Desde muito pequena eu sempre tive segurança ao me expressar. A minha escrita pode deixar dúvidas, mas a minha fala não. Mas o que aconteceu hoje eu não acho que seja um caso de falta de segurança ao se expressar e sim de total insegurança do interlocutor. Insegurança esta causada pela sociedade consumista na qual vivemos, aonde tudo o que pode ser consumido como a arte, a literatura e a música estão superexpostos na internet.
Hoje teve mostra cultural na escola e para montar um painel da Primavera, foi pedido à cada aluno que levasse a fotografia de uma flor tirada do quintal, do jardim, ou mesmo do interior da casa, como por exemplo uma vaso de violeta. O meu anjo fotografou minha roseira. E segundo ele mesmo, ao ser flagrado deitado no teto do carro com a câmera na mão: - Foi para arrumar um ângulo melhor. Eu alí não via ângulo algum, mas enfim...
O resumo da ópera é que os outros colegas não acreditaram que a foto foi tirada por ele.A professora ficou em dúvida, mas resolveu aceitar a fotografia.Eu até entendo que com o Google Imagens fica fácil copiar e imprimir.E isto serviu para eu me perguntar como faz o professor moderno para identificar a autoria dos trabalhos? Parece que fica por conta da palavra do aluno.Penso que o ideal seria que os alunos fizessem os trabalhos na própria escola.Mas aí esta foto abaixo não existiria...
Fica por conta da palavra do aluno, sim, mas principalmente, por conta do conhecimento que o professor tem, ou deveria ter, do seu aluno. Em princípio, o trabalho fora da aula será equivalente ao feito na aula e se não o fôr, o bom professor saberá encontrar a explicação correcta. E não é difícil perceber quais são os trabalhos copy/paste da net, a maioria dos alunos não tem grande imaginação e não passa da 1ª meia dúzia dos links que aparecem no google. Aliás, quando aparecem trabalhos como os do seu filho, regra geral são autênticos. Raros mas autênticos.
ResponderExcluirValeu a pena o esforço de subir para o carro, não é verdade?
No seu lugar eu teria cortado a rosa e tratava de fazer com que ela chegasse como prenda às mãos da professora. Nada mais injusto do que culparem-nos de algo que nem sequer pensámos fazer! Mas, enfim, é assim, enfrentando estas contrariedades que aprendemos a viver neste mundo.
ResponderExcluirTurma, linda esta foto e sei, esta rosa cheira, me lembra minha infância, tenho certeza que esta roseira é das cheirosas. Olha, professor sabe sim quando é cópia.Sabe fácil, desde qeu se preocupe em saber quem é cada um dos seus alunos. E quando desconfia, tem ferramentas pra conferir as desconfianças. Mas aí já dançou o encanto, entende? Um aluno que chegasse pra mim com esta foto p ex, seria um aluno que eu sabia sensível, com mãe sensível, com uma história compatível com o este olhar. E te digo mais. Ainda que fosse cópia da net, acabaria por não fazer muita diferença para mim. Porque se o trabalho combinasse com o aluno, então a apropriação não foi tão ilegítima assim.Afinal, a gente só enxerga o que nosso olhar nos permite. Só pediria a ele que aprendesse a dar a fonte, sempre. Quanto ao seu anjo,diga à professora que filho de peixe, peixinho é. Olha aí o olhar do cineasta... beijos meus, boa semaninha por ai.
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