Você percebe que a idade está chegando não quando você não consegue colocar a linha na agulha, mas sim quando você não consegue enxergar o buraco.
Ontem, depois de meses, pude tirar um tempo para voltar para as agulhas.Encontrei um bordado por acabar e resolvi terminá-lo.Foi tenso!
Depois de perceber que eu não conseguia, nem com toda força, enxergar o buraco da agulha, tentei ir pelo tato, nada, aí usei foi a lógica: é claro que o buraco fica do lado menos pontiagudo!
Apoiei a cabeça da agulha no dedo indicador da mão esquerda e fui na tentativa e erro até conseguir.Demorou, mas consegui.
E o bordado? Vou terminá-lo só quando fizer um óculos...são sete cores de linhas, imagina cada troca o tempo que iria levar.
Acho que daqui prá frente é melhor ficar só no crochê e tricô mesmo, quando o tempo esfriar.
Ontem os termômetros ainda marcaram 32 graus.
6.4.14
5.4.14
Definitivamente não somos criados para a vida.Talvez seja muita informação e inúmeras variáveis...
Eu, por exemplo, tive problemas logo na chegada, quase que não fiquei, mas em sobrevivendo meus pais fizeram o melhor que podiam.Sempre fui o orgulho do meu pai e depois de anos de árduo trabalho hoje me tornei também o orgulho da minha mãe.Na verdade, não tanto pelo que fiz ou aprendi, mas sim pela capacidade de resistir bravamente aos trancos e barrancos (o que muitos chamam de resiliência).
Na bíblia (embora eu tenha verdadeira ozerija pela Igreja Católica Apostólica Romana), no salmo 91, está escrito:
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
Desde garota, quando meu pai sofreu um grave acidente de carro e ficou quase um ano numa cama de hospital, aprendi que a força e a fé estão mesmo em nós.Não é preciso buscar nada lá fora e muito menos nos outros!
Um pouco mais velha, morei sozinha e não gostei, casei, me dei um filho (meu maior presente) e cá estou.
De uns anos prá cá, novamente, tenho enfrentado golpe após golpe e não sei explicar bem como tenho sobrevivido.Talvez a resposta esteja mesmo na minha fé, em mim mesma, e na forma como eu encontro a minha força.Minha mãe diz que é porque sou extremamente otimista.E adianta ser pessimista?
Outro motivo é o tempo, que eu não tenho para perder.A coisa mais idiota que existe é a pessoa perder tempo em lamúrias.Levanta e luta e se ainda quiser, deixa para reclamar depois.
Sem dúvida alguma o amor é força motriz.Eu me amo, amo os outros, amo os animais, meu planeta e principalmente a vida.Talvez seja mesmo dando que recebemos.
E tudo ocorre numa esfera que eu chamaria de energética, tão sutil, que muitas vezes não percebemos. Respeito e necessito do silêncio porque é nesta hora que posso relaxar, fechar os olhos e me permitir sentir tudo de bom que retorna para mim.Acima de tudo, sou grata!
Eu, por exemplo, tive problemas logo na chegada, quase que não fiquei, mas em sobrevivendo meus pais fizeram o melhor que podiam.Sempre fui o orgulho do meu pai e depois de anos de árduo trabalho hoje me tornei também o orgulho da minha mãe.Na verdade, não tanto pelo que fiz ou aprendi, mas sim pela capacidade de resistir bravamente aos trancos e barrancos (o que muitos chamam de resiliência).
Na bíblia (embora eu tenha verdadeira ozerija pela Igreja Católica Apostólica Romana), no salmo 91, está escrito:
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
Desde garota, quando meu pai sofreu um grave acidente de carro e ficou quase um ano numa cama de hospital, aprendi que a força e a fé estão mesmo em nós.Não é preciso buscar nada lá fora e muito menos nos outros!
Um pouco mais velha, morei sozinha e não gostei, casei, me dei um filho (meu maior presente) e cá estou.
De uns anos prá cá, novamente, tenho enfrentado golpe após golpe e não sei explicar bem como tenho sobrevivido.Talvez a resposta esteja mesmo na minha fé, em mim mesma, e na forma como eu encontro a minha força.Minha mãe diz que é porque sou extremamente otimista.E adianta ser pessimista?
Outro motivo é o tempo, que eu não tenho para perder.A coisa mais idiota que existe é a pessoa perder tempo em lamúrias.Levanta e luta e se ainda quiser, deixa para reclamar depois.
Sem dúvida alguma o amor é força motriz.Eu me amo, amo os outros, amo os animais, meu planeta e principalmente a vida.Talvez seja mesmo dando que recebemos.
E tudo ocorre numa esfera que eu chamaria de energética, tão sutil, que muitas vezes não percebemos. Respeito e necessito do silêncio porque é nesta hora que posso relaxar, fechar os olhos e me permitir sentir tudo de bom que retorna para mim.Acima de tudo, sou grata!
29.3.14
Acho graça na forma como as pessoas pensam.Quando meu pai soube que eu ia doar parte do meu cabelo para o Hospital do Câncer de Barretos, ele me perguntou o motivo com a seguinte ressalva: afinal o seu cabelo é tão bonito.
A resposta está justamente na ressalva, é porque ele é bonito que vou doá-lo para alguém que não pode ter, nem feio e nem bonito.E o meu logo cresce outra vez, apesar da anemia que me acomete constantemente.
Também não vou ficar careca, vou cortar na altura do ombro.Mais uns dois meses estará na altura ideal para passar a tesoura sem dó, e muito pelo contrário, com muito prazer.
E vejam se isso não é motivo de sobra:
Acredito que muitos não compreendam minhas atitudes porque meus pensamentos, aqueles bem interiores, são silenciosos demais para serem escutados por todos.
O silêncio é muito importante na minha vida.
A resposta está justamente na ressalva, é porque ele é bonito que vou doá-lo para alguém que não pode ter, nem feio e nem bonito.E o meu logo cresce outra vez, apesar da anemia que me acomete constantemente.
Também não vou ficar careca, vou cortar na altura do ombro.Mais uns dois meses estará na altura ideal para passar a tesoura sem dó, e muito pelo contrário, com muito prazer.
E vejam se isso não é motivo de sobra:
Acredito que muitos não compreendam minhas atitudes porque meus pensamentos, aqueles bem interiores, são silenciosos demais para serem escutados por todos.
O silêncio é muito importante na minha vida.
24.3.14
Tem músicas que caem bem num final de segunda feira:
Resolvi que quando voltar das minhas merecidas férias vou cortar as madeixas e doar para o Hospital do Câncer de Barretos.
Lá, as voluntárias da Associação Voluntária de Combate ao Câncer irão confeccionar perucas com o material doado. Durante o tratamento, a questão da auto estima é essencial para a recuperação.
Endereço para as doações:
AVCC - Associação Voluntária de Combate ao Câncer
Av. Paulo de Mattos Leandro, 1357
Bairro: Dr. Paulo Prata
CEP 14784-379 - Barretos/SP
Telefone: 17 3321-6600 - Ramal: 6792
E-mail: contato@avccbarretos.com.br
Resolvi que quando voltar das minhas merecidas férias vou cortar as madeixas e doar para o Hospital do Câncer de Barretos.
Lá, as voluntárias da Associação Voluntária de Combate ao Câncer irão confeccionar perucas com o material doado. Durante o tratamento, a questão da auto estima é essencial para a recuperação.
Endereço para as doações:
AVCC - Associação Voluntária de Combate ao Câncer
Av. Paulo de Mattos Leandro, 1357
Bairro: Dr. Paulo Prata
CEP 14784-379 - Barretos/SP
Telefone: 17 3321-6600 - Ramal: 6792
E-mail: contato@avccbarretos.com.br
22.3.14
Gosto muito da história por trás da história.Daquilo que é praticamente imperceptível mas que sem sua presença muita coisa não faria sentido.A história secundária muitas vezes nos toca mais do que a principal.E foi assim neste filme do sul coreano Jeon Yun-su, uma versão mais ocidental do que a primeira, do diretor japonês Isao Yukisada, baseada no livro Socrates in Love, de Kyoichi Katayama:
É olhar além daquilo que se revela na superfície...
Aliás, o cinema coreano é repleto de boas surpresas!
É olhar além daquilo que se revela na superfície...
Aliás, o cinema coreano é repleto de boas surpresas!
16.3.14
Manhã de domingo foi feita para escutar Oswaldo Montenegro, repetidamente:
01- Pra Longe do Paranoá - Prá cantar junto!
02- Estrada Nova - Sábio conselho: "Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar!"
03- Lume de Estrelas - Acho lindo: "E quando eu não voltar acendo o mesmo lume de estrelas que eu deixei no teu olhar. Toda vez que eu volto, tô partindo e no sentido exato é por saudade".
04- Rasura - Desculpa, mas as rasuras fazem parte da construção de algo verdadeiro.
05- Vamos Celebrar - Eu gosto!!!
06- Mel do Sol - Que essa paz pudesse preencher todos os nossos dias...
07- Lua e Flor - Já vi este amor e ele é assustadoramente grande.
08- Por Brilho - Aonde vou, meu coração é feliz!
09- Léo e Bia Part. Zeca Baleiro - Porque saber amar exige mestria.(s. f. grande saber, conhecimento profundo de qualquer matéria adquirido pelo estudo ou pela experiência; perícia, habilidade, jeito)
10- Intuição - "Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não."
11- Aquela Coisa Toda - Porque aquela coisa toda é melhor deixar no passado.
12- A Lista - A lista é grande e cheia de rasuras.
13- Sou Uma Criança, Não Entendo Nada - Tem dias em que não quero entender nada, mas sou mulher e entendo tudo!
14- Andando e Andando em Copacabana - Um blues delicioso e acho graça com a menina que se ufana de ter lido Goethe no original, porque o problema de muitas pessoas que conheço não é ler Goethe em alemão, mas sim se ufanar disto.
15- Bandolins - Mas é tão lindo, tão lindo...que o coração aperta quando as cordas do bandolim confessam aquilo que não é dito.
16- O Condor - "Que a gente despedace em luz".
01- Pra Longe do Paranoá - Prá cantar junto!
02- Estrada Nova - Sábio conselho: "Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar!"
03- Lume de Estrelas - Acho lindo: "E quando eu não voltar acendo o mesmo lume de estrelas que eu deixei no teu olhar. Toda vez que eu volto, tô partindo e no sentido exato é por saudade".
04- Rasura - Desculpa, mas as rasuras fazem parte da construção de algo verdadeiro.
05- Vamos Celebrar - Eu gosto!!!
06- Mel do Sol - Que essa paz pudesse preencher todos os nossos dias...
07- Lua e Flor - Já vi este amor e ele é assustadoramente grande.
08- Por Brilho - Aonde vou, meu coração é feliz!
09- Léo e Bia Part. Zeca Baleiro - Porque saber amar exige mestria.(s. f. grande saber, conhecimento profundo de qualquer matéria adquirido pelo estudo ou pela experiência; perícia, habilidade, jeito)
10- Intuição - "Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não."
11- Aquela Coisa Toda - Porque aquela coisa toda é melhor deixar no passado.
12- A Lista - A lista é grande e cheia de rasuras.
13- Sou Uma Criança, Não Entendo Nada - Tem dias em que não quero entender nada, mas sou mulher e entendo tudo!
14- Andando e Andando em Copacabana - Um blues delicioso e acho graça com a menina que se ufana de ter lido Goethe no original, porque o problema de muitas pessoas que conheço não é ler Goethe em alemão, mas sim se ufanar disto.
15- Bandolins - Mas é tão lindo, tão lindo...que o coração aperta quando as cordas do bandolim confessam aquilo que não é dito.
16- O Condor - "Que a gente despedace em luz".
12.3.14
Fecho os olhos e quero que tudo suma...abro-os novamente e nada...lá estão:
a cadela que enterraram viva sendo resgatada pelos bombeiros, a fumaça dos prédios que desabaram em N.Y. e os rostos aflitos dos familiares do voo MH37O da Malaysia Airlines. Cinco minutos de noticiário e temos a mente invadida por imagens e sentimentos nada agradáveis.
Desligo a televisão e venho escutar músicas que acalmam o espírito.Afinal o dia foi, na medida do possível, agradável.Do tipo: quando tudo no final dá certo!
Entre umas e outras músicas, passeando pelas mensagens alheias do Facebook, um amigo compartilha uma das minhas favoritas:
Fecho os olhos e vou por lugares visitados que continuam intactos em minha memória. E à respeito desta música, Piazzolla um dia disse: “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor."
a cadela que enterraram viva sendo resgatada pelos bombeiros, a fumaça dos prédios que desabaram em N.Y. e os rostos aflitos dos familiares do voo MH37O da Malaysia Airlines. Cinco minutos de noticiário e temos a mente invadida por imagens e sentimentos nada agradáveis.
Desligo a televisão e venho escutar músicas que acalmam o espírito.Afinal o dia foi, na medida do possível, agradável.Do tipo: quando tudo no final dá certo!
Entre umas e outras músicas, passeando pelas mensagens alheias do Facebook, um amigo compartilha uma das minhas favoritas:
Fecho os olhos e vou por lugares visitados que continuam intactos em minha memória. E à respeito desta música, Piazzolla um dia disse: “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor."
11.3.14
9.3.14
É preciso talento...para tudo nesta vida!
Na cozinha, por exemplo, eu confesso: não nasci para fazer doces, mas transformo trigo (ou qualquer grão) em massas, pães e outros quitutes de forma magistral.
Gosto de escrever, mas não tenho a veia dos grandes escritores.Acabei me encontrando nos roteiros.
Desde muito nova aprendi a gostar de Neruda.
Reparem em "Tenho Fome da Tua Boca":
Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
e ando pelas ruas sem comer, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
busco no dia o som líquido dos teus pés.
Estou faminto do teu riso saltitante,
das tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.
É claro que não existe amor assim, mas a gente até pensa, por uns instantes, que sim.Ou seja, Neruda tem talento.E assim por diante.Qualquer pessoa que tenha lido o Tempo e o Vento do Érico Veríssimo, nunca mais esquece a figura imponente do Capitão Rodrigo.Nem os olhos de ressaca de Capitu, do Machado de Assis.
Na música me perco por horas e horas com os talentosos compositores clássicos.Porque não é só uma questão de dedicação, é coisa da alma.Paganini conhecia um violino como ninguém e escreveu peças maravilhosas como La Campanella.Diziam que ele tinha pacto com o demônio, mas ele tinha mesmo era talento!
Na cozinha, por exemplo, eu confesso: não nasci para fazer doces, mas transformo trigo (ou qualquer grão) em massas, pães e outros quitutes de forma magistral.
Gosto de escrever, mas não tenho a veia dos grandes escritores.Acabei me encontrando nos roteiros.
Desde muito nova aprendi a gostar de Neruda.
Reparem em "Tenho Fome da Tua Boca":
Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
e ando pelas ruas sem comer, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
busco no dia o som líquido dos teus pés.
Estou faminto do teu riso saltitante,
das tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.
É claro que não existe amor assim, mas a gente até pensa, por uns instantes, que sim.Ou seja, Neruda tem talento.E assim por diante.Qualquer pessoa que tenha lido o Tempo e o Vento do Érico Veríssimo, nunca mais esquece a figura imponente do Capitão Rodrigo.Nem os olhos de ressaca de Capitu, do Machado de Assis.
Na música me perco por horas e horas com os talentosos compositores clássicos.Porque não é só uma questão de dedicação, é coisa da alma.Paganini conhecia um violino como ninguém e escreveu peças maravilhosas como La Campanella.Diziam que ele tinha pacto com o demônio, mas ele tinha mesmo era talento!
24.2.14
"Maria"
Ser "Maria" é uma pulsão.Um sentimento que vem de dentro e que nos cega, de uma hora para outra nos vemos confiantes, um otimismo irracional que aos olhos dos outros parece até ingenuidade.Independe de crença ou cultura, é algo que nasce com a gente.Não há cansaço pois não é um trabalho penoso.Nossa retribuição vem em forma de sorrisos.Tudo é feito com alegria, pois acreditamos que vai dar certo.E quando não dá, caímos sim, mas logo em seguida levantamos.
Aos quase 50 anos de idade já fui ao auxílio de muitas pessoas em condições diversas, perdi algumas, me afastei, me fechei e mudei de ares.Quando me dei conta lá estava eu sendo "Maria" outra vez, porque a gente não sabe ser de outro jeito.
23.2.14
Eu não diria que está no sangue, penso que está mais na memória, na minha e na dos meus antepassados.
Sou feita de muitas e muitas memórias, um caldeirão aonde encontram-se diversas culturas.Num passado bem distante houve um pouco da cultura alemã, que ficou um tanto acanhada diante de uma avalanche de costumes russos.Atravessando o oceano, toda a tradição russa veio se juntar à cultura italiana.Era sopa de beterraba convivendo harmonicamente com a macarronada de domingo.Alguns anos mais tarde entraram na história da minha família os portugueses.Trouxeram um delicioso vinho para a nossa mesa.
Sou o resultado de toda esta feliz mistura.Um tanto forte, mas deliciosamente rica em cultura e tradição.
Com a chegada do meu filho conheci e aprendi a amar as singularidades da cultura africana.Outro povo forte e valente.
E assim sendo, com toda aquela emotividade dos meus antepassados, foi impossível conter as lágrimas de emoção com o encerramento das Olimpíadas de Inverno em Sochi.Tudo que está lá encaixotado na memória vem à tona.Me lembro das histórias de família e sinto saudades dos que se foram.E aqui dentro ainda pulsa, não só o sangue, mas a história de todos vocês.
Люблю тебя навсегда!!!
Sou o resultado de toda esta feliz mistura.Um tanto forte, mas deliciosamente rica em cultura e tradição.
Com a chegada do meu filho conheci e aprendi a amar as singularidades da cultura africana.Outro povo forte e valente.
E assim sendo, com toda aquela emotividade dos meus antepassados, foi impossível conter as lágrimas de emoção com o encerramento das Olimpíadas de Inverno em Sochi.Tudo que está lá encaixotado na memória vem à tona.Me lembro das histórias de família e sinto saudades dos que se foram.E aqui dentro ainda pulsa, não só o sangue, mas a história de todos vocês.
Люблю тебя навсегда!!!
19.2.14
Só prá constar: as coisas não são tão fáceis quanto parecem.
Mas o negócio é não desistir.
Em agosto de 2012 eu iniciei um projeto pessoal na área de artesanato.
Achei que rapidamente eu estaria criando inúmeras peças.Até hoje estou estudando a técnica e não dei forma real à uma única peça.
Acredito que até o final do ano eu consiga começar a produção.
Não me importo com a demora porque quando fazemos algo por prazer o tempo realmente não interessa.
A dificuldade não é um castigo e sim uma oportunidade de aperfeiçoamento.
Hoje acordei confiante porque ontem ultrapassei mais uma etapa do processo.
E se tudo isto não der em nada, não tem problema, serviu como aprendizado.
Mas o negócio é não desistir.
Em agosto de 2012 eu iniciei um projeto pessoal na área de artesanato.
Achei que rapidamente eu estaria criando inúmeras peças.Até hoje estou estudando a técnica e não dei forma real à uma única peça.
Acredito que até o final do ano eu consiga começar a produção.
Não me importo com a demora porque quando fazemos algo por prazer o tempo realmente não interessa.
A dificuldade não é um castigo e sim uma oportunidade de aperfeiçoamento.
Hoje acordei confiante porque ontem ultrapassei mais uma etapa do processo.
E se tudo isto não der em nada, não tem problema, serviu como aprendizado.
18.2.14
Apesar de ter muita gente que ame os dias repletos de compromissos, eu tô querendo sossego!
Quero tempo para passar para o papel, ou melhor tela, uma série de histórias, ou roteiros, que estão fazendo fila dentro da minha caixola.
Pelo jeito, só nas minhas férias, que até que estão próximas, faltam somente 70 dias, poderei escrever com calma e me comunicar mais e melhor com as pessoas que amo tanto.Afinal, a comunicação já é complicada sem correria, imagine só neste alucinante turbilhão que tem envolvido minha vida.
Afinal eu sou ótima para criar histórias, textos e diálogos incríveis, mas quando chega na vida real, muitas das vezes, falo pouco e até parece que em aramaico.
Normalmente, quando misturo emoção na conversa e percebo que posso perder o controle, eu me calo.Mas mesmo quando me calo meu corpo continua falando e aí só decifrando a minha linguagem pessoal de sinais, aquela que muito poucos conhecem.
Pois é assim mesmo que sou, complicadinha :o)
Quero tempo para passar para o papel, ou melhor tela, uma série de histórias, ou roteiros, que estão fazendo fila dentro da minha caixola.
Pelo jeito, só nas minhas férias, que até que estão próximas, faltam somente 70 dias, poderei escrever com calma e me comunicar mais e melhor com as pessoas que amo tanto.Afinal, a comunicação já é complicada sem correria, imagine só neste alucinante turbilhão que tem envolvido minha vida.
Afinal eu sou ótima para criar histórias, textos e diálogos incríveis, mas quando chega na vida real, muitas das vezes, falo pouco e até parece que em aramaico.
Normalmente, quando misturo emoção na conversa e percebo que posso perder o controle, eu me calo.Mas mesmo quando me calo meu corpo continua falando e aí só decifrando a minha linguagem pessoal de sinais, aquela que muito poucos conhecem.
Pois é assim mesmo que sou, complicadinha :o)
8.2.14
Sou uma fortaleza, só que lá no alto vive mesmo uma alma sentimental.
Fiz planos para hoje mas perdi a vontade...ontem fomos dormir tarde pois meu filho e um amigo ficaram na rua até as duas da manhã e quando chegaram ainda demoramos para dormir.
Hoje cedo toca o telefone: era a mãe do amigo dizendo que o avó dele acabara de falecer.
Foi triste vê-lo acordar assim, choramos todos.É o tipo de coisa que nos atravessa a alma.
Fiquei chateada...ele é filho de pais separados e costuma passar um final de semana com a mãe, um com o pai e os avós e outro conosco.Ele acaba sempre contando algo que vivenciou com os avós no final de semana anterior e assim a gente acaba se sentindo meio família.
E sou mesmo sentimental...
Fiz planos para hoje mas perdi a vontade...ontem fomos dormir tarde pois meu filho e um amigo ficaram na rua até as duas da manhã e quando chegaram ainda demoramos para dormir.
Hoje cedo toca o telefone: era a mãe do amigo dizendo que o avó dele acabara de falecer.
Foi triste vê-lo acordar assim, choramos todos.É o tipo de coisa que nos atravessa a alma.
Fiquei chateada...ele é filho de pais separados e costuma passar um final de semana com a mãe, um com o pai e os avós e outro conosco.Ele acaba sempre contando algo que vivenciou com os avós no final de semana anterior e assim a gente acaba se sentindo meio família.
E sou mesmo sentimental...
2.2.14
Hoje nos despedimos, talvez um tanto precocemente, apesar dos seus 80 anos, de mais um dos mestres do cinema brasileiro.
Roteirista e cineasta, Eduardo Coutinho era também um excelente documentarista.
Em 1984 terminou o filme "Cabra Marcado para Morrer" que começou a ser produzido em 1964 e que teve as filmagens suspensas por conta da ditadura.A produção foi amplamente premiada.
Sua filmografia, direta e indireta, é extensa.
Gosto bastante do documentário "Edifício Master":
Jogo de Cena também merece a devida atenção:
Sim, eu acredito que ele deva estar vivo em algum lugar...
Roteirista e cineasta, Eduardo Coutinho era também um excelente documentarista.
Em 1984 terminou o filme "Cabra Marcado para Morrer" que começou a ser produzido em 1964 e que teve as filmagens suspensas por conta da ditadura.A produção foi amplamente premiada.
Sua filmografia, direta e indireta, é extensa.
Gosto bastante do documentário "Edifício Master":
Jogo de Cena também merece a devida atenção:
Sim, eu acredito que ele deva estar vivo em algum lugar...
30.1.14
Hoje recebi um convite bem bacana para participar de palestras numa área que amo de paixão: o cinema e a psicanálise.Se eu não tiver tempo, arrumo, mas só contem comigo depois de maio, porque nesse calor não chego inteira ao final do dia.
Vai ser bom também para espairecer do meu dia a dia, que anda pesado.
Para aliviar a tensão:
Vai ser bom também para espairecer do meu dia a dia, que anda pesado.
Para aliviar a tensão:
26.1.14
A quinta feira amanheceu quente.
Preparei uma malinha rápida com o coração apertado.Fazia uma semana que a minha pastora não levantava mais.A veterinária tentou de tudo e não vimos melhoras.Um cachorro com 15 anos já é considerado bem velinho. Ela não estava mais levantando, comia pouco e respirava com dificuldade.
A veterinária atrasou e eu tinha que pegar a estrada para Serra Negra.Desta vez deixei tudo nas mãos do cara metade.É verdade que até agora ele prefere não tocar no assunto.No final da tarde da quinta feira ele me telefonou e disse: - ela descansou!
Fiquei um pouco anestesiada e outro tanto dolorida. Dormi cedo.
Na manhã seguinte acordei como se estivesse de ressaca.Racionalmente sei que ela precisava deste descanso pois estava sofrendo um bocado.Por outro lado me emociono ao lembrar de seu olhar afetuoso mesmo sentindo muita dor.Ela não choramingou uma única vez, manteve-se altiva até o final.
O dia se arrastou lentamente e à noite eu aterrei na cama.
Ao regressar para casa fiquei esperando que ela aparecesse, mesmo sabendo que ela não estava mais aqui.
Só hoje é que consegui digerir mais esta perda.
Acho que nunca vou me acostumar...
Preparei uma malinha rápida com o coração apertado.Fazia uma semana que a minha pastora não levantava mais.A veterinária tentou de tudo e não vimos melhoras.Um cachorro com 15 anos já é considerado bem velinho. Ela não estava mais levantando, comia pouco e respirava com dificuldade.
A veterinária atrasou e eu tinha que pegar a estrada para Serra Negra.Desta vez deixei tudo nas mãos do cara metade.É verdade que até agora ele prefere não tocar no assunto.No final da tarde da quinta feira ele me telefonou e disse: - ela descansou!
Fiquei um pouco anestesiada e outro tanto dolorida. Dormi cedo.
Na manhã seguinte acordei como se estivesse de ressaca.Racionalmente sei que ela precisava deste descanso pois estava sofrendo um bocado.Por outro lado me emociono ao lembrar de seu olhar afetuoso mesmo sentindo muita dor.Ela não choramingou uma única vez, manteve-se altiva até o final.
O dia se arrastou lentamente e à noite eu aterrei na cama.
Ao regressar para casa fiquei esperando que ela aparecesse, mesmo sabendo que ela não estava mais aqui.
Só hoje é que consegui digerir mais esta perda.
Acho que nunca vou me acostumar...
19.1.14
Quem me vê no meu dia a dia nem desconfia mas sou romântica prá cacete...hoje cedo passei um tempo lendo 10 cartas de amor de grandes escritores.
A que mais gostei foi:
"Bom! Recebo neste instante a sua carta escrita à luz de uma só vela – e tenho de retirar tudo, tudo, tudo o que escrevi! Pois acabou-se! Não retiro. A minha querida dizia no outro dia que devíamos mostrar um ao outro todos os estados de espírito em que tivéssemos estado. Mostro-lhe, assim, que estive hoje, ontem, antes de ontem num estado de impaciência por uma palavra sua, gemendo e queixando-me de «ne voir rien venir». E mostro-lhe assim o desejo de ter todos os dias, ou quase todos, um doce, adorado, apetecido e consolador «petit mot». (…) As pessoas que se estimam nunca deviam se apartar; a culpa tem-na a nossa complicada civilização; o encanto seria que os que se amam se juntassem em tribos, acampando aqui e além, com as suas afeições e a sua bilha de água, and «settling down to be happy, anywhere, under a tree». Cada dia que passa, agora, me aproxima de si. (…) Eu também não realizo bem a situação. Ela não deixa de ser ligeiramente romântica. Separamo-nos amigos, reencontramo-nos noivos. Que profunda, grave, séria diferença! Enquanto a gente se escreve, num tom de alegre felicidade, gracejando por vezes, falando de sentimentos e dando «notícias do coração» – «a coisa» parece apenas uma «flirtation» (…) Mas quando se pensa bem! Há então nessa coisa como uma severidade quase religiosa, uma sacro-santidade que assusta e perturba. Duas almas que se unem para sempre e que, tendo individualidades diferentes, não podem jamais tornar a ter interesses diferentes!"
Eça de Queirós, em Carta a Emília de Rezende (1885).
Um excelente domingo para todos! Vou lá aproveitar meu dia intensamente :o)
A que mais gostei foi:
"Bom! Recebo neste instante a sua carta escrita à luz de uma só vela – e tenho de retirar tudo, tudo, tudo o que escrevi! Pois acabou-se! Não retiro. A minha querida dizia no outro dia que devíamos mostrar um ao outro todos os estados de espírito em que tivéssemos estado. Mostro-lhe, assim, que estive hoje, ontem, antes de ontem num estado de impaciência por uma palavra sua, gemendo e queixando-me de «ne voir rien venir». E mostro-lhe assim o desejo de ter todos os dias, ou quase todos, um doce, adorado, apetecido e consolador «petit mot». (…) As pessoas que se estimam nunca deviam se apartar; a culpa tem-na a nossa complicada civilização; o encanto seria que os que se amam se juntassem em tribos, acampando aqui e além, com as suas afeições e a sua bilha de água, and «settling down to be happy, anywhere, under a tree». Cada dia que passa, agora, me aproxima de si. (…) Eu também não realizo bem a situação. Ela não deixa de ser ligeiramente romântica. Separamo-nos amigos, reencontramo-nos noivos. Que profunda, grave, séria diferença! Enquanto a gente se escreve, num tom de alegre felicidade, gracejando por vezes, falando de sentimentos e dando «notícias do coração» – «a coisa» parece apenas uma «flirtation» (…) Mas quando se pensa bem! Há então nessa coisa como uma severidade quase religiosa, uma sacro-santidade que assusta e perturba. Duas almas que se unem para sempre e que, tendo individualidades diferentes, não podem jamais tornar a ter interesses diferentes!"
Eça de Queirós, em Carta a Emília de Rezende (1885).
Um excelente domingo para todos! Vou lá aproveitar meu dia intensamente :o)
12.1.14
Terminei 2013 contemplando uma pequena mariposa pousada num azulejo branco do banheiro enquanto tomava meu último banho do ano.Mais algumas horas estaríamos em 2014.
E como fotógrafa de closes compulsiva não pude deixar de aproximar o zoom e clicar nela. Gosto dos detalhes que só percebemos quando a lente vai além do nosso olhar.
Assim comecei o novo ano, querendo ver as coisas mais de perto, perceber aquilo tudo que deixei passar no ano anterior por causa de muito trabalho e muito stress.
E aproveito o dia de domingo para dar mais atenção às crianças do Centro Corsini, que confesso que ficaram em segundo plano em 2013.
Colabore com a nova hóspede doando latas de leite em pó Aptamil 1 ou NAN Anti-refluxo.
Uma única latinha faz uma enorme diferença para eles.
Se não puder levar a doação pessoalmente, mande pelo correio para o endereço:
Centro Corsini- UAI
Av. Milton Cristhine, 1848
Pq. Alto Taquaral
Cep: 13087-785
Campinas - SP
E como fotógrafa de closes compulsiva não pude deixar de aproximar o zoom e clicar nela. Gosto dos detalhes que só percebemos quando a lente vai além do nosso olhar.
Assim comecei o novo ano, querendo ver as coisas mais de perto, perceber aquilo tudo que deixei passar no ano anterior por causa de muito trabalho e muito stress.
E aproveito o dia de domingo para dar mais atenção às crianças do Centro Corsini, que confesso que ficaram em segundo plano em 2013.
Colabore com a nova hóspede doando latas de leite em pó Aptamil 1 ou NAN Anti-refluxo.
Uma única latinha faz uma enorme diferença para eles.
Se não puder levar a doação pessoalmente, mande pelo correio para o endereço:
Centro Corsini- UAI
Av. Milton Cristhine, 1848
Pq. Alto Taquaral
Cep: 13087-785
Campinas - SP
8.1.14
1.1.14
E assim me despeço do ano que passou, cantando:
"Go on go on
And disappear
Go on go on
Away from here
Come back come back
Don't walk away"
No desejo de um novo futuro, um novo começo, tentamos deixar o passado para trás. Só que sem ele nada somos.
Além do fato de que o dia primeiro de janeiro não muda nossas vidas.Nós só mudamos quando realmente desejamos.E nada de deixar o passado pra trás, afinal ele é tão rico em experiências.
Eu quero, todo dia, um novo começo, baseado em tudo o que já vivi até aqui, porque aos 46 anos não deixei de ser a menina de 7, 15, 25 e 35 que fui.
Então vamos lá resgatar nossas memórias mais felizes, porque simplesmente não dá para viver sem elas!!!
"Go on go on
And disappear
Go on go on
Away from here
Come back come back
Don't walk away"
No desejo de um novo futuro, um novo começo, tentamos deixar o passado para trás. Só que sem ele nada somos.
Além do fato de que o dia primeiro de janeiro não muda nossas vidas.Nós só mudamos quando realmente desejamos.E nada de deixar o passado pra trás, afinal ele é tão rico em experiências.
Eu quero, todo dia, um novo começo, baseado em tudo o que já vivi até aqui, porque aos 46 anos não deixei de ser a menina de 7, 15, 25 e 35 que fui.
Então vamos lá resgatar nossas memórias mais felizes, porque simplesmente não dá para viver sem elas!!!
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