quase tudo.


Ele era uma espécie de motorista, segurança e tradutor (embora não fosse necessário).Seu pacote, de 8 horas, incluía visita a Sintra, Praia do Guincho, Cascais, além de toda Lisboa.Meu único pedido foi:

- O Senhor, por favor, fuja da grande concentração de turistas.Quero um passeio sossegado, sem tumulto, nem muita gente.

- Ah...então a senhora não vai querer provar o famoso pastel de Belém?

- Só se não estiver lotado.

Alguns minutos depois lá estava ele em frente à loja que vende os tais pastéis.Tinha gente saindo pelo ladrão.Pessoas se espremiam no balcão enquanto a calçada de fora ficava cada vez mais apinhada de gente.Parecia que o mundo todo estava lá.

- Mas a senhora tem certeza que não vai querer provar?

- Absoluta.

- Mas eles são servidos quentes.

- Nem que fossem fervendo.

Indignado ele tentou mais uma única vez:

- Mas isso é como ir a Roma e não ver o Papa.

Como vi que o homem não ia ceder resolvi mudar a estratégia.

- Tudo bem, então, Sr. Fernando.Vamos continuar o passeio e na volta passamos aqui outra vez , está bem?

E lá foi o homem adiante.Desta vez tomando mais cuidado para não entrar em lugares tão cheios.

À partir daí meu passeio foi um deleite para os olhos.


Até mesmo o Cabo da Roca estava vazio, por sorte.Deu até prá sentir a fresca brisa marinha me acariciando a pele, de olhos fechados, enquanto alguns poucos turistas fotografavam o local de onde, o Sr. Fernando é que me disse, Vasco da Gama partiu para o Oriente.



A Praia do Guincho é mesmo algo de encher os olhos, a mente e a imaginação.



Próximo à hora do almoço, ou um pouco mais que isso, depois de passarmos pelo Parque Monsanto, uma espécie de pulmão da cidade, paramos para almoçar.O lugar com nome sugestivo, O Panças, é uma espécie de restaurante que aqui chamamos de "sujinho", não pela falta de higiene e sim pelo aspecto.Pequeno, apertado, decoração duvidosa, sempre cheio, mas com uma comida sensacional e muito bem feita e bem servida.Experimentamos o Polvo à Lagareiro (grelhado) com batatas ao murro, regadas com muito azeite.


Simplesmente divino!

Após o almoço o passeio foi um pouco mais suave.

Bem, este post acaba por aqui hoje, porque agora vou trabalhar.
Um excelente dia para todos :o)

17.4.11


Enfim acabaram-se minhas tão merecidas e desfrutadas férias. Da minha passagem por Lisboa trago além de belas imagens gravadas na memória, muitos presentes, principalmente livros de gente muito querida e competente que aos poucos comentarei por aqui e a lembrança de muitos abraços amigos e de boas conversas à beira do Tejo.





Da Espanha falarei depois também, mas já adianto que não com tanto entusiasmo. Por enquanto vou aproveitando o retorno ao lar, os mimos do cara metade, o cheiro da minha cama e o conforto do meu banheiro.
Do vôo de mais de 10 horas trago somente a lembrança dos filmes que assisti.
Não sei se estava sensível demais mas me derramei em lágrimas com alguns trechos do O Discurso do Rei. Acho que nem Freud explica. Me emocionei com a atuação conjunta do ColinFirth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.
O tempo até que passou rapidinho enquanto eu acompanhava a Angelina Jolie e o Johnny Deep pelas ruas de Veneza.Fraquinho, mas esteticamente agradável e divertido.
A grande e boa surpresa foi mesmo o filme Não me abandone Jamais, do diretor Mark Romanek, com a Keira Knightley e baseado no romance homônimo escrito por Kazuo Ishiguro. Gostei do trabalho dos atores e principalmente da fotografia, suave para um tema tão denso.É um drama quase sufocante aonde vamos aprendemos aos poucos, conforme a trama se descortina, sobre resignação, sendo ela certa ou errada, absoluta ou questionável.
Ultimamente ando com uma queda pelos filmes ingleses e acredito que eles estejam bons mesmo!

12.4.11

Depois de mais 6 cidades e dois dias em Serra Nevada, estamos no caminho de volta à Lisboa. Até então a melhor cidade em que estive. Depois conto em detalhes todas as peculiaridades de cada local.Mas uma coisa é certa, eu amo Lisboa.

7.4.11

Acho que encontrei a cidade da minha afeição!

31.3.11

Alcançamos nossos desejos quando perseveramos na nossa vontade. Eu precisava de ferias, precisava do mar e de muito azul. Confesso que uma parte de mim sente falta de casa e da rotina, mas logo mais estarei de volta. Faz quatro dias que navegamos num imenso azul e os deuses andam nos proporcionando dias maravilhosos com pouco vento e quase nada de chuva, só algumas poucas nuvens durante a noite que insistem em nos molhar delicadamente. Mais uns dias estamos chegando em Portugal, fazendo o caminho inverso dos primeiros colonizadores. Definitivamente estou no meu ambiente.

23.3.11

Temporariamente com problemas de conexao
...navegando...

19.3.11

E dá prá não pensar em nada? Enquanto os japoneses mal se recuperam de uma tsunami seguida de contaminação nuclear e enquanto Obama desembarca na cidade maravilhosa, não, não é Wonderland, os EUA, França e Reino Unido atacam a Líbia.E o líder líbio não me parece um homem que vá só defender o seu terrítório, ele vai sim é partir para a ofensiva à custo da vidas de civis e militares. O mundo está um caos. E cadê o o meu sono que não vem, héin?
Acho que é efeito dessa lua cheia...ou não...
Uma excelente dobradinha:

Binoche e Kiarostami



18.3.11

Frase da manhã:

"Deixa o que era inexistente, mas eu pensei que havia"

Eu tento e acho que até demais.Eu sempre acredito no que eu sinto. Sempre acredito no que me repetem.Foram muitos os castelos de areia que desmoronaram já na primeira ou segunda onda.E assim mesmo, quantas vezes eu ainda acreditei.
Ultimamente tenho escutado demais: - Para de teimar!
Minha mãe diz que isso é coisa da idade: - Vamos nos desiludindo aos poucos e num certo dia deixamos de acreditar!
Eu não quero acreditar nisso, porque primeiramente eu sou teimosa e também porque aos 44 anos ainda é muito cedo.Tá certo que ultimamente a barra anda pesada, mas é assim prá muita gente.Será que todos acabam descrentes? Nisso eu não posso acreditar.
Como também não quero seguir iludida.Confio tanto na minha intuição e vejo que estou no caminho certo, mesmo que eu tenha de deixar para trás "o que era inexistente, mas eu pensei que havia".

Um excelente final de semana para todos. Acreditem!

Afinal, o que não me mata, me fortalece, não é?

17.3.11

Vamos falar de amenidades, ok?
Isso é muito bonitinho:

16.3.11

A sensação de impotência diante do que acontece no Japão, é simplesmente pavorosa.
Cheguei a ter pesadelos na noite passada.Se tem uma coisa na qual eu acredito é que somos seres geradores de energia e que ela não tem fronteiras.E que de alguma forma a minha energia pode ir a todos os lugares.Assim sendo, há dias que fico em silêncio mentalizando que minha energia possa de alguma forma confortar corações e espíritos do outro lado do planeta.Só isso pode diminuir minha aflição, uma vez que tenho grande estima pelo povo japonês.Que todos tirem um minuto do seu dia para enviar sentimentos de amor, conforto e esperança para um povo que eu sei que vai se recuperar, mas que ainda tem um longo caminho pela frente.E aqui não cabe discutirmos a questão econômica e sim somente a humanitária.Afinal fazemos parte de um todo por mais que muitas pessoas pensem que não.
Ainda sobre o aniversário de Oswaldo Montenegro:

15.3.11

Tem dias em que acordamos mais esquisitos.
No meu caso acho mais sensível.Talvez seja o céu nublado, as notícias dos últimos dias, meses ou ainda anos.Acordo melancólica e aí acabo meio que automaticamente fazendo retrospectivas. Minha mente viaja entre passado, presente, futuro e tudo meio que se mistura.O pior é que tenho uma memória de elefante que vem em flashes vivos e coloridos, com sons, cheiros e sabores.Aí eu preciso de uma pausa.Preciso me afastar de tudo o que me faz perder o sono, mesmo que isso só seja possível mentalmente.E nessas horas, eu que tenho por hábito o enfrentamento, tranco nas gavetas os meus fantasmas, os bons e os maus. O distanciamento é mais que urgente e agora preciso de espaço para a razão.Preciso deitar a cabeça no travesseiro e dormir.Preciso seguir sozinha, mesmo que acompanhada.Preciso escutar mais Oswaldo Montenegro , que por sinal faz aniversário hoje.
Parabéns, meu Menestrel favorito!


Porque:

Deixa o coração falar o que eu calei um dia

Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo

Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande

Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo

Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila

Deixa o que você calou e eu tanto precisava

Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava

14.3.11

Os protestos contra usinas nucleares são antigos e o assunto continua controverso, embora eu já tenha muito bem definida a minha posição, praticamente desde que eu nasci.
Neste final de semana, após o ocorrido no Japão, alemães foram às ruas pedir mudanças na política nuclear de Angela Merkel, afinal algumas usinas nucleares alemãs encontram-se em locais sujeitos à terremotos.
Lá eles discutem a prorrogação ou não do funcionamento destas usinas e a possível desativação gradual das mesmas até 2022.No ano passado o governo alemão decidiu manter 17 unidades funcionando por mais 12 anos após a data inicialmente prevista.
Os cientistas (a maioria deles) continuam defendendo que esta é a forma de produção de energia mais limpa do planeta, que os acidentes são casos isolados (Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima) e que hidrelétricas produzem um estrago ambiental muito maior. Ora bolas, a ciência evoluiu consideravelmente nos últimos 50 anos e deve haver uma outra saída.
Aqui no Brasil já protestamos contra Angra 1, Angra 2 e Angra 3 (em construção). Foram milhares os abaixo-assinados, além de uma centena de protestos e elas estão aí, graças à acordos com a Alemanha e a França.
O planeta conta hoje com aproximadamente 440 reatores nucleares em operação, produzindo 17% da energia elétrica mundial. Cerca de 30 usinas estão sendo construídas em diversos pontos do globo atualmente.
A energia nuclear é considerada segura (?), de baixo custo (isso também é discutível) e limpa (e o armazenamento dos resíduos nucleares?) porque não despeja resíduos tóxicos na natureza. Ao contrário da energia gerada por combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural) que emitem poluentes no ar que respiramos.
Mas existem alternativas como a energia eólica, solar e a biomassa.Anda também em estudo e processo de experimentação a tal da fusão nuclear. Essa é outra para qual eu torço o nariz.É claro que não quero que voltemos para a Idade das Trevas, mas penso que seja preciso um pouco mais de cuidado ao manipularmos as energias e forças naturais.Tanto vão fazer que um dia vai tudo pelos ares!

13.3.11

Eu gosto muito desse moço, Richard Rasmussen.
Sempre que acordo bem cedinho aos domingos, às 6 da manhã, assisto a reapresentação do seu programa, que é exibido aos sábados às 21:30h.



11.3.11


Nas comemorações do Oshougatsu (Ano Novo Japonês) deste ano, os japoneses não podiam nem sequer desconfiar do que lhes reservava o dia de hoje, 11/03/11.
Nem as tradicionais 108 badaladas que ecoaram dos templos nipônicos na noite de 31 de dezembro de 2010, puderam salvar a população de tão avassaladora tragédia.
Ao brindarem com saquê, todos tinham um único desejo, o de saúde e uma vida longa e próspera:
- Kampai!
A tradição garante ainda que quem comer ozouni e okagamimochi (bolinhos de arroz) nesta data terá a proteção dos deuses por um ano inteiro.

Muitos chefes de família penduraram em suas portas de entrada o heisoku, protegendo suas casas de todo o mal. Enquanto que outros consultaram o I-ching em busca de esperanças renovadas para o próximo ano.
E o que aconteceu, então?
Me parece que Onis passaram por ali e nem os Tennin foram capazes de aplacar sua fúria.
E o que posso dizer agora àqueles que perderam praticamente tudo como o que aconteceu aqui na região serrana do Rio de Janeiro?
Ganbatte Kudasai!
"Oni wa soto! Fuku wa uchi!"
(Que saiam os Onis e entrem as Bençãos!)

10.3.11

Lendo um texto da Joana, falando sobre o Museu de Cera Madame Tussaud de Londres e o fascínio que as pessoas possuem por artistas, fiquei pensando em alguma atriz com a qual eu me identificasse.
Nunca achei que me identificasse com alguém por ser uma pessoa esteticamente diferente da grande maioria e de estar longe dos padrões estéticos atuais.E como já disse anteriormente não acho que isso seja motivo para sentir-me menos alguma coisa, pelo contrário.É na forma como lido com minhas singularidades que aprendo e cresço como pessoa.Também não sei se pudesse voltar no tempo se gostaria que fosse tudo exatamente assim outra vez. E me acho verdadeiramente bonita nas minhas formas exageradas. Acho graça que as pessoas mais próximas à mim me chamem pelo meu nome no diminutivo. É uma divertida incongruência.
Mas enfim, descobri uma atriz que sempre me chamou a atenção, talvez por sermos tão opostas. Talvez exista algo de mim nela, ou então, nos papéis que interpretou.
E em bonequinha de Luxo as diferenças não só são físicas.Em comum com Holly Golightly eu tenho somente os óculos!


7.3.11

Uma dia cinza, enquanto espaireço bordando, vou pensando em amanhã, que é quando celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Mesmo sendo da opinião de que o dia da mulher deve ser todo dia, vou cedendo à movimentação dos meios de comunicação e me pego pensando nas grandes mulheres que conheço.
Já faz um tempinho que freqüento como voluntária e colaboradora uma Casa de Apoio (antigo orfanato) para crianças portadoras do HIV e outras questões que necessitem de uma atenção especial. A unidade é assistida pelo Centro Corsini e administrada com muito carinho, profissionalismo e competência pela Dra. Silvia Bellucci, médica infectologista de quem sou fã incondicional.Não tenho vergonha em afirmar que aonde ela for eu vou.
Na entrevista que pode ser lida clicando-se no nome da Dra. Silvia logo acima, ela diz:
- A UAI (Unidade de Apoio Infantil) é o setor do Corsini que arrebenta nosso coração!
E é lá que vive um pedacinho do meu. Por mais corrida que seja a minha vida, por mais problemas que eu possa estar vivenciando, um pedaço de mim está sempre lá. O abrigo tem capacidade para 20 crianças e já chegou a contar com 23.

5.3.11

Podemos simplesmente gostar ou desgostar de uma música, uma pessoa, um filme ou etc.Hoje conheci através do Carlos, lá do Crônicas, o grupo Poets of the Fall, num post sobre o Carnaval. Gostei e resolvi trazê-los para cá. É uma banda finlandesa com muita personalidade. Já ganharam diversos prêmios e ao contrário de outros artistas disponibilizam suas músicas na internet.Escutei mais de quinze músicas e foi difícil escolher qual postar. Eles começaram com essa:



Com essa outra também fizeram bastante sucesso:


Romântica, gostei muito dessa:



E como uma coisa puxa a outra, (aliás eu tenho um roteiro baseado nesse quadro de Van Gogh que é bem interessante, aonde esta árvore que aparece em primeiro plano faz parte de um bosque de oliveiras que começam a se contorcer conforme estrelas caem do céu. )
Mas voltando ao que me veio à mente quando escutei as músicas do Poets of the Fall é que, por mais que tentemos, tudo o que escrevemos de forma criativa, e livre, sofre uma influência subconsciente que acaba originando uma marca pessoal.
Estive pensando nos filmes que Eastwood dirigiu.Ele veio, como ator, de uma série de filmes característicamente violentos. E como diretor/produtor seus filmes sempre começam ou principalmente acabam girando em torno de um segredo interno ou externo do personagem principal. E o mais interessante de tudo é que são segredos (de cartas à desejos não confessados) que poderiam ter mudado o futuro da trama.
E fiquei pensando qual a marca dos meus textos...e percebi que meus personagens principais sempre estabelecem um diálogo/questionamento com si mesmos.São dados à reflexões...acho que Freud explica :o)

3.3.11


Vou lá e já volto

P.S. E algum tempo depois... estou aliviada. A única recomendação é um ultrassom à cada 6 meses.
Obrigada!!!