8.11.11

Querido Júpiter, sei que você adora dar suas voltinhas noturnas.Mas por favor, volte para casa.Estamos preocupados.Tá certo que você é meio genioso, que odeia tomar banho e que reclama de quase tudo, mas mesmo assim, nós te amamos.Os meninos acham que você não volta mais.Mas eu ainda tenho esperanças.Prometo que quando voltar eu te preparo aquelas salsichas carregadas de conservantes que você tanto gosta.Pedirei até uns ossos fresquinhos no açougue para você afiar os dentes.Aqueles que você já cravou nos outros tantas vezes.Volte logo, estou com saudades!!!

7.11.11

Mal o dia começa costumo escutar o barulho do primeiro ônibus de linha chegando lá embaixo na rua. Pensei que havia caído num sono muito pesado e que deixei passar tal ruído.Essa manhã só os passarinhos cantaram, nem os cachorros latiram como costumam fazer quando a movimentação começa lá fora.O motivo? Uma não anunciada greve de ônibus.Parcial, só atinge uma região um tanto abrangente da cidade, mas justamente aquela na qual vivo e trabalho.
Pronto, está instalado o caos nesta parte da cidade.Acho que é exatamente isto que os grevistas desejam.E para piorar o quadro parece que vai chover.Graças a tudo o que eu trabalho não dependo do transporte público, mas acho um desrespeito com quem precisa.
Os protestos e reivindicações deviam ser mais criativos.Os ônibus poderiam circular sem cobrar da população.Experimenta mexer no bolso das empresas para ver se elas tomam uma atitude.A própria população poderia se organizar para fornecer a gasolina para manter os ônibus rodando.
Acho muito fácil simplesmente cruzarem os braços.Os mais engajados vão para as portas das empresas e para os terminais. O restante volta prá casa.
Não acho errado que os trabalhadores do transporte protestem, pelo contrário.É justa a reivindicação deles.Eles protestam por causa das demissões e por melhores condições de trabalho.Mas nem adianta eu reclamar porque é assim que as coisas acontecem desde que o mundo é mundo.
Como quase toda atividade produtiva, a minha envolve uma rede de pessoas trabalhando em conjunto e muitas dependem do transporte público.Já sei que vou para o escritório prá fazer quase nada.
Melhor manter a calma e a tranquilidade antes de sair de casa:

5.11.11

Eu sabia que o roteiro estava chegando ao fim com a fala de Macduff :
"- Macbeth, saiba que estou chegando para acabar com o encantamento que o manteve vivo até hoje." Sabem o que matou Macbeth? Não foi a sede de poder, mas sim excesso de confiança. E acho genial a forma como Shakespeare resolveu a questão. Missão cumprida, até agora.Amanhã vou fazer a planilha orçamentária.Eu pensei que seria um pouco trabalhoso adaptar as falas clássicas da obra para uma linguagem mais próxima de adolescentes de 13 a 17 anos.Mas que nada, foi até que bem tranqüilo.
Mesmo cansada, estressada, com a cabeça em questões determinantes para a minha vida, é escrevendo que relaxo e me transporto.
E falando em me transportar, não era minha intenção repetir o Zeca Baleiro, mas gostei muito da escolha de Luzes da Cidade para ilustrar a poesia musicada de e.e. cummings :




Nalgum Lugar

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

E.E. Cummings
(tradução: Augusto de Campos)

4.11.11

Os termômetros atingiram os 30 graus, mas no final da tarde deu prá sentir o vento que vem do sul.E que delícia aquele ar geladinho que entra pelas narinas e me refresca o espírito...depois de uma semana puxada abro os braços, e com um largo sorriso, recebo o final de semana.Como diz a música do Zeca Baleiro: de você, o futuro, sei quase nada.Mas também não importa."Qual a parte da tua estrada no meu caminho?"



Acho graça nessa letra porque creio que já fui um atalho e até mesmo um desvio.Só sei que hoje caminho! E espero ir longe assim.
Vou passar o final de semana com a cabeça em Macbeth. Até segunda tenho de terminar uns diálogos para o roteiro de um amigo.E acho uma temática tão complexa...mas vamos lá.

2.11.11


O dia começou bem, bem friozinho...prá quem trabalhou foi ótimo! Tinha sol e não fazia calor.O céu estava de um azul etéreo.E conforme o sol foi se pondo o friozinho aumentando.Ainda não escureceu e acredito que já estamos em uns 14 graus, com previsão de menos.
Não estou reclamando, afinal amo um tempo mais frio, mas acho muito estranho.Segundo os meteorologistas desde 1979 que não se registra uma temperatura assim, no mês de novembro, em São Paulo.Dizem que a responsável é uma massa de ar polar.Ora bolas, depois de 32 anos uma temperatura atípica se repete.Novembro por aqui já é mês de calor.As noites frias não costumam passar de Setembro.
Outro dia a televisão local alertava para um verão com muitos temporais.Na Rodovia Anhanguera é possível vermos as marcas da última, que ocorreu no sábado passado.São placas, outdoors e tetos de postos de gasolina retorcidos, além de muitas casas destelhadas.Que verão é este que nos espera? De chuvas, ou melhor, tempestades e frio?
Parece que ao mesmo tempo que a ciência avança, com supercomputadores e aparelhos ultra sensíveis para detectar mudanças climáticas, a natureza avança no sentido de confundir-nos.

1.11.11

Como a Hallow Evening já passou só posso deixar aqui um pedido de bons dias pela frente...sim, ando econômica, tanto na escrita como nas leituras.
Prometo voltar ao normal, em breve.

31.10.11

Tão rico em sua simplicidade, Drummond merece um dia só seu.
Hoje é o dia D.
Dia de deixar aqui um pouco do autor homenageado:



E ele era também um velhote apaixonado:



“Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.”
Carlos Drummond de Andrade

30.10.11

Quero assistir esse filme :


Longe de ser a Sarah Jessica Parker e sua personagem, acho eu, já escutei essa frase diversas vezes.E ultimamente parece que ela tem estado mais presente.Ou talvez eu esteja presente em mais lugares do que deveria.Mal tenho tido tempo de escrever, mas tenho feito a lista mental toda noite...
Pouco tenho participado dos projetos cinematográficos.Mais é por e-mal e telefone e francamente não é assim que se faz cinema. Amanhã à tarde tentarei acompanhar as filmagens de um curta inspirado em Blow Up, com os alunos de uma faculdade de moda.Isso se eu sair do escritório inteira e a tempo.
Isso me lembrou de uma piadinha que recebi por e-mail :o)
Um velho cão, com olhar cansado, andando pela rua, entrou em meu jardim. Eu pude ver, pela coleira e o pêlo brilhante, que ele era bem alimentado e bem cuidado.
Ele andou calmamente até mim e eu o agradei. Então ele me seguiu,entrou em minha casa, passou pela sala, entrou no corredor, deitou-se em um cantinho e dormiu.
Uma hora depois ele foi para a porta e eu o deixei sair.
No dia seguinte ele voltou, fez "festinha" para mim no
jardim, entrou em minha casa e novamente dormiu por uma hora no cantinho do corredor. Isso se repetiu por várias semanas.
Curioso, coloquei um bilhete em sua coleira: "Gostaria de saber quem é o dono deste lindo e amável cachorro, e perguntar se você sabe que ele vem até a minha casa todas as tardes para tirar uma soneca."
No dia seguinte ele chegou para sua habitual soneca, com um outro bilhete na coleira: "Ele mora em uma casa com 6 crianças, 2 das quais têm menos de 3 anos - provavelmente ele está tentando descansar um pouco. Posso ir com ele amanhã???"
QUASE

AINDA PIOR QUE A CONVICÇÃO DO NÃO,
A INCERTEZA DO TALVEZ,
É A DESILUSÃO DE UM "QUASE".

É O QUASE QUE INCOMODA, QUE ENTRISTECE, QUE MATA,
TRAZENDO TUDO QUE PODERIA TER SIDO E NÃO FOI.

QUEM QUASE GANHOU AINDA JOGA,
QUEM QUASE PASSOU AINDA ESTUDA,
QUEM QUASE MORREU ESTÁ VIVO,
QUEM QUASE AMOU, NÃO AMOU.

BASTA PENSAR NAS OPORTUNIDADES QUE ESCAPARAM PELOS DEDOS, NAS CHANCES QUE SE PERDEM POR MEDO,
NAS IDÉIAS QUE NUNCA SAIRÃO DO PAPEL POR ESSA MALDITA MANIA DE VIVER NO OUTONO DO QUASE....

PERGUNTO ENTÃO, ÀS VEZES, O QUE NOS LEVA A ESCOLHER UMA VIDA MORNA; OU MELHOR, NÃO PERGUNTO, CONTESTO.

A RESPOSTA SEI DE COR,
ESTÁ ESTAMPADA NA DISTÂNCIA E FRIEZA DOS SORRISOS,
NA FROUXIDÃO DOS ABRAÇOS, NA INDIFERENÇA DOS "BOM DIA",
QUASE QUE SUSSURRADOS.
SOBRA COVARDIA E ESSA FALTA CORAGEM ATÉ PARA SER FELIZ.

A PAIXÃO QUEIMA, O AMOR ENLOUQUECE, O DESEJO TRAI.
TALVEZ ESSES FOSSEM BONS MOTIVOS PARA DECIDIR ENTRE A ALEGRIA E A DOR, SENTIR O NADA, MAS NÃO SÃO.

SE A VIRTUDE ESTIVESSE MESMO NO MEIO TERMO,
O MAR NÃO TERIA ONDAS, OS DIAS SERIAM NUBLADOS E O ARCO-ÍRIS TERIA SOMENTE TONS DE CINZA.

O NADA NÃO ILUMINA,
NÃO INSPIRA,
NÃO AFLIGE NEM ACALMA,
APENAS AMPLIA O VAZIO QUE CADA UM TRAZ DENTRO DE SI.

NÃO É QUE FÉ MOVA MONTANHAS,
NEM QUE TODAS AS ESTRELAS ESTEJAM AO ALCANCE,
PARA AS COISAS QUE NÃO PODEM SER MUDADAS, RESTA-NOS SOMENTE PACIÊNCIA, PORÉM, PREFERIR A DERROTA PRÉVIA À DÚVIDA DA VITÓRIA É DESPERDIÇAR A OPORTUNIDADE DE MERECER.

PARA OS ERROS, HÁ PERDÃO;
PARA OS FRACASSOS, CHANCE;
PARA OS AMORES IMPOSSÍVEIS, TEMPO.
DE NADA ADIANTA CERCAR UM CORAÇÃO VAZIO
OU ECONOMIZAR ALMA.

UM ROMANCE CUJO FIM É INSTANTÂNEO OU INDOLOR
NÃO É ROMANCE.

NÃO DEIXE QUE A SAUDADE SUFOQUE,
QUE A ROTINA ACOMODE,
QUE O MEDO IMPEÇA DE TENTAR.
DESCONFIE DO DESTINO E ACREDITE EM VOCÊ.

GASTE MAIS HORAS REALIZANDO QUE SONHANDO,
FAZENDO QUE PLANEJANDO,
VIVENDO QUE ESPERANDO,
PORQUE, EMBORA QUEM QUASE MORRE ESTEJA VIVO,
QUEM QUASE VIVE, JÁ MORREU!

PABLO NERUDA

Gosto muito desse sujeito, Neruda.
E quanto mais vivo menos aceito o quase. Não é intolerância, mas sim um desejo de vida, de viver.Um excelente domingo, bem vivo, para todos :o)


28.10.11

Eu diria que a recíproca é verdadeira.Se bem que nunca poderão dizer que em algum dia me faltou vontade nessa vida.Energia e coragem, talvez um pouco, e em raríssimas situações.
(Clique na imagem para ampliá-la)

Changing the subject: O Pedro Coimbra compartilhou conosco uma visão divertidíssima da Europa, bem ao estilo seria trágico se não fosse cômico...vãoque vocês irão encontrar inclusive o Brasil no mapa, com Z.

26.10.11

Tanto ouvimos falar sobre o Haiti, na música, na literatura, no telejornal, mas nada como assistir o documentário de Lucio de Castro, vencedor do prêmio Vladimir Herzog 2011 (merecidíssimo), para compreender a verdadeira realidade daquelas pessoas que mereciam um melhor olhar sobre elas:



Não preciso nem dizer como me senti ao final do documentário, o impulso que senti em correr para lá e abraçar o maior número de crianças, de ter mil braços para abraçá-las todas.

25.10.11

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."
Clarice Lispector

24.10.11

Não que as coisas não estejam bem, nem ruins também, mas ultimamente tenho preferido a companhia dos animais. É com eles que tenho passado a maior parte do meu tempo livre e até me divertido.Seja brincando com as gatas e os cachorros ou somente contemplando-os.Assim como os pássaros que fazem festa nas pitangueiras.Esse é o maior deles, na verdade são dois, penso que seja um casal.Não faço idéia a que espécie pertençam, mas fazem o maior estardalhaço (há uma suspeita de que sejam jacus):




E este também tem sido um excelente companheiro:

22.10.11

Vou dormir escutando essa:

E as pitangas voltaram ao meu jardim para a alegria dos passarinhos.


Tive uma manhã um tanto dura na filial hoje.E uma estrada lotada de barbeiros na volta.Cheguei tão cheia de tudo em casa que fui direto para a cozinha.
Descongelei um estrogonofe.Sim, descobri que é algo que congela e descongela absurdamente bem.Agora, toda vez que preparo, já separo uma parte para congelar.Fiz um arroz soltinho e decidi fritar batatas.
Nada de batata palha comprada, fiz umas Chips caseiras que ficaram maravilhosas.Na verdade cortadas ao estilo Boulanger, que é uma Chips um pouco mais grossa.
Enquanto fritava as batatinhas aproveitei uma lima da pérsia para fazer uma batida bem ao estilo Nigella. Com muito gelo, estava dos deuses.
Depois foi a vez dos passarinhos se fartarem com pitangas.Fui quietinha até a janela e flagrei um ilustre visitante se esbaldando com a fruta.(Cliquem nas fotos para ampliá-las)



21.10.11

Que boa lembrança para uma sexta feira!!!

Hellooooo...sei que não sou o centro do mundo e das atenções, e nem quero sê-lo.Mas eu preciso escutar pelo menos uma vez por dia um Te Amo para que meu dia seja mais feliz.Quando tá difícil eu mesma me digo e assim sigo adiante.Também não é carência, penso que seja mal costume.

18.10.11

Li lá no tal do FB que hoje é comemorado o Dia do Médico.
Quase fui uma, cheguei até a instrumentar por quase um ano inteiro.Passei na primeira fase da Unicamp e fiquei na fila de espera da segunda.Eram 80 pessoas na minha frente... Depois optei por continuar no jornalismo mesmo e não me arrependo.Se eu tivesse sido médica provavelmente tava embrenhada em algum canto necessitado do planeta.E minha vida teria tomado rumos bem diferentes.


Na época diziam que eu tinha de fazer uma escolha.Hoje vejo que eu poderia ter optado por fazer mais de uma.Mas enfim, acho bobagem ficar olhando para trás quando tenho um mundo inteiro pela frente. Só parei uns minutinhos por aqui hoje para desejar parabéns a todos aqueles que optaram por cuidar e salvar vidas.



Eles estão lá e eu estou aqui falando sobre eles :o)

17.10.11

"Neste sábado, milhares de pessoas foram às ruas de cidades do mundo todo, em um dia global de protestos. Os atos questionam a elite financeira, a desigualdade econômica e o socorro aos bancos em detrimento das populações dos países endividados, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
A onda de protestos global, sob o lema "United for globalchange" (Unidos por uma mudança global, na tradução livre), faz parte da iniciativa internacional convocada para 951 cidades de 82 países --incluído o Brasil-- e reforçam o movimento "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall street, em tradução livre), que mobiliza Nova York há quase um mês."
(Da EFE, em Londres/Folha.com)

No Brasil, os protestos acontecem dando ênfase à corrupção.E tanto aqui como no restante do mundo o problema principal é mesmo este.Infelizmente perdeu-se a vergonha na cara.A corrupção contaminou todos os setores da sociedade.

(Foto:Luis Paulo Mariano)

Enquanto isso, em 10 de outubro, três agências da ONU divulgaram o resultado de um trabalho conjunto que logo de cara já afirma que:
“Mesmo se atingirmos as metas do milênio até 2015, 600 milhões de pessoas ainda sofrerão por causa da fome. Assistir 600 milhões de pessoas passando fome regularmente é inadmissível. Toda a comunidade internacional deve agir com urgência e energia para banir a insegurança alimentar do planeta”.

Novamente vamos esbarrar na corrupção e num sistema ineficiente de produção e distribuição de alimentos. No Brasil perdem-se toneladas de alimentos por questões políticas e econômicas.Os chamados "distribuidores", que na prática são intermediários entre o produtor e o consumidor, também fazem parte deste sistema corrompido aonde o que não gera lucro deve ser descartado.

Mundialmente o clima tem afetado o panorama agrícola do planeta.Mas até mesmo a questão climática pode ser contornada.Não contornável é a falta de vontade política para acabar coma fome no mundo.

Na África, por exemplo, a coisa anda bem pior. São 4 milhões de pessoas em situação crítica de risco alimentar.Alí, além da seca, em algumas regiões do continente continua ainda uma Guerra Civil iniciada em 1991, que dificulta o trabalho das equipes de ajuda humanitária.

E alguém pode estar se perguntando sobre o seu papel nisso tudo e concluindo que não pode fazer muito a respeito.Pode sim, pode se opor a todo e qualquer tipo de corrupção.Pode manter-se firme, correto e não se deixar levar pelo sistema que uma hora vai tentar te corromper.

16.10.11

Eu não consideraria isso que estou sentindo hoje como crise da meia idade. Estou me sentindo, e estou mesmo, mais velha.Não vejo problema algum nisso.Me encontro naquele ponto em que não poderia mais fazer o que já fiz, mas que ainda tenho muito para realizar como essa nova pessoa que conheço mais e mais a cada dia.Ontem assisti um filme nacional engraçadinho, sem muitas pretensões, mas que traduz direitinho um período da minha vida pregressa.Me vi muito na personagem da Fernanda Souza.


É aquela fase aonde você já abandonou boa parte das ilusões, como o primeiro namorado e o amor para toda vida.Muita gente retoma isso um pouco adiante, mas já é outra história.
Essa fase do filme precede aquele momento em que sabemos que devemos crescer e adquirir responsabilidade, o que muita gente costuma chamar de liberdade.Tenho lá minhas dúvidas de quando somos realmente livres.
Até pouco tempo atrás eu pensava que podia voltar no tempo.Não é que não dá, é que nunca mais será como foi, porque eu mudei, porque todos mudam.E cá entre nós, deve ser muito chato ficar repetindo-se.
Atualmente me sinto realizada por ter a certeza de que aproveitei bem demais a vida até hoje.As dificuldades, resolvi de maneira bem peculiar, atropelando-as sem dó e nem piedade.Se sobrou alguma coisa é porque não consegui passar por cima.E assim pretendo continuar até o último dia da minha vida.

15.10.11

Hoje minhas pernas não acompanham mais os meus impulsos de sair caminhando por aí ao estilo Forrest Gump, ou coisa parecida. Talvez seja por isso que gosto tanto de dirigir em estradas, pelo sentido de amplitude, pela capacidade de ir além.
Luto contra o que me limita fisicamente com exercícios, novos remédios que ponham juízo nos meus hormônios descontrolados, mas ainda assim minhas pernas reclamam e meus joelhos gritam quando a caminhada é longa.
Mas não é isto que me impede de ir aonde quer que eu queira chegar.Vou devagar mas chego lá.Quanto mais longo o caminho, maior o desafio e mais eu gosto.Sendo assim, sinto um imenso prazer em pegar estradas.E quanto mais desertas melhor:



Gosto da sensação de estar só no meio do nada.É aí que minha força interior se faz mais presente.É aonde penso melhor, respiro melhor e obtenho respostas que já havia desistido de tentar encontrar.Aonde sinto um intenso acolhimento da natureza.E dela nunca tenho medo!