31.3.12
Escuto mais uma musiquinha enquanto espero a primeira exibição de um curta que escrevi em parceria com um amigo no começo do ano.Tem quem goste desta primeira exibição.Eu não gosto, mas também não desgosto.Mas é claro que fico na expectativa, porque por mais que eu não me importe com a opinião alheia, escrevemos um filme para que outras pessoas assistam e teoricamente apreciem.
30.3.12
28.3.12
Como disse o Carlos, "a morte saiu à rua".No final de semana perdemos Chico Anysio e agora Millôr Fernandes.Dois homens com traços e estilos diferentes mas que farão muita falta em suas áreas.Eu diria que o Millôr escrevia e desenhava um humor mais prá dentro, contido, discreto e ácido.Já Chico fazia um humor prá fora, divertido, caricato, popular e transbordante. Millôr não gostava de televisão enquanto Chico não vivia sem ela. De um ou de outro jeito, com todas as suas potencialidades, não conseguiram enganar a Dona Morte.
Daí que o negócio é viver o agora com vontade do amanhã, porque um dia tudo isso acaba.
26.3.12
Até que enfim um final de semana como os anteriores.No sábado à noite vieram uns amigos em casa e jogamos baralho até tarde.No domingo saímos cedo, não eram nem sete horas.Rumamos para um lugar lindo, cheio de lagos aonde os meninos foram pescar.O lugar é enorme e super limpo, a grama bem cortada e um serviço de primeira.É só chegar, colocar sua cadeirinha lá e apreciar o contato com a natureza.Levei três livros e não li nenhum, a natureza ao redor era rica demais.Pássaros, patos, peixes, árvores, arbustos, flores e poucas pessoas. Chegamos às 8 da manhã e ficamos até as 4 da tarde.Voltei renovada e pretendo repetir o programa.Afinal não é sempre que podemos estar em lugares aonde o tempo parece andar mais devagar.
21.3.12
Hoje devo agradecer aos céus pelo dia. Desde segunda feira consigo calçar sapatos.Até ontem ainda doída um bocado, mas hoje melhorou.Em todo caso, a médica mandou tomar mais uma semana de antibiótico, pois estamos no caminho certo.E tenho cá prá mim que ter voltado aos exercícios de Pilates ajudou muito.
Mas não foi isso que fez meu dia mais feliz.Logo cedo, antes de ir prá escola, meu filho pediu que eu imprimisse uma imagem, segundo ele, de um tal de Escher.Ele a havia escolhido para fazer um exercício de redação em sala de aula.Percebi que não é só o que transmitimos de forma concreta que fica lá incutido na mente dos nossos filhos.Sempre gostei do M. C. Escher e quando meu filho era pequeno eu tinha uma camiseta com o auto retrato do artista, ou seja, com a mão segurando a bola que refletia a imagem dele.Cansei de passear com ela na pracinha empurrando o carrinho do meu pequeno.E hoje, passados uns 15 anos é essa a imagem que ele escolhe.
Mas não é só isso, hoje saíram as primeiras páginas do storyboard do curta infantil, pelas mãos do Robson Reiz.É o meu pensamento tomando forma e isso é divino.E sou grata também por ter tido um tempinho para escutar o video abaixo até o fim.Fechem os olhos e aproveitem a boa música:
Mas não foi isso que fez meu dia mais feliz.Logo cedo, antes de ir prá escola, meu filho pediu que eu imprimisse uma imagem, segundo ele, de um tal de Escher.Ele a havia escolhido para fazer um exercício de redação em sala de aula.Percebi que não é só o que transmitimos de forma concreta que fica lá incutido na mente dos nossos filhos.Sempre gostei do M. C. Escher e quando meu filho era pequeno eu tinha uma camiseta com o auto retrato do artista, ou seja, com a mão segurando a bola que refletia a imagem dele.Cansei de passear com ela na pracinha empurrando o carrinho do meu pequeno.E hoje, passados uns 15 anos é essa a imagem que ele escolhe.
Mas não é só isso, hoje saíram as primeiras páginas do storyboard do curta infantil, pelas mãos do Robson Reiz.É o meu pensamento tomando forma e isso é divino.E sou grata também por ter tido um tempinho para escutar o video abaixo até o fim.Fechem os olhos e aproveitem a boa música:
É verdade, Manuel : "Às vezes, inventamos pessoas dentro nas nossas cabeças."
E elas podem viver lá por anos à fio...
Que menina nunca sonhou com um amor ideal? Não sei se os garotos sonhavam assim também.Acho que sim, mas nunca soube muito bem o que lhes ia pela cabeça.Acho que quando apaixonados, os amantes não são assim tão honestos.Guardam dentro de si a imagem que fazem do outro.E cria-se um abismo intransponível quando o amor idealizado fica trancado em nossas cabeças, impedindo a sua realização.
E elas podem viver lá por anos à fio...
Que menina nunca sonhou com um amor ideal? Não sei se os garotos sonhavam assim também.Acho que sim, mas nunca soube muito bem o que lhes ia pela cabeça.Acho que quando apaixonados, os amantes não são assim tão honestos.Guardam dentro de si a imagem que fazem do outro.E cria-se um abismo intransponível quando o amor idealizado fica trancado em nossas cabeças, impedindo a sua realização.
18.3.12
Li no blog da Maggie:
"Quantas vezes te abracei num sorriso...nunca percebestes?"
Fiquei pensando nas muitas pessoas que já abracei com um sorriso, aliás sou dada a essa prática. Gosto de sorrir para as pessoas e sorrio para elas mesmo quando não estão presentes.Quantas vezes, deste lado do computador, ou do telefone, eu sorri.Sorri e abracei.Sei que tem gente que nunca percebeu e outros que nem imaginam, mas mesmo assim vou continuar sorrindo :o)
Tom Waits tem um lado suave que eu gosto muito, como todos nós. As imagens são do pintor norte americano Edward Hopper, conhecido por retratar a solidão em seus quadros.Estou sorrindo para eles também!!!
Faixa bônus:
"Quantas vezes te abracei num sorriso...nunca percebestes?"
Fiquei pensando nas muitas pessoas que já abracei com um sorriso, aliás sou dada a essa prática. Gosto de sorrir para as pessoas e sorrio para elas mesmo quando não estão presentes.Quantas vezes, deste lado do computador, ou do telefone, eu sorri.Sorri e abracei.Sei que tem gente que nunca percebeu e outros que nem imaginam, mas mesmo assim vou continuar sorrindo :o)
Tom Waits tem um lado suave que eu gosto muito, como todos nós. As imagens são do pintor norte americano Edward Hopper, conhecido por retratar a solidão em seus quadros.Estou sorrindo para eles também!!!
Faixa bônus:
17.3.12
14.3.12
Se a vida fosse assim tão fácil, que graça teria?
Estando afastada do trabalho por muitas e muitas horas tenho tentado compensar o tempo "perdido".E é claro que isto tem um preço.Ontem foi um desses dias de cão.Minha vontade era a de enterrar a cabeça num buraco e esperar o inverno chegar.Ao final do dia, depois de dirigir e trabalhar, meu pé ardia, queimava feito fogo e parecia um pãozinho bem fofinho recém saído do forno.Passei na médica, por sorte ela é um amor de pessoa, e logo deu um jeitinho de me ver.Mais dez dia de antibiótico, só para garantir.Juro que desanimei.
Mas hoje, ainda de manhã, uma menina do trabalho me surpreendeu com palavras reconfortantes e parece que depois disso meu dia ficou bem melhor.É impressionante como a forma de encararmos nossos problemas influencia no peso das nossas atitudes.Confesso que comecei o dia estressada e agradeço que alguém tenha me mostrado o caminho para reverter isto.Ultimamente, da mesma maneira que tenho tomado umas porradas de frente, tenho contado com verdadeiros anjos em minha vida.É como se houvesse um tipo de compensação.
Por outro lado ando ocupada também com a pré produção de um roteiro infantil meu.A equipe de arte inventou de introduzir algumas cenas feitas em Pixilation (uma técnica de animação stop motion na qual atores vivos ou objetos reais são utilizados e captados quadro a quadro - via Wikipédia).Serão 13 atores em cena e dois dias de gravação, no começo de Abril.E muitos objetos cênicos.A equipe está animada e eu assustada com o pouco tempo que temos até lá. Mas enfim, é tanta gente envolvida, que deve dar certo.
Ok, estou ansiosa, mas um pouco mais tranquila!!!
Estando afastada do trabalho por muitas e muitas horas tenho tentado compensar o tempo "perdido".E é claro que isto tem um preço.Ontem foi um desses dias de cão.Minha vontade era a de enterrar a cabeça num buraco e esperar o inverno chegar.Ao final do dia, depois de dirigir e trabalhar, meu pé ardia, queimava feito fogo e parecia um pãozinho bem fofinho recém saído do forno.Passei na médica, por sorte ela é um amor de pessoa, e logo deu um jeitinho de me ver.Mais dez dia de antibiótico, só para garantir.Juro que desanimei.
Mas hoje, ainda de manhã, uma menina do trabalho me surpreendeu com palavras reconfortantes e parece que depois disso meu dia ficou bem melhor.É impressionante como a forma de encararmos nossos problemas influencia no peso das nossas atitudes.Confesso que comecei o dia estressada e agradeço que alguém tenha me mostrado o caminho para reverter isto.Ultimamente, da mesma maneira que tenho tomado umas porradas de frente, tenho contado com verdadeiros anjos em minha vida.É como se houvesse um tipo de compensação.
Por outro lado ando ocupada também com a pré produção de um roteiro infantil meu.A equipe de arte inventou de introduzir algumas cenas feitas em Pixilation (uma técnica de animação stop motion na qual atores vivos ou objetos reais são utilizados e captados quadro a quadro - via Wikipédia).Serão 13 atores em cena e dois dias de gravação, no começo de Abril.E muitos objetos cênicos.A equipe está animada e eu assustada com o pouco tempo que temos até lá. Mas enfim, é tanta gente envolvida, que deve dar certo.
Ok, estou ansiosa, mas um pouco mais tranquila!!!
9.3.12
7.3.12
Hoje caí na Terra do Sempre e com os dois pés.É engraçado como as pessoas complicam coisas que seriam simples.Estando 80% recuperada, consegui aguentar firme um dia inteiro de trabalho, pelo menos, fisicamente.Psicologicamente eu havia me esquecido de como as coisas são aqui embaixo.Tô achando que agora tudo vai melhorar.Intuição, sabe?
5.3.12
Heitor Villa Lobos nasceu num 05 de março no Rio de Janeiro. Conhecido mais pelas "Bachianas", " O Trenzinho do Caipira" e "Melodia Sentimental" possui uma vasta obra de qualidade.Dá orgulho, viu?
A história do Uirapuru é triste.O lindo canto, poderoso para um pássaro tão pequeno, é ouvido pelas manhãs e somente uns 15 dias por ano, enquanto constrói o ninho para atrair a fêmea.A parte triste é porque está em vias de extinção, uma vez que os moradores da região norte do país acreditam que levar o uirapuru empalhado consigo traz sorte na vida e no amor :o(
A história do Uirapuru é triste.O lindo canto, poderoso para um pássaro tão pequeno, é ouvido pelas manhãs e somente uns 15 dias por ano, enquanto constrói o ninho para atrair a fêmea.A parte triste é porque está em vias de extinção, uma vez que os moradores da região norte do país acreditam que levar o uirapuru empalhado consigo traz sorte na vida e no amor :o(
Estou quase bem...também no dia 8 agora faz um mês. No final de semana nem tive tempo de sentir dor.Logo na sexta meu filho trouxe os amigos para casa.E por menos trabalho que eles dêem, é comida, colchão e roupa de cama para mais de meia dúzia.Mas deu tudo certo!
Na tarde de sábado eles foram embora.E na verdade até podiam ter ficado mais, não deram trabalho algum.Logo mais chegou o pessoal da produtora.Já que Maomé não vai até a montanha, a montanha vem a Maomé. Tivemos reunião até a meia noite.Depois disso a Cinderela aqui pifou.E ontem fiquei entre o repouso e a cozinha.
Prá começar a segunda feira deixo duas dicas de filmes, que ainda não assisti, mas que já garanto que são imperdíveis!!!
Na tarde de sábado eles foram embora.E na verdade até podiam ter ficado mais, não deram trabalho algum.Logo mais chegou o pessoal da produtora.Já que Maomé não vai até a montanha, a montanha vem a Maomé. Tivemos reunião até a meia noite.Depois disso a Cinderela aqui pifou.E ontem fiquei entre o repouso e a cozinha.
Prá começar a segunda feira deixo duas dicas de filmes, que ainda não assisti, mas que já garanto que são imperdíveis!!!
29.2.12
Uns dizem que cozinhar é arte, outros que é atenção e dedicação.Eu digo que cozinhar é capricho, cuidado, enfim, amor.Trabalhando ainda na reduzida acabo chegando em casa cedo.E como não sei ficar parada, depois de duas horas com a perna para cima, fui para a cozinha preparar um prato super fácil, que raramente faço, porque esqueço dele.Não é dos meus favoritos, mas os meninos adoram.
Hoje fiz almôndegas!!! Que aqui em casa são acompanhadas por pão francês fresquinho e agrião estalando.
De manhã eu tinha dado uma cata no freezer e tirei para fora o coxão mole moído e o molho de tomate natural.
Temperei a carne com sal, alho e cebola (tudo batido junto) e deixei na geladeira até o final da tarde.Adicionei então um ovo e 2 pães franceses amanhecidos, sem casca, embebidos em leite.
Fiz bolinhas não muito pequenas e fritei em óleo bem quente, para dourar sem cozinhar. Numa outra panela aqueci o molho de tomate natural, diluído com meia xícara de água.Adicionei as bolinhas fritas e deixei ferver, em fogo baixo, por mais de vinte minutos.Isso é o que vai temperar o molho.Depois de meia hora o sabor estava divino. Simples assim!
Foto: do site Sucesso Agro.
Hoje fiz almôndegas!!! Que aqui em casa são acompanhadas por pão francês fresquinho e agrião estalando.
De manhã eu tinha dado uma cata no freezer e tirei para fora o coxão mole moído e o molho de tomate natural.
Temperei a carne com sal, alho e cebola (tudo batido junto) e deixei na geladeira até o final da tarde.Adicionei então um ovo e 2 pães franceses amanhecidos, sem casca, embebidos em leite.
Fiz bolinhas não muito pequenas e fritei em óleo bem quente, para dourar sem cozinhar. Numa outra panela aqueci o molho de tomate natural, diluído com meia xícara de água.Adicionei as bolinhas fritas e deixei ferver, em fogo baixo, por mais de vinte minutos.Isso é o que vai temperar o molho.Depois de meia hora o sabor estava divino. Simples assim!
Foto: do site Sucesso Agro.
27.2.12
Da mesma forma como as aves voam para o norte ou para o sul em busca de calor, eu preciso, num sentido oposto, ir para o sul em busca de frio.Preciso me recuperar logo, pois a época de rumar para o sul, mais dois ou três meses, está chegando.Não preciso de mais que uma semana para ir e vir, nem de motivos, só preciso ir.Sou apaixonada pelo mar e por navegar, mas o lugar, em terra firme, que melhor me acolhe é a região das montanhas.Gosto do clima, da vegetação, das cores e dos aromas.Para viver preciso navegar, sair e voltar, mas para sobreviver preciso do verde intenso das florestas.E mesmo do amarelo e vermelho alaranjado dos plátanos.
26.2.12
O passado precisa ficar no passado e vir à tona só quando realmente precisarmos.Eu, por exemplo, tenho mania de transitar entre presente, passado e futuro.Honestamente gosto um bocado de visitar o passado e muitas vezes isso acontece de forma automática, seja através de uma música, um cheiro, um som, uma imagem e tantos outros elementos que compõem nossa memória.
Estes meus intermináveis dias de quase clausura estão servindo para uma faxina.Consegui deixar tanta coisa para trás que estou impressionada com todo esse meu desprendimento.E é engraçado que quando retiramos algumas coisas do nosso passado a nossa memória ganha novas cores para outras.Ainda estou me entendendo com isso.Antigamente acreditava cegamente no amor eterno.Já hoje desconfio que sejam muito poucas as relações sustentadas por amor verdadeiro.
Temos muitas vezes a sensação do amor, mas ela não é real, seja lá o que real signifique.A realidade não pode ser absolutamente concreta, nem abstrata.E acredito que cada qual construa a sua. Ao morrer, eu bem que gostaria de rever muitas pessoas, mas conforme envelheço, vejo que meu caminho além da vida será bem mais solitário, afinal acho difícil que tão divergentes realidades consigam converger para um único lugar.Se aqui estamos todos tão ocupados com nossas vidas, me pergunto por que haveria, depois, de ser diferente. Ontem assisti pela milésima vez, Amor além da vida e percebi que nossa compreensão sobre o filme vai mudando conforme os anos vão passando.
Temos muitas vezes a sensação do amor, mas ela não é real, seja lá o que real signifique.A realidade não pode ser absolutamente concreta, nem abstrata.E acredito que cada qual construa a sua. Ao morrer, eu bem que gostaria de rever muitas pessoas, mas conforme envelheço, vejo que meu caminho além da vida será bem mais solitário, afinal acho difícil que tão divergentes realidades consigam converger para um único lugar.Se aqui estamos todos tão ocupados com nossas vidas, me pergunto por que haveria, depois, de ser diferente. Ontem assisti pela milésima vez, Amor além da vida e percebi que nossa compreensão sobre o filme vai mudando conforme os anos vão passando.
25.2.12
A chuva só chegou agora à noite.Enfim refrescou e consegui deixar de remoer algumas coisas que me incomodavam.Entre eles a morte de um grande amigo do meu irmão.Casado, pai de um filho menor que o meu e um tanto irresponsável.Sempre amado ia sempre sendo desculpado pelas suas besteiras, desde os tempos de colégio, que é quando ele passou a frequentar nossa casa.O problema é que bebia demais, não tinha limites.Também nunca incomodou ninguém, bebia e ficava na dele.Seu maior defeito era gostar de velocidade.E assim foi até o fim. Seu corpo foi encontrado ao lado da moto, na saída de uma auto pista e o marcador de quilometragem estava parado em 170km/h. À princípio fiquei chocada, depois triste e por fim irritada.O que ele pensava da vida para correr tantos riscos assim? Ele não é o primeiro ou último amigo que pôs fim a própria vida.Eu juro que não entendo.Eu amo tanto tudo isso e me preocupo tanto com as pessoas que amo que não consigo compreender quem age assim. Seu pai também morreu num acidente quando ele tinha a idade do filho.Penso que talvez seja isso que ele buscasse, o pai. Ou talvez a lacuna que esse deixou.Só desejo que sua alma vá em paz e que em algum lugar ele encontre o amor que sempre buscou em vida.
O dia está lindo por aqui, com cigarras gritando alucinadamente chamando chuva, que pelas minhas contas deve chegar no final da tarde.Enquanto isso derreteremos de calor.A boa notícia é que talvez na sexta feira que vem eu seja liberada do repouso.Ontem já fui trabalhar, mas somente meio período e deve ser assim até o final da outra semana.Mas é muito melhor que nada!!!
Um pouco de Miles Davis para combater o calor:
Um pouco de Miles Davis para combater o calor:
19.2.12
Ainda no primário, voltava da escola, fazia a lição e depois assistia meus desenhos favoritos, entre eles "O Poderoso Thor", seguido por "Namor, o príncipe submarino". Ou seja, não conheci os heróis Marvel através das páginas de quadrinhos e sim pela tela da televisão.
Sei que o herói do desenho animado fugia um pouco do original da Marvel, mas cresci gostando desse. Quando decidi assistir o filme dirigido por Kenneth Branagh eu não sabia o que ia encontrar.Honestamente achava um tanto estranho um ator shakesperiano metido com a direção de um filme mitológico.
Logo de cara já gostei do elenco.Acho que não haveria mesmo Odin melhor que Anthony Hopkins.E que charme que tem o tal do Chris Hemsworth!!! Se eu fosse a Jane também estaria tentando encontrar a ponte para Aasgard. Aliás, antes de querer morar na floresta de Lothlórien eu já quis morar no reino de Aasgard. Desde menina eu tinha facilidade em visualizar outros mundos, e vontade de conhecê-los. P.S Só prá constar, esse filme também faz parte daqueles que muitos críticos detestaram :o)
Sei que o herói do desenho animado fugia um pouco do original da Marvel, mas cresci gostando desse. Quando decidi assistir o filme dirigido por Kenneth Branagh eu não sabia o que ia encontrar.Honestamente achava um tanto estranho um ator shakesperiano metido com a direção de um filme mitológico.
Logo de cara já gostei do elenco.Acho que não haveria mesmo Odin melhor que Anthony Hopkins.E que charme que tem o tal do Chris Hemsworth!!! Se eu fosse a Jane também estaria tentando encontrar a ponte para Aasgard. Aliás, antes de querer morar na floresta de Lothlórien eu já quis morar no reino de Aasgard. Desde menina eu tinha facilidade em visualizar outros mundos, e vontade de conhecê-los. P.S Só prá constar, esse filme também faz parte daqueles que muitos críticos detestaram :o)
18.2.12
Os últimos quatro filmes que assisti, embora diferentes, são bem semelhantes e acabam tratando, cada qual de maneira muito peculiar, do mesmo tema, a proximidade da morte ou ela propriamente dita.
Gostei mais do que abordou a morte de forma bem simbólica e um tanto poética e filosófica.Todos nos levam a refletir o quanto morremos lentamente, ou não tão lentamente assim, em vida. Em todos os roteiros a morte é uma sombra, mais ou menos sombria.
Vou começar pelo que menos me agradou, o "Melancholia", do Lars Von Triers. A personagem principal já está estampada no título do filme.Acho que meu maior problema seja a resistência ao trabalho da Kirsten Dunst.Honestamente só gostei dela em "Virgens Suicidas". A abertura do filme, embora um pouca longa, é lindíssima. O que ganhou a minha atenção foi o trabalho da Charlotte Gainsbourg, simplesmente perfeito, impecável do começo ao fim.O cenário é muito bonito e algumas imagens são primorosas, mas não sei se compensam. Lars Von Triers tonou-se "persona non grata" depois de umas declarações anti-semitas em Cannes.O gosto amargo que o filme deixa em nós acho que colaborou para todo o mal estar.
Em seguida estão dois filmes que gostei, mas não adorei. O primeiro foi "A Arvore da Vida". Considero Terence Malick um questionador social, mas neste filme o achei um pouco transcedental demais.É verdade que é um filme que pulsa, seja através das imagens inseridas propositalmente no contexto ou pelos diálogos que retratam muito bem as relações familiares que estruturam a trama.Mas foi um filme que não me conquistou, apesar do bom trabalho do elenco, principalmente dos meninos.
O segundo, este sim, me pegou pela boca do estômago.Iñárritu não fez feio e Javier Bardem, como Uxbal, nos faz ter vontade de pular dentro da tela para salvá-lo, ou pelo menos sua alma, uma vez que seu corpo não tem salvação."Biutiful' é um filme, pesado, denso e abafado, quase sufocante.Mas o mal estar provocado por Iñarritu, bem diferente de Lars Von Tries, é suportável.Ele costura bem as misérias humanas.
O último é o que mais gostei, talvez por ser mais leve e pela criatividade no retratar um tema já bem batido no cinema: as epidemias. Ridiculamente traduzido como "Sentidos do amor", o filme "Perfect Sense" traz um par de atores protagonistas mais famosos que o próprio diretor. E com certeza, são eles que fazem o filme. O olhar desafiador de Eva Green ao lado do sempre apaixonante Ewan McGregor.E Glasgow faz um excelente pano de fundo.É um filme que fala de limitações, sejam de ordem física ou psicológica, inquietações, amor, mas que nos faz refletir sobre muito mais.
Tem gente que detestou, mas eu gostei bastante!
Vou começar pelo que menos me agradou, o "Melancholia", do Lars Von Triers. A personagem principal já está estampada no título do filme.Acho que meu maior problema seja a resistência ao trabalho da Kirsten Dunst.Honestamente só gostei dela em "Virgens Suicidas". A abertura do filme, embora um pouca longa, é lindíssima. O que ganhou a minha atenção foi o trabalho da Charlotte Gainsbourg, simplesmente perfeito, impecável do começo ao fim.O cenário é muito bonito e algumas imagens são primorosas, mas não sei se compensam. Lars Von Triers tonou-se "persona non grata" depois de umas declarações anti-semitas em Cannes.O gosto amargo que o filme deixa em nós acho que colaborou para todo o mal estar.
Em seguida estão dois filmes que gostei, mas não adorei. O primeiro foi "A Arvore da Vida". Considero Terence Malick um questionador social, mas neste filme o achei um pouco transcedental demais.É verdade que é um filme que pulsa, seja através das imagens inseridas propositalmente no contexto ou pelos diálogos que retratam muito bem as relações familiares que estruturam a trama.Mas foi um filme que não me conquistou, apesar do bom trabalho do elenco, principalmente dos meninos.
O segundo, este sim, me pegou pela boca do estômago.Iñárritu não fez feio e Javier Bardem, como Uxbal, nos faz ter vontade de pular dentro da tela para salvá-lo, ou pelo menos sua alma, uma vez que seu corpo não tem salvação."Biutiful' é um filme, pesado, denso e abafado, quase sufocante.Mas o mal estar provocado por Iñarritu, bem diferente de Lars Von Tries, é suportável.Ele costura bem as misérias humanas.
O último é o que mais gostei, talvez por ser mais leve e pela criatividade no retratar um tema já bem batido no cinema: as epidemias. Ridiculamente traduzido como "Sentidos do amor", o filme "Perfect Sense" traz um par de atores protagonistas mais famosos que o próprio diretor. E com certeza, são eles que fazem o filme. O olhar desafiador de Eva Green ao lado do sempre apaixonante Ewan McGregor.E Glasgow faz um excelente pano de fundo.É um filme que fala de limitações, sejam de ordem física ou psicológica, inquietações, amor, mas que nos faz refletir sobre muito mais.
Tem gente que detestou, mas eu gostei bastante!
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